sábado, 23 de janeiro de 2016

GUEST POST: O MACHISMO NO JUDICIÁRIO

Uma moça foi a um banco privado em Erechim, RS. O funcionário usou o número de telefone que ela forneceu para lhe passar uma "cantada" (mais conhecida como grosseria) pelo celular. 
Foi este o torpedo: "Lembra que te atendi hoje? Mando esta mensagem para saber se você está solteira. Te achei tri gata! Fiquei afim de ficar com vc... e quem sabe se rolar um sexo bom. Vou ficar aqui a semana toda. Há possibilidade?"
A moça voltou à agência com o namorado para reclamar com o gerente da atitude totalmente desprovida do funcionário. Como o gerente fez pouco caso, mandando que ela apagasse a mensagem, a jovem procurou a Justiça, pedindo indenização por danos morais e por quebra de sigilo dos dados cadastrais (afinal, ela queria abrir uma conta, não receber grosserias de um desconhecido).

O juiz Luís Gustavo Zanella Piccinin julgou que a vítima estaria tentando tirar proveito financeiro da situação, e escreveu em sua sentença: 
"As conquistas históricas das mulheres nas premissas de igualdade evoluíram [...]. Uma proposta de encontro com objetivo sexual não pode mais ofender a moral do homem comum, como é o caso que aqui se apresenta". Ele também disse que hoje ninguém mais se choca com "relacionamentos homoafetivos, com famílias multi parentais ou mononucleares, com relacionamentos fugazes e sem compromisso", portanto, "para o bem e para o mal, gostemos ou não", não havia nada de errado com um convite sexual, já que a "cantada" seria uma conduta aceita pela sociedade.
O juiz, pasme, ainda condenou a moça a pagar os honorários do advogado do banco. 
O advogado da moça recorreu, e a desembargadora Íris Helena Medeiros Nogueira inverteu a sentença e deu à vítima 8 mil reais de indenização, além de criticar a postura "extremamente grosseira, quiçá discriminatória" do texto do juiz. O juiz, no entanto, declarou que o funcionário do banco foi o maior prejudicado, e que, numa sociedade igualitária como a que temos hoje (ha ha), uma mulher não pode se ofender por causa de um torpedo de celular.

Calma que a história não acaba aí. Apesar dos valores arcaicos do tal juiz, ele foi promovido à Turma Recursal Criminal de Porto Alegre no ano passado. Não se levou em consideração que ele havia sido autuado em 2013 por crime de desobediência e, através da Lei Maria da Penha, por ameaçar a ex-esposa, dizendo: "Só não te mato porque não posso". 
O processo contra ele foi arquivado. E o juiz foi promovido para poder continuar exercendo seus preconceitos sem ser questionado. 
Assim que fiquei sabendo deste caso chocante, pedi pra Samantha, que é advogada, escrever um guest post. 

Antes de começar a escrever este texto, refleti sobre o que eu falaria neste caso nefasto da cliente que foi assediada pelo funcionário do banco, que ocorreu no meu estado natal, Rio Grande do Sul. Porque existem diversos assuntos que podem ser debatidos aqui, desde a conduta do funcionário até a sentença judicial que valida o machismo e culpa a vítima pelo assédio. Textos opinativos ou textos técnicos. Enfim, o assunto é tão complexo e tão amplo, que apenas este texto não abordará nem a superfície do caso. 
Para quem não sabe, eu sou advogada. Sou formada há quase dois anos e boa parte das aulas já se esvaíram como fumaça da minha mente. Uma das primeiras delas, entretanto, segue firme e forte nas minhas lembranças: A primeira frase: “O juiz deve julgar o processo de forma imparcial”, e a frase que veio em seguida: “Mas a imparcialidade como pretendida é uma utopia. O juiz levará seu conhecimento, seu saber, seus conceitos e seus pré-conceitos para o julgamento do processo”. 
Este caso de Erechim é um perfeito exemplo disso. Mas não é apenas nesses casos escabrosos que vemos isso. Qualquer advogado, conforme exerce a profissão, aprende que temos tipos de juízes. É normal, nas conversas de escritório, torcer para que um determinado processo não seja julgado por fulano porque ele é “pró-alguma coisa”, significando que se sua ação não for em favor do “alguma coisa”, ela provavelmente será indeferida, não importa quão bons sejam seus argumentos ou o entendimento da jurisprudência sobre o tema. Você vai ter que recorrer da decisão e perder tempo, porque juiz ao que tudo indica é deus e não precisa ser sancionado por uma sentença totalmente idiota que faz a todos perder tempo. 
Dito isso, não é segredo para mim nem para ninguém que o juiz do caso de Erechim é machista. Nem segredo, nem nenhuma surpresa. O que nos assustou foi a forma como o machismo foi exposto, a falta de crítica do magistrado e o fato de o machismo estar expresso em uma decisão judicial para todo mundo ver.
Mas pergunto: como seria diferente? Eu ingressei na faculdade em 2007. Muitos dos meus colegas, que se formaram antes de mim, podem, muito em breve, prestar concurso para ser juiz. E minha turma, que estudou neste século, foi exposta a muito preconceito, machismo e senso comum na faculdade. 
Eu fui aluna de um desembargador criminal do Tribunal do Rio Grande do Sul que disse, em sala de aula, que costumava minorar penas de homens que “transavam com” (leia-se estupravam) meninas de 12 anos, porque as meninas eram prostitutas. Esse mesmo professor já relatou ter reformado uma sentença condenatória de um caso de um homem que "transou com" (leia-se estuprou) uma garota de 13 anos porque ela “aparentava ter dezoito anos”. As aulas que tive com ele foram um show de slut shaming, machismo e culpabilização da vítima. E este homem era, se ainda não é, um desembargador do Tribunal, um dos julgadores que poderia ter modificado a sentença do juiz em questão. 
Também fui aluna, isso em 2008, do professor de Empresarial que fez a piada com as mulheres servirem para serem violadas. E adivinhem: ele contava essa piada desde aquela época. Precisamos de seis, sete anos para rompermos o silêncio e problematizar a questão, porque de 2008 a 2014, quando ele contou a mesma piada, nós, e me incluo aqui, não fizemos nada
Tive professores, advogados famosos homofóbicos, transfóbicos, que davam exemplos esdrúxulos do tipo: “o que seria pior? Uma criança permanecer abandonada ou ser criada por um travesti/ transexual?”.
Tive colegas que fizeram um trabalho de faculdade deslegitimando a união homoafetiva (na época, a união em si ainda era debatida pelos Tribunais) e a professora não ter feito um comentário, uma problematização, porque é “questão de opinião”. 
A faculdade não permite que os futuros profissionais –- advogados, juízes, promotores, procuradores -– se dispam de preconceitos. Pelo menos no tempo que eu cursei direito, e considerando que saí efetivamente da faculdade há quase dois anos, as aulas consistiam em nos fornecer conceitos, doutrina, e legislação. Pouquíssimos foram os professores, e normalmente de matérias eletivas, que nos faziam pensar fora da caixa. 
Então questiono: a existência de um juiz descaradamente machista é assim tão surpreendente? Para mim não é.  Tenho por mim que o magistrado sabia muito bem que sua sentença não se manteria num Tribunal. Ele quis, e deixou à mostra, seu ponto de vista. Seus comentários após ter a sentença reformada mostram bem isso. Ele queria que soubéssemos que ele é o juiz pró-machista. 
Bem, nós sabemos. E agora o Tribunal, nas suas palavras, sabe que temos um juiz DISCRIMINATÓRIO, GROSSEIRO. Espero que todos se lembrem disso. E por todos, digo os colegas de profissão do sujeito. 

152 comentários:

Anônimo disse...

Estudei direito entre 2007/2011. Entre professores e colegas, posso atestar que é um ambiente cheio de preconceitos e pedantismo, ultra conservador. Poucos são os que se salvam. E é de lá que saem juízes, promotores e advogados. Saí da academia completamente desolada, querendo pegar o diploma e investir em outra área.

Anônimo disse...

O funcionário foi grosseiro e deselegante, isso não se discute, e com certeza foi machista. Mas pergunto, uma vez que ele interessou-se pela moça e não quisesse ser ofensivo, como deveria ter procedido? Ou ele nem deveria ter tentado? Como demonstrar interesse por um(a) desconhecido(a) sem ofendê-lo(a)? Qual a diferença entre cortejo e assédio?
Repito, concordo com a punição ao funcionário.

zuleica jorgensen m nascimento disse...

Trabalhei décadas no Judiciário, vinte anos como Juíza do Trabalho e vi com meus próprios olhos: muito assédio sexual, machismo, homofobia, discriminações de todos os tipos nas relações de trabalho. E, pior do que tudo, muitos juízes igualmente machistas, prestigiando tais empregadores com sentenças muito semelhantes à relatada aqui. Quanto mais vivo, mais me convenço de que vivemos ainda na pré-história.

Anônimo disse...

Enquanto as mulheres mais interessantes da sociedade forem machistas, O MACHISMO NUNCA ACABARÁ:

http://gshow.globo.com/realities/bbb/BBB-16/agora-na-casa/noticia/2016/01/ana-paula-dispara-sou-machista-nao-estou-atras-de-direitos-iguais.html

Anônimo disse...

Anon do 16:35,
O funcionário, se aproveitando da função, pegou o número do celular da cliente para assedia-la. Ele devia ter ficado quieto, não cabia "cantada" nessa situação, nem uma "respeitosa". Ela se sentiu agredida e estava em seu direito. Como o banco não tomou providência, agora que banque com a indenização

Jonas Klein disse...

Ola Lola

E tanta coisa que quero dizer que não seri nem por onde começar.

Bem vocês entendem agora porque não e a toa que se diz, a policia prende o judiciário solta.

Voces entendem agora porque não se tem mais segurança para se andar na rua de dia que dirá a noite?

Agora esta provado o que venho dizendo a muito tempo, o judiciário tem uma cota de culpa tao grande quanto os políticos por toda esta criminalidade que assola o brasil, piis se da para fazer contorcionismo interpretativo, jurídico e etc. para por bandido na rua da para fazer para por ou manter na cadeia e punir também.

Agora neste caso em especifico, eu pergunto com que cabeça um bandido deste ai, para julgar outros bandidos? ninguém julga com isenção os seus iguais e/ou companheiros.

E olha que este caso desta moça de Erechim nem e dos piores se comparar com algumas coisas que já vi juízes fazerem aqui no RS.

E sabe e por isso que não gosto de juiz interpretando leis ao seu bel prazer, pois da nisso, ai alguns podem dizer, mas se o juiz não for interpretar a lei e adaptar sentença cada caso em particular e melhor ter computador julgando, bom computadores pelo menos, podem ser programados para aplicar leis como estão, decidir sempre em favor da sociedade, já magistrados vocês viram né?

Por fim e ao cabo, este texto só reforçou a minha opinião de que esta faltando feministas dentro do judiciário e nas faculdades de direito e tudo mais.

Vou parar por aqui antes que tome um processo por dizer verdade.

Jonas Klein disse...

Anon 16:46

Eu sei que não se deve dar corda a um troll, masssssssssssss.

A opinião desta tal de Ana Paula sobre machismo vale tanto quanto a opinião do Lula sobre literatura, nada KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Anônimo disse...

Jonas,

A expressão "a polícia prende e o judiciário solta" se refere a bandidos pobres que são soltos em razão de mera observância do magistrado às normas processuais vigentes, na maioria das vezes. No caso do texto, houve a "soltura" (o funcionário não cometeu crime que efetivamente desse cadeia) em razão de a conduta do réu reafirmar privilégios de que o juiz também se beneficia, o que não ocorre com os crimes dos bandidos pobres. São situações diferentes.

Anônimo disse...

Mais mulheres em cargos altos, os homens se defendem pq são farinha do mesmo saco, tem homem defendendo estupro.

Anônimo disse...

kkkk interessante quem a who do BBB? que vive da grana dos pais com 36 anos, melhore!
prefiro Emma watson

Anônimo disse...

Eu pensei que fosse a Ana Paula Arósio quando vi é uma BBB, aff!
Enquanto houver ignorantes haverá machismo.

Jonas Klein disse...

Anon 17:21

Eu reafirmo cada linha do que eu escrevi acima, e que você não entendeu a minha linha de pensamento, eu apenas disse o porque tem tanta criminalidade no brasil, a culpa disso não só do judiciário, mas este tem cota de culpa muito alta nisso, pois juiz quando quer endireita uma lei ruim.

Claro que também não too generalizando aqui, tem magistrados excelentes como Dr Moro, mas estes ainda são minoria.

Anônimo disse...

Tinha que ser homem mesmo, adoram fazer merda.

Anônimo disse...

É óbvio que ela estava tentando tirar proveito financeiro da situação, senão não teria entrado na justiça, teria dado uma surra no infeliz. Ou no mínimo teria doado os 8k pra caridade

Anônimo disse...

" Anônimo disse...

Anon do 16:35,
O funcionário, se aproveitando da função, pegou o número do celular da cliente para assedia-la. Ele devia ter ficado quieto, não cabia "cantada" nessa situação, nem uma "respeitosa". Ela se sentiu agredida e estava em seu direito. Como o banco não tomou providência, agora que banque com a indenização
23 de janeiro de 2016 16:47"

Concordo com a anon das 16:47. Esse homem sabe ser nojento e intrusivo, nunca vai saber agradar uma mulher.

No caso das lésbicas, como uma funcionária lésbica deveria proceder para cortejarmos a garota com respeito e sem ofensas?

Anônimo disse...

Jonas,


Você afirmou que é contrário à possibilidade de interpretação da lei pelos juízes, mas defende que é justamente essa capacidade de eles "endireitarem leis ruins" (interpretação) que constitui uma saída para a questão da elevada criminalidade. Eu realmente não entendi essa linha de pensamento.

Anônimo disse...

Contanto que não ofereçam bebidas para drogar e abusar das heteros,e contanto que não dê um soco ao ser rejeitada como aconteceu com uma amiga que rejeitou uma lesbica faça a abordagem com respeito.
Ninguém problematiza muita abordagem também grosseira de lésbicas e gays!!

Luiza Original disse...

16:35 - "O funcionário foi grosseiro e deselegante, isso não se discute, e com certeza foi machista. Mas pergunto, uma vez que ele interessou-se pela moça e não quisesse ser ofensivo, como deveria ter procedido? Ou ele nem deveria ter tentado? Como demonstrar interesse por um(a) desconhecido(a) sem ofendê-lo(a)? Qual a diferença entre cortejo e assédio?
Repito, concordo com a punição ao funcionário."

Na vida há momentos que simplesmente temos que nos calar e tomar outro rumo. O cara se interessou por uma pessoa em uma situação que não terminaria bem pra ele. Devia ter dado de ombros e moved on. Nem tudo dá certo na vida.

Fantomas disse...

Para sabermos em quais momentos devemos nos calar e tomar outro rumo, disque Luiza Original...

Anônimo disse...

Miiiiinha opinião: No atendimento, ele poderia ter perguntado: vc se importa se eu te mandar uma mensagem mais tarde te chamando para chopp? ( ou alguma variação disso, pedindo permissão para usar o telefone dela num assunto pessoal).

Ou, pelo menos, ele poderia ter mandado algo discreto, como um 'Oi, sou o cara que te atendeu, tudo certo com seu cadastro, mas resolvi escrever pq te achei, vc se importa?.' e deixar rolar ver se ela responde e em qual tom vem a resposta. É provável que ela acharia chato e inoportuno, porém não se ofenderia a ponto de voltar no banco.

Anônimo disse...

Completando: te achei simpática.

Fantomas disse...

O "procedimento" do funcionário para se aproximar da moça poderia ter dado certo ou não. Não tem como saber de antemão. Infelizmente, cantadas são situações de tentativa e erro. Bastava que a moça em questão desse um esculacho no cara e pronto! Problem solved! Se o sujeito continuasse assediando, aí sim caberia o procedimento de procurar o banco e, eventualmente, a Justiça. Da maneira como a coisa toda se deu, ela mostrou que só queria ferrar o funcionário do banco, bancando a "implacável". Tanto que até levou o namorado junto, como quem diz "eu tenho dono"...

Samantha disse...

Aham, claro.
Claro, que a culpa de todas as mazelas do mundo é da mulher que processou o banco. Errada ela. Tinha que ter aguentado a cantada calada e superado, porque né, tá muito certo usar dados confidenciais, obtidos em um ambiente de trabalho para assediar alguém.

A mulher deste caso NÃO DEU O TELEFONE PARA O SUJEITO PORQUE QUERIA SER CANTADA. Ela forneceu seus dados para um cadastro bancário. Vocês tem noção do pavor que se sente quando vemos que alguém usurpou de um direito nosso, da confidencialidade para nos assediar? E que surprise, essa pessoa tem nossos dados, acesso a um banco e nosso endereço?

Não é apenas a cantada. Nunca é só a cantada.
E vocês nunca vão entender isso.
Em tempo, ainda bem que vocês também não estão no judiciário.Mas fiquem felizes, o representante de vocês está lá, na Turma Recursal.

Samantha disse...

A respeito dos ambientes de cantada, gente, bom senso deve ou deveria determinar a cabeça das pessoas.

Em um ambiente profissional, onde o alvo de seu interesse é seu cliente ou está em uma situação de inferioridade (o caso da blitz por exemplo), nunca, jamais, em hipótese nenhuma, cantar é uma boa ideia.

Usar de dados pessoais que você não obteria se não fosse no exercício da profissão (cadastro de cliente, visita do técnico da net, fiscal lavrando multa) para cantar alguém, nunca, jamais, em hipótese nenhuma é uma boa ideia.

Se você quer correr o risco porque a prima da vizinha do seu melhor amigo cantou uma moça que correspondeu,casou, teve 5 filhos e foram felizes para todo o sempre, assuma as consequências quando você for repreendido ou processado por ultrapassar um limite cívico e ético, porque você está ultrapassando limites e correndo um risco.

Agora chorar e chamar as mulheres de misândricas que querem destruir a vida dos homens? Moço, cresça.

Em tempo: me apavora que ainda tenhamos que ensinar isso. Gente, isso é o básico. As pessoas aprendem noção de limites com... 8 anos? 10? Como vocês sobreviveram a vida adulta até agora?

Anônimo disse...

Lola quanto aos casos de estupro que você citou no texto, só para avisar o machedo aqui e dar boa noticia.


O STJ já definiu que sexo com menor de 14 e estupro de vulnerável e assunto encerrado, e não importando se teve ou não "consentimento", e não adianta recorrerem não tentar fazer nada para escapar da condenação, pois esta decisão vai orientar as demais instancias da justiça sobre o como proceder nestes casos.

Por tanto por tenha mais juízo, terminou a bagunça e se restaurou a ordem novamente.

http://www.stj.jus.br/sites/STJ/default/pt_BR/noticias/noticias/Para-o-STJ,-estupro-de-menor-de-14-anos-n%C3%A3o-admite-relativiza%C3%A7%C3%A3o

Anônimo disse...

O juiz foi correto. Não é motivo pra indenização. E teve que ser uma desembargadorA - provavelmente feminista- pra achar alguma indenização inexistente no caso, pra dar razão à autora. Ainda bem que o Juiz foi promovido. Pois o RS é um estado que está muito dominado pelo "modernismo" e coitadismo. Por isso está quebrado. Se fossem tidos os juízes índios-velhos, o estado e a sociedade gaúcha não estava em tal estado lamentável como agora. Parabéns ao juiz e repreensão à"desembargadorazinha de meia-tijela".

Fantomas disse...

Samantha, ninguém está dizendo que a atitude do funcionário do banco foi correta. No meu caso, eu acho que a reação foi exagerada. Ela nem se deu ao trabalho de dissuadir o sujeito, foi logo procurando o banco (para que o cara fosse demitido, obviamente). Ela está no direito dela? Sim,está. Mas da mesma forma que devemos ter bom senso para escolher os locais de paquera, devemos ter o mesmo bom senso para saber quando devemos ter uma reação mais drástica. Depois reclamam que a justiça não anda...

Ezco Musaos disse...

Animal supostamente racional das 19:33, o que deixa qualquer estado quebrado é a existência de representantes de seres totalmente desprovidos de caráter como você no judiciário e nas demais esferas do poder. Pelo menos nesse caso alguma justiça foi feita. Pode espernear e "repreender" a desembargadora (hahaha). Lixos do teu tipo serão cada vez mais combatidos.

Ezco Musaos disse...

19:51, acontece que quando você vai fornecer informações pessoais para realizar uma operação bancária você não faz isso com o intuito de paquerar ou ser paquerada(o), simples assim.

Fantomas disse...

Mazco Cusaos, paquera nunca é uma coisa programada... Você deve ser o tipo de cara que sai pra balada com o objetivo de "pegar alguém"... Deixa fluir,meu filho...

Samantha disse...

Fantomas, se eu li corretamente, ela procurou o banco para o rapaz ser advertido. E sinceramente, eu acho que ela fez correto. Afinal, o que mais vimos são moças que apenas se manifestam contra a cantada e são achincalhadas pelos caras.

Ela agiu corretamente.

Ela procurou a justiça apenas porque a instituição se recusou a tomar alguma providência. O direito a indenização não nasceu apenas da cantada em si, mas porque a empresa validou o comportamento do funcionário e tratou com descaso a consumidora.

Foi apenas isso.

Com relação ao comentário do energúmeno da 19:33, já dizia o velho sábio: o choro é livre e o machismo do juiz não prevaleceu nesse caso.

Ezco Musaos disse...

Projeto de mascu das 20:06, como sempre usando o discurso machista do "meu direito sagrado à cantada" pra minimizar qualquer situação de assédio nas situações mais absurdas.

Anônimo disse...

Trabalhei no setor de cadastro de um banco e a primeira coisa que a gente aprende é que tudo que se passa ali é sigiloso. Que a informação não pode vazar nem dentro do próprio banco. Então, né? Em qualquer situação o funcionário está errado, mesmo que tivesse mandado uma mensagem mais discreta. Se o gerente acatasse a queixa da moça, começaria um inquérito administrativo e ele seria imediatamente afastado do setor. Dependendo do resultado, ele seria mesmo demitido. Ele foi prejudicado porque ele se prejudicou. O gerente errou porque tentou acobertar o erro do funcionário. Foi um erro menor, mas também foi um erro. Em todo caso, a ação da moça está corretíssima.

Anônimo disse...

O que aconteceu foi que a mulher se aproveitou da atitude anti-profissional e tosca do funcionário do banco para ser oportunista.

Que o cara deveria ter sido demitido é claro. Mas também é claro que a mulher entrou na justiça porque queria tirar algum proveito financeiro, receber 8 mil por causa de uma mensagem de celular é ridículo.

A desembargadora também agiu errado, deveria ter só feito o banco demitir o infeliz e pagar despesa de advogados, premiar a mulher por ser vítima só incentiva fraude e vitimismo.

Anônimo disse...

Na verdade, a recusa/preguiça do gerente de conduzir o "incômodo" inquérito administrativo é que levou a moça a entrar na justiça. A indenização coube por conta do reforço imbecil do juiz. Depois da sentença dele, cabe perfeitamente os danos morais e, portanto, indenização.

Anônimo disse...

Fracassado das 19:33

A desembargadora pra vc é uma "desembargadorazinha de meia tijela" e vc é quem pra julgar essa grande mulher?!

Só um fracassado de porão misógino, recalcado, mal amado que depende da mamãe pra fazer teu Todynho e limpar teu cu sujo de merda enquanto fala merdas sobre as mulheres, gênero que vc odeia pq é um perdedor.

Anônimo disse...

Tá com inveja porque a moça tirou 8 mil do banco? Eu achei pouco. Da próxima que eles acobertarem um funcionário por assediar clientes que a indenização dê uns 30 mil que já dá pra fazer uma viagem legal.

Anônimo disse...

"Contanto que não ofereçam bebidas para drogar e abusar das heteros,e contanto que não dê um soco ao ser rejeitada como aconteceu com uma amiga que rejeitou uma lesbica faça a abordagem com respeito.
Ninguém problematiza muita abordagem também grosseira de lésbicas e gays!!"

Anônima, ninguém problematiza a abordagem de lésbicas pq não somos grosseiras ou intrusivas. Agora vá ver a abordagem nojenta dos homens...

A pergunta que fiz ( sou anon das 17:44 ) é sobre dica de como as lésbicas fariam nessa situação sem que ficasse parecendo uma cantada grosseira de homem. Eu acho que uma lésbica no lugar do funcionário do banco, deveria mandar sms para a moça dizendo que ela é muito bonita e que gostaria de sair com ela, deixar a noite mostrar o que rolaria pra gente naquele dia e tal.

Luiza Original disse...

Opa, Fantomas, pode discar o 0800, sim! Quem sabe dando dica não apareça mais barbado sem noção que deveria ter aprendido regras sociais quando a mamãe tirou do troninho pro vaso sanitário.

E chora, porque deu ruim pros mascus.

Anônimo disse...

Se achou a moça bonita e quer tentar algo fala com ela na hora, enquanto ela está no banco. Usar o acesso a informação pra mandar mensagem no telefone é falta de ética, no mínimo. Mandar mensagem grosseira então ultrapassa o limite de civilidade.
Isso vale pra homem het e mulher lesb.

Fantomas disse...

Então, Luiza Original... Ao invés se ficar cagando regra, que tal você dar o exemplo e começar dando suas preciosas dicas para os homens da sua família?

Anônimo disse...

"Se achou a moça bonita e quer tentar algo fala com ela na hora, enquanto ela está no banco. Usar o acesso a informação pra mandar mensagem no telefone é falta de ética, no mínimo. Mandar mensagem grosseira então ultrapassa o limite de civilidade.
Isso vale pra homem het e mulher lesb."

Não acho, pois a cantada de homem é geralmente grosseira e sempre intrusiva. Ao contrário de lésbicas cortejando mulheres, onde as lésbicas costumam ser tão sensíveis quanto as mulheres, por isso sabem o que dizer e como se comportar.

Agora me digam: que mulher gosta de um bando de pedreiros gritando "PASSA LA EM CASA, GOSTOSA", enquanto ela só quer andar pela cidade?

Anônimo disse...

hahahaha A dondoca machista do BBB, é uma fútil que vive da herança da mãe e não trabalha. Fala mal do feminismo mas tem 34 anos e não é casada, não tem filho, e já deu em cima de pelo menos um homem no BBB. A burra fala que "homem e mulher cada um tem seu papel" mas usufrui das liberdades conquistadas pelas feministas.

Ezco Musaos disse...

Abriram-se as portas do hospício, começou o chororô do masCUZÃO que se acha inventor de tudo e criador de todas as leis.

Anônimo disse...

23:44 pode até ser, mas usar do acesso a informação para mandar mensagem no telefone é eticamente reprovável. Quer o telefone da moça? Pede então e vê se ela te dá. Como você pode saber que ela quer falar contigo se vc não pediu mas pegou o número do telefone no cadastro aproveitando que você tem acesso a essa informação e mais outras, como endereço. Isso é assustador.
Com certeza uma mulher ficaria com menos receio de recebesse uma mensagem de uma mulher (lésbica) mas isso não justifica o ato.

Anônimo disse...

As feministas do Oriente Médio estão pegando em arma pra matar os mascus do ISIS.
Reclama das feministas daqui mas tem muito sorte porque somos bem boazinhas e não estamos matando ninguém... por enquanto.

Ezco Musaos disse...

Troll fantomas, reclamando que feministas cagam regra na "sagrada paquera masculina", mas cagando regras sobre como mulheres devem reagir quando são assediadas. Mas, peraí, esperar coerência de um projeto de mascu é querer um pouco demais.

Anônimo disse...

Adoro seus comentários, Ezco!

Anônimo disse...

E obvio que qualquer tipo de assedio, paquera, cantada, elogio masculino e incomodo as mulheres.
Então já e mais que hora de uma sociedade educada para que homens sejam contidos, e qualquer interação entre os gêneros deve partir de iniciativa feminina.

Anônimo disse...

Simples façam como a Suécia, criminalizem duramente o assedio/paquera/cantada, dai quero ver estes lixos não pararem com isto.

Mulheres vivem nossas vidas ignorando completamente homens, seria pedir demais que retribuíssem o favor?

Luiza Original disse...

Os homens da minha família são muito bem educados, thank you very much! Não sou fruto de camisinha "esquecida" nem acidente, fui planejada e desejada por um casal que não se conheceu por cantada escrota nem aproveitamento de informação sigilosa. Papai fala que mamãe e eu somos os maiores presentes da vida dele e ele trocou minhas fraldas, deu banho e me ninou noites adentro, mesmo eu dormindo quietinha, só pra poder ficar bem perto da filhinha dele. Aliás, mascu que depende de cantada fajuta, foi papai quem me ensinou que homem educado não faz o que o sujeito desesperado prestes e se jogar do precipício fez com a moça do caso. Vê lá se eu nasci feito princesa pra aguentar essas merdas? 8 mil foi pouco. Papai teria me encorajado pra 50 mil.

Anônimo disse...

Só uma observação, quando vocês afirma que "existe lugar adequado para paquera e outros" não vocês estão de certa forma "legitimando" que existem espaços livres para o assedio>

Por exemplo:
Faculdade, escola, trabalho não e lugar de paquera pois la o ambiente e focado no estudo e no profissional, na rua muto menos e no transporte publico também, pois a mulher tem o devido direito de se locomover em lugares publicos em paz"

Perfeito, mas abrir que em baladas festas etc deve ser algo aceitável eu discordo, você vai para um ambiente para dançar se divertir com amigas não para ficar ouvindo baboseira de macho, muito acontece de mulheres serem assediadas de forma invasiva nestes ambientes e ate em shoppings, livrarias e tals.
Acho que deve-se deixar claro para os homens que lugar nenhum em aceitável o machismo, que não existimos para as fantasias deles e não gostamos de contato invasivo masculino em nenhum contexto.

Anônimo disse...

1:25 Acho que você está confundindo paquera com outra coisa.
Paquera pra mim é conversar, trocar ideia, uma coisa recíproca. Não sei o que significa paquera no seu dicionário.

Anônimo disse...

Não generaliza e não fale por mim, anônima.Ja fui elogiada e paquerada,e não me causou nenhum incômodo,pelo contrário,virou um namoro.O que muitas pessoas não tem é noção de reciprocidade,sutileza e conveniência.

Anônimo disse...

Acho que anon 1:25 tá de zoeira com a nossa cara.
Tem mulher que vai pra balada pra pegar homem, sabia? O problema é que tem aquelas que não vão, que estão lá pra dançar mesmo com as amigas mas os caras não querem acreditar e continuam insistindo quando recebem um 'não'.

Anônimo disse...

02:26, o assédio que os bonitos sofrem das feias não deve ser problematizado, por um motivo muito simples: os homens não precisam temer, pois essas feias com certeza não irão estuprá-los, já a mulher teme toda hora, ela não pode ficar sozinha que acaba correndo sério risco de ser abusada por esses homens.

Veja o Luan Santana sendo assediado pelas feias ( e também bonitas, claro ).. Você acha que ele está sendo vítima de alguma coisa?

Anônimo disse...

Lola, Raven, Ezco, Jonas, Samantha, Marcia Baratto, Jane Doe:

Pra mim, esses são os grandes nomes do feminismo brasileiro atualmente.

Fantomas disse...

Claro que sim, Luiza Original... Afinal de contas, o inferno são os outros, né?

Amanda disse...

Anonimo 03:33


"pois essas feias com certeza não irão estuprá-los, já a mulher teme toda hora, ela não pode ficar sozinha que acaba correndo sério risco de ser abusada por esses homens"

Calma não são todas, eu nunca vi na vida uma mulher armada ter medo de homem, tenho uma prima que e policial federal, e ela conta que depois que começou a anda armada sempre, nunca mais sentiu qq medo anda na rua, abuso de homem enfim estas coisas, por isso o porte de arma deveria ser bem mais facilitado para as mulheres.

donadio disse...

"O funcionário foi grosseiro e deselegante, isso não se discute, e com certeza foi machista. Mas pergunto, uma vez que ele interessou-se pela moça e não quisesse ser ofensivo, como deveria ter procedido? Ou ele nem deveria ter tentado? Como demonstrar interesse por um(a) desconhecido(a) sem ofendê-lo(a)? Qual a diferença entre cortejo e assédio?"

Vamos "des-sexualizar" a questão, para ver se fica mais fácil.

Suponha que o funcionário em questão vendesse seguros nas horas vagas. E que tivesse usado o número de telefone, que lhe foi dado em função da sua posição de funcionário do banco, para passar torpedo fazendo uma proposta de venda de seguros. Percebe o problema? (Se você não percebe, posso te garantir que o gerente do banco, que não viu problema na cantada, teria certamente visto o problema no uso comercial indevido dos dados do banco. Há uma violação da propriedade privada aí.

Agora, vamos à misteriosa questão (que só não é, na verdade, misteriosa por que a venda de seguros, ao contrário do sexo, não é tabu):

uma vez que ele se interessou em vender seguros para a moça e não queria ser ofensivo, como deveria ter procedido?

A resposta deveria ser óbvia: não deveria ter procedido. Ele pode abordar quem ele quiser para tentar vender seguros, mas não pode se utilizar de uma relação profissional para fazê-lo. Tem de fazer isso em outro espaço, não no espaço da relação comercial entre a cliente e o banco do qual ele é empregado.

E é por aí também que se desmascara o conteúdo sexista da sentença do juiz de primeira instância: toda conversa fiada de que as mulheres conquistaram direitos, portanto agora não podem reclamar de iniciativas afetivo-sexuais dos homens desmorona, por que essa nem é a questão (que é, evidentemente, a questão de informações obtidas em confiança e sujeitas a sigilo comercial serem usadas para propósitos estranhos à finalidade original).

donadio disse...

"tenho uma prima que e policial federal, e ela conta que depois que começou a anda armada sempre, nunca mais sentiu qq medo"

A sua prima, além da arma, tem também uma carteira da Polícia Federal.

Layana disse...

Verdade viu... A resposta é sempre "ah não queria, ignora". E eu tenho obrigação de ver isso com meus dados e calar?

Marix disse...

Acho que estão esquecendo de relevar o fato de o funcionário ter usado dados sigilosos, dados que pertencem ao Banco de dados do banco para um fim privado. Os funcionários de banco ou qualquer outra empresa ou instituição não podem usar dados particulares de clientes para se comunicar em privado com eles. Um cara das casas Bahia, da NET, do INSS, do banco seja lá qual for, não pode pegar no sistema o telefone de alguém q achou gata para iniciar contato privado.

Anônimo disse...

Hummmm,quem as feministas vão matar e quando vai começar?

RedMonkey disse...


Donadio,

A carteira de polícia apenas, sem a arma, não protege mulher alguma de agressões sexuais. Talvez só intimide um ou outro desavisado. O que interrompe um ataque violento é a força(ou a ameaça de uso imediato dela).

donadio disse...

"A carteira de polícia apenas, sem a arma, não protege mulher alguma de agressões sexuais. Talvez só intimide um ou outro desavisado."

A carteira de polícia (e o que vem junto com ela, ou seja, o peso da corporação policial) multiplica, e muito, o poder de revide da pessoa. Não tem comparação o que acontece com o civil armado que mata alguém, mesmo que em legítima defesa, e a notória impunidade da autoridade policial.

Amanda disse...

Donadio


Anônima 10:19

já te deu uma boa resposta, mas um detalhe e mais, a minha prima e uma jovem trinada para luta(como todo(a) policial), por isso mesmo estando ate sem arma ela sabe se defender bem.

E anda com carteira de policial não e tão bom assim, pois em uma situação de assalto isso obriga a pessoa ter que reagir sem pensar duas vezes, e isso mesmo tendo arma, as vezes e muito ariscado dependendo da situação.

Rê_Ayla disse...

Dizer “a linha que separa assédio de paquera é tênue” é uma excelente desculpa para quem quer continuar exercendo seu direito de assediar, né?

Para mim, há limites claros entre elogio, flerte, agressão, paquera, assédio. Uma mesma palavra, por exemplo 'LINDA', pode ser qualquer uma dessas coisas – depende do contexto e de quem a proferiu (quem, como, quando, onde, porquê).

Sabe o que acho? Todos sabem SIM a diferença entre um assédio e um elogio – mas acham mais fácil dizer que não e continuar assediando.

*****

(e neste caso em particular... fosse assédio ou qualquer outra coisa, o funcionário do banco nunca jamais em hipótese alguma deveria pegar dados aos quais tem acesso profissionalmente para fins privados -> R$ 8 mil foi é pouco!)

Anônimo disse...

"Lola, Raven, Ezco, Jonas, Samantha, Marcia Baratto, Jane Doe:

Pra mim, esses são os grandes nomes do feminismo brasileiro atualmente."

Anon das 3:40, acho estão faltando importantes nomes aqui mesmo no blog da Lola nessa lista, não? E será que todos esses nomes da lista são tão importantes assim? Jonas?? Desculpe.

RedMonkey disse...


Donadio,

O agressor/estuprador não tá nem aí para a "punibilidade" da vítima caso ela revide e cometa excesso na legítima defesa. Ele quer consumar o ato violento. O poder de revide da pessoa no momento da agressão (que indiscutivelmente é o que mais importa para impedir a consumação do crime) é determinado pela sua força imediata (aqui incluo força física, treinamento marcial e armas em sentido amplo).

O "peso da corporação" atua principalmente na apuração dos fatos, visto que quando há crimes com vítimas policiais percebe-se mobilização expressiva do aparato estatal para localizar o autor. Mas aí o estrago na vida da vítima já foi feito.

Anônimo disse...

Lola, tá sabendo disso aqui? https://www.facebook.com/sarawinter13/photos/a.148917918651997.1073741827.148916071985515/446753865535066/?type=3&permPage=1

Juliana disse...

Oi Lola, há quase dois anos, um pequeno jornal da minha cidade publicou uma matéria sobre os pontos comerciais que funcionariam na minha cidade no carnaval com o seguinte título: "Neste carnaval não é só piriguete que irá abrir e fechar". Eu fiquei inconformada com o machismo e preconceito estampados no jornal. Daí eu fiz uma representação contra o jornal perante o Ministério Público, exigindo uma retratação e um pedido de desculpas para toda a sociedade. Sabe qual foi a resposta a minha representação? O Ministério Público a indeferiu sob o seguinte argumento: "... Só através de enorme esforço cerebrino se pode concluir que a citada frase contém ato discriminatório contra gênero e incetivo à exploração sexual..." ou seja, o machismo ainda impera nesses órgãos, seja ministério público, seja poder judiciário. Quem indeferiu minha representação foi um promotor, eu quero acreditar que se fosse uma mulher, uma promotora, seria diferente.

Anônimo disse...

Kkk já andou num presídio feminino? Lésbicas estupram mulheres como forma de punição,existem lésbicas com cantadas e assédios grosseiros sim,negar isso ou se basear apenas em vc,é jogar o assunto pra debaixo do tapete e não problematizar.

RedMonkey disse...

Exatamente anon 14:22. O anúncio, a despeito de seu evidente mau gosto, não diz que todas as mulheres são "periguetes" e nem emite juízo de valor acerca da conduta delas. Não há discriminação contra gênero e muito menos incentivo à exploração sexual, uma vez que em momento algum há menção a relação sexual forçada.

lola aronovich disse...

Vc fez muito bem em reclamar, Juliana! É, imagina, nenhuma discriminação de gênero nessa manchete...


Anon das 12:49, vc anda vendo muito filme do gênero sexploitation.

Anônimo disse...

(Viviane)
Donadio, que bom que você explicou o "X" da questão. Outro exemplo seria o de o funcionário pegar os dados para assaltar a casa da cliente ou até fazer um sequestro relâmpago.
Mas eu me pergunto: o advogado da autora não pensou nisso para elaborar a petição? Sim, pois se, mesmo diante disso, o juiz indeferiu o pedido, é muito pior do que estamos imaginando...

Anônimo disse...

Como proceder? De maneira nenhuma! Ela forneceu os dados para o banco e não para o funcionário. Na minha opinião de leigo, o advogado poderia ter entrado com duas ações, uma por danos morais e outra por quebra do sigilo, contra o banco.

RedMonkey disse...

Lola, qual é o conteúdo efetivamente discriminatório do anúncio?

Nota-se uma comparação grosseira, de extremo mau gosto, tendo em vista que foi veiculada em um jornal. Mas não se percebe ódio no discurso nem tentativa de controle do comportamento sexual da mulher, uma vez que a promiscuidade (que é o se extrai do rótulo "periguete") não está sendo valorada. Fez-se apenas uma comparação tosca do ato de "abrir as pernas" com o de "abrir as portas". É uma propaganda certamente criticável pela baixa qualidade, porém exigir pedido de retratação perante a sociedade é definitivamente um exagero.

Anônimo disse...

Existe estupro lésbico, ocorre que o assunto é abafado a todo custo pelos defensores da agenda LGBT...

Nós já vimos barreiras de silêncio se erguerem rápido quando tentamos investigar assuntos polêmicos, mas nunca vimos verdadeiras muralhas de silêncio se erguerem tão rápido como quando tocamos no assunto Estupro Lésbico, as autoridades simplesmente se negam a falar sobre o assunto, os governos simplesmente negam a existência, assim como negavam até pouco tempo a existência de ex-gays, e só pararam de negar após milhares de ex-gays invadirem o congresso em uma seção pública sobre o assunto, quando um jornal ou revista aborda o assunto, é rapidamente silenciado e a matéria sai do ar, e só não seremos silenciados devido utilizarmos da liberdade de expressão de um país bem mais liberal que os USA.

Desta forma, o único modo de conseguir informações viáveis sobre o assunto foi entrar no mundo deles e sair perguntando a quantos se disponibilizaram a falar conosco.

Domingo, 04 de maio de 2015, uma garota francesa (que preferiu ter sua identidade preservada), relata que acordou em um quarto de hotel, sua roupa estava jogada no chão ao lado da cama, sua genitália estava muito dolorida, ela não lembrava como havia parado alí, só lembrava que na noite anterior uma mulher estranha havia lhe oferecido uma bebida e ela aceitado, o exame de corpo de delito encontrou evidencias de penetração, mas não encontrou esperma e nem resquícios de preservativos, apenas saliva, indicando que ela foi violentada pela mulher que a penetrou com algum objeto.

Esse é apenas um dentre milhares de relatos sobre o que acontece todos os anos com milhares de mulheres ao redor do mundo, e o pior de tudo é que esses casos nunca são solucionados pelo simples fato de todos os casos serem sistematicamente abafados.

As mulheres que são violentadas por outras mulheres em sua maioria não fazem denuncia por medo de serem chamadas de lésbicas, as que resolvem enfrentar o medo e fazem a denuncia na delegacia da mulher, são em sua maioria ridicularizadas, na maioria dos casos a ocorrência nem é registrada, e quando é registrada, na ocorrência consta apenas agressão comum, nada sobre o abuso.

Entre as formas usadas pelas bandidas agressoras, o boa noite cinderela é a forma preferida (estupro de vulnerável), assim, segundo elas, a presa não grita e nem se debate, segundo elas, apenas embebedam a vítima, sem doping, assim elas ainda estarão conscientes, mas pesquisando mais a fundo, notamos que o doping continua sendo a forma preferida delas atacarem.

Recentemente uma jovem de 19 anos no estado do Maranhão foi mantida encarcerada na casa da agressora por 12 horas, nesse meio tempo foi ameaçada com uma faca, agredida a pancadas e estuprada varias vezes, como ela se recusou a prestar queixa, nos enviamos uma denuncia ao ministério público informando a situação, caberá a eles aceitar ou não a denuncia e investigar os fatos.

Se você é mulher, tome cuidado dobrado a partir de agora, pois mulher também estupra, e costumam ser bem mais cruéis quando o fazem, pois a maioria usa objetos, muitos deles pontiagudos ou cortantes, isso sem falar no trauma psicológico. As mesmas dicas de segurança para evitar estupros masculinos e assaltos são válidas, com o agravante de que agora, nem sempre você está segura por estar com as amigas.

Anônimo disse...

Mas pra quê o governo federal e petistas precisam de polícia??
Essa instituição que é conhecida pelo uso da força e violência??

Anônimo disse...

16:10 Não à generalização!Até porque minha tia é lésbica e sempre é uma pessoa tranquila,pacífica vivendo sua vida.Mas já a amiga dela é uma pessoa violenta e já deu uma facada na companheira!

Ezco Musaos disse...

Eita que abriram de novo as portas do hospício mascu. Depois do "mascu da censura" e do "mascu das vizinhas feias" agora sai direto das profundezas do esgoto o "mascu da caça às lésbicas estupradoras". É, a fértil imaginação doentia desses seres não tem limites.

Jonas Klein disse...

O monte de bosta das 18:19

Eu sei que não foi comigo que você falou, mas o que você escreveu meche comigo também.

Eu para mim o que me importa no feminismo, não e o comportamento das feministas, mesmo que fosse vdd o que você afirma, eu jamais abandonaria o feminismo, pois o que me importa são as causas pelas quais o feminismo luta, de modo que para mim causas são mais importantes do que comportamento de qualquer pessoa que seja.

Anônimo disse...

Jonas,

Quais são as causas feministas com que você concorda?

Anônimo disse...

O MACHISMO COMEÇA QUANDO SE ESCREVE "O JUDICIÁRIO" E NÃO "X JUDICIÁRIX", PORQUE "O JUDICIÁRIO" SÓ BENEFÍCIA HOMENS BRANCOS HÉTEROS #FATO

Ezco Musaos disse...

Mascu das 19:21, o único #FATO aqui é a tua total falta de criatividade pra trollar se passando por feminista.

Anônimo disse...

Começou essa estrupício!

Anônimo disse...

E A ENFERMEIRA MULHER QUE FOI FILMADA ABUSANDO DE UMA MENINA DE 10 ANOS COM PARALISIA CEREBRAL??!!!
ESTÁ NO PORTAL PODE PROCURAR!!
NÃO,NÀO VAMOS PROBLEMATIZAR ISSO NÃO,É MASCU!
Ass:Mãe Revoltada!

Anônimo disse...

Lola, tem como vc apagar aquele tweet com msg do teu marido te chamando de "minha flor" ? Acho que é possessivo demais essa coisa de minha flor, princesa, lindinha. A escolha é tua se você será uma mulher liberada ou submissa que atende as demandas do macho de ser submissa, maternal, emotiva etc.

lola aronovich disse...

Ahahauahauahahau, vou levar como piada, anon das 22:27. Casais têm vários apelidos. Acontece. Eu realmente não vejo como um cara que me ame me chamar de "minha flor" faça de mim submissa. Ele também me chama de "mi flower", "minha paixão", "meu amor". Eu o chamo de "minha paixão", "meu lindo", "mi flower" também, porque é meio ridículo, e outros. Eu sou independente, feminista, empoderada, e meu marido às vezes me chama de "minha flor".

Anônimo disse...

Ué agora mulher "liberada" não pode ser emotiva ou maternal? Liberação é exclusividade de mulher não emotiva e sem filhos desde quando? Mas vai tomar no cu essa patrulha do feminismo alheio! Já não bastasse a reaçada fiscal de cu agora temos feministas fiscais de vagina também

Anônimo disse...

Mas não era piada. Não é pq vc se sente empoderada que vc eh, Lola. Perante o estado você nao tem poder nem sobre seu útero. Sou feminista justamente pelo fato de as mulheres não serem empoderadas nem liberadas. Falando assim você parece até aquela galera pós-feminista que acha ruim de a gente problematizar feminilidade. "Ai, é que adoro salto", "ai adoro maquilagem". O que as feministas diziam é que a feminilidade era uma forma de opressão, não precisa sentir que é.

Ragnar Lothbrok disse...

Não entendi nada do texto e não consegui fazer associação nenhuma com machismo. Quando um marmanjo está a fim de uma mulher, não se usa de cantadas para isso? Simples. Diga que não está a fim do sujeito. O que tem demais nessa porra? Como o cara ai chegar numa mulher senão por cantadas? Pegando no braço? Dizendo o que? Cantada não é crime, salvo se tiver elementos que configurem um "constrangimento ilegal". Que post sem sentido esse. Não entendi lógica em rotular isso de machismo. Mesmo apelando, esse troço vai para Colégios Recursais - segunda instância dos juizados - e, lá, o relato e os vogais, duvido, que reconheçam dano a imagem. Acredito que vão fundamentar a decisão negatória de indenização no chamado "enriquecimento ilegal".

Rafael Cherem disse...

Tinha parado de comentar aqui, mas como o tema é da minha área, sem ler os autos, sem saber o teor da sentença e do acórdão, acho temerário taxar o juiz de machista porque a decisão não foi favorável à uma mulher, todos sabem que um julgamento de qualquer caso entram variáveis das mais diversas, incluindo - principalmente- as provas produzidas,as quais não tivemos nenhum acesso,bom, só com o que aqui foi relatado, a conduta do funcionário foi absurda, não pela cantada em si, mas pelo ,indevido dos dados da cliente, mostrando uma falha grave na segurança do banco, fora isso, no meu entendimento, foi o que chamamos de mero aborrecimento.

Anônimo disse...

Rafael

Só em função desta sentença em si, realmente e apresado taxar este juiz de machista, mas por causa da conduta pregressa dele sim, da para taxa ele de machista.

Quanto cantada em si dentro deste contexto a conduta dele foi absurda sim, pois ele convido para sexo uma mulher que ele sequer conhece, se ela fosse uma amiga dele que ele conhece a muito tempo e sabe que e uma mulher que esta livre para sexo com quem ela quiser, ai ate não teria erro nenhum na conduta dele.

Mila disse...

Fico feliz em ver muitas advogadas ou formandas mais progressistas em contraposição ao Judiciário conservador que temos no país. O caso passado por esta moça no Sul retrata bem que o quão desprotegidos ficam nossos dados em agências bancárias, empresas de cartão de crédito, empresas de tv a cabo etc. Esses caras se aproveitam de informações obtidas por causa do trabalho para assediar desconhecidas.
Uma das coisas que ainda me choca muito são os casos de absolvição de estupradores de vulnerável pois a "vítima já era prostituta". Não consigo entender como um cara que se aproveita de uma clara situação de exploração sexual infantil possa ser a "vítima" (afinal, não existe oferta se não existe demanda). Também é muito absurda a ideia do passado sexual da vítima ser utilizado como justificativa para um crime (no caso da Eliza Samúdio, o advogado do Bruno usou essa desculpinha esfarrapada).

Anônimo disse...

Sr Ragnar IMBECIL...

Chamar uma mulher desconhecida para "sexo" não é cantada é constrangimento ilegal sim, seu babaca.
Volta pra escola pra aprender a parar de falar merda seu lixo!

Anônimo disse...

A censura é a arma ditatorial preferida dos tolos que não possuem competência no debate. É a saída mais fácil para os covardes.

Anônimo disse...

Lésbicas malvadas, corram, corram para as colinas!

Só rindo mesmo. Quer dizer então que não há nada de errado em homem assediar se lésbica também assedia?? KKKKK. As poucas lésbicas que conheci namoravam a mesma pessoa há muito tempo, eram respeitadoras e discretas (no sentido de não ficar escandalizando desejo sexual se por acaso encontrassem com uma garota bonita, sendo ela hetero ou não) e não predadoras sexuais como estão falando. Na vdd, sinto que mesmo no feminismo não há tantas meninas lésbicas, o que é uma pena, pois estão fazendo muita falta.

donadio disse...

"Chamar uma mulher desconhecida para "sexo" não é cantada é constrangimento ilegal sim, seu babaca."

Não segundo o Código Penal:

"Art. 146 - Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda"

"Violência ou grave ameaça" são elementos constitutivos do crime. Não é o caso aqui.

Anônimo disse...

Pronto, chegaram os omi entendidos de direito pra desacreditar a vítima

E enfia esse "mimimi censura" no meio do cu

Anônimo disse...

donadio

Sim mas e usar dados confidenciais desta forma não e uma violência também? pois quebra a confiança da pessoa e algo ilegal.

Por tanto neste caso um pouco só de malabarismo interpretativo em favor da vitima já seria o suficiente para favorecer vitima.

Fantomas disse...

Eu acho que a Lola deveria convocar, de tempos em tempos, uma caixa de comentários "presencial"... Seria como uma grande roda de debates. Só pra ver se essa turma "valente" ia ter coragem de chamar, cara a cara, os outros de "lixo", "imbecil", "verme", etc... Acho que ia faltar fralda pra essa turma... Rsrsrs...

salene leite disse...

Gostei da rua postura, concordo contigo sobe a presença efetiva feminina nas academias e no sistema judiciário,e em massa! Mas é uma luta árdua,mas seguimos lutando! Agradecida pelo apoio à causa feminista!

Anônimo disse...

Fantomas

Olha se o negocio fosse pessoal mesmo, acho que a ideia ia ser boa, só que eu ia leva minha arma junto, ai eu quero ver que mascu que ia ter coragem de ir canta de galo lá dentro comigo, Rsrsrsrsrsr

RedMonkey disse...

O que o funcionário fez não é constrangimento ilegal e não há malabarismo argumentativo que permita enquadrar a conduta dele como tal crime. A vítima não se sentiu "constrangida" a nada no sentido sugerido pelo artigo do Código Penal. Houve, sem dúvida, uma sensação de violação de privacidade e de desrespeito, mas não houve a obrigação de que a vítima fizesse algo que não fosse obrigada, que é o que caracteriza o constrangimento ilegal, além da violência e grave ameaça.

E o que se percebe nos comentários é que muita gente não entendeu que o que está em jogo no caso não é o "direito de cantada" do funcionário, mas o uso indevido que ele fez das informações pessoais que a vítima confiou ao banco.


Ezco Musaos disse...

"Quanto "mimimi" por causa de uma cantada, um convite."

---> Não foi só uma cantada, um convite, envolveu quebra de sigilo das informações pessoais da moça pelo funcionário do banco.

"E por quê esse anônimo das 10:00 me xingou?"

---> Porque você mereceu, simples assim. Em qualquer denúncia de assédio, sempre vai aparecer um machista para desacreditar a vítima, você apenas está fazendo esse papel aqui e recebendo o tratamento merecido. Pode continuar com o choro e com a revolta pela indenização merecida da moça.

Anônimo disse...

Não há "direito de cantada"!
O cara estava trabalhando em atendimento ao público, não poderia cantar ninguém (com ou sem o uso das informações confidenciais)

Fantomas disse...

Anon das 11:59, quem disse que "mascus" teriam lugar nessa reunião? Tô falando de pessoas que discordam sem serem ignorantes e mesmo assim são ofendidos por babacas covardes como você...

Anônimo disse...

Deveriam tipificar leis que criminalizassem paquera em locais impróprios como bancos, lojas, ruas, ônibus, shoppings, escolas e universidades. Somente com leis sistemáticas pode-se evitar essas interpretações toscas como a desse juiz.

rafaela disse...

O problema não é ser surpreendente a conduta do juiz, e sim ser ABSURDA. O caso não muda porque já podíamos esperar esse tipo de julgamento de uma grande parcela de juízes. O machismo existe em cada seguimento da sociedade e a indignação é constante.
Nós que lutamos por direitos humanos e, em especial, direito das mulheres, passamos por tantas situações horríveis. É de perder a fé na humanidade e em si mesmo. Mas temos que continuar. Graças a Deus existem pessoas mais fortes por ai que aos poucos conseguem algum resultado com a luta. Eu por enquanto, como professora, vou tentando um trabalho de formiguinha, pra explicar que piadas embasam machismo, classismo, preconceitos.. e em casa tento não acreditar que todos os homens são um problema, tendo em vista as coisas que meu pai faz com minha mãe e o pensamento dos meus irmãos.

@vbfri disse...

Será que é tão difícil assim perceber que UM FUNCIONÁRIO, no HORÁRIO DE TRABALHO, pegou o telefone de uma CLIENTE para "CANTÁ-LA"?

Por si só, essa conduta é extremamente imprópria.

Os dados que ela forneceu era para serem CONFIDENCIAIS. Que saco.
---
Sobre juízes machistas...

Não me espanta. Nem um pouco. Aliás, me surpreendo quando vejo um que não é.

Por essas e outras, nunca quis advogar. E ô raça pra achar que tem o rei na barriga que é essa galera do direito. Pqp. Onde eu trabalho, tem um procurador que se acha o tal e é um merdinha preguiçoso que não sabe sequer avaliar posicionamentos divergentes. Aí quando a gente consegue comprovar algo que ele insistiu que não era ele fala que a área x "o induziu a erro".

Enfim.

Merda isso.

Fantomas disse...

Olha, realmente o funcionário do banco não agiu corretamente. Mas no dia em que essa moça tiver seus dados confidenciais roubados para atividades realmente criminosas, aí ela vai ver a tempestade em copo d'água que ela fez nesse caso...

RedMonkey disse...

Anon. das 12:11

A conduta do funcionário não é constrangimento ilegal. Qualquer um com o mínimo entendimento de Direito Penal sabe que a conduta praticada, para constituir crime, deve se enquadrar na descrição contida no dispositivo legal, e não se basear unicamente no "nome" do crime.

A vítima se sentiu constrangida? Sim.

O que o funcionário fez foi indevido/ilegal? Sim.

O funcionário praticou a conduta descrita no artigo 146 (que é o que efetivamente importa, e não o "nome" do crime) ? Com certeza não.

Rafael Cherem disse...

Quanto cantada em si dentro deste contexto a conduta dele foi absurda sim, pois ele convido para sexo uma mulher que ele sequer conhece, se ela fosse uma amiga dele que ele conhece a muito tempo e sabe que e uma mulher que esta livre para sexo com quem ela quiser, ai ate não teria erro nenhum na conduta dele.

Em tempos de Tinder, em tempos onde o cara "tem que ter pegada", o sujeito sentiu que poderia ousar mais, nem todo mundo é esclarecido sobre certos aspectos da vida, foi machista, foi, mas dai a ser motivo de dano moral? Por isso não, por usar os dados da cliente sim.

Quanto a vida pregressa do juiz, por essa óptica sem dúvida.

em tempo, recomendo que acompanhem o trabalho dos Juizes pela Democracia, bem interessante:http://www.ajd.org.br/

@vbfri disse...

Um dia liguei para uma empresa (a melhor no ramo) interessada no serviço deles para a restautação de um piso na minha casa. Empresa conceituadíssima, já fez o trabalho para inúmeras pessoas da minha família, enfim.
Liguei, pedi um agendamento, falaram que iam ver a disponibilidade e me retornariam.
Nem cinco minutos depois, liga uma pessoa, que trabalhava para OUTRA empresa, sabendo do meu interesse na restauração do piso e oferecendo os serviços dizendo que tinha sido treinado pela empresa n. 1. Perguntei como ele tinha conseguido meu telefone e ele me falou que o amigo dele que trabalhava na empresa 1 tinha repassado.
Eu fiquei MUITO indignada. Mas muito MESMO. Não foi pouco, não.
MEU nome. MEUS dados. A escolha é MINHA.
Nenhum funcionário tem direito de repassar os MEUS dados sem a MINHA autorização.
Simples assim.
--
Quando finalmente consegui contato com a proprietária da empresa n. 1, contei o ocorrido, ela identificou os funcionários envolvidos (inclusive o ex-funcionário que estava na empresa 2). Foi um rebuliço, eu quase desisti de fazer a avaliação (a empresa n. 1 acabou avaliando o piso, que, por fim, não vai dar pra restaurar).
Foi um desgaste emocional para todo mundo, totalmente dispensável.
--
Por pouco não processei a empresa (SIM. A EMPRESA N. 1 É RESPONSÁVEL PELOS SEUS FUNCIONÁRIOS). Se tivesse ocorrido assédio sexual (ainda mais com prova material - mensagem de texto), era certeza.

É muita cara de pau, gente.

Anônimo disse...

Ragnar,

O rapaz utilizou dados confidenciais para fins pessoais em situação que não teria acesso se não estivesse trabalhando. Não é só dizer NÃO. Acontece que os dados pessoais da moça foram vazados para fins alheios aos que ela estava fornecendo (serem utilizados para sua conta bancária). Vazamento de informações sigilosas são potencialmente perigosas paras as vítimas, podendo resultar desde ligações inconvenientes (do rapaz ou de uma empresa, por exemplo) a aplicações de golpes e fraudes financeiras com o nome da vítima. Não é só "mandar um não". O supervisor foi informado que seus funcionários estavam usando informações dos clientes para tirar proveito pessoal. Ou seja, errou o funcionário e errou o gerente do banco ao ter ciência da situação e não ter sequer repreendido o funcionário e tomar medidas para que situações assim não se repitam.

Anônimo disse...

Não adianta vcs desenharem, tem gente aqui que nunca entende. Sempre vai ser desculpa para dar cantada, "tadinho, só achou ela bonita", "só queria paquerar". O cara utilizou dados para dar uma "cantada" numa moça que ele só conheceu por prestar um serviço.
Fantomas, ela relatou um caso de vazamento de informações (que poderiam ser utilizado para n fins, felizmente, não para fraudes) ao gerente que nada fez. Ou seja, vai saber quantos funcionários com acesso aos dados de clientes não estão vendendo para golpistas por aí? Ainda é uma tempestade em copo d'água?

Mas é claro que sempre vão passar a mão na cabeça do sujeito. Imagine se este funcionário (ou funcionária feia, mascu tem pavor de quem não é ariana bombada) usasse suas informações pessoais para entrar em contato com você, stalkear... o machão convicto, duvido, agiria com essa paciência de chá de camomila que sugerem com que as mulheres façam, vão logo querer encerrar a parada com porrada... aí bem... a coisa muda de figura né.

Ragnar Lothbrok disse...

Ainda continua sendo ABSOLUTAMENTE nada sob o ponto de vista legal. No máximo, poderia ser considerada uma falta de educação, falta de etiqueta, ou ainda, um péssimo jeito de se aproximar de alguém. Mas crime? Uns falaram em constrangimento e outros em assédio. O que falei e argumentei é que nenhum crime ou ato lícito está configurado, por mais que berrem contra os machos opressores capitalistas.

End of history!

Anônimo disse...

A proposta feita não é ofensiva. Não passou de mera proposta com a liberdade de aceitar ou não!!!!! Não houve assédio, por modo nenhum gente!!!! A ilicitude está restrita ao uso do cargo para obter os dados (CPF, telefone e utilizá-los para fins pessoais sem prévia autorização) e é aí que se manifesta a responsabilidade do banco, e só, se tais dados houvessem sido obtidos por outros meios, não haveria qualquer ilicitude.
Não houve notícia de tentativas de privar a moça de sua liberdade ou direito de opção, de forçá-la a aceitar a pretensão do suposto assediador! Não houve vinculação da proposta à pretensão dela de obter um cartão do banco.
Não houve promessa de facilitação ou ameaça de dificuldades na hipótese de recusa. Portando assédio não há. Mas, sim utilização indevida de informações obtidas em razão cargo!Só isso.

Lógico que ela tem todo o direito de se sentir ofendida, mas equiparável às cantadas de beira de obra( ou vão processar as construtoras tb?), não é o judiciário que tem de resolver esse problema.

Ragnar Lothbrok disse...

Engraçado que se a mulher não gostar de uma cantada ou convite, automaticamente vira machismo sujeito a punição estatal. Já levei cantadas de dragões e coroas bizarras, mas, nem por isso, fico dando piti. É muito chororô. De quem é a iniciativa sempre de chegar em alguma mulher? Nossa. Mulher só basta ficar lá esperando e escolhendo qual macho a agrada mais. Se o cara tem uma iniciativa patética, ela deveria RIR, ZUAR da cara dele. Pronto!
Ademais, mulher gosta disso.Essas cantadas costumam alimentar o ego feminino fragilizado delas, ainda mais quando olham para o espelho e se deprimem.

É como diz meu pai: Mulher quando está com depressão, passa em frente a uma obra de pedreiros. Cura na hora! Hahaha

Anônimo disse...

Pela última vez: os dados que ela forneceu PARA O BANCO são protegidos por sigilo e não podem ser usados por funcionários para interesses pessoais ou alheios ao serviço que o banco presta para o cliente. Entendeu agora? E para de achar que os filmes pornôs que você assiste tem alguma relação com a realidade.

Anônimo disse...

Ragnar Lothbrok

Segunda 13:58 e o cara cagando na internet, pelo jeito esse ai e outro mascu desocupado que não acha nada útil pare fazer na vida, e se que não e da turma Nem, nem sabem do que me refiro né?

Anônimo disse...

Ragnar,

Então tá. Deixa alguém roubar seus dados do banco, usar eles para uma fraude. Mas não se queixe, que isso é coisa de mimizento.
Nossaaa!! Como as mulheres são más e zueras. Imagina se o grupo de gostosões não zoa os "dragões". Imagina! Se uma mulher for se aproximar de um homem para perguntar as horas o sujeito já acha que a) quer me dar b) vou zoar esse dragão. quem ela pensa que é para me cantar c) deve ser puta, onde já se viu mulher direita cantando homem.

"Ademais, mulher gosta disso.Essas cantadas costumam alimentar o ego feminino fragilizado delas, ainda mais quando olham para o espelho e se deprimem."

Dados? Qual pesquisa indica isso? Do contrário é uma falácia do Instituto "As vozes me disseram". Mas aí quando uma mina vem chamando os homens de estupradores em potencial, não pode, tá generalizando.

Incrível como brasileiro se queixa de corrupção mas acha um absurdo que alguém se indigne quando usam dados pessoais para outras finalidades.

Ragnar disse...

Segundo a jurisprudência pátria, dados cadastrais não são protegidos pela LEI DO SIGILO, inclusive a própria polícia pode solicitar sem obtenção de mandado judicial. Diferente é o que ocorre na interceptação telefônica ou requisição policial de conta bancária. Além disso, o funcionário do banco não compartilhou os dados da pessoa e, tampouco, a ofendeu a ponto de configurar algum dano a sua imagem. Não há dano ali.

@vbfri disse...

Os mascus que idolatram tanto os EUA podiam tentar fazer uma coisa dessas lá.

Tudo machão viril que vem aqui no anonimato encher o nosso saco.

Bando de covardes vocês, isso sim.

Anônimo disse...

O que essa galera ganha ao defender que não há nenhum problema uma pessoa que conseguiu dados seus ao prestar um serviço para você usá-los para fins pessoais? Vocês juram que isso tá certo? Não é violação de privacidade? Só deixar seus dados aqui: nome, telefone, endereço, endereço comercial, CPF, RG.

Ragnar disse...

Mas essa finalidade provocou algum DANO? Qual? Diga-me. Não há dano, não há nada resultante do ato de ter pego uma informação de um cadastro para chamá-la para sair. Isso tem nome na Justiça. Chama "enriquecimento ilícito", ou seja, a pessoa move todo judiciário para conseguir alguma indenização por um ato corriqueiro, mundano, sem qualquer dano, no máximo, gerando "mero aborrecimento". A industrialização do dano moral já é evidente num país onde a cultura do litígio e o famoso "vou te levar na Justiça" prevalece.

A tonta se fudeu ainda por cima, pois foi condenada a pagar honorários de sucumbência. ¬¬

Anônimo disse...

Sou advogada, e infelizmente o anônimo das 13:51 está correto. Por mais machista e mal educado que o funcionário tenha sido, não houve nenhum crime ou contravenção contra a moça. No máximo, ele deve responder pelo uso indevido dos dados, e mesmo isso é juridicamente questionável, já que há divergências se esses dados estariam ou não protegidos por sigilo. O mais provável é que ele responda apenas administrativa/internamente.

Ragnar disse...

Ninguém está defendendo que esse tipo de prática. O que se discute é a ilicitude e ilegalidade do ato frente a legislação atual. Não há dano, pois os dados não foram compartilhados em nenhuma rede ou site e, também, sequer foram utilizados para fins de fraude e estelionato. Entendem ou preciso desenhar, porra? Rsrs.

Anônimo disse...

TAMO PRECISANDO DE UMA LEI DESSAS AQUI NO BRASIL #ALOJUDICIARIO

"O homem que precisa avisar a polícia com 24h de antecedência que pretende fazer sexo"

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/bbc/2016/01/25/o-homem-que-precisa-avisar-a-policia-com-24-horas-de-antecedencia-que-pretende-fazer-sexo.htm

Anônimo disse...

1. Segundo a Constituição, Carta Magna a saber, são invioláveis a vida privada e a intimidade (art 5o. X, CF). Apesar de não haver uma Lei específica ainda, a empresa cria expectativa no cliente de proteção de seus dados, inclusive cadastrais, de que estes serão utilizados apenas no interessa do cliente ou em virtude do serviço contratado. Algumas vezes, existem cláusulas em contrato de proteção à privacidade mesmo em dados que não sejam protegidos por lei. Presumo que o serviço que a cliente contratou não incluía mensagens de particulares com convites sexuais. Também existem contratos do prestador de serviço com a empresa que o contratou impondo normas de condutas, entre eles, o sigilo do uso de dados dos clientes.
2. Se a cliente se sentiu lesada com essa quebra de expectativa de proteção de seus dados é direito dela sim, reclamar às instituições reguladoras, se assim desejar. O bom senso pede que busquemos soluções em acionar as vias jurídicas, porém, de acordo com o relatado, a instituição prestadora de serviço não manifestou vontade em auxiliar a cliente ou reverter a situação. Se a cliente sentiu que sua honra, boa fé e dignidade foram prejudicados por causa do episódio, é direito dela pedir a indenização por danos morais, inclusive passíveis de outras medidas judiciais que podem ter sido violadas se houver cláusula contratual que foi violada em razão do episódio.
3. Já a jurisdição sobre a responsabilização solidária do empregador e do empregado em casos de utilização indevida de dados pessoais utilizados por terceiros e/ou por empregados da empresa obtidos em razão do serviço contratado.

Anônimo disse...

A discussão sobre ilicitude ou ilegalidade só teria alguma razão se o enquadramento judicial fosse com base nisto. Não há leis sistematizadas em relação a isto, embora já existam jurisprudência com fundamentos semelhantes.
Ela pediu indenização por danos morais, no qual o vazamento de seus dados e a utilização destes para finalidades pessoais incorreu em dano à sua honra e dignidade. Danos morais são casos de múltiplas interpretações. O primeiro juiz entendeu que não houve dano moral pois não considera um convite para sexo de um desconhecido imoral e portanto, não passível de dano à honra. Ela entrou com recurso - que é direito - e conseguiu uma decisão favorável à sua causa. Normal, não sei para que tanto rebuliço.
Mas o fato de utilizar informações como o rapaz utilizou não ser crime, não torna a discussão sobre proteção de dados pessoais inválidas e muito menos torna a sua postura moral, proba e ética. Temos de admitir que nem sempre o Judiciário é a voz da razão e da verdade absoluta e que casos como estes merecem ter mais visibilidade para que o consumidor não seja lesado ou enganado pela empresa.


A.

Helena disse...

Enriquecimento ilícito, senhor Ragnar?
A definição não seria todo aumento patrimonial que ocorre sem causa jurídica?

A moça obteve indenização, que juridicamente não se caracteriza como acréscimo patrimonial, e também não vinda de causa jurídica ilegítima ou inexistente. Ademais, cuidado ao afirmar isso, pois segundo o art 138 do Código Penal, imputar crime falsamente a alguém é considerado calúnia, com pena de detenção de seis meses a dois anos e, multa.

Você pode até questionar o caráter subjetivo da interpretação de danos morais e exigir definições mais objetivas, mas a indenização teve amparo legal no ordenamento jurídico.

Ragnar disse...

Enriquecimento ilícito ou sem causa - o qual eu estou tentando dizer - é aquele que se dá nos casos de indenizações por danos morais. Ou seja, em situações cotidianas e corriqueiras em que a suposta vítima vê uma forma de obter uma indenização. Não é a toa que está cheio de artigos sobre "indústria do dano moral ou enriquecimento ilícito" na internet, especialmente, em sites jurídicos. Basta colocar os tópicos no google quee você encontrará diversos artigos científicos, teses, mestrados, etc. E de forma alguma citei o NOME DA PESSOA e, tampouco, pratiquei calúnia, vez que não imputei a ela fato típico e antijurídico. Apenas falei do fenômeno do "enriquecimento ilícito ou sem causa" gerado pela indústria do dano moral sob o pretexto de "machismo".

Anônimo disse...


a) O BBB é um programa inútil, dali somente saí bobagens que não interessam a ninguém.

b) A conduta do funcionário do banco foi ridícula, a moça lutou pelos os seus direitos fiquei muito feliz com o desfecho do caso.

c) Esta onda conservadora que está tomando o Brasil, quer o Brasil no século XIX, onde mulheres não tinham direitos civis nulos

Ma disse...

Fico imensamente feliz que a moça tenha conseguido reverter a decisão! Uma questão de direito, sem sombras de dúvida. O problema com os profissionais do direito começa na formação, embora uma área de humanas, a maioria esmagadora dos professores são homens. E o ambiente de formação dos profissionais do direito é imensamente machista, para piorar tudo, a principal ideologia de formação é de que a aplicação do direito, veja só, é sempre neutra e imparcial.

Felizmente o perfil do curso vem mudando, há muito mais mulheres agora (embora parcela grande seja conservadora, para não dizer machista), e começam a surgir vários núcleos feministas de alunas. Que eles cresçam muito mais, por que não vai ser uma luta fácil mudar esse antro de machismo que os cursos de direito são.

Ragnar disse...

Não exagere. A mulher moderna já obteve grandes conquistares civis e profissionais. A mulher tem os mesmos direitos que os homens. O conservadorismo não é aquilo que você em novela em que a homem bate, espanca, bate na mesa enquanto os familiares comem calados. Está zuando né, Anon 16:12? O conservadorismo é um modelo político-econômico, fundamentado em valores e princípios basilares da sociedade. Um conservador ou conservadora não acredita em mudanças radicais, pelo contrário, enxerga o ideal de "progresso" como algo prudente e cauteloso, sem que extirpe da sociedade seu próprio alicerce. Edmund Burke, pai dos conservadores modernos, acreditava no direito inalienável à propriedade e o mérito como fundamento da hierarquia. Isto é, um homem ou mulher podem chegar ao STATUS que assim o desejam por seu próprio mérito.

Além disso, nenhum político, até mesmo aqueles mais radicais como Bolsonaro ou Feliciano, defende que a mulher deixe de votar ou seja escrava do marido. Isso é coisa de novela épica da Grôbo. Conservadores modernos são a favor da igualdade de DIREITO plena, sem espaço para interpretações marxistas baseadas no discurso do "oprimido e opressor". Um conservador moderno defende o mérito, seja de uma grande mulher ou de um grande homem.

Anônimo disse...

O cara do banco cometeu um crime, violar as informações privadas com o intuito de constranger a vítima, nem sei o q aconteceu com o cara, tomara q tenha sido demitido, é o mínimo q se espera de um banco ético

E ela ao q parece venceu o processo, recebeu 8 mil de indenização, deveria ter sido mais, onde já se viu, vou num banco, forneço dados pessoas e algum funcionário desse banco usa isso pra me assediar, teria feito O MESMO, é o fim da picada

Anônimo disse...

"O conservadorismo não é aquilo que você em novela em que a homem bate, espanca, bate na mesa enquanto os familiares comem calados."

é isso sim, ah se não fossem as feministas terem mudado este paradigma, pra hj em dia haver cancervadores q bancam os moderados, ai ai

Anônimo disse...

Pera aí, eu vou a um banco qualquer, forneço meus dados pessoais
Um funcionário qualquer desse banco usa os meus dados (indiscriminadamente) para o quê?

Me assediar, me constranger e ainda eu é quem tenho q aguentar calada, pq isso é só um comportamento comum. Tirar satisfações já é exagero, mas engraçado, q quando vão defender linchamento público contra pobres e negros ninguém vem dizer q é exagero.

Pois olha q eu teria feito o mesmo q a moça, e q bom q ela saiu vitoriosa, jamais q eu aceitaria um desaforo desse. Q o babaca do funcionário aprenda no mínimo a ter ética profissional, pq caráter mesmo já vi q vai ser difícil

donadio disse...

"Ainda continua sendo ABSOLUTAMENTE nada sob o ponto de vista legal. No máximo, poderia ser considerada uma falta de educação, falta de etiqueta, ou ainda, um péssimo jeito de se aproximar de alguém. Mas crime? Uns falaram em constrangimento e outros em assédio. O que falei e argumentei é que nenhum crime ou ato lícito está configurado, por mais que berrem contra os machos opressores capitalistas.

End of history!
"

Ragnar, o "ponto de vista legal" não se resume à Lei Penal. Por este motivo, as coisas não se dividem entre "crimes" e "nadas do ponto de vista legal". No caso em discussão, não há ilícito penal. O funcionário não pode ser condenado por nenhum crime, por que não cometeu nenhum.

Mas há uma violação clara dos direitos civis da reclamante. É um ilícito civil. E esse ilícito gera direito à indenização. É por isso que a desembargadora reformou a sentença do juiz de primeira instância, e é por isso que ela está certa e o juiz está errado.

E "history" é História, no sentido de História do Brasil ou História Geral. E "história" no sentido que você quer dar, é "story". Por isso, a expressão correta é "end of story", não "end of history".

Ezco Musaos disse...

"O conservadorismo é um modelo político-econômico, fundamentado em valores e princípios basilares da sociedade"

---> A saber, na prática: machismo, racismo, homofobia, classismo, entre outros valores fundamentais.

Anônimo disse...

"Enriquecimento ilícito ou sem causa - o qual eu estou tentando dizer - é aquele que se dá nos casos de indenizações por danos morais"

Pois é, mas a definição de enriquecimento jurídico, conforme a Helena explicou, juridicamente não é esta. Você pode falar em indústria do dano moral ou whatever, mas a definição de enriquecimento ilícito é obter acréscimo em seu patrimônio (indenizações não configuram) de forma juridicamente ilícita, o que claramente não foi o caso, já que a moça obteve indenização conforme decisão judicial VÁLIDA e LEGAL baseada em ordenamento jurídico pré-existente. Na sua interpretação e a do juiz, não houve dano à honra. Mas conhecendo sua opinião sobre mulheres (conforme acima) dá pra se notar o sexismo que rege seu julgamento. Felizmente, a desembargadora teve uma posição mais razoável.

No mais, acho bom que estas coisas ocorram. Isto significa que o treinamento deste funcionário foi deficiente, ele lesou o nome da instituição, prejudicando-a. É um funcionário despreparado para lidar com o público, inclusive o gerente, que ao ser comunicado do fato nada fez.

André disse...

Essa definição de enriquecimento ilícito vai entrar pros anais (de ânus mesmo) do direito.

André disse...

Essa definição de enriquecimento ilícito vai entrar pros anais (de ânus mesmo) do direito.

Anônimo disse...

pode nao ser crime utilizar dados pessoais de clientes, mas é motivo de demissão em muitas empresas. Trabalhei anos na area de informatica de empresas de telefonia. Spre tive de assinar termos em q me comprometia a não utilizar os dados de clientes para interesse próprio. Estranho esse funcionário não ter sido demitido

Rafael Cherem disse...

Esqueceram que o julgamento em segunda instância é feito por três juízes, alguém sabe como votaram os outros dois? Outra coisa, será que foi relevante ter uma desembargadora no julgamento? Será que ela não julgou apenas com critérios técnicos?

donadio disse...

"banco ético" = contradição em termos.

Anônimo disse...

Dane-se a jurisprudência e as definições de juristas consagrados. Vale mesmo é a definição do Ragnar, não sei pq não colocaram ele pra julgar esse caso.

Anônimo disse...

Não vi muita diferença entre a atitude que você tomaria e a que o funcionário tomou. Simplesmente você NÃO poderia usar os dados da cliente pra dar NENHUM TIPO de cantada nela, difícil entender? Não é por ser uma mulher que está dando em cima que se torna menos invasivo!

Myriam disse...

Aaah, era só o que faltava. Estão colocando GENTE pra trabalhar como atendente de banco!