sexta-feira, 8 de setembro de 2017

RESTAURANTE DÁ CARDÁPIO SEM PREÇOS PARA MULHER

Está acontecendo uma polêmica aqui em Fortaleza por causa do cardápio de um restaurante. Eu só fiquei sabendo, na verdade, por que um jornalista me ligou pra me entrevistar sobre o assunto.
Um restaurante na Praia de Iracema, o Moranga Bistrô (acho que nunca comi lá), tem dois cardápios. Um, com os preços, é pros homens, e outro, sem os valores, pras mulheres. O estabelecimento vê isso como cavalheirismo e romantismo. Felizmente, um montão de gente não encarou esse machismo da mesma forma. Começou com um texto de uma advogada no Facebook, no final de agosto. 
Ela escreveu: "Em pleno século XXI, eu não posso saber o preço da comida que eu vou comer? Por que o restaurante simplesmente pressupôs que eu dependo do meu marido pra pagar a conta?!" (alguns dias depois, diante da repercussão, ela apagou a postagem).
O restaurante se defendeu com uma nota em que dizia o de sempre: "o fato de um de nossos cardápios não possuir o valor, não significa que somos machistas, mas sim, de uma maneira descontraída, querermos simbolizar o cavalheirismo que faz parte da nossa identidade. [...] em nenhum momento tivemos a intenção de menosprezar ou constranger nossas clientes. Pelo contrário, amamos enaltece-las" (sic). 
O que tem de descontraído em assumir que mulher não pode pagar a conta? Como tratar mulheres como incapazes as enaltece?
O caso em Fortaleza não é novidade. Já contei uma história real que ouvi, não presenciei, sobre um estudante de medicina em SP que, para impressionar uma moça, a levou para jantar num restaurante caríssimo, o Fasano. Parece que o Fasano também adota essa estupidez heteronormativa de dois cardápios, o sem preços para a freguesa. 
Mas o garçom se enganou e deu dois menus sem preços para o casal. O carinha ficou com vergonha de exigir outro cardápio e foi pedindo sem saber quanto estava pagando. No final, quando veio a conta, deu 8 mil reais (e isso que o caso já tem mais de cinco anos, então considere a inflação do período). O rapaz passou mal, pagou com um cheque sem fundo, e no dia seguinte foi negociar com o restaurante, pois não tinha o dinheiro. Parcelou em quatro vezes. Pra coroar a noite, ele tampouco impressionou a moça. Não houve um segundo encontro. 
Na minha opinião, conta de restaurante (e motel também) deve ser dividida. É o preço da igualdade. Mas há exceções. Primeiro que ainda não atingimos a igualdade -- homens ainda ganham cerca de 30% a mais. Depois que nosso mundo machista instituiu que é totalmente normal uma mulher namorar ou casar com um homem 5, 10, 15 anos mais velho que ela, enquanto não aceita que uma mulher namore ou case com um cara 5, 10, 15 anos mais jovem. E essa diferença de idade pode causar discrepâncias. Por exemplo, um homem de classe média com 30 anos com sorte já terminou a faculdade e está empregado, enquanto a moça de 20 ainda estuda e não tem dinheiro pra nada. Não me parece justo dividir a conta nessas condições. Quem ganha mais pode pagar mais. 
Quanto ao chamado "cavalheirismo", eu já falei em outro post: gentileza não tem gênero. Eu acho ótimo se um homem ou uma mulher quiser abrir a porta pra mim (principalmente se eu estiver segurando alguma coisa). Procuro sempre fazer o mesmo, com homem ou mulher. 
Porém, o tal cavalheirismo, do jeito que nos é vendido, parece ser muito seletivo. Parece ser algo apenas para algumas mulheres. Quais? Pra começar, aquelas que sabem o seu lugar. Em segundo lugar, a sociedade certamente não vê mulheres não brancas ou pobres como merecedoras da gentileza masculina. 
Além disso, o tal cavalheirismo muitas vezes soa como uma compensação. Tipo assim: você, por ser mulher, vai ganhar menos, vai ser vista como inferior, vai ser ameaçada com violência, vai ser aterrorizada com a ameaça do estupro, vai ter seu corpo vigiado, vai ser agredida por ser mulher, mas em algumas noites, quando você sair com um cara, ele vai pagar a conta. Puxa, que romântico!
Imagino que a imensa maioria das mulheres aceitaria pagar a conta de boa em troca da igualdade que tanto queremos. 

62 comentários:

Felipe Roberto Martins disse...

Gente, vamos escolher um local mais barato e com qualidade, e sempre rachar a conta!

Anônimo disse...

Na hora do naufrágio o cavalheirismo é bem vindo

Anônimo disse...

Querida Lola, que bom ver seu texto sobre esse restaurante do século passado. Abraços e bom final de semana!

Anônimo disse...

Não é preciso mimimi, textao na face, problematização, basta falar assim: garçom, por favor me dê um cardápio com preços, resolvido o problema.
Até pq as mulheres que se incomodam com isso geralmente não tem o jantar pago por um homem, aliás, elas nunca são convidadas para jantar

Anônimo disse...

Anônimo do naufrágio,

Quantos naufrágios vc já passou na sua vida, mesmo?

E sabe quantos ataques só por ser mulher eu já sobrevivi?



Anônimo disse...

Não essa história de gravidez por acidente, só engravida quem quer, se vc chegar em uma tribo isolada da civilização e perguntar: como os bebês são feitos? Eu garanto que eles vão te responder certo.
Portanto esse papo de ainnn eu fiquei grávida por que não tinha informação não cola, por isso eu sou pró vida

Anônimo disse...

Mulheres independentes nao necessitam de homens para pagar nada

Anônimo disse...

Querido assuma vcs nao sao pro vida sao pro parto pois depois do parto vcs querem que a mae se exploda com filho

Anônimo disse...

Detesto quando feministas querem falar por todas as mulheres.

Eu como mulher me sinto muito confortável em aceitar um jantar.

Só porque vcs querem eu vou ser obrigada a começar a pagar conta?

Acho muito válida a causa feminista, eu mesma sou sobre muitas questões.

Mas tem limites sobre certas questões da intimidade individual.

Daqui a pouco só porque vcs querem as mulheres vão ter de carregar saco de cimento ou trocar pneu também!

Anônimo disse...

Em São Paulo tinha um lugar (fechou já, uma pena, diga-se) na Rua Avanhandava, famosa porque todos os estabelecimentos são de um mesmo grupo, que fazia assim também. Eu já conhecia o preço de tudo por ter ido sozinha várias vezes mas quando ia acompanhada, meu cardápio era sem preço também.

Na prática dava no mesmo, a gente simplesmente trocava o cardápio caso eu quisesse confirmar o valor e ou rachava a conta, ou ele pagava, ou eu pagava, tanto faz.

Agora se a pessoa fica constrangida em pegar o outro cardápio e quer fazer a bonita, aí a culpa não de de ninguém kkkkkkkkkkkkkk

De qualquer modo, me parece que essa conduta afeta Direitos do Consumidor e não poderia ser assim. Nos outros restaurantes do grupo, mesmo os mais upper, eles já não faziam isso.

Anônimo disse...

Quem tem vergonha de perguntar preço tem mais que se lascar mesmo, tenha dó.

Anônimo disse...

Acho engraçado que é só em lugar foda, tipo Fasano, que tem gente com vergonhazinha de "perguntar preço"... enquanto isso quebra o pau no caixa da padaria por conta de 10 centavos a menos no troco. Conta outra, né galera?

Anônimo disse...

Só existe cavalheirismo em naufrágio na tua cabeça entupida de Titanic, idiota! Normalmente quem tá morrendo, seja homem ou mulher, preocupa-se primeiro em salvar a própria vida. Talvez a vida dos filhos primeiros. E é normal lutar primeiro pela própria sobrevivência. Deixa de falar merda que tu de cavaleiro não tem nada

Anônimo disse...

Essa história do Fasano parece uma outra que já ouvi 300 vezes, mudam só o nome do restaurante, que a pessoa pediu uma garrafa de vinho, achou que os números ao lado eram preços ('82, '76) mas na verdade era o ano da produção da uva, blablabla, era XX.XXX reais de conta e acertou pagar a metade.

Queria eu uma garrafa de vinho cada vez que me contaram isso.

Anônimo disse...

a internet é um lugar tão maravilhoso que até na caixa de comentários do blog da Lola a gente encontra especialistas em naufrágio

Anônimo disse...

Oh tadinho! Ele odeia tanto as feministas que precisa criar a fantasia da feminista mal-comida, sozinha e infeliz para não morrer de desgosto e raiva. Tadinho!! Que pena pra você que a realidade não é assim. Há algumas mulheres feministas e não feministas sozinhas. É só isso. Lide com a realidade e não chore mais.

Anônimo disse...

Em que mundo você vive, querida? Já existem mulheres que carregam saco de cimento e trocam pneus de carro. Estou só te informando. Parece que você passou uns 60 anos fora da terra. O que está se reclamado e de haver diferenças de tratamento para homens e mulheres no restaurante sendo que no tratamento da mulher se supõe que ela não deve pagar conta coisa que nem toda mulher concorda. Ninguém está obrigando você a pagar nada. E o feminismo tem objetivos mais nobres que te obrigar a pagar uma conta. Sou da opinião que o cardápio feminino deve ter preço sim! Se a mulher não quer pagar deve combinar isso com o parceiro e ser obrigada pelo restaurante a ter conta paga pelo homem.

Anônimo disse...

Anon 17:58 quem falou em te obrigar a pagar alguma coisa. Combine com seu par que ele pague a conta!

Anônimo disse...

Aliás, combinar quem vai pagar a conta deveria ser uma questão de decisão individual, um acordo do casal e não uma imposição do restaurante para que o homem pague.

Anônimo disse...

Anon 17:58

. Em países igualitários, mulheres e homens carregam sacos de cimento, se desejarem exercer o emprego (é opção e vi mulheres trabalhando na construção civil muito felizes - aliás, no capitalismo também trabalham nessa área, fazem serviço mais bem feito, desperdiçam menos material e ainda assim ganham menos)
. Em qualquer país, mulher troca pneu de carro. Claro, se tiver alguém com mais força ao lado, a ajuda é bem-vinda porque o trabalho tende a ser feito mais rápido. É questão de força física, assim como na hora de empurrar um guarda-roupa ou outra coisa bem pesada (a única diferença entre mulheres e homens, o que justifica inclusive o homem carregar a criança e a mulher a sacola, mais leve*... ih, acho que não é isso que eu vejo sempre)
[* até porque o ´pesado´ mesmo ela quem fez: gestar, parir, amamentar...]
. A luta é por igualdade, então com toda a razão a Lola, pessoas podem pagar contas a outras, desde que queiram fazer uma gentileza, agora pressupor que homens vão pagar contas para mulheres é naturalizar a desigualdade, as diferenças de salário, de oportunidades, a ausência de direitos iguais. Naturalizar e "institucionalizar", além de contribuir para eternizá-las.
Ideias expostas no texto sem qualquer reparo a fazer!

Anônimo disse...

Muita polêmica pra nada.

Anônimo disse...

Bem, eu mesma conheço mulheres 300x mais fortes que homens. Isso de homem ser mais forte não é uma regra. Depende de cada caso.

O restaurante dar o cardápio sem preço para as mulheres é realmente ridículo. Mas acho que o feminismo tem pautas mais importantes com o que se preocupar. O homem deveria pagar a conta, me digam o que é uma conta de restaurante perto de toda a opressão que os homens impuseram às mulheres durante a história da humanidade?

Joana disse...

Quando um homem convida uma mulher para ir a um lugar onde ela receberá um cardápio sem preços, há um lado positivo: passa-se a conhecer o entendimento com que ele coaduna, sem máscaras. A partir daí, a mulher pode se posicionar caso isso lhe seja agradável ou desagradável e ambas as hipóteses são direito seu. Particularmente, acho ridículo, bizarro mesmo, que seja dado à mulher um cardápio sem preço. Pergunto-me qual seria o procedimento caso o restaurante recebesse um casal de mulheres.

Ana Carolina Serrao disse...

Então, partindo do ponto de vista do referido restaurante...Se duas mulheres forem jantar juntas, ninguém paga a conta? Vão dar cortesia às duas?

Pelo amor...

Que cada um de nós pague pelo que compra/gasta/consome. Independentemente de gênero!

Sem preços diferenciados em restaurantes e baladas. Chega!

Mulher não é dependente de homem, nem chamariz/isca de noitada.

Joana disse...

Fiz um questionamento semelhante, Ana Carolina. Tenho namorada. Como procederiam? Endosso o seu comentário na íntegra.

Joana disse...

Fecho com seu comentário, Felipe. Qualidade, bom preço e gentileza recíproca - tudo de bom.

Joana disse...

Acorde, pessoa! O mundo é polêmico, a vida é polêmica e até a morte o é. Se duvidar, até o nada deve ser polêmico.

Anônimo disse...

Trocar pneu é a coisa mais fácil do mundo e carregar saco de cimento na carriola também.

Só homem acha legal ser burro de carga mesmo, talocs.

Anônimo disse...

Não sei com quem vocês andam saindo mas é só na internet que eu vejo esse tipo de "polêmica" com conta. Na prática é uma coisa que se resolve em 5 segundos, fazendo uma simples pergunta antes de pisar em qualquer lugar.

E cá pra nós tá cheio de homem aí que fica mais de pau duro por pagar tudo do que pela mulher que está com ele. Adoro, sobra mais dinheiro pras brusinha e também não sou daquelas fica insistindo muito. E tem uns que inclusive gostam que você peça as coisas mais caras... tem de tudo né gente?

E entendam uma coisa, eles não fazem isso pra impressionar mulher PORRA NENHUMA. A mulher que tá ali tanto faz, o que eles querem é impressionar a si mesmos e aos amigos, eu ja vi gente que teve coragem de tirar foto da conta do restaurante, postar no whatsapp e contar aquela vantagem de homem "olha aí quanto tá me custando, não sei o que", porque é assim que homem garganteia a própria capacidade econômica. Se ele tem uma esposa 'cara', uma namorada 'cara', é sinal que tem pra pagar. Todas já cansamos de ver essa situação acontecendo.

Por isso que não tenho um pingo de pena.

donadio disse...

Sugiro que as mulheres passem a frequentar o restaurante em grupos, comer e recusar-se a pagar. Afinal, não tem preço, deve ser de graça.

Né não?

Anônimo disse...

Cavalheirismo é uma forma de dizer à mulher que ela é uma coitada incapaz.

Anônimo disse...

Sempre dou risada de quem acha o Fasano exemplo de restaurante chique. Só vai velho e sempre os mesmos aliás, deve ter alguma sala de bingo escondida ali, uma filial da Droga Raia, sei lá. Se tem gente nova é gaiato que está conhecendo o lugar (pra nunca mais voltar) ou convite de relações públicas (tipo presença vip). E o lugar em si não é grande coisa. Brasileiro acha que restaurante bom e restaurante caro são sinônimos... não tem jeito né, a pessoa sai da favela mas a favela não sai do sujeito.

Anônimo disse...

Mas o garçom se enganou e deu dois menus sem preços para o casal. O carinha ficou com vergonha de exigir outro cardápio e foi pedindo sem saber quanto estava pagando. No final, quando veio a conta, deu 8 mil reais (e isso que o caso já tem mais de cinco anos, então considere a inflação do período).






Também já ouvi essa história mil vezes, de mil valores, restaurantes e formas diferentes mas imaginando que fosse verdade, se a pessoa não está em um casamento ou qualquer outro evento boca-livre ou seja, está em um lugar que presume a vinda de uma conta, se ela "não pergunta" e "vai pedindo", sinto muito mas é alguém querendo aplicar golpe.

E não tem que exigir nada não, é só pedir. A mulher pode pedir o cardápio com preço também, se não pede é porque tá querendo aplicar outro tipo de "golpe", tá querendo desconversar do assunto.

Tem vários lugares assim, aqui e fora do Brasil que o cardápio da mulher vem sem preço. A gente dá uma risadinha, pede a porra do cardápio certo e fim de história.




Anônimo disse...

Meu noivo ficou sem trabalhar quase dois anos e nessa época continuamos a nos ver e a sair normalmente, comigo pagando. Entre nós, sempre acontecem umas situações engraçadas. Eu bebo, ele não. Então na hora de pedir uma cerveja e um suco de laranja, é claro que o suco é colocado pra mim. Ele é vegetariano quando dá vontade (a menos que peixe entre como um tipo muito particular de vegetal), eu sou absolutamente carnista, tipo mulher das cavernas com o filé de brontossauro, então pra quem vocês acham que é colocada a bisteca e pra quem vai a salada? Eu dirijo (desde os 12, mas não contem a ninguém), ele mal anda de bicicleta, pra quem as chaves do carro são entregues? E nessa época dele sem trabalhar, é claro que é do lado dele que vinha o livrinho preto com a conta dentro.

Sinceramente, não vejo motivo pra criar caso em cima de nenhuma dessas coisas. É assim mas não muda a vida em nada então veio cardápio sem preço? Pede com preço, não precisa fazer barraco. Puseram o prato errado pra você, por presunções de feminilidade? É só trocar. Deram a chave pro namorado? Ele entrega a chave pra você e acabou. Hoje em dia parece que o povo sai de casa pra caçar confusão e postar no Facebook, eu heim.

Anônimo disse...

O restaurante é propriedade do dono e ele põe o cardápio que quiser! Quem não gostar, que peça um cardápio normal. Com toda certeza eles não vão te negar. Essas clientes desses restaurantes com certeza não são coitadas precisando de ajuda.

Também sou a favor do feminismo, concordo com muitas pautas e existem duzentas mais importantes do que essa bobagem!

Como a colega falou, cada uma com seus limites. Provavelmente o cardápio desse restaurante está dentro dos limites das mulheres q lá frequentam. Até porque os/as clientes são pessoas com dinheiro e não dividir a conta é só questão de gentileza e cavalheirismo. Eu mesma saio sem dinheiro com meu namorado e isso não é uma questão pra gente.

Joana disse...

Sobre a troca de pratos ou bebidas, sempre acontece comigo. Saio bastante com meu irmão, sendo que ele é o natureba e eu, a adepta do dia do lixo que mete o pé na jaca com força. Gosto de bebidas fortes mas meu irmão detesta álcool. Isso nunca impediu que nos divertíssemos juntos. A gente troca os pratos, os copos e toca o barco. A gente racha a conta. Ou não. Um de nós paga. Acho que entre a gente isso é tão fácil porque existe amor e onde há amor, primeiramente há respeito. Ah... e, graças a Deus, nunca nos deparamos com a bizarrice do cardápio separado, não.

Anônimo disse...

17:58 é a típica sexista por conveniência, é feminista na hora de dividir as tarefas domésticas mas é machista na hora de dividir a conta e trocar o pneu.

Anônimo disse...

Eu não concordo com o argumento de que a mulher tem o ônus de ter um salário menor, quem nunca viu um casal em que o salário da mulher é muito maior que o do homem? E se a mulher for branca e o homem for negro? Baseando nesse argumento, os negros também não deveriam pagar a conta porque de acordo com pesquisas os negros recebem em média a metade do salário dos brancos:

http://noticias.r7.com/economia/noticias/salario-de-brancos-e-o-dobro-do-recebido-por-negros-e-pardos-20120629.html

Tem mulheres (não todas) que ainda gostam do "cavalheirismo" ou de pegar meia entrada na balada, mas o racismo é tão ruim que nem essa pequena vantagem dá aos negros, como não dá vantagem em nada.

Sofia disse...

Já é costumeiro toda vez que vamos eu e meu namorado em algum restaurante entregam a comanda pra ele sempre. Já fiz vários testes, entrei na frente dele, entrei sozinha, mas a comanda é sempre entregue pra ele, por óbvio, não são todas as vezes ele que paga, então chega a ser até engraçado..Não entendo como as pessoas podem julgar que sempre será o homem que vai pagar. Outra coisa horrível que já aconteceu comigo mais de uma vez comigo foi o garçom ou garçonete ir à minha mesa anotar os pedidos e se dirigir apenas para o meu namorado, tipo olhar pra ele e perguntar o que vão pedir, e vão beber alguma coisa? Como se eu não tivesse voz. Uma das vezesuas, quando meu noivo estava acabando de falar eu interrompi e já comecei a falar dizendo...Tô aqui também ok, pode direcionar a pergunta pra mim, eu decido o que eu quero..kkk

Anônimo disse...

06:58, quando eu saia com minha namorada era eu que pagava e eu nem me importava porque eu sempre consumia muito mais que ela mesmo (ela nem bebia), no entanto teve uma vez em que eu estava sem dinheiro e ela pagou sozinha, só que o garçom deu a conta para mim quando pedimos, e olhe que nós nunca tínhamos ido lá antes, ou seja, eles não conheciam nosso comportamento. Nesse dia eu percebi que os restaurantes e bares têm o habito de entregar a conta para o homem pagar mesmo.
Eu só pago para namorada também, se for para "conhecida" eu sempre divido, no entanto muitas mulheres têm o habito de deixar para nós pagarmos sozinhos. Certa vez eu tinha marcado um reunião com os colegas da universidade e fui o primeiro a chegar no bar. Depois chegou uma garota que eu nem conhecia (era colega dos meus colegas). Abrimos uma conta e como o pessoal não chegava de jeito nenhum resolvemos fechá-la. Quando a conta veio, ela ficou olhando para mim com uma "cara de paisagem" esperando EU pagar, isso depois dela ter dito que era gerente de uma empresa de ônibus e contado um monte de vantagens financeiras para mim. As mulheres dessa página aqui (que sempre dividem a conta) não são a regra, são a exceção.
Também já vi mulheres de 25 anos chamarem homens de 50 ou até mais velhos para mesa delas na hora de pagar a conta, só que depois da conta paga elas davam o fora kkkkk.
Também aconteceu várias vezes de mulheres que eu nunca vi na vida me pedirem para pagar bebidas na balada, só que eu nunca paguei porque me revolta a mulher só se aproximar querendo me explorar ao invés de se aproximar de mim para conversar e me conhecer.

Anônimo disse...

Sou o 08:01.
Esse blog é feminista, então não tem uma amostra representativa da sociedade. Eu tenho minhas observações pessoais, mas façam uma experiência: procurem debates sobre cavalheirismo e quem deve pagar a conta do bar em sites de notícias da internet e vocês verão a quantidade de mulheres que aparecem para defender o cavalheirismo com unhas e dentes. Tanto na questão do preço diferenciado na entrada quanto com relação a quem deve pagar a conta, são questões que estão longe de ser unanimidade entre as mulheres. Se existissem apenas homens que aprovam o cavalheirismo ele nem existiria.

Anônimo disse...

Fiquei casada 17 anos, divorciei e "voltei para o mercado" rsssss e nossa, estranhei tudo. Ganho mais que 99.99999999999% dos homens com quem saio então conta nunca foi caso pra mim, mas o que tem de homem que se ofende se não pagar tudo não é brincadeira, eles se sentem por baixo. E eu achava que isso era mais coisa de gente da minha idade, saí com uns rapazes mais novos e é igual. Aí eles fazem bonitinho, pagam, depois falam que mulher é isso e aquilo. Vai entender.

Anônimo disse...

na prática vejo muito mais insistência dos homens em pagar do que resistência das mulheres em não pagar ou rachar

tem homem que inclusive é chato com essa merda, pinto cai no chão se não pagar e com esse tipo é bom tomar cuidado porque é gente que se sente em certos direitos, aí a mulher agradece o jantar, dá dois beijos de despedida e vai embora pra casa, prooooooooonto, tadinho do macho explorado, como assim a mulher não deu pra ele com ele pagando tudo

se a intenção é pagar pra ter sexo, melhor combinar isso antes com uma profissional do ramo, não? bem mais honesto do que fazer essa patifaria

Anônimo disse...

"na prática vejo muito mais insistência dos homens em pagar do que resistência das mulheres em não pagar ou rachar". Você está dizendo isso porque é mulher e não vê a quantidade de mulheres que "vão ao banheiro" na hora que a conta vem, saem para a balada com o namorado sem dinheiro, ou dizem que o homem pagar a conta é "romantismo". Experimente tentar pagar A SUA PARTE e veja quantos homens vão criar caso ou ficar incomodados com a ideia. Quanto ao que você disse sobre querer que aja sexo, se eu quiser isso mesmo eu pago um prostituta, não procuro alguém para sentar em mesa e conversar.
E 10:53, eu só não gosto da mulher pagar tudo sozinha porque dá a sensação de que eu estou "explorando". Quando tinha 22 anos e ainda era estudante "quebrado" eu conheci uma mulher separada de 46 anos. Ela já era financeiramente estável. Ficamos algumas vezes e ela queria me levar em uma viagem. Eu disse que não ia porque não tinha dinheiro. Ela insistiu muito e eu não quis ir. Já teve caso de amigo homem querer me bancar também e eu não aceitei, eu sempre gosto de pagar a minha parte, acho muito feito ficar explorando as pessoas, mesmo quando a iniciativa parte delas. Eu só saio quando tenho dinheiro para pagar A MINHA PARTE, mas quando a mulher faz questão de pagar a parte dela ela ganha pontos comigo, com certeza.

Anônimo disse...

Saindo com rapaz novinho? Tem vergonha na cara não?

Anônimo disse...

É só juntar as peças. Suquinho, saladinha, não dirige, confortável em ser sustentado. Isso é praticamente uma mocinha.

titia disse...

Realmente, é bem simples de resolver. É só tacar o cardápio na mesa (ou na cara do gerente), se levantar e sair porta afora enquanto manda um "Se ferrar, nunca mais volto nessa pocilga". Na hora que dói no bolso eles aprendem. Pra quê gastar meu dinheirinho suado num lugar que não me respeita?

Isso de homem insistir em pagar a conta é "humbble bragging", como alguém já comentou num post anterior. Tanto o neandertal que se enfurece se a mulher pagar a conta quanto o que reclama das vadias exploradoras que deixam a conta pra ele pagar na verdade quer se gabar com os outros primatas de que ele tem dinheiro pra que as mulheres gastem. Quem ele quer impressionar são os outros caras, nem sei por que se dão ao trabalho de sair com as mulheres se o que eles querem é a atenção dos outros homens. Convidem os homens pra sair, paguem tudo pra eles e pronto. Nos deixem fora dessa palhaçada.

Joana disse...

Ué... A Anon acima pegou seu namorado, pessoa? Nada justifica o seu piti, viu? Vai dormir!

Anônimo disse...

Titia disse: "Tanto o neandertal que se enfurece se a mulher pagar a conta quanto o que reclama das vadias exploradoras que deixam a conta pra ele pagar na verdade quer se gabar com os outros primatas de que ele tem dinheiro pra que as mulheres gastem". MENTIRA. Que o "neandertal" bate no peito que paga sozinho querendo aparecer, querendo "fazer bonito" ou dar uma de "bonzão" eu concordo plenamente, mas eu discordo totalmente que o que reclama também quer se gabar, até porque eles também reclamam anonimamente (na internet por exemplo) e muitas mulheres chamam eles de "mesquinhos", "pão duros" ou de uma forma mais branda dizem que eles são deselegantes. Até aqui eles estão sendo acusados por reclamar também rs. Então é totalmente incoerente você dizer que o homem quer fazer bonito "reclamando" que paga algo. Reclamar da margem para as mulheres e pessoas em geral te acusarem de "pobretão", "pão duro", "mesquinho" e até "vagabundo" como eu já vi.
Eu concordo com o que você disse sobre o homem que EXIGE PAGAR SOZINHO, mas compará-lo com o que reclama é totalmente incoerente, não faz o menor sentido. São situações opostas.

Liana hc disse...

Quando eu não tenho como pagar a minha parte (comida, transporte...), eu nem saio de casa. Já para algumas pessoas, tem toda uma dança social aí, cheia de regras e hábitos. Às vezes é difícil conciliar, desconstruir, mesmo com boa vontade.

titia disse...

13:43 sabe o cara que reclama que a esposa gasta demais? Na verdade ele quer dizer que tem dinheiro pra que a mulher gaste. Isso é humbblebragging, colega, e é uma versão moderna de dois macacos gritando um com o outro na selva pra mostrar quem é que manda. Claro, tem também os que reclamam pra chamar a atenção das mulheres, porque não suportam a verdade, porque a carapuça serviu, porque não tem dinheiro pra se exibir pros outros primatas, etc. No máximo dos máximos 2% dos homens que reclamam dessa questão o fazem pra criticar o machismo - e os que vem no blog da Lola reclamar da injustiça horrenda que é os homens terem que pagar a conta não estão incluídos nesses 2%.

Anônimo disse...

Titia, agora se o cara não achar justo sempre ter que pagar tudo sozinho e reclamar que é explorado é porque está se "exibindo"? Fala sério Titia! Quem quer passar a imagem de que tem muito dinheiro não chora pagamento de contas. Suas deduções e números são SURREAIS. O homem não pode reclamar nem do próprio machismo (das mulheres inclusive, ou elas são de outro planeta?) que ele só quer se exibir? O que você fez foi procurar uma forma de culpabilizar TODOS OS TIPOS DE HOMEM QUE EXISTEM, tanto os que argumentam contra a divisão das contas quanto os que querem dividir (o oposto), mas você o fez com argumentos surreais. Agora nós vamos dizer que as mulheres que reclamam que fazem as tarefas sozinhas é porque estão se "exibindo" também, que tal? Faz tanto sentido quanto o que você falou. O cara não pode nem reclamar de algo que o incomoda que tem motivos "obscuros" por trás disso, que piada. Dinheiro não nasce em árvores, o homem reclama porque se sente explorado, só isso. Você não sabe nada sobre os homens, só faz conjecturas sem o menor sentido.

titia disse...

15:11 eu nem falei dos homens que dividem a conta. Quem divide a conta não fica chorando sobre o assunto nem reclamando que é explorado por vadias gananciosas, divide a conta e ponto. Quem fica chorando e reclamando é quem quer se gabar de ter tanto dinheiro que pode dar pras vadias gastarem. Diz que é explorado, que gasta dinheiro com essas ingratas, mas o que ele está dizendo pros outros neandertais é: eu tenho tanto dinheiro que posso dar pra essa vagabunda e não me faz falta, seus pobres. É simples, de fato:

Se o sujeito diz que precisa dividir a conta porque não consegue pagar tudo sozinho/porque agir como "cavalheiro" é machismo, então ele está falando sério (reafirmando, homens que dividem a conta em geral não reclamam. Dividem a conta sem dar showzinho e sem espernear e seguem em frente).

Se o sujeito reclama de ser explorado, de ter que pagar tudo pras vadias, que dinheiro não dá em árvore e eles não deviam ter que pagar tudo, etc. mas não fala de machismo nem de problemas financeiros é humbble bragging.

Agora com licença sim? Pelo seu chilique cheio de assuntos paralelos e acusações infundadas (releia meus comentários e copie e cole a parte em que eu falei que homens que querem dividir a conta estão fazendo humbble bragging), a carapuça serviu e eu não ligo pra suas bolas doloridas.

Anônimo disse...

Não é por nada não mas namoro há 6 anos e desde então NUNCA paguei a conta. Minto, as vezes que paguei ele ressarciu o dinheiro! Nunca falamos sobre dividir, não quero dividir nem a pau. A propósito, adoraria ser convidada a um restaurante desses *-* amo comida italiana e adoro homem cavalheiro.

Anônimo disse...

Só com pobre que dá problema de conta kkkkkkkkkkkkk é um tal de "eu comi 3 bolinhos e você comeu 5, então vou pagar só meus 3 bolinhos" que não é brincadeira, acho uma mesquinharia do caralho isso, prefiro não sair com gente assim (nem falo só de interesse romântico mas de amigos mesmo, colegas de trabalho, gente mesquinha é uma merda em qualquer situação).

Agora teve uma vez que eu claramente levei um "golpe", conheci o cara por aplicativo e marcamos de nos encontrar em um lugar que frequento há pelo menos dez anos, todo mundo me chama ali pelo nome e eu chamo todo mundo pelo nome, conheço a dona, o marido, os filhos, já deixei pra acertar conta várias vezes depois, é tipo minha segunda casa e por isso que gosto de marcar encontro lá porque se acontecer alguma zica tenho um restaurante inteiro do meu lado. É um lugar bem arrumadinho e não é caro.

Cheguei primeiro, pedi uma cerveja, depois o cara chegou, comemos, conversamos, tava tudo rolando super bem e aí chegou o momento da conta, que foi entregue pra mim simplesmente porque sou praticamente da casa, pois o sujeito na maior grosseria do mundo tomou a conta da minha mão e veio falar o "deixa que eu pago", aí passou um cartão, não autorizado, outro cartão, não autorizado, pra acabar com a sofrência tirei o dinheiro da minha carteira e entreguei ao garçom e ainda convidei o cara pra gente tomar um sorvete em um lugar bacana que fica bem pertinho de lá. Ele não aceitou, se fez de humilhado, de coitado, só faltou chorar e pedir perdão, criou um caso tão grande que aquilo me enojou e decidi me despedir e pegar o Uber pra casa. Depois disso ainda mandei uma mensagem pra ele perguntando se tinha chegado bem em casa, que não foi respondida e não nos falamos mais desde então.

O tempo passa, to conversando com uma amiga, que tinha conhecido um cara, que foi a um barzinho com ele e.... encurtando, era o mesmo cara, a mesma história, a mesma lorota dos cartões não passando.

Então tem mulher sem vergonha que vai ao banheiro bem na hora da conta? Tem, mas tem homem safado também que quer comer de graça sem dar a real logo de cara. Mas a vida é assim, não tem só esse tipo de gente no mundo graças a Deus.

Anônimo disse...

Faz o quiser? Quer dizer então que se ele quiser não permitir a entrada de negros tá ok? Ele pode fazer o que quiser, mas dar um cardápio sem preço pra mulher é discriminar! Quem tem que decidir quem paga a conta é o casal, não isto ser uma imposição do restaurante. Meu namorado também paga a conta para mim às vezes, mas num restaurante onde o cardápio da mulher é sem preço praticamente jogando na minha cara que sou incapaz de pagar minha conta eu não entro. Sim. Eu não gosto e não entraria nesse restaurante. Ou só pra fazer piada eu entraria sozinha exigiria o cardápio igual ao de todas as mulheres e depois iria embora. Será que o restaurante iria me discriminar por estar sozinha e me dar um cardápio com preços. Aaaaaaaaaah que feio
E porra tenho que falar: tem muita mulher interesseira que só um homem pra pagar tudo pra ela. Esse tipinho é bem o que se opõe ao feminismo. E, querida ninguém está reclamando do que você combina com o seu namorado e sim da discriminação do restaurante. E a crítica é válida e acabou.

Anônimo disse...

Aham, anon 15:46. Ele põe o cardápio que quiser porque ele é o dono. A mesma justificativa do Bolsonaro para ser a favor dos empresários pagarem menos a mulher do que ao homem. Ou até deixar de contratar mulher porque ela engravida. Sou a favor da propriedade privada, mas chegou num ponto que quem tem a propriedade privada pode agir de forma discriminatória para claro prejuízo das mulheres. Sou contra o cardápio sem preços e qualquer discriminação que se justifique com base no "a empresa é dele e ele faz o que quiser" Quero é ficar bem longe dessas empresas, restaurantes, Bolsonaros e mulheres que apoiam tudo isso.

Liana hc disse...

Cada um se responsabilizar pelo próprio consumo é mesquinharia? Sempre há espaço para uma gentileza, é claro, mas fora isso, pagar as próprias despesas é, ou deveria ser, a regra e a obrigação, seja pobre ou rico. Já aceitar pagar a conta dos outros vai do árbitro e da possibilidade de cada um, sem qualquer julgamento moral ou senso de obrigação, afinal isso pode ser uma atitude pra impor a si próprio, mas não pra se esperar dos outros. Acho que não haveria dilema se as pessoas lidassem melhor com dinheiro.

Anônimo disse...

No brasil não existe cavalheirismo, é cada um por si e quem não for esperto leva bala perdida. E os mais inocentes, crianças e idosos, são os mais ignorados, infelizmente.

Anônimo disse...

Haha, tinha visto um vídeo de um cara falando que os milionários e chefes de primeiro mundo geralmente usam roupas muito mais baratas do que clase -média, clase média baixa de países de terceiro mundo. Um tem dinheiro e não precisa provar para ninguém, o outro precisa ostentar e fingir enquanto paga prestações e fica em dívidas.

Anônimo disse...

O inverso também vale, e preços diferentes entre homens e mulheres foi proibido, ainda bem, finalmente uma lei progressista, mas se não é capaz de limpar as próprias cuecas é melhor ficar caladinho.

Joana disse...

Tá certo, AnônimO! Palmas pra você! Vai dormir porque assim, há chance de que passe a vontade de se fingir de mulher. Não colou.