segunda-feira, 17 de julho de 2017

GAME OF THRONES, FEMINISTA E COMUNA

Ontem voltou a série Game of Thrones, da qual sou grande fã, principalmente depois da última temporada, totalmente feminista. 
E, no Twitter, rolou uma discussão: alguns reaças acusam a série de ser comunista. Eu acho que a série tende pro lado da esquerda sim, sem dúvida. Apoia revoluções, é contra a escravidão e a tortura... E só por ter personagens femininas que mandam já desagrada um montão de conservadores. 

28 comentários:

Anônimo disse...

Meninas vão começar a treinar para a guerra;

Sansa está cada vez menos sonsa;

Arya cada vez mais fantástica;

Brienne of Tarth sendo fodástica;

Lyanna Mormont colocando lordes no seu devido lugar;

Cersei sendo tirana;

As cenas da Daenerys chegando em Dragonstone, subindo aquelas escadarias, entrando na sala do trono e em frente da mesa é de tirar o fôlego!!!


Por favor, não arruínem uma das poucas sérias com personagens femininas tão complexas e fantásticas, que passam longe daquele estereótipo "miserável sem marido e filhos" com esquerdismo/comunismo/direitismo...

Please... just don't...

Jane Doe

Anônimo disse...

boçalnaro, lixo da política

Anônimo disse...

Contém expoilers

A série está indo por um caminho muito mais complexo do que "direitismo e esquerdismo". É só ver as cenas do personagem do cão desde a temporada passada ao último episódio, estão mostrando as consequências da guerra e violência sobre uma população inocente. No último episódio, a arya encontra homens do exercícito inimigo, mas os soldados falam sobre o estado de calamidade em porto real, da saudade de suas famílias, e um deles diz que espera que sua mulher tenha uma filha menina ao invés de um menino, justamente porque os homens são tratados como meros soldados que precisam lutar por interesses de terceiros. A população daquele local está cansada das guerras, fome, e violência, que tanto mulheres quanto homens sofrem e que precisam se unir para que isso acabe, ou pelo menos diminua.

Anônimo disse...

Escravidão mesmo é morar em uma ilha, pagar 80% de imposto, não ser livre para se mudar de país, liberdade de expressão, etc etc.
Legal, Game of Thrones patrocina e incentiva o uso das armas e o legítimo uso destas em seu direito de defesa.

Anônimo disse...

Ficção aceita tudo, ate mulheres em linha de frente em guerras da idade media kkk, tirando A santa Joana Darc e a rainha guerreira celta Boadiceia não me lembro de nehuma outra na historia real.

E entre as series sou mais as masculas e viris como Sol Of Anarchy ou Vickings.

Luis Tertulino disse...

Olha Lola, eu como fã dos livros (e já deixo claro que meu comentário não é relacionado a briguinha livro vs. série/filme) vou ter que discordar sobre isso da série ser feminista. Porque ao mesmo tempo em que os produtores colocam essa fala, eles colocam um bastardo como Senhor de Winterfell no lugar da legítimA herdeirA, a Sansa, colocam nudez feminina só como decoração e banalizam estupro (o da Sansa na quinta temporada), tudo pra satisfazer fanboy. E eu nem estou entrando em vários outros problemas. Então não tem mesmo como defender essa série.

Anônimo disse...

Essa semana também teve o anúncio de Jodie Whittaker como a nova protagonista de Dr Who. É a primeira vez, nos mais de 50 anos da série, que o Doctor será interpretado por uma mulher.
Enfim, um início de semana não muito bom para os conservadores xiliquentos.

Anônimo disse...

So na fantasia

Anônimo disse...

Com certeza

Anônimo disse...

"tende pro lado da esquerda sim, sem dúvida. Apoia revoluções, é contra a escravidão e a tortura..."

FORCEI

achei q "esquerda" (assim como "direita") fosse (em primeiro lugar) um conceito econômico

Se vc só se baseia no básico do básico sobre direitos humanos ("é contra a escravidão e a tortura") pra tachar de "esquerda", o fhc então é de esquerda e eu não sabia; e ainda fala com a maior cara de pau do mundo: "apoia revoluções, é contra a escravidão e a tortura..." - kkkkkk ONDE????

e não foram as feministas q criticaram 5 das temporadas dessa série por ser misógina? agora já é de esquerda? caramba, hein

Tá pra nascer séria mais sádica e masoquista q essa, mas sei lá, talvez vc tb ache q o mel gibson em paixão de cristo demonstrou o quanto ele era "contra a tortura"

mas é de "esquerda" sim, sem dúvidas

Anônimo disse...

Se você já leu trinta páginas do primeiro livro, só o primeiro, já sabe que feminismo não há ali e a série se encaminhou por lados até piores que os descritos pelo autor.

Já me contento por mostrarem menos estupros na temporada passada. Triste isso mas é o que temos.

Porém a "freira" que ficou acompanhada do Montanha ainda não reapareceu depois da sessão de massagem chinesa. Espero que tenham a decência de não mostrar nada sexual.

"Feminista" por feminista, Hannibal era mais. Bem mais:

- os produtores tomaram a consciente decisão de não mostrar violência sexual gráfica porque segundo eles, o público era majoritariamente feminino.

- a tensão erótica entre os dois personagens masculinos principais era bastante evidente mas muito elegante, muito simbólica, outra coisa pensada para o público feminino

- se a Gillian e o Mads trocassem de papéis, ele como ela e ela como ele, a série continuaria funcionando na mais absoluta perfeição. Inclusive ela está sendo cotada pra ser a nova Bond.

- na última temporada tem um estuprador, o Red Dragon, só que se você não leu o livro e tipo, olhou o Whatsapp e se distraiu, você não percebe porque isso é mencionado em um diálogo de 3 segundos. Não mostra nada.

- as cenas de sexo eram particularmente agradáveis de assistir, tudo bem vanguardista

- tirando o fato de ser um canibal e a pessoa mais mortífera em um terno elegante, Dr. Lecter era o Rodrigo Hilbert da parada: não tinha empregada, cuidava de tudo, mata os bichos (e os humanos), sabia cozinhar (bem demais hohohoooo) e aquele cabelinho não desmanchava nem caindo na porrada com o Morpheus. Engraçado que esse ator "na vida real" tem cara de tio bêbado que fica no boteco, parece sempre que acabou de sair de uma reforma, de uma obra nas fotos. Mas no personagem, sim, é um cara extremamente sexy. Morpheus tava bem também e a mulher dele na série é a esposa dele na vida real.

- de modo geral, o olhar da série não foi o male gaze tradicional da arte.

Uma série tão vanguardista no storytelling, no visual, no trato com o público, com as atrizes e agradável para mulheres apesar de toda a violência da narrativa obviamente que acabaria cancelada.

Game of Thrones, não. O viés misógino da série sempre esteve presente e como já mencionei antes, a HBO tomou liberdades de pesar ainda mais a mão contra as mulheres. Isso deve ter trazido algum prejuízo, porque recuaram e continua não havendo feminismo aí. Apenas atenuaram o tom de certas violências gráficas.

Mulher forte não é a mulher que aguenta porrada e sim a que nunca soube o que é apanhar na vida.

Anônimo disse...

Contém spoilers

De fato, há muitas cenas de estupros desnecessárias e mais revoltante ainda - cenas que nos livros era de sexo consensual se tornaram estupros na serie. Violência sexual é aceitável, ok, normal. Mulher fazendo sexo por que quer e gosta - imoral, sujo, escandaloso!!!

Sobre as cenas de nudez - algumas eu sinceramente achei poderosas. Tanto na 1. temporada - quando Daenerys levanta nua segurando os pequenos dragões e na 6. quando ela incendeia o templo e sai pela porta sem nenhum ferimentos e os Dothrakis se curvam diante dela... sério, é incrível!

Pra mim GoT é uma das poucas séries que as personagens femininas não caíram naquele estereótipo pedante de que nada na vida tem sentido sem marido e filhos.
Perdi a conta de quantas séries e filmes eu já assisti em que a personagem tinha um grande potencial, mas "acha seu grande amor, engravida, larga tudo, tem uma ninhada atrás da outra e "ahhh... agora sim sou feliz"...

Outras duas séries que ainda não me decepcionaram nesse quesito foram Blindspot e The 100.
The Handmaid's Tale é chocante, não só por que trata mulheres como gado de recria, mas como retrata mulheres que não tem filhos como monstros sádicos e/ou tomadas por algum tipo de loucura...

Então seilá... GoT abusa da violência e do estupro? Sem dúvida. Há aspectos revoltantes? Com certeza!
Mas continuo achando que as representação das personagens mulheres como seres humanos profundos e complexos, que erram, acertam, se desenvolvem, tomando o rumo de suas vidas, liderando exércitos, lutando em campos de batalhas é sim um avanço!


Jane Doe

Rafael Cherem disse...

Deve - se tomar cuidado com a paranóia política.Ver esse tipo de conflito em um mundo que nem existe...A serie não toma posição.

Anônimo disse...

George Martin é um cara de esquerda. No mínimo do campo progressista.

O problema da mão de obra escrava é uma das principais causas de uma principal personagem da trama. Mão de obra -> trabalho -> economia.
Sem contar no que já foi dito a respeito do financiamento da guerra e a busca pela manutenção do poder da família Lannister, qual seria a representatividade disso tudo?

Além, as personagens femininas cada vez mais complexas e rompendo com diversos esteriótipos. Mesmo quando retratadas em romances.

A série produzida pela HBO que está no sétimo ano teve algumas modificações no que podemos chamar de apelação comercial. Mas ainda é uma empresa.

É sempre bom tentar refletir e observar um pouco as coisas, analisar contexto, tentar compreender do que se trata, antes de ligar o criticador no piloto automático...

Fico tentando entender o que seria uma série (produzida por uma empresa que quer ganhar dinheiro, como todas as outras séries) de esquerda ou feminista pra quem tentou discordar da observação da Lola. Seria algo que dourasse completamente a pílula? Que chapasse completamente a "realidade"? Que ignorasse a opressão cotidiana?

Anônimo disse...

Vê de novo Vikings que vc viu errado

Anônimo disse...

No mundo de Hollywood pode até ser, Anon. No mundo real a esquerda está sendo esmagada como nunca foi. Lula condenado. Quando for preso será o fim desse ciclo de esquerda no País.

Miriam Andrade disse...

Não, ela está certa, Got é uma série identificada como feminista e de esquerda sim.
Se não gosta, pode voltar a assistir aquelas series direitosas e misóginas como the big bang theory e silicon valley.

Anônimo disse...

Em primeiro lugar, Dr Who é britânica, não tem nada haver com Hollywood. Mas comentar sem saber o que está falando é especialidade dos olavetes paranoicos e sábios de Wikipedia, então nem dá para ficar surpreso.
Em segundo lugar, o que tem haver direita ou esquerda nesse caso? Você está querendo dizer que a direita defende que mulher não pode ser protagonista de nada? Se for isso, eu sugiro deixar o toddynho de lado um pouco e conhecer um pouco mais sobre a ideologia que você escolheu defender.

Anônimo disse...

Pra mim os filmes da Disney são muito mais feministas que GoT, é só ver como Valente retrata muito mais a relação da Mérida com a mãe que a possibilidade de um casamento, ou como Lilo & Sticht é sobre a relação de duas irmãs, embora até haja um namorado pra Nani ele é totalmente secundário, Moana e Zootopia nem se fala. Agora a Daenerys ficou apaixonada pelo Karl Drogho e depois parece interessada naquele mercenário que se mudou pro lado dela, a Cersey tem um caso com o irmão, a Brienne de Tarly era apaixonada pelo Rei Renly... parece que, tirando as crianças, todas mulheres tem um amor romântico.

Anônimo disse...

O atual ciclo de esquerda no país acabou.
A prisao do barbudo vai ser só a pá de cal.

O importante é que mesmo que ele continue livre pra se candidatar, vai ser massacrado pela imprensa durante a campanha.

Note que o brasileiro tem memoria curta, mas essa memoria (comecando pelo mensalao, passando pelo valerioduto e chegando no petrolao) vai ser refrescada durante a campanha.



lola aronovich disse...

"Vai ser massacrado pela imprensa".
VAI SER.
Não que Lula não tenha sido massacrado pela imprensa há uns 40 anos...

Anônimo disse...

até agora, nenhum fator q diga o pq dessa série ser "esquerdista", muito pelo contrário

Jeremias disse...

Meu pai! quanta merda num texto tão pequeno.
O viés esquerdista do seriado é inegável, aliás, só na ficção para isso dar certo.
As mulheres que mandam na trama são poderosas sim, isso é de se admirar, com exceção das Lannisters elas estão lá pelo mérito e não por ter ficado de coitadismo.

donadio disse...

Game of Thrones é feminista e de esquerda?

É uma série sobre uma realidade muito diferente da nossa - uma sociedade feudal, e onde poderes mágicos atuam de fato (embora, diferente da maioria das narrativas do gênero, não sejam controlados por nenhuma casta de magos profissionais). Que espaço haveria aí para "feminismo" ou "esquerda"?

Embora haja uma óbvia simpatia pelo smallfolk que sofre na carne as arbitrariedades da nobreza, essa gente comum não tem praticamente nenhum protagonismo. Mesmo os que se opõem às situações vigentes são todos oriundos da classe dominante - Tyrion, os Stark, Danaerys - e estão ideologicamente limitados ao sistema. Ninguém ali quer proclamar a república ou extinguir os privilégios de nascimento. No máximo, querem trocar um rei ou rainha incompetente ou psicótico por um rei ou rainha melhor, ou menos ruim. E toda a série está focada nisso, nas desavenças entre reis e nobres. O smallfolk morre e sofre sempre, como a estalajadeira enforcada pelas tropas dos Lannister ou os meninos assassinados pelo Theon Greyjoy, mas jamais se organiza para resistir.

E sim, alguns dos personagens mais fascinantes são mulheres - Arya, Danaerys, Cercei, Sansa, Lady Mormont, Cathlin, Brianne - mas elas se movem nas brechas do sistema patriarcal, nunca ou raramente o contestando. As mulheres têm poder com frequência, mas não o usam sequer em proveito das mulheres da aristocracia, quanto mais em prol da humanidade mais sofrida, as mulheres plebeias.

Enfim, de esquerda? Não dessa forma. Não é um panfleto, não é um manifesto; é simplesmente uma estória, e aliás uma boa estória, pelo menos até aqui.

O que ela tem de melhor, fora do campo específico da literatura, que independe de posição política, é o fato de não naturalizar as relações sociais capitalistas a que estamos acostumados e jogá-las anacronicamente sobre o passado - o que é um vício comum da literatura de fantasia (e, mais ainda, da ficção científica). Por isso é capaz de criar um mundo alternativo verossímil e interessante; mas, por isso mesmo - por retratar uma realidade incomensurável com a nossa - não se adequa facilmente às categorias sob as quais vivemos a nossa própria época e sociedade - esquerda e direita, por exemplo, ou gênero. Ou, muito menos, "mérito" (era só o que faltava, dizer que Lyanna Mormont chegou onde chegou por "mérito", e não por ser filha do falecido Lord Mormont...)

Anônimo disse...

Lola, se tiver um tempinho livre, tem uma série de textos sobre Game os Thrones que vale muito a pena ler.

http://nodeoito.com/farsa-cersei-lannister/
http://nodeoito.com/livro-x-filme-catelyn-stark/
http://nodeoito.com/livro-x-filme-sansa-stark/
http://nodeoito.com/livro-x-filme-serpentes-de-areia/
http://nodeoito.com/livro-x-filme-loras-tyrell/

Anônimo disse...

Poxa... achei que era um textão da lola sobre a série e fiquei toda animada. Saudade das crônicas sobre cinema/TV!!!

Anônimo disse...

"Jeremias disse...
Meu pai! QUANTA MERDA num texto tão pequeno.
O VIÉS ESQUERDISTA do seriado é INEGÁVEL, aliás, só na ficção para isso dar certo.
As mulheres que mandam na trama SÃO PODEROSAS SIM"

Jeremias, não leve a mal, mas acho que você está um tanto confuso...

Olivia Cruz disse...

Lady Mormont deu muita ternura mas ainda são as mulheres mais fortes da Game of Thrones Gosto que Brienne rompa com dos papéis de género. Parece-me das melhores personagens secundárias, se matam-no nesta temporada, espero que mínimo o possamos ver numa relação com Tormund. As mulheres nesta série são personagens fortes que não estão no castelo.