sexta-feira, 12 de maio de 2017

QUATRO SÉRIES FEMINISTAS PRA VOCÊ NÃO PERDER

Eu deveria escrever muito mais sobre cada uma dessas séries, e talvez até escreva. O problema, pra variar, é a falta de tempo.
Mas quero deixar com você quatro sugestões de séries de TV incríveis para procurar e ver já. Aposto como leitorxs mais antenadas já as conhecem. Desta vez não foram dicas de leitorxs. Eu encontrei essas séries totalmente sem querer (tipo: lendo este artigo sobre a Nicole Kidman, fui cair em Big Little Lies). Então vamos lá.
Big Little Lies: não confundir com Pretty Little Liars, que eu nunca assisti e nem sei do que se trata. Por enquanto, Big Little Lies -- baseado no romance da australiana Liane Moriarty -- tem uma só temporada com sete episódios, todos dirigidos por Jean Marc Vallée (de Clube de Compras Dallas e Livre) (veja o trailer legendado).
A série foca num grupo de amigas que se conhecem porque seus filhos estudam juntos na escola pública de Monterey, uma cidade cheia de gente rica na Califórnia (a renda familiar é de 150 mil dólares por ano, ou seja, classe média alta, no mínimo). 
Tem a competitiva Madeline (Reese Witherspoon lindamente interpretando a Tracy Flick de Eleição vinte anos depois), a advogada Celeste (Nicole Kidman), que largou a carreira para se dedicar aos filhos e ao marido violento, e Jane (Shailene Woodley), uma recém-chegada à cidade e jovem mãe de um menino que teve com um cara que a estuprou. Brilham também Laura Dern e Zoe Kravitz. 
A série discute vários assuntos que interessam às mulheres (e que deveriam também interessar os homens), como estupro, sororidade, bullying e maternidade. No entanto, o que mais se destaca é sem dúvida a trama de Celeste, que trata de violência doméstica. Celeste ama seu marido (Alexander Skarsgard, um dos vampiros de True Blood) e demora em reconhecer que está num relacionamento abusivo. As cenas com a psicóloga (o casal faz terapia para tentar resolver seus problemas) são maravilhosas. 
Vários críticos homens detestaram a série, ou pelo menos desdenharam dela. Consideraram BLL uma espécie de Desperate Housewives, com temas femininos demais (em outras palavras, fúteis). Pra piorar ainda mais, encararam o relacionamento entre Nicole e Alexander como um tipo de 50 Tons de Cinza, algo que, para eles, soa muito mais erótico do que abusivo. Ignore-os: poucas vezes a violência doméstica foi tão bem retratada quanto nesta série. BLL não tem nada de fútil. 
The Handmaid's Tale (O Conto da Aia): até agora foram apresentados quatro dos dez episódios. Baseado no romance distópico -- e bastante profético -- da grande escritora canadense Margaret Atwood, livro e série falam de um Estados Unidos que virou uma teocracia. 
Os fundamentalistas cristãos inventaram um atentado terrorista para dar um golpe de Estado e instalar uma ditadura em que as mulheres não podem mais trabalhar fora, ler ou escrever, ter dinheiro ou propriedade. E, pior, elas não podem fugir para o Canadá ou o México. É o inferno na Terra.
As aias são, na definição de uma delas, "úteros em duas pernas". Elas vivem para serem estupradas e engravidadas pelo seu comandante. Assim que dão à luz e amamentam por um tempinho, são afastadas do bebê (que passa a ser cuidado pela esposa do comandante) e enviadas para uma nova casa. Quando não dá mais, ou quando não conseguem engravidar, são mandadas para as colônias, onde morrerão rapidinho devido às condições de trabalho escravo e ambiente tóxico. 
Elisabeth Moss (a secretária que vira redatora em Mad Men) interpreta a protagonista e narradora, June (seu nome real), ou Offred (seu nome como aia -- "of Fred", ou "de Fred", o nome de seu comandante). Joseph Fiennes, que eu não curto muito, faz o comandante. Mas, pra mim, quem rouba boa parte das cenas é Yvonne Strahovski (de Dexter) como a mulher do comandante. 
O elenco feminino (e até a própria Atwood) desperdiçou tempo nas entrevistas ao não querer usar a "f-word" -- no caso, feminismo. É bem ridículo negar que a série seja feminista (é só ver o resumo acima, pô!). Óbvio que a série não é apenas feminista, e talvez as atrizes evitem o termo para não espantar os machões que, sabe-se lá por que cargas d'água, não topariam acompanhar uma série feminista. 
Mas agora elenco e escritora já se acertaram e perceberam que sim, as pessoas entendem a história como totalmente feminista. E gostam. Quero dizer, odeiam. Sabem que, se o enredo se concretizasse, seria o pior dos pesadelos. E não só pras mulheres, pros homens também.
Ah, uma curiosidade que pouca gente sabe. Existe um filme de 1990 com o mesmo nome. É uma boa adaptação em que Faye Dunaway faz a esposa do comandante (Robert Duvall). Vale a pena assistir, mesmo que a série seja melhor.
Feud: a primeira temporada tem oito episódios. A segunda está marcada para o ano que vem e vai tratar do embate entre Charles e Diana. Promete. Ryan Murphy, o criador da série, geralmente sabe o que faz (American Horror Story, American Crime Story. Parei de gostar de Glee e achei Nip/Tuck hiper misógina). 
Esta primeira temporada de Feud é tudo de bom: narra a história deliciosa e verdadeira dos bastidores de um filme fantástico, O Que Terá Acontecido a Baby Jane? O filme B se tornou um clássico, e as brigas e intrigas de duas fabulosas estrelas, Bette Davis e Joan Crawford, até hoje fazem sucesso
O que mais se pode querer? Melhor ainda se convocarem pra interpretar duas atrizes magníficas outras duas atrizes magníficas: Susan Sarandon interpreta Bette e Jessica Lange, sempre extraordinária, faz Joan. E ainda temos Alfred Molina, Judy Davis, Stanley Tucci, e Catherine Zeta-Jones e Kathy Bates dando uma canjinha. Imperdível. 
A série é feminista porque, apesar de retratar uma rivalidade histórica entre duas gigantes das telas, ironicamente ela é sobre sororidade. Ou sobre como uma potencial sororidade é sabotada pelo patriarcado. Joan e Bette tinham tudo para deixar as desavenças de lado e se tornarem aliadas. Estavam no mesmo barco: assim como todas as atrizes exceto Meryl Streep (e, na época, Katherine Hepburn), não conseguiam mais papéis decentes depois de chegarem aos 50 anos de idade. As duas até ensaiaram uma cumplicidade no início das filmagens, mas o estúdio, o diretor, e as colunas de fofoca fomentaram a rivalidade entre elas. 
Fora isso, uma sub-trama interessante da série é que a assistente de direção de Robert Aldrich, Pauline Jameson (interpretada por Alison Wright), gostaria de se tornar diretora. Isso não é possível por um única razão: ela é mulher. Ah, e existe a camaradagem (não dá exatamente pra chamar de sororidade) entre Joan e sua empregada Mamacita (feita por Jackie Hoffman). 
Dois outros excelente motivos pra ver Feud: metade dos oito episódios são dirigidos por mulheres, uma raridade. E a abertura animada é belíssima, inspirada no mestre Saul Bass (veja aqui). 
Dear White People (Cara Gente Branca): a primeira temporada tem dez episódios curtos, de meia hora cada. A série é uma adaptação de um filme de 2014 com o mesmo nome. 
Numa universidade americana (fictícia) em que negros são a minoria dos estudantes e professores, mil e uma tensões raciais florescem. Uma aluna mestiça, Sam (interpretada por Logan Browning), começa um programa de rádio em que se dirige às "queridas pessoas brancas", explicando o privilégio delas e apontando suas burrices (como organizar uma festa em que os brancos pintam seus rostos à la blackface). 
A série é divertida, sempre inteligente (minha única crítica é que todo mundo é tão inteligente! Sério que toda a juventude fala assim, com tantas sacadas, tantos lacres?), altamente polêmica -- com provocações para todos os lados, inclusive para os negros --, e às vezes perturbadora (o final do episódio 5, dirigido pelo aclamado Barry Jenkins do vencedor do Oscar Moonlight, é um soco no estômago). De maneira geral, a série é uma lufada de ar fresco, original como poucas.
Outro dia a feminista negra Jéssica Rosa, estudante de História na Unicamp, perguntou: por que esta série brilhante é ignorada enquanto 13 Reasons Why viraliza? (Ainda não vi 13 Reasons; muitas leitoras já a recomendaram pra mim). Não só a série é ignorada, mas também deliberadamente atacada. Por exemplo, grupos de direita se organizam para dar uma nota baixa pra série no imdb (apesar da série ter recebido uma raríssima nota 100 dos críticos do Rotten Tomatoes).
A série lida mais com racismo do que com gênero, mas ainda tem muito a oferecer a quem quer debates sobre feminismos. Há personagens femininas fortes e variadas, com todas suas virtudes e defeitos, e um personagem gay, Lionel (DeRon Horton), que é uma gracinha. Creio que a série tem tudo para agradar os SJW ("justiceiros sociais") -- não é à toa que reaças a odeiam e boicotam. 
E vários episódios são dirigidos por mulheres negras. A criação é de Justin Simien. (E um bônus: a narração é do formidável Giancarlo Esposito, a melhor coisa de Breaking Bad -- ele fazia o chefão da máfia que fingia ser gerente de lanchonete).
Em que outra série você vê um diálogo desses? Três alunos americanos negros e um aluno queniano, todos amigos e colegas na universidade, fofocam. Ao falarem de um relacionamento interracial, o queniano pergunta: "Na cultura americana, homens negros parecem ter obsessão por mulheres brancas. Por que isso?"
E os amigos americanos respondem em coro, sem pestanejar: "Anal".

Não dá pra perder, né?

63 comentários:

Anônimo disse...

Lola, já viu "Miss Fisher Mysteries Murder"? Tem no Netflix, É ambientada na Austrália nos anos 1920, o pano de fundo são histórias de detetive, numa mistura Agatha Christie/Sherlock Holmes, e é uma série altamente feminista! Trata de muitos temas relevantes (aborto clandestino/homossexualidade/liberdade sexual/planejamento familiar etc). Estou na segunda temporada e amando :)

Anônimo disse...

Fundamentalistas religiosos escravizando e usando mulheres como encubadoras? Afeganistão? Arábia Saudita?

Anônimo disse...

Estou realmente precisando começar a assistir umas séries.

Agradeço as dicas, Lola :)

Anônimo disse...

A sociedade ocidental, hétero, cristã, euro, opressora criou os direitos humanos, o estado democrático de direito, a ciência moderna, nunca na história da humanidade houve tanta paz e desenvolvimento econômico como hoje ( o mundo não é perfeito, mas é melhor do que antigamente)

Anônimo disse...

"Fundamentalistas religiosos escravizando e usando mulheres como encubadoras? Afeganistão? Arábia Saudita?"

Todos os Patriarcados ao longo de toda a história registrada?

Anônimo disse...

a sociedade patriarCACAl, cristã e hétERRO criou a barbárie, a idade das trevas, o atraso social e o absolutismo

ah se não fosse o iluminismo, o secularismo, o humaninsmo e o feminismo, valores como a evolução científica-tecnológica, o avanço social e a paz jamais seriam uma realidade

Anônimo disse...

44 por cento das mulheres e 49 por cento dos homens japoneses entre 18 e 34 anos são virgens ,e 69 por cento dos homens desta faixa não tem nenhum envolvimento amoroso, ou seja,o feminismo ensinou homens e mulhereres se odiarem aumentando o número de homossexuais.

Anônimo disse...

O mundo pode melhorar muito mesmo, mas conservadores não querem que isso aconteça e passam suas míseras vidas tentando barrar avanços e impedir melhorias. Mas mudanças são inevitáveis e os conservadores serão deixados para trás na poeira de seus pensamentos antiquados, na sua própria obsolescência, até serem completamente sobrepujados e esquecidos. O destino de conservas é definhar e desaparecer.

Anônimo disse...

Conservadores e conservadorismo = câncer que precisa ser eliminado o mais rápido possível de qualquer sistema.

Anônimo disse...

12:06 na verdade, amor, só evoluímos a esse ponto (e ainda falta evoluir muito, aliás, é só ler um mapa da violência) porque o cristianismo foi rechaçado e empurrado pra longe do Estado. Se dependêssemos de vocês, cristãos, ainda seria proibido dissecar cadáveres e ainda haveria gente morrendo na fogueira. Desista, fofo. O cristianismo e seus adeptos não são os heróis da História da humanidade, vocês são apenas os vilões que mais souberam enganar suas vítimas.

12:23 na verdade as mulheres finalmente entenderam o recado que vocês, machistas, passaram séculos mandando pra gente, que vocês são uns bostas assassinos e estupradores e que devemos ficar longe. Bom, as japonesas já aprenderam. Muitas brasileiras também. Cada vez mais mulheres aprendem. E vocês vão morrer sozinhos e com as cuecas sujas.

titia disse...

Ah, esse comentário aí em cima é meu. Esqueci de assinar.

Anônimo disse...

Só li fatos, titia. Parabéns, você é maravilhosa!

Luciana disse...

Pra quem gosta de comédias leves, com ótimas sacadas e meio non-sense, recomendo Unbreakable Kimmy Schmidt. A terceira temporada estreia esse mês. Quem perdeu as duas primeiras... CORRE!

Anônimo disse...

Penso que vocês não devam assistir séries. A indústria do entretenimento ainda é dominada pelos homens. Odeiam o patriarcado e ainda continuam envolvendo-se com as obras concretizadas por ele?? Vocês devem criar as indústrias femininas, totalmente independente de nós homens se não fica feio! Ficam falando mal de homem e continuam dependentes??

Noêmia Cristina disse...

Os homens deveriam tomar vergonha na cara!

Anônimo disse...

Não se preocupem irmãs, os povos do oriente médio já estão invadindo o ocidente para nos salvar do cristianismo opressor.

Anônimo disse...

religião é doença mental

Anônimo disse...

religião é doença mental

***************************

agora nos diga uma novidade

Anônimo disse...

O fundamentalismo cristão atualmente pode não ser tão pesado quanto o islâmico, mas no passado já foi igual. O que trouxe mais evolução para o ocidente não foi o fundamentalismo cristão, ao contrário, se dependesse deste a situação no ocidente não estaria melhor que a islâmica. Na verdade o fundamentalismo cristão quis (e em alguns casos até hoje) barrar muitas coisas interessantes que hoje compõe a civilização ocidental e que muitos mascus inclusive se beneficiam e aproveitam.

Gostei das dicas e vou tentar acompanhar estas series. Quem foi que fez essas críticas ridículas a serie bll? Parece até que foi alguém contratado do trumpposo. Eu hein.

Adecio Moreira Jr. disse...

Adorei as recomendações.

Só uma única correção: o ator de The Handsmaiden's Tale é Joseph Fiennes (e não o Ralph, que você citou e na realidade é irmão mais velho dele).

Abraço!

lola aronovich disse...

Obrigada pela correção, Adecio! Acabei de escrever este post às 3 da manhã. Eu tinha certeza que havia escrito Joseph Fiennes (pois o Ralph eu gosto muito, excelente ator), mas a mente plays tricks on us...

titia disse...

Obrigada, 12:40. Porque né, os homens machistas exploram, agridem verbal e fisicamente, estupram, matam mulheres e depois não entendem porque elas não estão mais tão ansiosas em leva-los pra casa e lavar as cuequinhas deles.

Mariana disse...

Lola, que delícias de recomendações. Não assisti a nenhuma ainda, mas outras amigas já me recomendaram Dear White People e Big Little Lies. Vou atrás com certeza. E sobre O Conto da Aia, li o livro e achei a história ótima (e assustadora).

Tenho uma recomendação pra acrescentar: Grace and Frankie. É sobre duas mulheres idosas (casa dos 70) que se aproximam e se reinventam depois que os respectivos maridos as abandonam para ficar juntos. Fazia muito tempo que eu não via uma série "leve" tão inteligente, quebrando tantos tabus, especialmente quanto à velhice: invisibilidade, sexualidade, etc. Vale muito muito a pena. Não dá pra não amar - e não amá-las!

Anônimo disse...

Eu comecei a ver o The Handsmaiden's Tale - não tive coragem de continuar =,(
Tenho medo de pensar que essa é uma realidade muito mais possível do que mulheres serem 100% livres...

Eu gosto das séries Blindspot e The 100 - as personagens femininas são FANTÁSTICAS!!
As "mocinhas" e as "bandidas"... =)

Jane Doe

Mariana disse...

Lola, estava mesmo querendo boas dicas para série!!! oba!! Recentemente vi a série "Juana Inés" no netflix também e achei um máximo!! É sobre uma freia mexicana, Juana Inês de Asbaje. Acredito que também seja feminista, pois a história da protagonista é totalmente pautada pela luta para ter acesso a educação e ser aceita e respeitada como filósofa e escritora.

Anônimo disse...

O que se conclui no final desse seu texto, Lola? Que os homens realmente odeiam muito as mulheres, independente de raça, nacionalidade, classe, ou quaisquer outros fatores? Que inclusive os homens negros têm poder para rebaixar, humilhar, dominar, submeter, subordinar sexualmente até as mulheres brancas? Enfim... as comentaristas daqui querem falar também sobre isso? Ou preferem fazer como a Lola, que minimiza a opressão das mulheres pelos homens e sempre ressalta que o machismo e o patriarcado é ruim para eles também? Desde quando é feminismo se preocupar com as eventuais consequências ruins que os homens trazem para si mesmos através das próprias merdas que eles fazem?

Ilka disse...

Só eu não entendi o que há de incrível no dialogo do parágrafo final?
Eles querem as brancas por que elas fazem sexo anal? É isso?

Anônimo disse...

eu to chorando gente meu deus q mundo machista



to tremendo ainda mas preciso desabafar le quem puder



tava agr de manha no onibus vindo pro estagio

e a motorista era uma mulher, dai entrou um cara enorme no onibus

nem prestei atençao no começo so sei que vi o cara pulando a catraca e entrando p dentro onibus

dai ele ficou xingando a motorista chamando ela de vadia vagabunda

ai ela parou e falou q ela nao podia liberar a passagem dele no momento q ele entrou pq ela tava ocupada tava vindo carro atras e q era p ele ter esperado e quando chegassem no terminal ele ia pagar

ai ele começou a falar q nao ia e começou a xingar ela o caminho todo berrando no onibus batendo boca

qaundo chegou no terminal uma menina q tava atras de mim se levantou e começou a xingar o cara de machista imbecil

e ele veio p cima dela chamando ela de machorra e feminista de merda q era p ela chupar o pau dele

ai ela empurrou ele e ele pegou no cabelo dela e puxou e deu um tapa nela

dai ela empurrou ele de volta e deu um chute eu me levantei mas nao sabia oq fazer eu paralisei ja tinha td mundo descido do onibus eu só consegui me meter no meio dos dois p ele nao bater mais nela e puxei a menina e desci com ela

ai ele queria vim atras da gente mas o fiscal parou ele

ai a gente saiu e ela começou a chorar comigo e disse obrigado ai eu nao me aguentei e comecei a chorar tambem

eu nao consegui nem xingar ele eu so peguei e sai com a menina

e ela tava chorando demais eu so consegui abraçar ela

nem perguntei o nome dela nem nada ela entrou em um outro onibus e eu fui p banheiro do terminal chorar tbm

meu deus gente nunca tinha passado por isso

eu queria ter batido mas ele era o dobro do meu tamanho e ele tava mt fora de si ele ia me matar de tanto me bater

Anônimo disse...

Também não entendi o negócio do anal. É algum estereótipo das moças brancas americanas? Tem alguma coisa a ver com aquela ideia de que algumas meninas de família cristã fingem serem virgens, daí só fazem anal? Ou foi uma sacada que eles falaram pra ser engraçados?

Anônimo disse...

em tempo, eu, a anônima das 17:32 (que aliás não tenho nada a ver com o/a anon de acima, barraqueiro) gostei da ideia da série, tou querendo ver a dias, (e ainda vou) só essa lacração do final me pareceu meio "anti climax" (com o perdão do trocadilho xD)

Anônimo disse...

Se deverá continuar o uso de mulheres para fins de reprodução ou se tal função se realizará em laboratório também se tornará uma questão acadêmica: o que acontecerá quando todas as mulheres estiverem tomando a pílula rotineiramente e não houver mais nenhum acidente? Quantas mulheres irão deliberadamente engravidar ou (se houver um acidente) aceitarão permanecer grávidas? Não, Virgínia, as mulheres não apenas adoram ser éguas reprodutoras, apesar do que diga a massa de mulheres robotizadas, que sofreram lavagem cerebral. Quando a sociedade for composta só pelas plenamente conscientes a resposta será nenhuma. Uma parcela de mulheres deveria ser reservada à força para servir como reprodutoras da espécie? Obviamente, não. A resposta é a reprodução de bebês em laboratório.

Quanto à questão de continuar ou não a reproduzir o sexo masculino: do fato de que o macho, como a doença, sempre existiu entre nós não se deduz que ele deva continuar existindo. Quando as mulheres tiverem o total controle sobre a reprodução – e logo terão – nem é necessário dizer que deveremos produzir somente seres completos, inteiros, sem defeitos físicos ou deficiências, inclusive deficiências emocionais, como a masculinidade. Do mesmo modo que a produção deliberada de pessoas cegas seria muito imoral, assim também seria a produção deliberada de aleijados emocionais.

Anônimo disse...

Agoram querem fazer as mulheres brancas de "prostitutas", sendo que na minha opinião seria mais por um status racista de mostrar para os outros homens de que ele também pode ficar/namorar com a loira bonita da escola que todos querem. Porque não é apenas uma mulher branca, ela também precisa ser loira.

Anônimo disse...

Alguns podem discordar de mim, mas assisto a série the crown e em alguns episódios há vários momentos que poderiam muito bem ser chamados de feministas. Primeiro: uma mulher é coroada rainha em uma monarquia que, mesmo tendo várias outras rainhas no passado em comparação com outras monarquias, se baseava no modelo patriarcal de primogênito masculino. E essa mesma rainha já idosa participou da nova lei de retirar essa linhagem patriarcal e agora o primogênito, independente de ser mulher ou homem, vai representar o país. Segundo: Pela história, a rainha Elisabeth se mostra uma mulher inteligente, responsável e séria sem cair no estereótipo de mulher masculinizada, e isso é uma raridade na cultura de cinema e tv. No começo ela até se mostra um tanto conflituosa em relação ao casamento, mas ao passar dos episódios fica claro que ela é a rainha do país e de sua própria casa. Enfim, claro que a realidade dela é totalmente diferente de meros mortais como nós, mas a personalidade e persistência dela é algo bom para servir de exemplo, pelo menos na minha opinião.
Obs: Notaram que estão surgindo um monte de séries sobre mulheres rainhas ou famosas da antiguidade? Tem uma sobre a mary stuart da Escócia, mas eu ainda não comecei a assistir.

Anônimo disse...

O problema de definir uma serie como feminista, e verificar que nesta mesma serie apesar do enredo existir sempre uma forçação de barra no sentido de romance das personagens para com opressores, ou seja normatizar relações que em todos os casos sempre tem algum grau de abuso.

Anônimo disse...

Tem algum seriado feminista explicando o q eh previdencia?

Anônimo disse...

Quanto menos filhos a mulher tiver, mais sobrará dinheiro para ela guardar ou omvestir na previdência privada. Adicionando que esse país é uma merda e a natalidade deveria diminuir cada vez mais, pelo menos seria o único modo de porem a construção de creches e uma educação pública de qualidade em prática.

Anônimo disse...

Não acho The Crown tão feminista, pois a monarquia britânica ainda é atrasada em várias coisas em relação as monarquias escandinavas. Mostra a educação ultrapassada recebida pela Elizabeth, princesa na época. Ela não frequentava à escola, quando outras princesas europeias na época iam para a universidade. Virou perita em direito constitucional aplicado a monarquia e nada mais. Lembra uma prova em que o professor de Eton, a mais elitista escola britânica (para garotos), diz que aquilo não era digno para ela. Aprende a bordar, confronta a mãe e esta responde que ela deve ser uma lady e que deveria ficar feliz, pois a irmã, aprendeu menos. Exemplos do quanto a educação das mulheres aristocratas britânicas era limitada. Elizabeth até contrata um professor para expandir sua cultura geral, mas a situação não progride tanto. The Crown tenta a todo custo passar uma imagem empoderada e revolucionária de Elizabeth.

O esposo príncipe Philip segue papeis tradicionalmente masculinos e sente-se frustrado se sujeitando à esposa nas funções públicas. Foge da convivência com a esposa, buscando companhias masculinas regadas a álcool, demais atividades ''viris'' e oprimindo o filho. O próprio fala que Charles é ''menina chorona'', enquanto Anne, um ''garoto''. Tudo fora de ordem e lugar, afinal a mãe não pode exercer integralmente seu ''papel'' de mulher. Philip é boçal e elitista e um pouco racista, mesmo tentando ser gentil. Sua postura é horrível, mas a esposa deve aturar, pois apesar de chefe de estado, é esposa.

A Elizabeth da serie tenta progredir, mas insegura sobre o seu lugar. Além do primor da produção, não há muitas discussões profundas e o ponto alto são belos figurinos, grandes interpretações e uma amostra convencional da aristocracia.

Anônimo disse...

Mas pelo menos a elisabeth da série não aceita tão passivamente as situações. Ela colocou a responsabilidade com a coroa sempre em primeiro lugar, mesmo com o marido reclamando e não querendo visitar outros países ela continuou com o seu trabalho. Sim, Philip é um boçal e a série deve ter retratado bem como ele era, mas esse que é o ponto, a série não apoia esse comportamento e demonstra para que o espectador seja crítico a esse comportamento, e a Elizabeth não demostra estar satisfeita com a situação e não acho que ela aceita tudo de forma passiva, pois já foi mostrado muitas brigas com o marido sobre isso. Concordo com o seu comentário, mas a série denonstra as ações obsoletas da monarquia e ao tratamento das mulheres de modo crítico e não apoiando, o que faz toda a diferença.

Anônimo disse...

LAS CHICAS DEL CABLE. feminismo, sororidade e resistência marcam nova série da Netflix.
ESPETACULAR LOLA!!! VEJAM....

Beijos, FERNANDA B.

Anônimo disse...

https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2017/05/12/sozinho-pm-salva-20-pessoas-de-incendio-antes-da-chegada-de-bombeiros-no-df.htm

Anônimo disse...

"Miriam Andrade", é você?

Anônimo disse...

Lola vc soube que a loja de departamentos 'Marisa' usou uma parte do depoimento de Lula em que ele cita o nome da esposa falecida para fazer propaganda para o dia das mães?

Anônimo disse...

Digno de um american pie ou qualquer outro besteirol americano essa imbecilidade do final do texto da Lola. Não tem nada de o extraordinário ou de bom realmente nisso.

Anônimo disse...

Por que, quando se fala em relacionamento interracial, só se mostram homens pretos com mulheres brancas? Por que quase nunca se mostram homens brancos com mulheres pretas?

Anônimo disse...

e sempre os homens tratando as mulheres como lixo... mas isso tbm não é nenhuma novidade.

Anônimo disse...

a) Lola vou assistir as séries devem ser maravilhosas.

b) Lola gostaria de sugerir um post sobre a musica vai namorar comigo sim escuta Lola a menina é obrigada a namorar e casar

César Andrade disse...

Assim como a sociedade burguesa e nobre nos Estados Nacionais da Idade Moderna tirou a Europa da Idade das trevas, e mostrou-se opressora para o Terceiro Estado, que catalisou a implementação da democracia liberal e eurocêntrica que você cita. Mais uma vez, alguns dos oprimidos criam um novo status quo que oprime quem não participou da troca de poderes. Sabe quem nunca saiu da condição de oprimido? Mulheres, negrxs e pessoas que não se adequavam a padrões biologizantes. E é por isso que queremos os direitos e as liberdades devidas a esses grupos.

Anônimo disse...

Falando em família real inglesa e romances inter-raciais, tomara que o príncipe Harry se case com aquela atriz afrodescendente, a Meghan.

donadio disse...

Falando em família real inglesa, quando é que os britânicos vão tomar vergonha na cara e proclamar a república?

É o fim da picada agora ficar torcendo para ter cota racial em resíduo do feudalismo.

Anônimo disse...

Babaca inseguro e chorão de 12:18, sério que vc culpa o Feminismo por homens e mulheres supostamente se "odiarem" e supostamente homens se tornarem "homossexuais"?!?
Primeiro homens sempre odiaram mulheres as estuprando, escravizando e negando direitos.
Segundo, homossexualidade existe desde os primórdios da Humanidade.
Terceiro, deixa de ser um babaca chorão e vai arrumar o que fazer.

Anônimo disse...

Lulu

Lola querida, queria que me explicasse porque vc elogiou uma fala misogina da ótima série Dear White People?
Tanto faz se homens negros falam que tão com mulheres brancas por 'sexo anal" quanto homens brancos dizerem que tão com mulheres negras pelo mesmo motivo.
Ps: NÃO condeno o sexo anal, quando ambas as partes querem, mas da forma que foi colocada, mostra que homens de qualquer etnia são machistas e só querem humilhar as mulheres, invés de querer dar prazer à elas.

Anônimo disse...

Por qua a grande maioria dos homens são tão bobos?

Parecem que ainda estão no ensino médio, por isso mulheres pisam por serem maduras.

A minha professora estava falando que na faculdade os homens se comportavam como se estivessem na oitava série.

Mulheres rainhas maduras.

donadio disse...

"( o mundo não é perfeito, mas é melhor do que antigamente)"

Isso poderia ter sido dito em 1920. Ou em 1820. 1720. 1620, 1520, 1420... etc.

Se as pessoas em cada uma dessas datas ficassem auto-indulgentemente repetindo que "o mundo é melhor do que antigamente", o mundo não teria melhorado. Nunca teríamos chegado à situação de 2020.

Então porque tentar usar essa bobagem como freio contra qualquer tentativa de melhorar o que temos agora?

donadio disse...

"44 por cento das mulheres e 49 por cento dos homens japoneses entre 18 e 34 anos são virgens ,e 69 por cento dos homens desta faixa não tem nenhum envolvimento amoroso, ou seja,o feminismo ensinou homens e mulhereres se odiarem aumentando o número de homossexuais."

Fio, o Japão não é uma sociedade feminista. Nem particularmente influenciada pelo feminismo (entre as sociedades do primeiro mundo, é provavelmente a mais patriarcal, machista e tradicionalista). Então a causa da epidemia de virgindade que você cita (source please?) deve ser outra que não o feminismo.

Porque eu te garanto que a percentagem de virgens nos Estados Unidos ou na Suécia, ou mesmo na Rússia (todas sociedades muito mais influenciadas pelo feminismo) é bem menor.

Aliás, a percentagem de pessoas abertamente homossexuais nessas sociedades é também maior do que no Japão.

Então cadê essa relação absurda e fantástica entre virgindade e homossexualidade?

Anônimo disse...

Ué...sexos anal não dá prazer?

Anônimo disse...

Homens que nunca deram o cu são todos virgens. Bando de virjões reprimidos encalhados.

Anônimo disse...

00:50 pq o pensamento deles vai todo pra cabeça de baixo.

Anônimo disse...

11:22

Pra quem tem próstata com certeza, nada melhor que uma massagem prostática diretamente via anal pra ter prazer sexual

luciana* disse...

"Cara Gente Branca", meodeos! Chorei tanto no episódio 5, foi uma das coisas mais triste que assisti nos últimos tempos. :'(

Marix disse...

Assisti uma série linda na Netflix chamada CALL THE MIDWIFE, algo como "Ligue/chame a parteira". É uma série inglesa que passa nos anos 50 e mostra 4 enfermeiras-parteiras (duas delas são freiras, duas não, mas todas acabam 'morando' no convento por conta do trabalho) que atendem à população de um bairro pobre em Londres, chamado Poplar. Eu achei muito bonita, pois ela vai mostrando, por um lado, a relação de amizade entre as enfermeiras, e o cuidado delas com a população e todo o esforço delas para fazerem partos (é incrível, elas faziam parto natural de bebês que estavam sentados ou com o cordão umbilical enrolado no pescoço).
A série é baseada na história real de uma das enfermeiras e ao longo das temporadas vai mostrando as mudanças no serviço de saúde britânico, como a medicalização do parto (é interessante pois, por um lado, mostra como as novas tecnologias e cuidados permitem salvar vidas, e por outro, como começou a desumanizar um tanto o parto). Recomendo muito.
É uma série da BBC, então, é bem delicada, não tem cenas de violência gratuita, nem de sexo gratuito.

Ciça disse...

The Fosters. Casal lésbico interracial e sua família linda. Recomendo.

Anônimo disse...

As séries da bbc são as melhores, na minha opinião, exatamente por não conterem violência e sexo gratuito e focarem mais no enredo. Já estou no final da segunda temporada e gostei muito. Mesmo a série sendo mais leve, ele toca em questões complexas como gravidez na adolescência e até na falta de conhecimento de anticoncepcionais e planejamento familiar das mulheres pobres, que acabavam tendo muito filhos.

Anônimo disse...

O Cara Gente Branca é chato e misógino.