quarta-feira, 9 de agosto de 2017

DIREITA RAIVOSA COM DEMISSÃO DE ENGENHEIRO DO GOOGLE

A direita raivosa do mundo está agitada agora que o Google demitiu um engenheiro que escreveu um memorando em que afirmava que homens e mulheres são diferentes e é por isso que as mulheres ganham menos e não querem saber das áreas de tecnologia.
Algumas pessoas me perguntaram: mas você leu o memorando do James Damore? Eu passei os olhos, porque o troço tem dez páginas e eu tenho mais o que fazer, e porque já li e escutei tudo isso centenas de vezes. Eles não falou nenhuma novidade: é o velho homexplicanismo, um cara querendo esfregar na cara da sua empresa que ela está fazendo tudo errado ao apostar na diversidade. Pra quem quiser ler, está aqui, mas eu resumo. Ele tem certeza que Google é uma empresa de esquerda, politicamente correta, e que isso será sua ruína. Sua principal fala é: "Precisamos parar de assumir que diferenças de gênero são resultado de sexismo". 
Falando assim, pode até parecer exagerada a demissão. Afinal, este é o pensamento de toda a direita. Primeiro, a direita não acredita em desigualdade, mas em escolhas pessoais e meritocracia. Se a maioria dos engenheiros atualmente ainda é homem (perceba o ainda, porque isso está mudando), é porque as mulheres não gostam dessas coisas, jura a direita. Mulheres gostam de maquiagem, salto alto, e cuidar de bebê, e qualquer pessoa que contesta essa narrativa que já tem séculos é atacada. Além disso, se mulher ganha menos na mesma área (o que a direita nega, apesar de todas as evidências), é porque mulher não sabe negociar salário, porque ela trabalha menos, porque ela não foca na carreira, porque ela não quer cargos de liderança. A culpa é da mulher, não de um sistema que até pouco sequer permitia que mulheres frequentassem escolas e universidades. 
A explicação biológica que a direita dá pra desigualdade de gênero trava quando ela tem que explicar outros tipos de desigualdade. Por exemplo, a imensa desigualdade racial. A grande maioria dos engenheiros é branca. Brancos ganham muito mais que negros. Durante muito tempo, a justificativa biológica foi usada para "explicar" esse, ahn, desinteresse dos negros pela tecnologia e por salários e carreiras melhores. Vários cientistas brancos "provaram" que o cérebro dos negros era diferente, menor, inferior. Já tem algumas décadas que explicações desse tipo são consideradas racistas e não mais aceitas (pausa pro coro do "ainda bem!").
No entanto, explicações "científicas" mostrando que homens e mulheres são espécies tão biologicamente diferentes que mulheres são de vênus, homens, de marte, ainda são espalhadas pelo senso comum. Susan Faludi, no início dos anos 90, mostrou que a ciência que ganhou mais repercussão na mídia na década de 80 (e que ganha até hoje) foi a psicologia evolucionista, justamente uma área que foca nas diferenças naturais, ancestrais e hereditárias para confirmar que, desculpem, feministas, biologia é destino, é assim que as coisas são, sempre foram e sempre serão. 
A pesquisadora canadense Cordelia Fine lançou há poucos anos o livro Delusions of gender: how our minds, society and neurosexism create difference (algo como Delusões de gênero: como nossas mentes, a sociedade e o neurossexismo criam diferenças, que foi traduzido para o português como Homens não são de marte, mulheres não são de vênus: como a nossa mente, a sociedade e o neurossexismo criam a diferença entre os sexos). Nele, ela analisa e desmonta centenas de estudos que "provam" que o cérebro dos homens é diferente do das mulheres. E conclui que, do mesmo modo que estudos de cem anos atrás sobre as diferenças entre homens e mulheres são vistos hoje como absurdos, daqui a algum tempo os estudos tidos hoje como sérios farão seus autores corar de vergonha.
Lembro do vídeo de uma palestra em que o astrofísico negro Neil deGrasse Tyson contou sua experiência. Ele diz que decidiu que queria ser cientista quando tinha 9 anos, mas tudo que ouvia eram esforços para jogá-lo de volta ao padrão aceitável (recomendavam que ele fosse atleta, por exemplo). Ele sentiu na pele como o status quo é forte em desencorajar negros e mulheres a atuarem nas áreas tecnológicas. "Antes de começarmos a conversar sobre diferenças genéticas", ponderou Tyson, "nós temos que criar um sistema onde existam oportunidades iguais. Só então nós podemos ter essa conversa". 
Direita criou novos logos pro Google
O memorando de Damore circulou dentro da empresa Google e incomodou vários de seus colegas. Não é que ele "falou besteira". Ele é abertamente preconceituoso (apesar de dizer repetidamente no seu texto que não é). Imagine se o memo dele falasse exatamente a mesma coisa, mas, em vez de focar nas mulheres, focasse nos negros? Imagine se no seu memo ele dissesse que devemos parar de assumir que a desigualdade racial é resultado do racismo, porque não é, é só porque negros e brancos são biologicamente diferentes. Seria visto como racista ou simplesmente "polêmico"? Seria um escândalo muito maior, imagino.
Google e outras empresas investem na diversidade (quero dizer, espero que invistam; a própria Google está sendo acusada pelo Departamento de Trabalho dos EUA de pagar menos as suas funcionárias que aos seus funcionários: "a análise no momento indica que a discriminação contra mulheres no Google é bastante extrema, mesmo nessa indústria", disse um dos investigadores) não porque é bonitinho ou politicamente correto, mas porque a diversidade é lucrativa. Analistas financeiros advertem as companhias: "Se sua empresa não recrutar ativamente entre grupos diversos, será difícil para ela se manter no futuro próximo, não daqui a vinte anos". 
Em outras palavras, a falta de diversidade não é péssima apenas para as mulheres e negros que deixam de ser contratados, mas para toda a sociedade. Quem diz isso é Marie Hicks, autora de Programmed inequality: how Britain discarded women technologists and lost its edge in computing (desigualdade programada: como a Grã Bretanha descartou tecnologistas mulheres e perdeu sua vantagem na computação). O livro mostra que, em 1944, a Grã Bretanha era líder na computação eletrônica, mas, em 1974, a indústria da computação britânica estava praticamente extinta. O que aconteceu nessas três décadas? A indústria despediu as mulheres, pioneiras na área. 
Este artigo explica por que muitas mulheres param de codificar nos EUA. Durante décadas, o número de mulheres que estudavam computação crescia mais que o número de homens. Isso mudou em 1984, provavelmente no mesmo momento que computadores pessoais começaram a aparecer nos lares, sendo vendidos como coisa de meninos, de homens. A cultura geek e nerd foi vendida como algo exclusivamente masculino (e a resistência dessa cultura em aceitar meninas ainda é fortíssima). 
Esta é uma das inúmeras falhas na lógica do "homem do memo do Google" (e de toda a direita): ao imputar às diferenças biológicas o desinteresse e falta de aptidão das mulheres nas áreas tecnológicas, eles ignoram a história. Já ouviram falar em Ada Lovelace? Foi ela quem escreveu o primeiro algoritmo da computação. Será que eles não aprenderam nada ao assistir o ótimo filme Estrelas Além do Tempo (Hidden Figures), que ilustra como várias mulheres negras foram fundamentais em mandar o primeiro homem para a lua? (o fato que a gente não sabia não significa que isso não existiu, apenas que é frequente que a importância das mulheres na história seja varrida pra debaixo do tapete). 
Hoje trabalhar no Vale do Silício deve ser o sonho de muita gente, mas houve uma época em que a computação era vista como algo chato e repetitivo, como datilografia -- ou seja, trabalho de mulher. Quando a computação passou a ser considerada importante e glamourosa, os homens tomaram a área, e todas as conquistas que as mulheres trouxeram foram jogadas num arquivo morto. Assim, hoje homens como James Damore podem fingir que as mulheres nunca estiveram na área. Estão errados. Como diz este excelente artigo: "Desculpe, homem do memo do Google: as mulheres estavam na tecnologia muito antes de você". 
A direita raivosa ficou ainda mais raivosa com a demissão de Damore. E não só a direita. Julian Assange, fundador da Wikileaks e cada vez mais assumidamente misógino, deu uma de móveis Alezzia e ofereceu emprego ao engenheiro preconceituoso. Óbvio que a direita não está promovendo boicote ao Google por dar a mínima pra liberdade de expressão. A direita é aquela que aqui no Brasil festejou quando o Google quase tirou meu blog do ar. É aquela que apoia um projeto autoritário tipo o Escola Sem Partido, que persegue professores. É aquela que exige a minha demissão ao ministro da Educação e a minha universidade. A agenda da direita é calar ativistas, silenciar qualquer tipo de debate. 
A direita está mais raivosa que de costume porque Damore defende exatamente o que ela defende. Aliás, Damore é bem menos radical que essa direita, porque ele aparentemente é contra a discriminação de mulheres no ambiente de trabalho, enquanto a visão de gente como Trump e Bolsonaro é que cada empregador deve ter o direito de fazer o que quiser, sem qualquer intromissão do governo. E, já que as mulheres insistem em ganhar menos e não serem engenheiras ou cientistas, vamos respeitar o desejo delas!
É muito cinismo, viu? 

50 comentários:

Anônimo disse...

q a direita raivosa vá pro inferno

Anônimo disse...

A coisa que capitalistas mais gostam é dinheiro.

Se funcionárias mulheres dão mais lucros, naturalmente, em pouco tempo, homens estarão em apuros para encontrar um emprego.

Caso isso seja realidade, porque seria necessário ações afirmativas, obrigando empregadores a contratarem mulheres?

Agora, se for fato que mulheres não dão mais lucros do que homens (por quaisquer razões que sejam - gravidez, período menstrual, cuidados com a família, propensões inatas, razões biológicas, motivos sociais, etc, tanto faz) é justo obrigar o empresário a contratar mulheres?

É o tipo de questão que se resolve pelo mercado, simplesmente.

Anônimo disse...

Achei a demissão política.
Liberdade vigiada (do tipo vc poder ter sua opinião contanto que ela não contrarie o alto escalão da empresa) não é liberdade de verdade.


A esquerda infelizmente não entendeu que ninguém precisa de liberdade pra defender o status quo (diversidade).

Anônimo disse...

Mas seria justificativa para demissão?
Imagino que ela só ocorreu porque foi divulgada e gerou repercussão.
Tem muita hipocrisia nessa história.
Punições drásticas como estas desestimulam a expressão de opiniões. Acho preferível combater ideias com outras ideias, contra argumentos, discussões.
As pessoas continuarão com seus pré conceitos e conceitos, talvez fiquem cada vez mais enrustidas.

Anônimo disse...

"Algumas pessoas me perguntaram: mas você leu o memorando do James Damore? Eu passei os olhos, porque o troço tem dez páginas e eu tenho mais o que fazer, e porque já li e escutei tudo isso centenas de vezes."

Então Lola, não foi bem isso. Ou melhor: não foi só isso. Seria melhor você ler o documento de fato.

Ele fez dois pontos. Um válido e outro debatível.

O ponto válido é a da echo chamber, que é uma coisa real, foi bastante estudada inclusive na época em que o mundo não se conformou com a vitória do Trump, apesar de seus feitos nada valorosos terem sido cantados em verso e prosa na imprensa. Particularmente vejo problema nisso também, em qualquer bolha opinativa em que se usa até de censura pra defender a visibilidade de certos pontos.

O segundo ponto, debatível, é essa questão de gênero.

Minha opinião é ser contra a censura. Cala boca já morreu, sabe? E quem não tem maturidade pra levantar e sustentar uma ideia não precisa ficar protegido de todo mundo que sabe; que aprenda também.

O que o Google fez foi, basicamente, criar um mártir. Você simplesmente calando a pessoa não dá espaço para um debate (debate de verdade, não pregação pra doutrinado, não echo chamber mas ideias diferentes interagindo). Então aquela pessoa que já não acha mulher grande coisa, dá uma passada de olhos na notícia e diz "aí, tá vendo? Demitido por falar a verdade, viu como é assim mesmo?".

A demissão do cara provou o ponto principal do memorando, que não era a questão de gênero.

O Google passa longe de ser um modelo de inclusão e diversidade étnica ou sexual, NA PRÁTICA. NA PRÁTICA, são os velhos-novos homens brancos de sempre que puxam as cordinhas de tudo.

Então no lugar de debater o que era debatível, ou seja, cada um apresentar seus fatos e argumentos com respeito, suas visões e todas sendo respeitadas, não. E pronto, o mundo acabou de ganhar mais um "mito". Em um momento, Google diz: queremos um ambiente em que nossos empregados expressem suas opiniões com segurança e no outro, demite. Tá aí a receita da desgraça.

As argumentações dele sobre gênero desconsideram a socialização, por exemplo e por isso poderiam ser desconstruídas com grande facilidade. Mas os mitos são invulneráveis e impenetráveis.

Google alegou que ele feriu o código de conduta da imprensa e que nisso se baseou a demissão porém no mesmo dia, no mesmo dia ele entrou com o que seria equivalente aqui no Brasil a uma ação trabalhista com um advogado estilo shark, famoso por lá. Essa história ainda vai render um bocado em um país que leva a liberdade de expressão excessivamente a sério e provavelmente, ainda vai ser recompensado financeiramente por isso.

Em suma: ele está errado nas derivações do gênero mas está certo sobre a echo chamber, tão certo que perdeu o emprego.

Anônimo disse...

"Nele, ela analisa e desmonta centenas de estudos que "provam" que o cérebro dos homens é diferente do das mulheres."

Isso significa que não existe cérebro feminino?

Anônimo disse...

O vale do silício é feito para você se divertir enquanto trabalha.um sonho de qualquer humano em idade ativa.
Porém,Porém
Estes ambientes são feitos para te prender por maior tempo possível ao trabalho,Uma situação análoga à trabalho escravo.


Catarina,a grande

Anônimo disse...

Eu prevejo cada vez mais uma sociedade dividida entre gêneros, de um lado homens raivosos e de outro mulheres cada vez mais emponderadas e intolerantes com a repugnante presença masculina.

Anônimo disse...

18:46 machismo/masculinidade não e opinião e ódio e deve ser proibido sim.
A não ser claro que você considere nazismo também uma opinião a ser considerada e não proibida?! E o racismo? também e só uma opinião para você?

Anônimo disse...

Eu li o documento todo e ele foi bem sensato em tudo que disse, inclusive referenciou vários estudos pra sustentar seu ponto de vista.

Se não quiser ler o documento todo tem esse vídeo dele explicando o que aconteceu com um professor de psicologia da universidade de Toronto:

https://youtu.be/agU-mHFcXdw

Anônimo disse...

"É o tipo de questão que se resolve pelo mercado, simplesmente"

Sim, e o mercado resolveu demitir esse porco

"Achei a demissão política"

f*da-se, o Google tem liberdade pra demitir quem ele quiser, não é isso q prega o liberalismo? Liberdade total pro empresário, né? Pois bem, o Google tem total liberdade de demitir quem ele quiser e pelo motivo q ele quiser

"Mas seria justificativa para demissão?"

Sim, quem tem q achar justo é o Google

18:46 - nada disso importa meu filho, q textão de bosta, nem li inteiro, mas já sei q foi puro mimimi, esse traste é "mártir" só se for pra vc, pq na realidade é só um zé ng e zé ruela totalmente imemorável e descartável, até parece q o Google vai deixar de ser o q é pq demitiu esse merda, daqui alguns dias ng mais lembra, meu deus, quanto blablabla por nada

Anônimo disse...

Gente aqui falando que o cara se tornou mártir, não viaja. É só mais um abobado que teve o que merece, mas como é um "engenheiro da Google" está esse falatório. Daqui duas semanas ninguém lembrará do cara. Eu por exemplo já esqueci completamente o nome, tamanha a importancia do "mártir".

Eu sou mulher empresária e vejo que muito mais mulheres se preocupam em conseguir emprego, são mais responsáveis e eficientes. Não sou sexista na contratacao, mas 90% dos currículos que recebi é de mulheres. 100% da minha equipe é de mulheres.

Então, tá.

Anônimo disse...

Nerds são uma vergonha para a humanidade.

João Antonio Alves Martins disse...

Afirmar que o cérebro das mulheres é diferente do cérebro dos homens, é ir contra a meritocracia. Mulher só tem capacidade cerebral para cuidar da casa e das crianças? Eu não acho que os homens são incapazes de realizar essas duas tarefas.

Maria disse...

"Nele, ela analisa e desmonta centenas de estudos que "provam" que o cérebro dos homens é diferente do das mulheres. E conclui que, do mesmo modo que estudos de cem anos atrás sobre as diferenças entre homens e mulheres são vistos hoje como absurdos, daqui a algum tempo os estudos tidos hoje como sérios farão seus autores corar de vergonha."

Isso quer dizer então que não faz o menor sentido um ser do sexo masculino dizer que tem "cérebro feminino", porque essas diferenças não existem? Será que os defensores e autores do universo trans irão corar de vergonha de vergonha no futuro, é isso que vc está querendo dizer, Lola?

Ju disse...

Masculinidade deve ser proibida? Como assim?

Ju disse...

Vou nem adiciomar nada, porque esse comentario falou tudo

Joana disse...

Não vai adiantar nada dividir, quem não aprende que a diferença acrescenta nunca vai evoluir. Se for assim, a sociedade jamais evoluirá como um todo. Feminismo não é sobre ódio aos homens nem sobre a supremacia de um gênero. Equidade mandou lembranças. Bom senso também. Mulher empoderada tem bom senso para dar e vender, fica a dica.

Joana disse...

E se o cérebro fosse diferente? A pessoa inteira seria menor por isso? Uma pessoa é um cérebro? Ah, tá, agora a evolução vai deixar só os cérebros. Gente, até o apêndice está lá até hoje. Se o cérebro for diferente a gente se vira, que a gente nem é quadrado, é mulher. Machismo ultrapassado é pleonasmo. Troll inútil também.

titia disse...

Primeiro: chupa reaçada.

Continuando: liberdade de expressão não é sinônimo de liberdade pra cagar seus preconceitos pela boca/dedos, e associando sua cagada oral/manual ao nome da empresa onde você trabalha, coleguinha. Especialmente se sua empresa é mundialmente conhecida e a receita dela depende MUITO da aprovação do público. Fez cagada envolvendo o nome da empresa, é olho da rua. Livre mercado, como já mencionou uma anon aí em cima. Não eram vocês que estavam defendendo as reformas trabalhistas umas semanas atrás?

Aos chorões "Ai, menstruação, ai, licença maternidade, ai, período biológico":

Fábrica troca homens por mulheres, cria 'vale-salão' e dobra produtividade... - Veja mais em http://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2013/12/03/fabrica-troca-homens-por-mulheres-cria-vale-salao-e-dobra-produtividade.htm?cmpid=copiaecola

Ao contrário de vocês, vagabundos que não estudam nem trabalham e são sustentados pela mamãe, esse pessoal aí entende do assunto.

E só pra dar uma colherzinha de chá pros burrinhos: menstruação não é bicho de sete cabeças nem é fim do mundo. A menos que haja uma condição médica séria como endometriose ou disfunções glandulares, menstruação não impede ninguém de trabalhar, e trabalhar muito bem. Quem fica em casa se fazendo de moribundo por causa de uma dor de barriga são vocês.

Anônimo disse...

Querida Lola, triste ver Julian ser misógino. Tens outros links que apontem isso? Direita raivosa me incomoda. Boa semana e cuide-se!

Rafael Cherem disse...

O cara usou o horário de trabalho dele para fazer um memo? Foi isso? Tinha que ser mandado embora mesmo ou recebido uma advertência. Agora fora isso preocupa bastante o patrulhamento ideológico, amanhã podemos sofrer o mesmo.

Anônimo disse...

titia, o que é LIBERDADE DE EXPRESSÃO para você?

É dar "bom dia" ?
É falar que "o dia está quente" ?

LIBERDADE DE EXPRESSÃO é falar coisas que são consideradas TABUS pela sociedade.

Quero APENAS 1 (UM) EXEMPLO que vc daria como LIBERDADE DE EXPRESSÃO.

Já sei: Liberdade de Expressão é aquilo que VOCÊ APROVA, né titia?
Como falar mal da igreja, falar de aborto e etc.

E DISCURSO DE ÓDIO é aquilo que VOCÊ, no alto do seu trono, NÃO APROVA.

===

Se eu fosse um crente/evangélico e VOCÊ (titia) falasse mal da minha igreja, EU POSSO FALAR QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO UM DISCURSO DE ÓDIO para com minha igreja?

QUE TAL EIN?

===

Vc não sabe nemmm o conceito de Liberdade de Expressão

Abçs

Anônimo disse...

Vamos ao paradoxo da esquerda, ao falar que uma pessoa é trans eles dizem que tal pessoa tem a mente de um sexo, porém nasceu no corpo de outro sexo ( coisa que eu acredito), porém depois eles negam que exista uma mente feminina e uma mente masculina.
Para os politicamente corretos lembram do caso do menino David Reimer, que ainda bebê sofreu um acidente em seu orgão sexual masculino e foi criado como menina, a conselho de um psicologo, porém o menino sempre manifestou sua verdadeira natureza, mesmo tendo um órgão feminino fabricado e nunca tendo sabido que havia nascido menino, até que na fase adulta a verdade foi revelada e ele resolveu voltar a ser homem por operação.
Me expliquem esse paradoxo

Anônimo disse...

Então afirmar que mulheres não tem capacidade para trabalhar com tecnologia, de acordo com os mascus virou um ''tabu oprimido''. Ora, ora.
Daqui a pouco esse babaca que foi demitido arranja um bico na alezzia.

Anônimo disse...

Este pequeno universo de comentaristas demonstra um imenso problema que a sociedade está vivendo: a síndrome do "não li mas tenho uma opinião sobre".

A questão do gênero, em princípio, é secundária. Tornou-se primária um mês depois que o documento foi escrito e justamente com essa chamada de "engenheiro do google diz sei lá o que sobre as mulheres" quando o que ele fez foi denunciar práticas ilegais de recrutamento e condução impositiva de "valores de companhia". Curioso o Google ter queimado alguém que, basicamente, estava denunciando a empresa.

Só que passou de 140 caracteres, ninguém lê mais nada.

É extremamente comum em lugares como o Facebook, por exemplo, ter lá a chamada para uma reportagem, uma foto e dezenas de pessoas comentando apenas o que leram da manchete, que não raro é um clickbait e quando se lê de fato a matéria, não era nada daquilo.

Assim, de fato, não há o que debater.

Anônimo disse...

"Nele, ela analisa e desmonta centenas de estudos que "provam" que o cérebro dos homens é diferente do das mulheres."

Estudos transfóbicos, portanto.

Fernando Salvaterra disse...

não sei se alguém já traduziu o artigo da Holly Brockwell, mas aproveitei uns minutos do almoço pra traduzir, pois tinha que mostrar pra uns amigos homens que não lem inglês e vivem esquecendo quem é ada lovelace e cia...:

Parte 1:

Todos o conhecemos. O colega excessivamente autoconfiante que acha que poderia consertar todos as mazelas do mundo se ao menos alguém escutasse suas idéias “revolucionárias”, as quais frequentemente incluem dar a ele o cargo mais importante e demitir todos seus inimigos. Se você for realmente azarada, as idéias dele podem incluir explicações pseudo-científicas do porquê as pessoas das quais ele não gosta são geneticamente inferiores, de acordo com suas opiniões desqualificadas sobre o QI, raça ou gênero dessas pessoas.

Por sorte, a maioria de nós tem apenas de lidar com esse personagem em nossos locais de trabalho. Podemos balançar a cabeça enquanto ele dá suas palestras maçantes no bebedouro, ou mandar seus rompantes por email pra lixeira. Mas, quando ele trabalha numa gigante da tecnologia, suas opiniões constrangedoras fogem dos confinamentos de seu círculo de colegas e se tornam manchetes de notícias. O que significa que todos temos de ouvir falar nelas.
Para o azar de James Damore, autor do notório memorando anti-diversidade do Google, isso significa que ele também vai ter ouvir nossas respostas. E mulheres – especialmente mulheres da área de tecnologia – já as têm preparadas. Porque ouvimos palhaços tipo ele o tempo todo.

O ponto de vista que Damore expõe é conhecido como essencialismo biológico. É usado por pessoas que passaram a vida ouvindo que são especiais e brilhantes, e, em momentos de insegurança ou arrogância, procuram provar isso com ciência duvidosa. Ciência duvidosa como “mulheres são biologicamente inadequadas ao trabalho com tecnologia”, o que, apesar de todo seu verniz linguístico aurélico-bocejante pseudocientífico (viu, também posso fazer isso) – é a cruz redutiva de seu argumento.

Damore claramente acha que pode dar uma aula de biologia ao mundo, mas é na História que ele devia ter prestado mais atenção também. Porque ou ele não sabe ou escolheu esquecer que as mulheres são as criadoras da programação, e dominaram o campo do software até homens montarem nele e clamarem para si toda a glória.

A maioria das pessoas ouviu falar de Ada Lovelace e seu trabalho vital na máquina analítica de Charles Babbage: ela escreveu o primeiro algoritmo de computador, uma palavra agora mais associada com carinhas americanos em pufes de startups. Mas e quanto à herança feminina da programação do século 20?

E quanto a Grace Hopper, cuja crença que comandos poderiam ser escritos em inglês levaram aos primeiros compiladores de códigos e à linguagem Cobol de programação? Ou Margaret Hamilton, que liderou o desenvolvimento do software interno das missões Apollo e que cunhou o temo “engenharia de sofware”? Ou as muitas mulheres afro-americanas que trabalharam como “computadores humanos” na Nasa, conforme mostrado no livro (e no filme) Estrelas Além do Tempo? Uma delas, Katherine Johnson, nos conta de um tempo em que “computadores vestiam saia” – não jeans desbotado e barba de cinco dias. Johnson trabalhou as trajetórias que nos levaram com sucesso à lua, aliás. Um passo gigante para a mulheridade.

Fernando Salvaterra disse...

parte 2:

O fato é, programação era considerada repetitiva, “trabalho de mulher” não glamoroso, como digitar e perfurar cartões, até que se tornou um campo lucrativo e prestigioso. Então, previsivelmente, as conquistas das mulheres foram apagadas do quadro e homens como James Damore passaram a fazer de conta que nunca estiveram lá.

O que esses homens falham e perceber, porém, é que eles estão fazendo um desserviço para eles também. Diversidade mostrou mais de uma vez ser benéfica para todos, não apenas para mulheres e minorias. Marie Hicks, autora de Programmed Inequality – How Britain Discarded Women Technologists and Lost Its Edge in Computing (Algo como Desigualdade Programada – Como a Bretanha Descartou Mulheres Tecnólogas e Perdeu sua Vatagem na Computação), acredita que a subordinação das mulheres nas ciências da computação limitou o progresso de para todo mundo.

“A história da computação mostra que as inovações das mulheres eram ignoradas e seu potencial desperdiçado – às custas da indústria como um todo, “ ela explica. “Muitas mulheres da tecnologia que eram boas no seu trabalho tiveram que ensinar e treinar seus substitutos masculinos quando a computação começou a se tornar prestigiosa – e foram subsequentemente empurradas pra fora do campo.

“Essas mulheres e homens faziam o mesmo trabalho, ainda assim, os novatos menos experientes eram considerados experts de computação, enquanto as mulheres que os treinaram eram meras trabalhadoras substituíveis. Isso tem tudo a ver com expectativa e poder cultural, e nada a ver com diferenças biológicas.”

Pode ser reconfortante para homens medíocres acreditar que eles simplesmente nasceram superiores. É isso que a sociedade tem dito a eles por toda a vida, e ninguém recusa um elogio. Mas quando eles tentam maquiar suas inseguranças com ciência, é melhor estarem preparados quando as mulheres chegarem desafiando seus “fatos”. Porque, sério, machismo é apenas programação de má qualidade, e estamos felizes e poder ensiná-los como consertá-la.

Anônimo disse...

Hahaha.
"é justo obrigar o empresário a contratar mulheres?"
Empresários não podem ser obrigados a contratar mulheres.
Mas o Google deveria manter contratado alguém que não trabalha de acordo com suas normativas.
Coerência passou longe, hehehe

Anônimo disse...

Existe uma diferença gigante entre ser uma programadora e ser uma cientista da computacao.

Até antes da invenção do computador pessoal, a complexidade de um sistema computacional estava no projeto do hardware (mais especificamente, no projeto de circuitos integrados).

O software (as instrucões que o hardware executa), era bastante simplificado.
Portanto, era delegado à mulheres.

Nesse aspecto, faço duas correções ao texto da blogueira:

1) A idéia de que mulheres são responsáveis pelo atual estado da computação é infelizmente delusional e revisionista. Elas atuaram sim como programadoras (tarefa de segundo plano), mas definitivamente não como cientistas da computação.

Por exemplo, Alan Turing é um cientista da computação.
Programadora é qualquer pessoa que escreve código (hoje em dia, pra ser programadora baixa puxar um compilador da internet e começar a codificar).

Sou formado em ciência da computacao e durante 4 anos de curso não li sequer um livro escrito por uma mulher, o que corrobora o meu ponto.

2) A idéia que Ada Lovelace foi a primeira programadora também é uma mentira inventada pelo feminismo moderno.
O que ela fez: traduziu um artigo de Luigi Menabrea, que explicava como programar um computador mecanico proposto por Charles Babbage (homem). Ela anexou notas à traducao propondo um algoritmo pra computar números de Bernouli.

Obviamente, comentar que ela foi a "segunda" programadora* não tem tanto impacto...
malandramente o movimento feminista se apropriou do fato e o deturpou.


Anônimo disse...

"Sou formado em ciência da computacao e durante 4 anos de curso não li sequer um livro escrito por uma mulher, o que corrobora o meu ponto."

fonte: minha faculdade, modelo aristotélico, pautado no homem como centro das coisas.

Se for usar essa lógica pra provar seu ponto, em nenhuma graduação se lê livros escritos por mulheres. é um processo que ta começando agora.

titia disse...

10:37 acalma o fogo no teu cu, passa uma pomadinha e lê aqui:

"(...)a liberdade de expressão não é um direito absoluto, sendo que nas hipóteses onde o exercício da liberdade de pensamento e expressão fere direito constitucionalmente consagrado de outrem, há de existir a devida limitação e punição. Aplica-se essa lógica também na expressão intelectual e artística, de modo que se um livro prega o preconceito contra uma minoria, tal livro deve ser retirado de circulação e os responsáveis por ele devidamente punidos. Vê-se que apesar de ser proibida a censura e dispensada a licença, deve haver a responsabilização daqueles que praticarem abuso no exercício do seu direito de liberdade de expressão."

"O discurso de ódio ocorre quando um indivíduo se utiliza de seu direito à liberdade de expressão para inferiorizar e discriminar outrem baseado em suas características, como sexo, etnia, orientação sexual, religião, entre outras."

Fonte: https://gus91sp.jusbrasil.com.br/artigos/152277318/a-liberdade-de-expressao-e-o-discurso-de-odio

Então, seguinte: se eu falo que religião é uma merda, eu não estou fazendo discurso de ódio, uma vez que não estou inferiorizando nem discriminando ninguém. Estou me manifestando contra um sistema, uma instituição que considero arcaica, violenta, pilantra e como já mencionei, uma merda. Se eu falo que nazismo é uma merda, ou que conservadorismo é uma merda, igualmente.

Se eu digo que as pessoas envolvidas em religião, pela MINHA EXPERIÊNCIA, são arrogantes e preconceituosas, não estou fazendo discurso de ódio. Se eu digo que religiosos são intolerantes baseados nas atitudes deles contra pessoas que não compartilham da sua crença (tipo jogar pedra na cabeça de criança umbandista), não estou fazendo discurso de ódio. Se religiosos estão dando dízimo vendo que ele não está sendo usado pra caridade e pra ajudar os membros necessitados da congregação mas pra comprar carrão, celular último tipo e roupas pro pastor, e se eu digo que eles são burros por continuar fazendo isso, não estou fazendo discurso de ódio. Estou constatando uma realidade.

O que não é o caso quando você fala que mulheres são naturalmente ignorantes em ciências e matemática, ou que elas deveriam ficar em casa porque não tem que ficar na rua, ou que elas devem ter menos direitos que os homens porque não ter um pinto as torna naturalmente inferiores. Isso é discurso de ódio: visa discriminar e prejudicar as mulheres e não se apoia em qualquer constatação ou dado real. Agora vai tomar seu mingauzinho e jogar bolinha de gude no carpete.

titia disse...

14:47:

Babbage had made plans in 1834 for a new kind of calculating machine (although the Difference Engine was not finished), an Analytical Engine (...) In 1842, an Italian mathematician, Louis Menebrea, published a memoir in French on the subject of the Analytical Engine. (...) Ada called herself "an Analyst (& Metaphysician)," and the combination was put to use in the Notes. She understood the plans for the device as well as Babbage but was better at articulating its promise. She rightly saw it as what we would call a general-purpose computer. It was suited for "developping [sic] and tabulating any function whatever. . . the engine [is] the material expression of any indefinite function of any degree of generality and complexity." Her Notes anticipate future developments, including computer-generated music. (...)

Fonte: https://www.sdsc.edu/ScienceWomen/lovelace.html

Se você não entende inglês, vou traduzir: Ada Lovelace não foi excluída da História porque era uma "programadora secundária". Ela foi excluída porque era MELHOR cientista e melhor programadora, melhor que dois homens - o que concebeu o projeto mas não conseguiu realiza-lo por não ter competência para tal, e o sujeito que escreveu uma autobiografia (não um livro de instruções, uma autobiografia) em que falava sobre o assunto e também não fez nada. Ada não é secundária, pelo contrário, ela É uma cientista da computação, pois juntou dados e pesquisas, experimentou, formulou hipóteses e as testou, conseguindo assim a primeira linguagem de programação - a primeira, não esqueça. Isso faz dela uma cientista, porque tudo isso é o que um cientista faz.

Claro que um machista babaca qualquer (você, caso não esteja claro o suficiente) que se beneficia do trabalho científico de Ada Lovelace iria muito malandramente tentar deturpar a conquista dela e tentar reduzir uma grande cientista ao seu nível de mero programador que já achou tudo pronto e só faz modificar uma coisinha aqui outra lá. Não, colega, ao contrário de você Ada Lovelace construiu a linguagem e programação praticamente do zero. Você apenas modifica o que outra já descobriu.

Anônimo disse...

fonte: mascu das 14:47 descolado

Nesse aspecto, faço uma série de correções ao seu texto mentiroso, mascu fanfiqueiro:

Pra começar, as mulheres tb estiveram presentes nessa área q vc julga "acima de todas as outras", o ~hardware~, um dos exemplos foi citado nesse próprio post: as cientistas negras da NASA (q foram indispensáveis pra história da Exploração espacial e q ganharam um filme): Mary Jackson, Katherine Johnson e Dorothy Vaughan, dentre outros exemplos; e elas não eram apenas cientistas da computação, eram matemáticas, engenheiras e físicas, cargo nenhum pra vc botar defeito

E outra, vc sabe qual a definição de ciência da computação? Eu respondo: "Ciência da computação é a ciência que estuda as técnicas, metodologias e instrumentos computacionais, que automatiza processos e desenvolve soluções baseadas no uso do processamento digital." - Sendo assim, Ada Lovelace, Alan Turing e etc. foram tão cientistas da computação quanto Mary Jackson, Katherine Johnson, Dorothy Vaughan, Steve Jobs, Bill Gates e Charles Babbage; só q menos vc, q se diz "formado", mas só se for "formado" em decoreba.com ft. diploma, já q se mostrou um completo apedeuta e não contribuiu com nada se comparado à Ada, ao Turing ou às engenheiras da NASA

O software nunca foi algo "simplificado", muito pelo contrário, sempre foi e continua sendo a parte mais complicada e essencial da computação, sem o software, o hardware é só uma máquina de escrever, então não venha com baboseira de q a programação era ou é algo "inferior" só pq vc, "formado em ciência da computação", não sabe nem ao menos mexer com código PHP e acredita q cabos de fibra ótica são o suprassumo da tecnologia

A programação (e o hardware) foram e são delegadas às mulheres pq elas são até mais capazes q omens, feito vc, pra isso, seu porco; não há nada q vc diga q possa diminuí-las, vá distorcer a realidade pra lá

E por último, a ideia de que Ada Lovelace foi a primeira programadora não é mentira nenhuma, seu lixo, é uma verdade confirmada em todos os livros de história da computação, "dotô", mais um indício de q essa história de "sou formado em ciência da computacao" é a mais pura invenção, pq nem escrever direito vc sabe

Ela não era só escritora, seu burro, vc se "esqueceu" de q ela foi a primeira pessoa a criar um algoritmo para ser processado por uma máquina, o fato dela ter feito notas sobre o trabalho do Babbage, q primeiro, foi um pedido do próprio, e q segundo, as anotações dela era maiores q o próprio artigo do Babbage, é um exemplo de como um trabalho de um aprendiz pode superar a de seu mestre, nesse caso, o trabalho de uma mulher superando a de um homem, algo q deve te deixar extremamente irritado (e q deixou o Einstein irritado tb, por isso ele roubou as descobertas de sua própria MULHER, Mileva Marić), mas isso já é um problema seu; não há nada q vc possa fazer q vai mudar o fato de q uma mulher, Ada Lovelace, é a MÃE da programação

Obviamente, foi vc quem fez um extremo revisionismo e malabarismo histórico pra tentar apagar a óbvia importância das mulheres na história da computação, o seu comentário é típico de um maxinho inconformado, chorão e negacionista e isso ficou claro no seu último parágrafo, onde vc expôs q a sua única intenção aqui não é "esclarecer" ng de nada, apenas c*gar bullshit inventado pra atacar feministas

Anônimo disse...

14:47 - Ada Lovelace fez o que Charles Babbage não fez, as "notas" q a Lovelace escreveu a pedido do próprio Babbage eram até maiores q o trabalho dele

Nada muda o fato de que a Ada Lovelace é a MÃE da programação, ela foi a primeira a criar um algoritmo processável e o fato disso ter sido "achado" em um texto maior q o próprio artigo do Babbage, só demonstra o quanto ela o aperfeiçoou e o superou

Esse termo "segundo programador" nesse caso, só caberia ao Charles Babbage, a ninguém mais, pq a Ada foi a primeirona mesmo

E ciência da computação não é só hardware não, ignorante, contempla todas as áreas da computação, incluindo software e programação; Lovelace era tão cientista da computação quanto Charles Babbage, até melhor q ele

E sem software, o hardware não é nada, o software foi e continua sendo mais essencial q o hardware

Esse nível de "dificuldade" q vc imputa sobre o hardware é algo relativo, fruto da sua cabeça, talvez pq vc, "formado" em ciência da computação, tenha extrema dificuldade com hardware e já julga q isso seja "pior" q análises de sistema, mas é só impressão sua; e de qualquer forma, as mulheres tb estiveram e estão presentes no desenvolvimento de placas-mães, robôs e etc.

Enfim, o seu comentário só pareceu com a de um menino chorão q não aceita de jeito nenhum uma mulher como pioneira em algo, mas elas são, é fato, e não apenas na área da computação, felizmente. Além de q o seu texto cheio de mentiras está recheado de rancor, o único propósito dele, ao q parece, foi atacar as feministas, mas tente da próxima vez atacar com fatos verídicos, não distorções revisionistas

Anônimo disse...

Xiu.
Não faça pergunta difícil.

Anônimo disse...

"Ela anexou notas à tradução propondo um algoritmo pra computar números de Bernouli"

Vc escreve de um jeito como se tivesse sido "pouca bosta", sendo q nem vc teria sido capaz disso em 1840

As anotações dela eram até maiores que o Menabrea, e ainda fala de um jeito como se o Babbage tivesse "criado a roda" e ela só desenhado "figurinhas", sendo q o Babbage bebia na fonte de Robert Woodhouse, Gaspard Monge, John Herschel e Luigi Federico Menabrea

Lovelace foi maior q Babbage, aceita, pioneira e mãe da programação faz assim

E mais algumas observações:

- O software tb faz parte da ciência da computação, portanto, a Ada Lovelace era sim uma cientista da computação, além de matemática e escritora
- No hardware as mulheres tb estão presentes, do seu surgimento e até os dias de hoje
- E o hardware é menos fundamental q o software, só pra constar; sendo assim, o seu desdém: "Portanto [o software], [...] era delegado à mulheres", indica q as mulheres é quem fazem o trabalho essencial, e não os homens

Rapaz, vc diz q é "formado", mas dá uma dessa? imagina a "qualidade de ensino" da uniesquina em q vc diz ter se formado

Anônimo disse...

"porém depois ---eles--- negam que exista uma mente feminina e uma mente masculina"

"Eles", no caso, é a ciência, a ciência é quem diz q não há diferenças específicas entre cérebros femininos e masculinos, apenas diferenças gerais de um cérebro pra qualquer outro cérebro, feminino ou masculino, como são as digitais dos dedos

Quem afirma o contrário são os transativistas, baseados obviamente, além de em notório antifeminismo, em anticiência tb

O seu "paradoxo" é montado numa premissa da qual nós feministas não comungamos, tente esse sofisma num blog de ativismo trans, grata

Anônimo disse...

Não existem provas de que homem seja igual a mulher em termos de tendências e de capacidades. Mulheres são mais detalhistas, homens tem mais facilidade em lidar com o abstrato. Via de regra é assim. Na Suécia, a despeito de todas as tentativas de equalizar os sexos, homens e mulheres continuam revelando jeitos de ser e de querer distintos.

Anônimo disse...

Ja responderam adequadamente, mas so para colocar um ultimo prego no caixao do "cientista de computação" recem formado pela wikipedia: ciencia da computação não tem nada a ver com hardware. A area que estuda o hardware é a engenharia de computadores.

Anônimo disse...

fonte: portal mascu das 18:54 descolado

donadio disse...

"Fábrica troca homens por mulheres, cria 'vale-salão' e dobra produtividade"

Bom.

Dizem que "feminismo é a ideia radical de que mulheres são seres humanos". Nesse sentido, o argumento de que "mulheres são peças de engrenagem tão boas ou melhores do que homens" é um argumento profundamente anti-feminista: um ser humano é exatamente algo que não é uma peça de engrenagem.

Em outras palavras, talvez seja possível provar que mulheres são escravas melhores do que os homens. Isso vai fazer delas escravas preferidas, mas não vai libertá-las.

Anônimo disse...

O problema do feminismo é que feministas querem desconstruir o que o homem fez desmerecendo suas realizações para em cima disto reconstruir a história que lhes agrada.Aquela história LÁ em cima do Vale do Silicio é pura fantasia.A maioria do que foi criado é do homem e não é tirando o valor do que o homem fez que a mulher escreverá sua história.Quando um homem cria ele o faz para mudar o mundo enquanto a mulher para provar que é melhor ou igual ao homem.Homem não compete com homem.Mulher compete e quem compete é adversário e quem é adversário é inimigo por isto JÁ se pesquisa reprodução sem ovulo e com útero artificial o que da para imaginar um mundo sem mulheres.

Anônimo disse...

Para minimizar essa briga não se esqueçam que o computador atual seja a programação quanto a tecnologia nada tem a ver com o que Babage e Ada Livelace fizeram.O computador atual...a programação. ..e a Internet é coisa de Homens.Não criem uma história desmerecendo a história dos outros...criem sua própria história e o reconhecimento será natural.

Anônimo disse...

Mas exatamente isso que a emancipacao feminina conseguiu,o direito da mulher ser explorada pelo sistema como os homens,de ser mais uma peça na engrenagem.Oh mas ela pode se separar do marido e se sustentar,a que preço?

Anônimo disse...

As mulheres sempre foram "uma peça na engrenagem" e exploradas pelo sistema desde que o patriarcado surgiu no mundo e a principal instituição de exploração feminina é o casamento

Mil vezes ser alguém emancipada e independente financeiramente do q escrava sexual de homem

Um milhão de vezes trabalhar pra sustentar a si mesma (já q as coisas não caem do céu e não há outro jeito pra isso, se não o trabalho, viu donadio? Mas não se preocupe não, em breve as mulheres alcançarão o status de divindades, aí vc não vai mais precisar dizer q somos "exploradas") do q trabalhar pra marido nojento

Anônimo disse...

O problema do câncervadorismo é que mascus querem desconstruir o que a mulher fez desmerecendo suas realizações para em cima disto reconstruir a história que lhes agrada. Aquela estória do 14:47 é pura fantasia. A maioria das coisas criadas é da mulher, começando pela vida e indo até a agricultura e não é tirando o valor do que a mulher fez que o omen escreverá sua história. Quando uma mulher cria ela o faz para mudar o mundo, enquanto o homem para provar que é melhor ou igual a mulher. Mulher não compete com mulher. Homem compete e quem compete é adversário e quem é adversário é inimigo, por isto JÁ se pesquisa reprodução sem espermatozóides, porque da para imaginar um mundo sem homens.

Anônimo disse...

Claro q tem, apedeuta

Se não fosse por Ada Lovelace e sua imensurável contribuição a ciência a computação não seria o q é hj

Temos aqui outro "formado" em uniesquina de computadores

donadio disse...

"Um milhão de vezes trabalhar pra sustentar a si mesma (já q as coisas não caem do céu e não há outro jeito pra isso, se não o trabalho, viu donadio? Mas não se preocupe não, em breve as mulheres alcançarão o status de divindades, aí vc não vai mais precisar dizer q somos "exploradas") do q trabalhar pra marido nojento"

Detalhe: o donO da fábrica em questão se chama Francisco Luciano Alves de Jesus. A julgar pelo nome, é homem. Então as operárias estão trabalhando para sustentar esse macho em particular.