quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

LUTANDO POR NÓS

Mural da artista Panmela Castro (Anarkia Boladona) na Barnard College

Hoje de manhã fui à Delegacia da Mulher fazer um novo boletim de ocorrência.
Foi o décimo. As ameaças são diárias, mas não tem como registrar um BO a cada ameaça dos mascus sanctos. Então só registro umas poucas
Tem tanta coisa que eu gostaria de poder contar pra vocês, mas não posso, porque corro o risco de comprometer as investigações.
O que posso contar é que eu estava lá, com meu advogado, relatando o caso para uma escrivã, quando se aproximou uma outra escrivã, que me atendeu em setembro. E ela me reconheceu, se lembrou de mim. Disse: "Lola! Tudo bem com você?" Me abraçou. E disse pra outra escrivã: "Ela luta por nós, mulheres". 
Só por isso já valeu a pena ter ido à delegacia hoje. 

69 comentários:

Anônimo disse...

Parabens Lola, guerreira

GOEC disse...

Não tem problema, Dolores.

Vou fazer doxxing e ameaçar TODOS os policiais da delegacia da mulher.

Se em 2013 eu vazei os dados de todos os PMs do Rio de Janeiro, qual a dificuldade em vazar dados de meia duzia?

Beijos

GOEC disse...

>Chegamos num ponto em que uma das vítimas foi fazer boletim de ocorrência e a escrivã não quis assinar, com medo que ela também fosse perseguida. Pediu que um escrivão assinasse, já que as ameaças aos homens costumam ser mais brandas.


Não tem problema, Dolores.

Vou fazer doxxing e ameaçar as famílias (família mesmo, mãe, irmã, filha etc, não os policiais porque eles não tem medo, eu vou pegar a família deles) de TODOS OS POLICIAIS da delegacia da mulher de Fortaleza que você foi.

Anônimo disse...

O titulo do post eh igual a um dos slogans da campanha da Hillary Clinton

DiLuaa disse...

Oi Lola! Fiz um depósito na sua conta hoje. É pouco, mas de coração. Você me ajudou muito e ajuda diariamente muitas pessoas, especialmente mulheres. Obrigada por tudo!

lola aronovich disse...

Por quê isso exatamente, Goec?
Quer dizer que vc fez doxxing em todos os PMs do Rio em 2013, quando vc tinha 11 anos de idade? (vc ontem disse que tinha 14 anos).
Vai aproveitando seus últimos dias de liberdade.

Flavia disse...

Lolinha, esses mascus vão pagar por tudo que estão fazendo contra ti e outras pessoas. Nesta vida ou em outra, esses mascus vão pagar caro pelas ameaças, pelos insultos, pela canalhice. Força, Lola! Você luta por todas nós.

Anônimo disse...

Que post lindo!

lola aronovich disse...

Muitíssimo agradecida, DiLuaa. Obrigada vc!



Goec, vc ñ respondeu: POR QUÊ expor e ameaçar policiais e escrivãs? (e tantas outras pessoas).

Anônimo disse...

Mulheres, encarem isso: casamento nunca pode ser feminista

https://www.theguardian.com/commentisfree/video/2016/may/25/women-face-it-marriage-can-never-be-feminist-video

A instituição do casamento tem restringido a liberdade das mulheres por séculos, diz Julie Bindel. Então por que tantas feministas estão tentando reivindicar a tradição como um ato subversivo? Se você quer se casar, ela diz, basta ir em frente - mas por favor, não finja que ser feminista muda o significado disso.

Anônimo disse...

Lolinha, eu não consigo imaginar o que você passa e como deve ser receber ameaças diárias contra você e sua família... e por isso eu sinto muitíssimo.

Mas saiba que pra cada mascu que te odeia, há 10 de nós que te ama ;-D

Ao contrário desses bostas, você faz uma grande diferença e torna o mundo um lugar muito melhor de se viver...

Todo meu carinho e admiração

Jane Doe

Anônimo disse...

"Mulheres, encarem isso: casamento nunca pode ser feminista"

Ela parte de uma premissa correta para uma conclusão completamente absurda.

Lembrando que CAGAR REGRA pro que uma mulher deve ou não fazer passa longe de ser uma atitude feminista, independente da pessoa se declarar assim ou não.

Anônimo disse...

Eu prefiro continuar sendo feminista do que casar, assim como é a tendência dos países desenvolvidos, cada vez menos casamentos e mais divórcios.

Anônimo disse...

O homem que está em paz não quer guerra com ninguém. Se os mascus querem guerra, não estão em paz com eles próprios. Estão vivendo uma guerra no interior deles. Bando de enrustidos que não sabem lidar com os próprios pensamentos.

Anônimo disse...

Ela não cagou regra porra nenhuma, para de deturpar o que feministas dizem.

Nenhuma feminista está proibindo mulher alguma de casar. Isso não existe e feminista não têm esse poder de mandar no que outras mulheres fazem ou deixam de fazer.

Acorda e olha pra essa inversão da realidade que vocês inventam quando dizem que feministas estão ditando regras sobre o que as mulheres podem e devem ou não fazer.

Essa distorção da realidade parece coisa de masculinista, tá no mesmo nível deles. Se não me engano são eles que dizem que vivemos num matriarcado governado por feministas. Bem louco.

Se você quer casar ninguém impede, vai em frente. Ela até diz isso, "se você quer realmente casar, case-se, mas não venha dizer que isso é feminista". Porque não é mesmo e nunca será.

Dizer o contrário é não entender o que é a instituição do casamento, sua história, com que finalidade foi criada e pra que ela serve até hoje no fim das contas.

Alan Silva disse...

Lola sempre tenhá força para enfrentar tudo que você passa, você é uma verdadeira guerreira.
E quanto aos mascus, esses lixos humanos eles NÃO SÃO E NUNCA FORAM DE DIREITA, MUITO MENOS DE EXTREMA DIREITA, esses merdas são na verdade fracassados sexuais que querem descontar todo o seu ódio nas mulheres, para vocês terem uma idéia do que eu digo sempre que um lixo desses entra em algum grupo de direita, eles começam a persegui todas as mulheres dos grupos que eles entram, e quando postam algo sempre é denegrindo as mulheres e sempre são expulsos por isso.
Se no Brasil houve um governo de extrema direita realmente forte esses mascus seriam caçados como os animais que eles são, a grande maioria pegaria pena de MORTE e os outros poucos pegariam prisão perpétua.
Para mim esses mascus devem ser na verdade feministos que fazem isso por não serem idolatrados pelas feministas.
Eu sou de EXTREMA DIREITA MILITARISTA CONSERVADORA com Orgulho.

Luciana disse...

Essa escrivã me representa!!!;

Anônimo disse...

Se você quer casar ninguém impede, vai em frente. Ela até diz isso, "se você quer realmente casar, case-se, mas não venha dizer que isso é feminista". Porque não é mesmo e nunca será.

------------------

miobrigue
coisa ridícula isso
e sim, é cagar regra, é uma diarréia de regras e eu to fora de feminismo psicodélico.

Marcia disse...

Lola! Ela falou a verdade, você realmente luta por nós. Força, você não está sozinha.

Marcia disse...

Como feminista, casada, acho que o vídeo tem bons pontos. Mesmo um relacionamento não abusivo (no sentido de violência como rotina de relação - agressão verbal, agressão física, controle e manipulação) - e para todos esses casos, eu sou completamente a favor do fim do casamento e do relacionamento abusivo -, há muitos desafios e dificuldades em ser casada numa sociedade machista, isso é fato. Trabalho doméstico para começar... pelas deusas, como é difícil estabelecer uma divisão equitativa, mesmo quando seu companheiro 'topa discursivamente 100%'. Vencer as barreiras da socialização de que trabalho de casa, é trabalho menor, coisa de mulher, não precisa ser prioridade, putz, é foda.

Mas se esse feminismo do vídeo não tem nada para fazer em relação a isso e a tantas outras dificuldades e dissabores de quem é casada, e quer continuar assim, ora, então há outra resposta óbvia para a provocação de que mulheres casadas não são feministas: eu, mulher casada, preciso de um feminismo que não seja esse do vídeo. Tão simples, já que não sou autônoma politicamente para contribuir com esse movimento, só procurar outro. Feminismo que não exclui nenhum tipo de mulher é o que não falta. Mas devíamos nos perguntar: afinal, o feminismo pode excluir mulheres do ativismo político? Criticar práticas sociais é bem diferente de segregar politicamente. Instituir, a priori, quem tem vivência correta para ser feminista e quem não tem, não é o tipo de política que prefiro de fazer, em hipótese nenhuma.


Para quê é que vou endossar discursos que colocam sobre meus ombros individuais a 'culpa' por ser mulher, numa sociedade patriarcal? Que diz que a minha escolha individual me incapacita para fazer política? Que eu devo me adequar as exigências de outras mulheres para ser feminista? Onde é mesmo a banca onde estão recolhendo a carteirinha de feminista?

Querem tirar de 26 milhões de mulheres no Brasil a capacidade de se engajarem na luta feminista, vão fazer isso sem o meu apoio e com a minha contra mobilização.

Aliás, anônimo das 18:50, tu não tem vergonha na cara de ser um ativista abutre? Os problemas que a Lola ressaltou hoje não tem nada haver com o casamento dela. Mas você, que se diz tão feminista, está aqui, dizendo nas entrelinhas que a Lola não é pessoa autônoma e capaz o suficiente para fazer política. Logo ela, que ao contrário de você, não se esconde atrás de fake anônimo para dizer e defender suas posições políticas.

Shame on you. Acha a 'solterice' uma opção política viável? Faz seu blog, dá a cara a tapa e vá para o debate público. Aí eu vou te respeitar. Enquanto isso, eu acho que você é só mais um homem frustrado se passando por feminista, quem não conhece que compre a sua covardia e cretinice.

Marcia.

Anônimo disse...

E que pra cada mascu, existem homens como eu, que não são machistas (é que o combatem o machismo) que também amamos a Lola e valorizamos muito a luta feminista.
Força, Lola!

Anônimo disse...

Lola, fiz um depósito em sua conta.
Boa sorte e conte comigo.
Clarissa

titia disse...

"Vou fazer doxxing e ameaçar as famílias (família mesmo, mãe, irmã, filha etc, não os policiais porque eles não tem medo, eu vou pegar a família deles) de TODOS OS POLICIAIS da delegacia da mulher de Fortaleza que você foi."

HUAHAUHAUAHUAHUAHUAHAU!

Aham, cof cof, quer dizer, vá em frente Marmelinho, faça isso. Ameace as mulheres, irmãs, filhas e mães dos policiais. Vá, ameace. Tenho certeza que vai ser um sucesso, afinal esses policiais se lixam pra própria família. Com certeza vão deixar elas serem estupradas e morrerem. Não vão fazer nada a respeito das ameaças nem do cuzão que as manda, né? "Esconde os balões coloridos e o bolo Marmelinho Enfim Virou Marmelada!! Vamos comemorar!!"

Vá lá, marmelo geoc. Mande suas ameaças pras famílias dos policiais. Essa foi a decisão mais acertada que você já tomou. MANDA LOGO, K7!

Gyuliana disse...

Lola sua linda obrigada por lutar por cada uma de nós. Mil beijos no seu coração e não te desejo força porque isso você já tem de sobra. Nem coragem porque isso vc já tem para dar e vender. Te admiro muito, você é um exemplo de mulher para cada uma de nós: É você que nos dá força e coragem para lutarmos por justiça e pela igualdade em nossas vidas. Parabéns pelo seu belo trabalho e o bem sempre vence no final!

Anônimo disse...

Que bom que ainda aparecem sinais que dão força e apoio pra continuar em frente, lola :)

Esse reconhecimento não tem nada que pague!

Anônimo disse...

Esse GOEC é uma das melhores piadas que já apareceram por aqui, que pena desse sujeito.

Anônimo disse...

Lola!!
Essa escrivã me representa!!
"Ela luta por nós!!". É isso mesmo!!
Disse tudo!!

Anônimo disse...

Gostaria que você falasse todos os problemas de um casamento mesmo que o casal seja "feminista".

A mãe dos gato tudo disse...

Quanto ao vídeo sobre casamento nunca ser feminista, são trazidos à tona as seguintes críticas:

- O pai "entregar" a filha ao noivo (costume vindo de época em que mulheres não possuíam capacidade civil);
- A exigência da virgindade;
- A exigência da monogamia;
- A divisão injusta de tarefas domésticas;
- A obrigação de adotar o nome do marido, e não ao contrário;
- A legalidade de estupro no casamento em vários países persistindo ainda hoje;

Tudo isso já caiu (ou devia ter caído), ninguém mais é louco de exigir essas sandices ao se casar, exceto pela monogamia, que através de diálogo com o parceiro pode-se também modificar.

Eu estou noiva e eu quero o sobrenome dele, e ele quer o meu. A lei permite que escolhamos, pra quem não sabe.
Não temos problemas com divisão de tarefas, porque nosso relacionamento é baseado em muito diálogo e usamos o tempo do namoro para OBSERVAR as atitudes um do outro, coisa que as pessoas têm preguiça de fazer. Só querem ficar na cama onde tudo é lindo, aí na hora de encarar os perrengues do relacionamento vem com aquela cara de pau: "Aiiin ele não era assim, ele mudou depois do casamento". Ninguém muda dessa forma, as pessoas que insistem em fazer vista grossa ou só querem saber de sexo quando deviam conversar mais, sair mais e observar o comportamento da pessoa.

Minha mãe teve um relacionamento abusivo com meu pai. Divorciou-se e casou de novo e ainda moro com eles, e nesses 6 anos não consegui identificar UMA agressão sequer dele para com ela, de qualquer tipo. São ótimos juntos, cozinham, limpam...
Quem não quer casar e é feliz assim ótimo, mas julgar que TODO casamento é opressor... "taserto"

Anônimo disse...

"Disse: "Lola! Tudo bem com você?" Me abraçou. E disse pra outra escrivã: "Ela luta por nós, mulheres"."

Acredite se quiser...

Anônimo disse...

Gosto tanto de casamento que já estou no terceiro kkkkkkkkkkkkkkk #futuragretchen.

Machista é não poder divorciar.

Isso de mulher se dizer feminista pra ficar dando pitinho nas outras, olha... isso tem nome viu e não é feminismo. Só faltou dizer que era pro nosso bem.

"Se você não gosta de azul, você é vermelho".
"Se você não gosta do que eu gosto, você é mau".
"Se você não está conosco, está contra nós".

Na hora que pararem com essa "argumentação" nível Quarta Série C podem me chamar porque se eu gostasse de ficar brigando com criança teria tido filhos.

lola aronovich disse...

Talvez você ainda não tenha percebido uma coisa sobre mim, anon das 12:44: eu não minto. Se eu falei que isso aconteceu, é porque aconteceu mesmo. Tem o meu advogado e a outra escrivã como testemunhas, ué. Por que eu iria inventar isso? Fiquei feliz que ontem em poucas horas na Delegacia da Mulher fui reconhecida pela escrivã, pela delegada ("Ah, vc é a famosa Lola?"), e pela Coordenadora de Políticas para as Mulheres do Governo do Ceará, que estava na delegacia ontem. E tds me deram um abraço apertado.

Anônimo disse...

"miobrigue
coisa ridícula isso
e sim, é cagar regra, é uma diarréia de regras e eu to fora de feminismo psicodélico."


Dado Dolabela também se diz feminista, e aí? Por isso tudo o que ele fala passa a valer para todas as mulheres?

Aliás nem vou citar o nome pra não causar uma treta malígna mas tem uma certa ativista aí, bem famosona no Facebook e com aspirações políticas, que agora deu pra duvidar do relato de estupro de mulheres se elas nao pertencerem a uma certa classe social, não atenderem a uma certa agenda ideológica e se não tiverem uma certa cor de pele. Se encaixarem no padrão que ela determina, aí sim, inquestionável, do contrário é cheio de "tem que ver isso aí". Não existe "racismo reverso". Existe racismo. Duvidar de mulher vítima de estupro não é feminista, não interessa se a pessoa veste lilás e faz avatar de Fora, Temer porque não precisa de nada disso pra ser machista. E esse é um exemplo bem bom do que estou falando.

A gente pode dar o nome que quiser para as coisas que a natureza delas não muda não. Racismo é racismo, machismo é machismo, fobia é fobia, não interessa se a pessoa fala que é super contra o preconceito racial, o sexismo e a favor da diversidade quando na prática, nos atos, não é nada disso, é só alguém tentando puxar todas as sardinhas do mundo para seu lado.

E francamente, tá cheio de misoginia travestida de feminismo rodando no mundo atualmente. Eu heim. Tá na hora dessa galera toda tirar a "Face" do "Book" e erguer os olhos pra vida, porque não tá fácil lidar com essa gente.

Anônimo disse...

"Talvez você ainda não tenha percebido uma coisa sobre mim, anon das 12:44: eu não minto. Se eu falei que isso aconteceu, é porque aconteceu mesmo."

O ônus da prova é de quem alega. Se ele (e é óbvio que foi elE) diz que não aconteceu, então ele que prove isso.

lola aronovich disse...

Pois é, anon das 13:20. Mas não tem "ônus da prova" nesse caso. Eu estou contando o que aconteceu comigo ontem na Delegacia. E quem me conhece sabe que eu não minto, sabe da minha ética. Então quem não quiser acreditar que não acredite. Eu ontem tuitei as palavras da escrivã e já teve 100 RT e quase 600 likes. Então sinal de que grande parte acredita.
Eu posso dizer com certeza que isso nunca tinha acontecido comigo em nenhuma delegacia...

Candida Silva disse...

Lola, o que a gente fala de uma coisa dessas? Primitiva, ridícula, mesquinha, pequena? Embrutecimento humano. Eu costumo dizer que o diabo não vira gente, mas, gente vira diabo. O ser humano tem essa capacidade de se endiabrar devido ao inferno existencial que carrega consigo. Isso é fel da infelicidade, do desamor, de desamor por si mesmo, na verdade, essas pessoas se odeiam e precisam para não se matarem e suportarem viver consigo mesmos jogar todo seu ódio sobre outra pessoa. Gente infeliz. Sem paz. rebotalho.

titia disse...

13:20 de boa: qual é o seu problema?

Anônimo disse...

feminismo psicodélico deve ser o que fala que a instituição patriarcal do casamento é feminista e que dizer alguma verdade que te contrarie ou te incomode é "cagar regra", "diarreia de regras".

Anônimo disse...

coisa de gente mimada que nunca pode ser contrariada... "mimimi estão impondo regras sobre mim, mim mim mim"... aprender o que é a vida fora da sua sala de estar, sair dessa bolha leite com pêra e parar com essas chorôrô patético tentando justificar merdas e caprichos de gente "privilegiada" não querem mesmo né?

Anônimo disse...

"13:20 de boa: qual é o seu problema?"


Vejamos:


1. Anônimo disse...

"Disse: "Lola! Tudo bem com você?" Me abraçou. E disse pra outra escrivã: "Ela luta por nós, mulheres"."

Acredite se quiser...



2. lola aronovich disse...

Talvez você ainda não tenha percebido uma coisa sobre mim, anon das 12:44: eu não minto. Se eu falei que isso aconteceu, é porque aconteceu mesmo. Tem o meu advogado e a outra escrivã como testemunhas, ué. Por que eu iria inventar isso? Fiquei feliz que ontem em poucas horas na Delegacia da Mulher fui reconhecida pela escrivã, pela delegada ("Ah, vc é a famosa Lola?"), e pela Coordenadora de Políticas para as Mulheres do Governo do Ceará, que estava na delegacia ontem. E tds me deram um abraço apertado.



3. eu disse...

"Talvez você ainda não tenha percebido uma coisa sobre mim, anon das 12:44: eu não minto. Se eu falei que isso aconteceu, é porque aconteceu mesmo."

O ônus da prova é de quem alega. Se ele (e é óbvio que foi elE) diz que não aconteceu, então ele que prove isso.


Grifo: Se ele (e é óbvio que foi elE) diz que não aconteceu, então ele que prove isso.



Diz aí titia, qual o meu problema?

donadio disse...

"feminismo psicodélico deve ser o que fala que a instituição patriarcal do casamento é feminista"

De fato, esse seria um feminismo pra lá de psicodélico.

Mas tem alguém dizendo isso?

Eu já li muitas vezes aqui gente dizendo que a instituição patriarcal do livre mercado vai resolver o problema da misoginia, por que as mulheres são melhores empreendedoras/gerentes/trabalhadoras, mas que o casamento é feminista ainda não vi.

Anônimo disse...

(Viviane)
Já que estamos falando sobre instituições patriarcais, espero que a instituição "polícia" finalmente faça valer a lei - ou crimes contra mulheres não importam? #forçaLola

Sobre a polêmica do casamento:
1) Como se explicam as opressões em casamentos homoafetivos? Alguém vai ter cara de retornar aquela ideia ultrapassada de "homem ou mulher da relação"?
2) Marcia, também sugiro que você faça seu relato, quem sabe um bom guest post para este blog;
3) Donadio, essa foi na veia, hein?!

Mya disse...

Gente a Marcia lacrou agora. Super concordo com o comentário dela.

Anônimo disse...

Viviane,

Até penso nisso, gosto da afirmação da primeira fase do feminismo: o pessoal é político, mas não topo expor minha intimidade na internet.

Como jurista de formação, sei que quando a vida privada de uma mulher vira assunto público, é a lógica do processo de inquisição - que é três vezes mais antigo que os processo de debate públicos democráticos- que comanda o tom das respostas e, invariavelmente, haverá a queima da reputação da 'bruxa'.

Sobre as opressões em casamentos homoafetivos é aquela velha questão sociológica: instituições violentas incitam pessoas à violência, ou pessoas violentas criam instituições violentas? Ou será que perseguir esse ovo/galinha é inútil, pois aqui e agora ambos os fluxos existem? E se for assim, raios que o parta, o que podemos realmente fazer para mudar paradigmas sociais?

Donadio, concordo. Não tenho problema algum em admitir que uso de instituições patriarcais, até por quê só consigo viver nessa dimensão aqui, mas esse reconheço 'patriarcalismo' onde me convém: o mercado, tadinho, é arena neutra me cheira a preguiça de pensar.

Anônimo das 15:13 o seu problema é óbvio: inveja. Ninguém deve te achar importante para coisa nenhuma (oh insegurança, senta no diva do psi, vai te fazer bem) e como todo inseguro mascu, você é tremendamente egocêntrico/ou sem imaginação, e acha que o mundo acontece para todo mundo como acontece para você. É uma asserção simples: quando você duvida de outro, no fundo só mostra as dúvidas que tem sobre si mesmo.

A Lola não precisa mentir sobre o que as mulheres dizem para ela, eu não falaria nada diferente se a encontrasse em qualquer lugar. Aliás, ela que me aguarde, se eu a ver pessoalmente, um dia, a lindona vai ganhar um bocado de elogios e monte de abraço e beijo, para mim, ela não merece nada menos que isso.

O que a escrivã disse, inúmeras mulheres daqui também diriam, por isso nos é tão verdadeiro o relato dela.

Duvido que você diria para alguém o que essa escrivã disse a Lola, e agora julga o mundo com essa régua egoísta mesquinha que te define. O problema, meu caro, é só seu.





Laura disse...

Parabéns, Lola!
Sua trajetória é linda e deve ser muito difícil lidar com gente tão medíocre.
É certo que os mascus tem um problema muito sério com sua própria sexualidade. E aqui fazemos a revolução. Agora, eles até poderiam se amar mais e tentarem ser admirados por alguém, mas preferem acabar sem valor e na ilusão de que são respeitados, enquanto que a verdade é que nem um atendente (que está lá por obrigação) deve respeitá-los, inconscientemente identificando o zero que são.

Diaba disse...

Goec é o primeiro da minha lista. Quando der de cara com o tinhoso não adianta chorar. Lembre-se de que estamos em lua minguante...

Anônimo disse...

Falando em casamento:
Casei com um rapaz apaixonante lindo e virgem.Isto propicia uma maior segurança quanto a doenças porque com ele não pretendo usar nada(senti-lo em completo).
Com corrimão nem adianta se apaixonar,É poço de doença.
Agora tem uns ali só pra diversão que você não aguenta e vai.E vai com preservação.

Anônimo disse...

Deus Raiz
. Destruía povos e nações
. Tocava o terror
. Resolvia as tretas na marra
. Inundou o planeta e matou geral
. Escreveu um livro erótico na Bíblia
. Comia as virgem casada
. Matou os menino tudo do Egito
. Punia os pecadores com pragas
. Escolheu Moisés, Elias, Davi
. Aparecia toda hora

x

Deus Toddynho
. Ama todo mundo
. Tem programa de TV
. Tá sempre precisando de dinheiro
. Deu vinho pra galera chapar
. Disse que ia voltar mas nunca volta
. Não deixa os padre e as freira fudê
. Não come ninguém
. Tem bancada no congresso
. Escolheu Macedo, Malafaia, Feliciano
. Nunca mais foi visto

Karina disse...

Também fiz uma doação. Pouco mas de coração.

titia disse...

Foi exatamente o que eu perguntei, 15:13, mas a anon já deu a resposta. Obrigada, anon.

mariana. disse...

Titia e 17:59, acho que vocês interpretaram de maneira completamente errada o que o anon 15:13 e 13:20 disse...

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Lola: "Talvez você ainda não tenha percebido uma coisa sobre mim, anon das 12:44: eu não minto. Se eu falei que isso aconteceu, é porque aconteceu mesmo."

13:20: "O ônus da prova é de quem alega. Se ele (e é óbvio que foi elE) diz que não aconteceu, então ele que prove isso."
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Em outras palavras: Quem alega tem que provar o que alega. Se o mascu chamou a Lola de mentirosa, então ele que prove que ela é mentirosa e que o narrado por ela não aconteceu.

Vamos parar de tacar pedra nas pessoas erradas, minha gente?

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Lola, obrigada por toda a sua luta e por ser esse exemplo pra todas nós.
Torço do fundo do meu coração pra que os dias de impunidade desses mascuzinhos de merda estejam contados.

Anônimo disse...

Vou reproduzir um comentário de uma anônima que eu adorei.

"Já perceberam que segundo a própria visão do machismo, segundo a própria visão dos homens, são os homens que são sujos, imundos, contaminadores, que sujam tudo que eles tocam? Segundo a própria visão dos homens, se uma mulher nunca foi tocada por um homem ela é virgem, pura, limpa, sem mácula. Mas assim que um homem a toca ela se torna suja, impura, e quantos mais homens a tocarem mais suja ela se torna. Isso explica porque os homens evitam contatos mais íntimos uns com os outros, diferente das mulheres que podem tocar umas às outras sem problemas, os homens não tocam muito outros homens, porque isso teria conotações sexuais e os tornaria "mais sujos".

Também explica porque segundo praticamente todas as religiões (que são criadas pelos próprios homens) eles precisam constantemente se purificar, se tornar o mais limpos possível através da expurgação de seus pecados e de evitar a própria sexualidade.

Depois os machistas dizem que as feministas demonizam os homens e veem todos como predadores sexuais maliciosos, apenas porque elas dizem a verdade do que elas veem, quando na realidade são os próprios homens que se enxergam e enxergam os outros homens como seres de pura luxúria, extremamente sexuais, sujos, contaminadores, que pervertem e sujam tudo que tocam, que deixam uma mulher suja se a tocarem, que se sujam ainda mais se se tocarem uns aos outros."

Obs: Em toda a sociedade misógina podemos realmente ver que as únicas mulheres que possuem um grau maior de respeito são as virgens, mulheres que nunca tiveram o "contato" com homens. Desde as sacerdotisas do oráculo na Grécia, as virgens vestais em Roma, a virgem Maria, a Rainha virgem (Elizabeth primeira) e as deusas gregas, Atena e Artémis são virgens e independentes enquanto as casadas são "histéricas" conforme a mitologia, como a Hera. Será que realmente quanto mais longe dos homens mais superior é a mulher?

Paola disse...

Q lindo a solidariedade das policiais, Lola.
Não desista, continue lutando por todas nós!
Gde bjo no seu coração, com mto carinho!

titia disse...

Ah, desculpe. 15:13 sinto muito acabei te confundindo com o mascu que chamou a Lola de mentirosa, desculpe. Obrigada pelo esclarecimento, Mariana.

Anônimo disse...

O que as leitoras acham? Quanto mais longe em relação ao sexo, dos homens, mais elevada seria a mulher? Isso seria puritanismo ou uma atitude feminista de uma mulher que já atingiu o auge de sua autonomia?

Anônimo disse...

Vou me casar mês que vem. Farei isso para dar direitos ao meu marido (vamos morar no exterior e tenho a cidadania relevante). Dividimos tudo em casa e na vida, 100%. Não vejo por que casar é obrigatoriamente não feminista. Encaro como algo completamente neutro nesse aspecto. O casamento é uma figura legal que traz um arcabouço de direitos e deveres a respeito do patrimônio de cada um, do direito de ir e vir do casal enquanto unidade familiar (o que hoje, inclusive, é cada vez um conceito neutro a sexualidade/gênero, ainda que entre conservadores se lute pelo contrário.)
A sociedade é machista. O casamento, hoje em dia, não tem nada a ver com isso.

Anônimo disse...

Sim, anônima, os homens enxergam a si mesmos como sujos, imundos, podres. Tanto que limpeza é considerada "coisa de mulher".

Quantos homens você não conhece que não tem os menores hábito de higiene? Ou são de alguma forma bastante negligentes com o próprio asseio e do próprio meio em que vive? Com a própria saúde?

As mulheres serem vistas como sujas, imundas, pelo machismo é uma consequência dos homens perceberem a própria sujeira e imundície deles. A ideia que uma mulher se torna suja quando é tocada por um ou por vários homens só comprova esse fato.

Anônimo disse...

(Viviane)
Anon 17h59, pelo seu comentário acredito que seja a Marcia me respondendo, então eu entendo perfeitamente seu receio em se expor e concordo com o que você disse.

donadio disse...

"Até penso nisso, gosto da afirmação da primeira fase do feminismo: o pessoal é político, mas não topo expor minha intimidade na internet."

Alguns dias atrás alguém - talvez você mesma, a julgar pelo contexto do debate - postou uma das mais sucintas e contundentes críticas ao liberalismo que eu já li; tão boa que me deixa triste de não ter sido eu a formular:

"Liberais acham que podem mudar o mundo - propagar a vida, a liberdade e a busca da felicidade - por meio de indivíduos mudarem suas mentes, uma pessoa de cada vez, através da educação."

Ora, se essa crítica procede, como me parece que é o caso, então o velho slogan "o pessoal é político é essencialmente um slogan liberal: se o pessoal é político, então modificar nossas escolhas pessoais é um ato político, e como todo ato político é transformador, segue-se que mudar as nossas mentes, uma pessoa de cada vez, numa sucessão de atos individuais de libertação, é o método para mudar o mundo.

Eu também já gostei desse slogan, como já gostei de outras pérolas sessentaeoitistas, tais como "os excessos de um sistema são a sua essência" ou o impagável il sesso anale sconfita il capitale, mas hoje penso que são slogans puramente liberais, ainda que de um liberalismo atipicamente radical, e que se prestam com muita facilidade a arrimos do mais descarado autoritarismo, à ingerência totalitária dos "coletivos" na vida pessoal dos seus membros.

donadio disse...

Obrigado, (Viviane).

Anônimo disse...

Por que vocês estão chamando a segunda onda feminista de "primeira fase do feminismo"? A primeira fase do feminismo foi no século XIX até as primeiras décadas do século XX.

Anônimo disse...

O Pessoal É Político - texto clássico da feminista Carol Hanish, publicado no feminismo de segunda onda dos 70, questiona o argumento esquerdista de que os temas do feminismo não seriam políticos por se referirem a corpo e sexualidade.


Alguns trechos:

Acredito que, neste ponto, e talvez por um longo tempo à frente, estas sessões analíticas são uma forma de ação política. Eu não vou a estas sessões porque eu preciso ou queira falar sobre meus “problemas pessoais”. Na verdade, eu preferiria não fazê-lo. Como mulher ativista, fui pressionada a ser forte, altruísta, voltada para os outros, sacrificadora, e, no geral, bastante no controle de minha própria vida. Admitir os problemas em minha vida é ser julgada fraca. Então eu quero ser uma mulher forte, em termos de Movimento, e não admitir que eu tenha quaisquer problemas reais para os quais eu não possa encontrar uma solução pessoal (exceto aqueles diretamente relacionados ao sistema capitalista). Neste ponto é uma ação política dizer as coisas como elas são, dizer o que eu realmente acredito sobre a minha vida ao invés do que sempre me foi dito para dizer.

Deste modo, o motivo para eu participar dessas reuniões não é para resolver
qualquer problema pessoal. Uma das primeiras coisas que descobrimos nesses grupos é que problemas pessoais são problemas políticos. Não há soluções pessoais desta vez. Só há ação coletiva para uma solução coletiva. Eu fui, e continuo indo a essas reuniões porque adquiri uma compreensão política que toda a minha leitura, todas as minhas “discussões políticas”, toda a minha “ação política”, todos os meus quatro anos e pouco no movimento nunca me deram. Eu fui forçada a tirar os óculos cor-de-rosa e encarar a horrível verdade de quão deprimente minha vida é na condição de mulher. Eu estou adquirindo uma compreensão mais profunda de tudo, se comparado com a compreensão esotérica, à compreensão intelectual e sentimentos de noblesse oblige que eu tinha das lutas de “outras pessoas”.

Isto não é negar que essas sessões tenham pelo menos dois aspectos que são terapêuticos. Eu prefiro chamar esse aspecto de “terapia política” em oposição à terapia pessoal. O mais importante é livrar-se da auto-culpa. Você consegue imaginar o que aconteceria se mulheres, negros, trabalhadores (minha definição de trabalhador é a de qualquer um que tem de trabalhar para viver ao invés de aqueles que não precisam.Todas as mulheres são trabalhadoras) parássemos de nos culpar pelas nossas tristes situações? Parece-me que todo o país precisa desse tipo de “terapia”. É o que o movimento negro tem feito do seu próprio jeito. Nós devemos fazer do nosso. Estamos apenas começando a deixar de nos culpar. Também sentimos que estamos pensando por nós mesmas pela primeira vez em nossas vidas. Como coloca o cartoon “Lilith”: “Estou mudando. Minha mente está se fortalecendo”. Aqueles que acreditam que Marx, Lênin, Engels, Mao e Ho tiveram a palavra final e “boa” no assunto, e que as mulheres nada têm a acrescentar vão, é claro, achar esses grupos uma perda de tempo....

Anônimo disse...


Isto faz parte de uma das mais importantes teorias que estamos começando a articular. Nós a chamamos de “linha pró-mulher”. O que ela diz, basicamente, é que mulheres são pessoas. As coisas ruins que dizem sobre nós como mulheres são ou mitos (mulheres são tolas), táticas que mulheres usam para lutar individualmente (mulheres são cadelas), ou são na verdade coisas que queremos carregar para a nova sociedade e queremos que os homens compartilhem também (mulheres são sensíveis, emocionais). Mulheres enquanto classe oprimida agem por necessidade (agem de forma estúpida perante os homens), não por escolha. As mulheres desenvolveram técnicas diversas para a sua própria sobrevivência (parecer bonita e rir para pegar ou manter um emprego, ou um homem) que deveriam ser utilizadas quando necessário até o momento em que o poder de unidade possa tomar seu lugar. Mulheres são espertas por não lutarem sozinhas(assim como o são negros e trabalhadores). Não é pior estar em casa do que estar na correria interminável do mundo do trabalho. Ambos são ruins. Nós mulheres, assim como os negros, trabalhadores, devemos parar de nos culpar por nossos fracassos.

O Pessoal É Político - Carol Hanisch

Anônimo disse...

Obrigada pelo ânimo de denunciar!

Anônimo disse...

As feministas da segunda onda veem as desigualdades culturais e políticas das mulheres como intrinsecamente ligadas e incentivam as mulheres a entender os aspectos de suas vidas pessoais como profundamente politizados e como o reflexo de estruturas de poder sexistas. A ativista e autora feminista Carol Hanisch cunhou o slogan "o pessoal é político", que se tornou sinônimo da segunda onda, e é aqui que paramos. Podemos entender que o feminismo vai agregando desafios que pretendem abolir as mulheres da dominação masculina,tudo isso acontece ali na década de 1960, também é um momento de união entre mulheres negras, ou seja, é um momento onde as ideias e ações surgem de maneiras cada vez mais plurais e as ações para a abolição feminina vai abarcando cada vez um numero maior de mulheres. Ao afirmar que “o pessoal é político”, o feminismo trás para o espaço da discussão política as questões até então vistas e tratadas como específicas do privado, quebrando a dicotomia público-privado base de todo o pensamento liberal sobre as especificidades da política e do poder político. O movimento ressignificou o poder político e a forma de entender a política ao colocar novos espaços no privado e no doméstico. Sua força está em recolocar a forma de entender a política e o poder, de questionar o conteúdo formal que se atribuiu ao poder a as formas em que é exercido. Distingue-se dos outros movimentos de mulheres por defender os interesses de gênero das mulheres, por questionar os sistemas culturais e políticos construídos a partir dos papeis de gênero historicamente atribuídos às mulheres, pela definição da sua autonomia em relação a outros movimentos, organizações e o Estado e pelo princípio organizativo da horizontalidade, isto é, da não existência de esferas de decisões hierarquizadas (Alvarez,1990:23).” Ana Alice Alcântara Costa (“O movimento feminista no Brasil: dinâmicas de uma intervenção política”, publicado em 2005,Revistas Labrys).

Trocando em miúdos, sabem aquela frase "Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher"? então, a segunda onda feminista entende que violência doméstica não é um problema pessoal, não é da conta só de quem está envolvida, mas é um problema político, porque quando nós ouvimos as mulheres e coletamos dados sobre violência doméstica, percebe-se que é algo recorrente e que é uma violência que acontece sempre da mesma forma, sempre com homens demonstrando seu poder e as mulheres, incapacitadas de reagir porque são vitimas sem voz na sociedade, por isso é um ato político ouvir, acolher e defender estas mulheres. O tempo foi passando, os estudos aumentando e cada vez mais percebemos que o que acontece na nossa vida, no âmbito pessoal, é também político, e que quando estas coisas são expostas, fica mais fácil combate-las. Por isso em muitos textos quando encontramos a frase " O pessoal é político",é bom saber que nessa frase existe uma carga histórica importantíssima que combate a cultura do estupro, a heteronormatividade, o direito das mulheres ao próprio corpo, e muitas outras questões que se ampliam na mesma medida em que aplicados nossas questões até então pessoais, na esfera política.

Eu, mulher negra, RESISTO!
http://servicodepreta.blogspot.com.br/2014/11/o-pessoal-e-politico-o-que-as.html

Anônimo disse...

O ônus da prova é de quem alega. Se ele (e é óbvio que foi elE) diz que não aconteceu, então ele que prove isso.

Chamar de fanfic é uma desqualificação rasa que não requer a mínima reflexão, só que também é uma armadilha pra muita gente boa cair, gente que agindo de boa fé favorece pessoas de má fé.

Eu, pessoa de boa fé, corro pra explicar em mil detalhes porque não é mentira. A pessoa de má fé simplesmente insiste no ponto da fanfic.

Que trabalho fácil esse, o de atazanar!

Gostei da solução que foi proposta. Não aconteceu? Prova aí, espertão. E assim mais um troll vai chorar na sua caminha quente debaixo da ponte.

Quem se desculpa, se acusa.

E ninguém deve se sentir obrigado a "se desculpar" com gente que tá, com o perdão do mau francês, CAGANDO pra você.

Anônimo disse...

"O Pessoal é Político" é sobre desnaturalizar a opressão tão íntima e cotidiana que as mulheres sofrem e que é tantas vezes considerada como "simples coisas da vida", "assim mesmo", "inevitáveis" e "imutáveis". "O Pessoal é Político" é sobre as mulheres reconhecerem os problemas que as outras enfrentam e a luta delas nos problemas que elas mesmas enfrentam todos os dias, na sua própria luta e vice versa. "O Pessoal é Político" nunca afirmou que encontrar soluções individuais resolverá problemas sociais que são compartilhados por grupos que sofrem opressão, como as mulheres. Donadio, para de sempre aparecer aqui pra deturpar o que as outras pessoas estão dizendo a fim de ter ganhos pessoais, inflar seu próprio ego, atrapalhar, um pouco de tudo isso, sei lá. Não importa. Apenas pare. Isso sinceramente parece coisa de troll.

Anônimo disse...

"você não sonha em casar e ter filhos?"

amiga
eu sonho em ser independente
financeiramente
viajar pelo mundo
conhecer várias culturas
ser rica

donadio disse...

Como diz a Jo Freeman em The Dark Side of Sisterhood ( http://www.jofreeman.com/joreen/trashing.htm ):

"The Movement's emphasis on "the personal is political" has made it easier for trashing to flourish. We began by deriving some of our political ideas from our analysis of our personal lives. This legitimated for many the idea that the Movement could tell us what kind of people we ought to be, and by extension what kind of personalities we ought to have. As no boundaries were drawn to define the limits of such demands, it was difficult to preclude abuses. Many groups have sought to remold the lives and minds of their members, and some have trashed those who resisted."

Pode não ter começado assim, mas "o pessoal é político" tende a criar uma atmosfera orwelliana nos movimentos que o levam às últimas consequências. Se tudo é político, tudo está aberto à intervenção do Comitê Central. Ou do comitê central secreto, pois, como a mesma autora nos lembra em Tiranny of Structurelessness ( http://www.jofreeman.com/joreen/tyranny.htm ), os grupos que se pretendem não-estruturados desenvolvem estruturas informais, que podem ser tão opressivas quanto as formais, com o agravante de que não há como contestar, porque a estrutura, em tese, "não existe" e portanto não pode ser contestada.