terça-feira, 19 de janeiro de 2016

GUEST POST: FATMAGUL, UMA NOVELA SOBRE ESTUPRO

Mais de uma pessoa tem me pedido pra falar sobre a novela turca que passando na Band, Fatmagul. No sábado uma leitora até deixou um comentário sobre isso. 
Como eu não assisto a novela (aliás, não assisto qualquer novela há anos, mal ligo a TV), não tenho como escrever sobre ela. Felizmente, a Sylvia, de SP, fã de Fatmagul, me enviou este texto. 

Não sei se vocês conhecem a novela turca Fatmagul, que passa atualmente no canal Bandeirantes. Eu não sou noveleira, tampouco assisto TV (e muito menos canal aberto) e juro que, quando a novela estava para estrear não tive nenhum interesse em assistir, pois ela logo de cara mostraria uma cena de estupro. 
Felizmente, a minha mãe (que assistia a novela anterior, Mil e Uma Noites) foi fisgada pela curiosidade e começou a acompanhar, então todas as vezes que eu a visitava acabava assistindo com ela, e foi aí que acabei me interessando pela história, já transcorridos uns 50 capítulos. 
Passei umas duas semanas assistindo a novela inteira do começo ao fim no Youtube, muitas vezes em turco mesmo. Não entendo nada dessa língua, mas graças a uns capítulos com legendas em inglês ou dublados em espanhol, pude concluir que é uma novela que vale MUITO a pena. 
Se vocês simplesmente lerem a sinopse não vão querer assistir. Assim como aconteceu comigo, vão achar que é mais uma novela banal que romantiza o estupro, mas quando começarem a assistir vão ver que não se trata disso, é uma novela muito bonita e triste, muito digna. Um drama baseado na realidade das mulheres que sofrem/ sofreram estupro, na dificuldade de superar o trauma e reconstruir a vida, na constante culpabilização da vítima e na incansável luta pela justiça. Li que a novela foi adaptada de um livro, que por sua vez é baseado em fato real. 
Fatmagul com o noivo Mustafá
A história: a protagonista, Fatmagul, é uma bela jovem humilde e órfã que vive numa pequena cidade costeira junto com seu irmão, sua cunhada e o sobrinho. Ela está noiva de Mustafá, um humilde porém ambicioso pescador, e tudo o que ela deseja é se casar, ter a sua própria família, cozinhar para o seu amado e viver uma vida de Amélia. 
A terrível cena do estupro
De repente, todos os seus sonhos são destroçados quando ela sofre um estupro coletivo (não preciso nem dizer que é uma cena muito tensa). ESSE é o início de todo seu drama. Ela sofre preconceito, é rejeitada e abandonada pelo noivo (que vai se mostrando extremamente machista) e sua família, silenciada pela família rica dos estupradores (os Yasaran) e pela sua cunhada perversa e oportunista que, juntos, a forçam e a se casar com um de seus supostos agressores, convencida de que é o melhor que poderia acontecer a uma mulher "que não é mais pura". 
Os quatro amigos. Os três da direita
estupram Fatmagul
Para evitar a vergonha, ainda é obrigada a se mudar da sua cidade natal junto com a sua família e esse marido que ela tanto odeia. A falta de escrúpulos dos culpados, que ficam livres e ainda querem se vingar da vítima (que tenta, a duras penas, fazer justiça), faz com que eles afundem um por um no próprio rastro de morte e desgraças que criaram, no desespero de ocultar o incidente e calar Fatmagul. 
Logicamente, por ser uma novela, o romance entre Fatmagul e o marido vai florescendo mas de uma forma sutil e tímida, nos pequenos gestos e olhares, na convivência diária com ele, que faz de tudo para agradar, apoiar e proteger Fatmagul dos constantes ataques dos Yasaran e Mustafá. 
Inclusive é o marido que dá o primeiro passo para denunciar o estupro e incentivá-la a seguir com o julgamento, mesmo sabendo que ele também poderá ser preso (já que, embora ele não a tenha estuprado, estava na cena do crime e era amigo dos agressores). 
E por que mudei de ideia e fui conquistada por uma história tão desgraçada? Porque a novela é bem elaborada e atuada, retratando a todo momento as consequências terríveis do machismo nos dramas pessoais de cada personagem feminina, o sofrimento da vítima de estupro e todo o seu processo lento e delicado de cicatrizar as feridas, a extrema dificuldade psicológica em denunciar, a demora e as complicações burocráticas de se obter justiça. 
Porque mesmo que o amor surja a partir de um incidente tão hediondo, a novela não romantiza o estupro. Aliás, essa maldição nunca é esquecida nem banalizada e até quase o fim da novela causa sofrimentos e é o grande obstáculo na felicidade de Fatmagul. 
Mas o mais legal mesmo é acompanhar a evolução da protagonista, aquela figura retraída, submissa, triste e quase sem ação no começo da novela, que vai se transformando em uma mulher forte, madura, com atitude, reconquistando sua autoconfiança perdida e indo atrás de seus sonhos, tornando-se dona de um restaurante e se permitindo voltar a amar e confiar em alguém.
O que eu não gostei é que a novela é exibida aqui com o título "Fatmagul, a força do amor", sendo o título original algo como "Qual a culpa de Fatmagul?", e claro, da trilha sonora nada a ver que enfiaram na novela (do Bruno e Marrone -- ok, a música pode até ser bonitinha... para uma novela brasileira. Mas não para uma novela turca, que trata do tema estupro!), então acho que acabaram banalizando um pouco aí. 
Enfim, é uma história comovente, de sobrevivência, superação e luta por justiça. Não vou contar o final, mas é arrepiante (um dos melhores desfechos de uma novela, na minha opinião). A quem assiste, espero que esteja gostando. E a quem não conhece, pode assistir que não vai se arrepender.

68 comentários:

Anônimo disse...

Novela mexicana já e fodas novela turca então e fodas em dobro.

E se formos puxar um contexto histórico turco lidando com estupro sendo que o povo e governo turco até hoje definem como nada de errado o genocídio armênio no início do séc. XX, onde dois milhões de armênios cristãos foram mortos por turcos otomanos apenas por serem cristãos e meninas armênios cristãs eram estupradas e crucificadas, e no mínimo hipocrita

Kittsu disse...

Vão estudar pro teste de artes, seus moleques chupadores de pé de mesa.

Anônimo disse...

Uma novela que não banaliza o estupro, juro que achei que morreria sem ver isso. Obrigada aos autores do livro e da novela, finalmente!

11:56 e os senhores cristãos que queimaram milhões de pessoas nas fogueiras, que até hoje negam e não veem nada de errado em encobrir casos de pedofilia e estupro cometidos pelos padres e pastores, nem em picaretas tirando dinheiro dos fiéis e se metendo em falcatrua no governo. Oh, e não esqueçamos a luta desesperada dos auto denominados seguidores de Cristo para que minorias como homossexuais e adeptos de religiões não cristãs continuem privados de respeito e de direitos civis. Que tal dar uma olhadinha no seu teto de vidro extra fino antes de jogar pedras nos outros, hum? Afinal, já tá mais que provado que, em se tratando de machismo, cristão, muçulmano, ateu, espírita, cultista de Chtulu é tudo a mesma merda.

Anônimo disse...

Gente, não é demérito nenhum assistir novela e tv aberta, não precisa inventar que viu na casa da mãe.

Anônimo disse...

Banalizar o estupro é sair acreditando sempre que uma piriguete diz que foi estuprada, existe uma diferença entre dar a xereca bêbada e depois se arrepender e forçar uma pessoa a fazer sexo sem que ela queira. Mas as feministas botam essas duas situações na mesma categoria, incentivando mais piriguetes a mentirem que foram estupradas quando se trata de arrependimento de sexo. A doutrinação é tanta que as próprias piriguetes acreditam que foram estupradas quando elas mesmo abrem as pernas sem que tenha havido qualquer tipo de violencia ou ameaça.
Saber separar sexo forcado e sexo bêbado e arrependido é essencial para terminar com a banalização do estupro

Murilo disse...

"Assim como aconteceu comigo, vão achar que é mais uma novela banal que romantiza o estupro"

Caramba,como assim? Novelas que romantizam o estupro? Feminista delira.

Anônimo disse...

Faz tempo também que não assisto uma novela e eu ADORO novelas, mas nenhuma está me conquistando. Tentei até assistir a estréia da nova novela das 6 ontem, mas teve tanto coisa machista - a mãe querendo obrigar a filha a casar com um velho endinheirado, o avô mandando jogar o neto num rio porque a filha tinha engravidado sem casar - que dá até desgosto de ver. Eu sei que a novela se passa nos anos 40 e isso acontecia de verdade, mas não sou obrigada a achar divertido assistir.

Anônimo disse...

Além de ter duas mulheres no comando acho que uma é diretora da novela

Anônimo disse...

Alguém assiste essa novela?

Anônimo disse...

Tem um site em que se possa assistir a novela pelo menos com legenda em inglês?

Anônimo disse...

Sem contar os atores que são lindos.

Anônimo disse...

Essa novela passa na band 7:30 da noite.

Anônimo disse...

Murilo, em que mundo você vive?
A minissérie que acabou de passar Ligações Perigosas romantizou o estupro que o personagem do Selton Melo cometeu. Sabe o que aconteceu depois que a personagem da mocinha ingênua foi estuprada por ele? Ela se apaixonou e começaram a ter um romance secreto...

Homem delira mesmo. Caia na real, idiota!

Anônimo disse...

Lembro de uma novela chamada Doña Barbara em que ela foi estuprada por 5 homens, quando ela cresce ela se vinga de um por um, e mata todos kkkk.

Mila disse...

Infelizmente as telenovelas brasileiras perdem a chance de problematizar o estupro e incentivar a denúncia. Lembro da última novela de Manoel Carlos, Em Família, em que a personagem Neidinha sofre um estupro coletivo numa van (o autor diz ter se inspirado no caso da turista americana), mas não denuncia, engravida e tem uma filha do estuprador. Infelizmente, as tramas brasileiras tendem a romantizar estupro, fazendo com que a vítima "se apaixone" pelo agressor ou romantizando as relações que seriam configuradas como estupro mediante fraude.

Anônimo disse...

Talvez a romantização do estupro exista pq o brasileiro quando não é conivente, ele relativiza estupro. Apesar de uns clamarem por castração química ou que "vire mocinha" - e aí a gente já nota como é natural a estuprada ser mulher - eles, no fundo, ainda acham que a moça facilitou, deu mole, não devia ter passado àquela hora ou naquele local. Uns ainda se assumem mais e levantam dúvidas se a vítima na verdade não se arrependeu ou acusou de estupro o honrado homem.

Fabianaaaa disse...

Alguém aqui vai comentar sobre as telespectadoras que ficam tentando justificar a loucura, manipulação e covardia do Mustafá sendo que o cara foi se mostrando cada vez mais um crápula de marca maior e a própria Fatmagül ter dito que a única coisa boa da violência que ela sofreu foi ele ter abandonado ela?

Mara disse...

Eu acredito que o roteirista dessa novela é o Marcelo "suco del" Valle e seus asceclas sanctos. Só uma trupe desse calibre pensaria em fazer uma novela sobre estupro. Eu vi que eles estão reagrupando a antiga turma em um servidor russo. Se prepara porque vem novidade pela frente. Quem não sabe a Rússia é um dos países mais racista do mundo, vários movimentos de supremacia branca atacam .... pasmem .... os brancos não tão brancos que habitam os antigos satélites soviéticos. E o presidente Putin é um famoso machista mascu com andar másculo porta arma do lado direito.

O filme mais radical sobre estupro que eu já vi é a série 1, 2 e 3 chamado:

Doce Vinganca - I Spit on Your Grave

Esse filme é tão polêmico que o público principal foram homens problemáticos em busca do tesão do estupro e mulheres estupradas em busca da vingança. A melhor crítica publicada na mídia foi "remake desprezível de um filme desprezível". Não sei qual é o mais macabro. O original de 1978 ou as versões com sadismo extendido que vieram após o sucesso do remake de 2010.

Em todo caso, o filme do coração dos mascus sanctos é o impagável Rampage de 2009. O roteirista, diretor alemão Uwe Boll é um desses caras desconhecidos que resolve fazer uma coisa polêmica para ficar famoso. Esse é o típico filme que deveria ser censurado no Brasil ou em qualquer lugar do mundo. Não só mostra a vida de um sancto, mas ensina como ser um.

Ezco Musaos disse...

Sobre o título brasileiro brega que deram à novela, não é de se admirar. Muitos filmes já tiveram a mensagem principal distorcida por conta de muitas adaptações medonhas que fazem nos títulos.

Anônimo disse...

Eu gostei da novela das 6, a gente vê machismo ali tudo bem, mas em malhação que chega a ser absurdo!!
Eu vejo as das 7 totalmente demais.
A principal é quase abusada pelo padrasto, mas a mãe dela mesmo assim continua com o padrasto e ainda culpa a filha, fico pensando que deve ser bem comum.

Fabianaaaa disse...

Novela, livro, videogame, filme, série, é tudo entretenimento. O que destaca mais um desses produtos é a realidade refletida nele e como ele muda, seja para o bem ou o mal, quem o consume. Volta lá pra o entretenimento que você prefere então e para de encher o saco.

Anônimo disse...

Gente off topic , alguém já assistiu Narcos ? tô pensando em ver, mas se não for tão boa não vou baixar. Eu nem gosto dessas histórias assim digamos masculinas, de violência , acho um porre mas essa série me interessou.

Anônimo disse...

Brasil é o 5 país que + mata mulher... Mais uma pro nosso ranking!

Ezco Musaos disse...

"Novela é só entretenimento, nada mais. Os frequentadores desse blog são adictos a feminazismo e precisam ver taras ideológicas em tudo, senão entram em abstinência..."

---> Não, verme alienado. Novelas não são simples entretenimento. Novelas são a representação de determinados discursos sociais e, no caso das novelas brasileiras, o discurso defendido geralmente é o dominante, sempre reforçando machismo, racismo, misoginia, homofobia, classismo e outras coisas bem ao gosto de "gente" orgulhosa da ignorância, como você. Tem orgulho de ser um lixo alienado? Beleza, mas não vem cagar pelos dedos no blog alheio. Vai tomar vergonha na cara, vai.

Ana disse...

Eu vejo e a novela é maravilhosa, eu vi em espanhol porque não aguentei esperar passar tudo aqui e to vendo de novo pela TV.
Mostra muito o machismo podre, a fatmagul é estuprada e todo mundo pensando na própria reputação, porque agora ela estava usada e n servia pra mais nada, por esse motivo o noivo largou ela incentivado pelos pais babacas dele, o pai dele chegou ao cúmulo de dizer que se tivessem um filho ele n teria como saber quem é o pai porque ela estava usada!??
Os estupradores armando de tudo para escaparem da cadeia mas no final se fodem bastante, ri muito, ela recebendo muito apoio da mídia apesar de sempre ter os babacas.
E o kerim, meu Deus.... lindo, romântico, o ator é tão bom que só o jeito que olhava para ela parecia apaixonado de verdade, n foi perfeito mas teve a maior paciência para conquistar ela aos poucos. Ele denunciou a merda toda por sentir remorso por tudo que aconteceu e que dura a novela inteira e para provar para ela que a amava de verdade.
E a fatmagul também, ótima atriz, no começo da novela dava até para sentir o ódio q ela tinha por ele.

Ana disse...

E aquela música do Bruno e Marrone é de doer, estragou várias cenas com essa música pqp! E a dublagem é um fiasco, raramente passam emoção na voz.

Anônimo disse...

Feminazismo?
as mulheres morrem mais POR HOMENS! (vide 16:06) e nós é que somos nazistas.

Eu acho esses caras são loucos, vivem querendo disfarçar as coisas, dizer que tudo é mentira, Outro dia teve um comentário aqui do namorado de uma garota, que dizia PRATICAMENTE: que o ciclo de vida da mulher era dar o golpe do báu!!! como se as mulheres não estudassem nem trabalhassem, ficassem só se maquiando e indo pra festa atrás de uma ferrari.

Anônimo disse...

Esse Kerim é queridinho pelas mulheres ! até eu que não achava ele essas coisas antes, agora de vez em quando boto lá na band, pra admirar sua beleza, já que por aqui não vejo muito homem desse tipo. Eu já futiquei até o insta dele. É por isso que muita mulher corre atrás de mulçumano, porque eles são formais, sérios, mas pode ser uma faca de dois gumes, na maioria das vezes é!

Mundo da Lu Roque disse...

Comecei a assistir essa grande novela já do capítulo 100 pra lá, pois a temática estupro me assustou e preferi não ver de início, mas depois de assistir uma noite, fiquei curiosa e passei a assistir pela internet desde o capítulo 01 e olha que grande surpresa. A novela trata de um assunto abominável, mexe com a gente e achei muito forte quando Fatmagul fala para o policial, assim que ocorreu o crime, que não tem o direito de falar nada e nem o direito de se queixar. Mais adiante, ela já está mais fortalecida e diz que quer voltar a amar, confiar e ser um ser humano normal. Após mais uma decepção, sua grande amiga e confidente a implora para ela não desistir da terapia pq se magoou com o Kerim (o esposo), e Fatmagul responde que ela não vai desistir, que ela quer se curar por ela. Achei forte, achei lindo. É comovente toda a determinação da personagem, que voltou a estudar, trabalhar e busca a todo custo por justiça. Vale muito a pena assistir Fatmagul.

Anônimo disse...

A novela parece ser boa. Mas trilha sonora do Bruno e Marrone é demais pra mim. É um estupro auditivo.

Anônimo disse...

A minissérie que acabou de passar Ligações Perigosas romantizou o estupro que o personagem do Selton Melo cometeu. Sabe o que aconteceu depois que a personagem da mocinha ingênua foi estuprada por ele? Ela se apaixonou e começaram a ter um romance secreto...

Falta de leitura sua, no original isso acontece, a série foi só uma adaptação.Já pensou que o "amor" da personagem pode ser o jeito que ela trabalhou o estupro?

Fabianaaaa disse...

No livro ela se apaixonada ao ser seduzida, não por ser estuprada. Será que lemos o mesmo livro? Não tinha estupro nenhum no que eu li.

Anônimo disse...

Também acho, ezco.

Anônimo disse...

Violência contra as Mulheres no Brasil em nºs:

. De cada 10 homicídios vitimando mulheres, 7 são praticados por homens que possuem vínculo emocional com a mulher (marido, noivo, namorado, pai, irmão, etc.)

. Quase 1/3 das mulheres brasileiras já sofreram agressão por parte de seus maridos, noivos, namorados.

. 1 em cada 5 mulheres será vítima ou sofrerá tentativa de estupro até o fim de sua vida.

. A cada 10 minutos, uma mulher é agredida no Brasil, e a cada 20 minutos, uma é estuprada.

. Mulheres levam de 9 a 10 anos para “denunciar” as agressões.

. A violência contra as mulheres custa ao país 10,5% do PIB. (Flávia Piovesan e Sílvia Pimentel)

. Casa toma 25 horas por semana da mulher. Estudo do IBGE mostra que homens gastam 9,8 horas por semana em tarefas domésticas, como limpeza e cozinha.

. As mulheres recebem salário 30% menor do que o dos homens na América Latina. (Notícias Uol, 09 ago 07)

. Homens são mais felizes do que as mulheres. (FSP 24 ago 07)

. Em 2001, 1 mulher a cada 15 segundos mantinha relações sexuais forçadas; 1 a cada 30 praticavam atos sexuais que não lhes agradavam. (Fundação Perseu Abramo)

Anônimo disse...

Nós mulheres somos as escravas dos escravos. Até um escravo homem era mais livre que a mulher e ainda a oprimia.

Anônimo disse...


“A maior maldição que pesa sobre a mulher é estar excluída das expedições guerreiras. Não é dando a vida, é arriscando-a que o homem se ergue acima do animal; eis por que, na humanidade, a superioridade é outorgada não ao sexo que gera a vida e sim ao que a mata. Temos aqui a chave de todo o mistério.”
-Simone de Beauvoir

Anônimo disse...

Pra anon que quer saber de Narcos:

Segundo episódio já tem cena de estupro coletivo, com direito a imagem da mulher sangrando cheia de hematomas e desmaiada no chão, enquanto os caras bebem, fumam, jogam cartas e riem dela, perguntando quem vai ser o próximo e abaixando as calças. A objetificação da mulher é constante em toda a série, não só nessa cena.

Não gosta de séries "masculinas" com violência? Pff, nem chegue perto de Narcos. Tem cena de execução a queima roupa, cena de enforcamento coletivo, tortura, cadáveres decepados expostos, gente sendo metralhada, crueldade com animais (implícita ou com efeitos especiais, lógico). Sabe traficante ou PM do Rio quando quer se vingar de alguém? Pois então.

Isso que só assisti dois episódios, parei depois dessa cena do estupro. Mas é aquela história, era a realidade da época e do local.

Anônimo disse...

VC falou algo que me fez pensar nas escravas, elas deviam alem de serem exploradas pelo branco ser explorada pelos homens Negros, fazendo todo serviço DAs senzalas. Alem de serem estupradas.

Sara disse...

Ué mas vocês n juram q n existe isso de erotizar/romantizar opressão? Qual é a diferença de se apaixonar por um estuprador e se apaixonar por um homem qualquer q mais cedo ou mais tarde vai te oprimir, te tratar q nem lixo? já q homem q n seja machista é raro.
E vejo mulher babando por esse kerim... o cara n estuprou mas foi ele q agarrou a mulher é entregou aos estupradores e depois ficou olhando a merda toda acontecer. Ta mais do q provado q mulher só fica com homem pela síndrome de Estocolmo q o patriarcado nos ensina, por isso são capazes de adorar um personagem desses só pq choraminga e se diz arrependido, se ele fosse o estuprador n duvido nada q ia acontecer o mesmo.
Nojo!!!!

Meu descobrir disse...

Falou o estuprador...

Fabianaaaa disse...

Acho que a verdadeira opressão acontece quando o oprimido deixa de fazer qualquer coisa por medo de ser oprimido.

Anônimo disse...

"Gente off topic , alguém já assistiu Narcos?"

Eu vi Narcos. Também não estou assistindo mais essas séries "masculinas", só vi essa porque o Wagner Moura faz e eu sou fã dele. Tem uma cena de estupro nessa série também A série tem muitas cenas bem violentas de maneira geral. O tal do Pablo Escobar é um psicopata completamente alucinado. Tem poucas personagens femininas de destaque o que deixa a série um pouco entediante pra mim. Eu assisti por causa do Wagner, mas a série não vai fazer falta na sua vida se você não assisti-la.

Anônimo disse...

Não li o tal do livro que inspirou a minissérie Ligações Perigosas então quem leu por favor me confirme. Não tem mesmo cena de estupro no livro? Por que os roteiristas gostam tanto de inventar cena de estupro onde não existe mesmo que estejam adaptando uma merda de um livro???? Fizeram o mesmo em Game of Thrones - que eu também não li, mas não tem cena de estupro entre o Drogo e a Kahleesi.

Deve ser pra agradar o público masculino, né? O feminino é que não é.
Nojo.

Anônimo disse...

eu achei muito boa! atuações ótimas e uma boa dose de veracidade histórica. e eu acho que ela dá uma janela muito boa ao humanizar e ao mesmo tempo demonizar o Pablo Escobar e os agentes do DEA e os EUA. Achei bem interessante por isso, nuances; ninguém é totalmente horrível nem totalmente bom. Fora que a fotografia e a trilha sonora, caracterização são ótimas. Eu adorei, mesmo. E pra mim não é uma série masculina de violência... Eu diria que é uma série que retrata um período social violento e tenso na Colômbia. É que nem não querer ver filmes sobre o nazismo. Não sei, eu gosto muito do gênero e gostei muito da minissérie.

Anônimo disse...

Anônimo LIXO das 14:06

Entenda o seguinte...
Mulher freira ou "periguete" se ela tiver bêbada e vc não, é estupro e parte de justificar crime seu lixo misógino!!

Anônimo disse...

21:45, Game of Thrones tem cena de estupro entre o Khal Drogo e a Kahleesi no livro sim, só a primeira vez deles é "bonitinha" (com muitas aspas porque ela o tempo todo diz não, e só muda de ideia depois que ele já bolinou ela pra caramba. No melhor sentido de "passar a mão não é abuso, sexo é só penetração" ou "tá falando não pra fazer charminho". Ainda que combine com a construção dos personagens, tenho nojinho da cena). Depois passa pra trechos com a Daenerys toda machucada pelo Drogo transar com ela do "jeito Dothraki", com ela de quatro (nada contra, eu adoro a posição, mas no livro os dothraki jogam as mulheres de quatro e penetram elas violentamente pra mostrar poder, mesmo). Ela só volta a ser agente no sexo quando, antes dele colocar ela de quatro, ela o leva pra um lugar público (porque os dothraki acreditam que tudo honroso deve ser feito à vista de todos; Drogo estuprava a Kahleesi mas não obrigava que fosse em público) e ela fica por cima dele e dita o ritmo. Só a partir daí podemos dizer que ela não estava sendo estuprada, mas todas as vezes entre a primeira deles e essa última, sim, ela era estuprada no livro também.
Pois é, o que me deixou mais emputecida com a cena do estupro na série (que acontece no livro, mas com outra personagem no lugar da Sansa) foi focarem a porra da cena no Theon. SÉRIO QUE VÃO FOCAR SOFRIMENTO DE UM ESTUPRO NO CARA ASSISTINDO E NÃO NA MOÇA ESTUPRADA?? Na linha de "o horror, o horror, o marido/pai/irmão teve que assistir o estupro, coitáááádo dele". Galera, ok, é realmente uma merda presenciar um estupro e não poder fazer nada. Mas é um pouco pior SER ESTUPRADA. E saber que seu marido/pai/irmão tá assistindo. Ok dar uma luz na agonia do Theon vendo a cena, mas podemos focar na Sansa? Brigada. Além de que, foi descontruir uma personagem que estava se fortalecendo na livro e jogar ela de volta no papel de sonsa que só pode chorar e esperar ser resgatada.

Anônimo disse...

E homem também

Anônimo disse...

Anon, eu enxerguei o fato de focaram no rosto do Theon de forma positiva. No estupro da Kahleesi eu não preciso nem dizer que o rosto dela chorando é usado até como capa de página misógina. Não acho necessário que além de tirarem um estupro do chapéu pra colocar na serie ainda tinham que mostrar a cara dela sofrendo. Mas entendo quem interpreta de outra forma.

Anônimo disse...

Sobre a violência contra mulher não podemos confiar nem nos nossos vizinhos, provavelmente ela abriu a porta por descuido e deu nisso.

http://extra.globo.com/casos-de-policia/jovem-encontrada-morta-facadas-em-casa-em-santa-catarina-17723504.html

Gabriel Nunes disse...

Eu gosto de novela, acompanhei várias e quero questionar o argumento utilizado para diferenciar a novela turca, o de "não romantizar o estupro". Que novela brasileira fez isso? É uma dúvida real, sem sarcasmo ou irônia. Das minhas experiências com teledramaturgia nunca vi um estupro romantizado. Pelo contrário, é uma situação de sofrimento para a personagem feminina, o autor do abuso sempre é o vilão, deixando claro que tal ato é proveniente de um desvio de caráter (não me recordo de nenhum mocinho estuprador).

Sou consciente da existência da cultura do estupro e suas manifestações, mas não as enxergo na novela brasileira. Aceito o fato de que a turca se destaca por partir do estupro para o desenvolvimento da personagem, sendo a superação do fato a sua motivação e servindo assim de denúncia e incentivo às vítimas enquanto a nacional tem raízes bem machistas. Porém não vejo manifestações desse machismo na forma estupros românticos. Ele se observa, por exemplo, em representação de mulheres fracas e delicadas em contraposição a homens fortes e decididos, ou na ideia de que tudo o que uma mulher precisa é do amor de um homem.

Parabenizo Fatmagul por trazer a tona um assunto tão importante e é uma pena que esse tema não tenha sido profundamente abordado por um autor da Globo, mas por outro lado me parece claro que o estupro não daz parte do arsenal romântico das tramas brasileiras.

Valéria Fernandes disse...

Não assisto novela dublada, me dá nervoso, enfim, mas Fatmagul me deixiu tentada. Não sucumbi, sei que a Band está censurando a trama, considerada pelo MP "pesada para a classificação indicativa". Imagino que seja boa a nivela, sendo que o formato impõe certas restrições e topos, agora, algo que eu já tinha pescaeo pelas chamadas é que o marido era um dos estuoradores... OK, ele só estava lá (SÓ), mas é um recurso romântico cruel para tentar justificar algo que acontece na Turquia, acontecia, aqui, no Brasil, e na maioria das sociedades patriarcais, que é obrigar a vítima a se casar com o estuorador. Não consigo lançar um olhar tão positivo para a história por conta disso. Obviamente, poderia ser pior, Fatmagul poderia ser morta para lavar a honra, mas aí, não seria novela, seria o noticiário normal de um Paquistão, ou até uma Turquia.

De qualquer forma, é bom ver outros países com novelas aqui, quem sabe nossos novelistss começam a r3pensar os cânones e produzir histórias melhores. Sim, eu acompanhi novelas, vejo jm capítulo ou outro, leio os noticiários e vejo praticamente toda nivela de época que pasee na TV. Santa internet ajuda.

Valéria Fernandes disse...

No livro, Ligações Perigosas acontece como na série. Sedução e estupro não eram coisas tão dife3entes antes do orimeiro ser romantizado e o segundo receber seu nome como deveria. A questão é, Valmont não queria 1ue Cecille abominqsse o sexo, a idéia dele e da Marquesa era de que 3la se tornasse uma devassa. Daí, é uma violência ponderada, medida. Cecille precisava acreditar que queria, que semore quis. O problema são as chamadas que a Globo fez a cena estava de acordo com o livro e as adaptações cinematográficas, que eu reckmendo, aliás.

donadio disse...

"VC falou algo que me fez pensar nas escravas, elas deviam alem de serem exploradas pelo branco ser explorada pelos homens Negros, fazendo todo serviço DAs senzalas. Alem de serem estupradas."

As senzalas eram rigidamente segregadas, as mulheres ficavam separadas dos homens.

Valéria Fernandes disse...

Desculpem os erros de digitação. Estava no tablet e digitando rápido demais.

Anônimo disse...

Na vdd, o que já li a respeito de desigualdade entre homens e mulheres escravos é que os primeiros tinham uma expectativa de vida menor (trabalhos mais extenuantes, além da parada do escravo reprodutor tbm) e eram libertados muito depois de suas companheiras, principalmente no final do período de escravatura. Alguns autores citam isso como um dos fatores para que a concepção burguesa do casamento, e das diferenças evidentes de socialização entre mulheres brancas e negras (trabalho, relacionamento, noção de constituição de família, estudos) fossem processos distintos entre brancas e negras. Um exemplo para ilustrar: devido à situação que eu citei, não era esperado que negras que já trabalhavam e tinham de cuidar sozinhas de seus filhos tivessem a mesma socialização de brancas, sem filhos, dominadas pelo patriarca da família e orientada ao casamento.

Anônimo disse...

23:28, também acho que focar na Sansa chorando não teria sido solução muito melhor. Mas creio que poderiam fazer jogos com as câmeras que mostrassem o sofrimento do Theon sem deixar de destacar que o foco ali era a Sansa. Poderiam ter dado um giro no quarto e depois mostrado só a sombra do Ramsay e da Sansa. Ou só a cama balançando. Ou ter passado pelo rosto do Theon e focar numa Sansa resoluta (e não chorosa). Ou deixado a cena toda subentendida, como foi no livro. Mas colocar a Sansa na cena já achei uma pontinha de machismo oportunista (porque calhou deles mudarem a história dela no livro por acaaaso quando a atriz completou 18 anos), e daí a fazer com que o estupro fosse fortalecimento do Theon, e não da Sansa, não desceu legal. Mas enfim, continuo assistindo a série ^^

Elaine Ferreira disse...

Concordo com vc Sara, em genero, número e grau. Não existe perdão para o que ele fez e ponto, eu sou só asistente e não aceito não vejo a palavra marido. Não surge ninguém para opinar e dizer a ela para se separar dele e tentar ser realmente realizada fora daquela relação doente. Ele que se trate e va ser feliz em outro lugar.
Entendo que é uma novela é necessário a gota de romantismo.Mas deveriam arrumar outro casal.

Alexandre disse...

Os estupradores, em grande parte, mostram-se agitados, inquie­tos e explosivos. Tem sido relatado que a inteligência do estuprador é mais baixa que a média da população. Essa deficiência mental tem sido atribuída a fatores genéticos ou a lesões cerebrais sofridas du­rante a vida pré ou pós-natal. Eles têm, principalmente, menor com­preensão verbal e social. Com frequência, fazem uso de álcool e de drogas, agravando a sua já reduzida capacidade de lutar contra seus impulsos.
Sempre comento aqui, que considero um erro atribuir todo e qualquer comportamento violento ao 'machismo' . entendo por machismo como a supervalorização da cultura masculina, tão somente. Ao que parece, estes indivíduos possuem traços de psicopatia e a luta das feministas pode ser em vão, a medida em que não atacam o verdadeiro problema. Indivíduos com estes traços sempre existiram e gerações vindouras irão ter estes elementos em seu seio. Eles não possuem empatia e nem o menor remorso pelos seus atos, e, portanto, não se sensibilizaram com esta causa. Prender todos? Castração química? Acho pouco provável que resolva.

Sara disse...

Verdade Elaine, seria muito melhor mostrar ela se recuperando por ela mesma, mas como sempre mulher n vive sem homem e a mudança dela foi graças ao próprio agressor q mimimi se arrependeu e amava muito...

Anônimo disse...

Alexandre, acho que o ponto em que mais relacionamos ao machismo são as diversas situações em que ocorre o estupro e o contexto onde ele está inserido. Não dizendo que não exista, até pq não sou da área, mas é mais fácil identificar anomalias psicobiológicas em indivíduos que cometeram crimes de estupro em situações incomuns (alguns tipos de necrófilos, estupradores em série, pedófilos) pois são segmentos com uma literatura médica um pouco mais desenvolvida.
Ainda há pouco entendimento e consequentemente pouca literatura científica acerca de outras situações que o estupro ocorra, fora a do "estranho no beco". Estupros matrimoniais, dentro da família, estupro em mulheres embriagadas e sem capacidade de consentimento, estupro em pessoas com algum tipo de deficiência que não lhes permita consentir... Pode não ser a causa principal, mas a cultura do estupro (essa sim, onde o machismo está inserido) incentiva que o estupro ocorra ou quando ocorre, favorece o silÊncio da vítima e a omissão das autoridades policiais. Por exemplo, uma mulher que é estuprada dentro do casamento pelo marido. Dependendo de onde ela estiver é socialmente aceito que ela deve cumprir seus deveres matrimoniais e que deve obediência ao marido (o homem como dono da mulher = machismo); ela é instigada a não denunciar, isso se tiver consciência que sexo nestas circunstâncias é um tipo de estupro. Acabar com o casamento? E as crianças vão ficar sem pai? Como vai fazer para comer sem ele? Todos estes impeditivos geralmente advém da cultura de superioridade masculina (o cara que proíbe a mulher de trabalhar ou a mulher que acredita que seu dever é cuidar do lar, a dependência financeira é um fator importante para a não denúncia).
Outro exemplo: Assuma que um homem foi estuprado enquanto estava embriagado. Desconheço a assistência masculina, mas acredito que os casos de subnotificação se devam à vergonha do homem denunciar que sofreu estupro de outro. Homens são socializados para serem fortes e independentes e qualquer sinal que ele se equiparou a uma mulher (a fragilidade da situação em que ele se encontrou). Já vi casos que o sujeito colocou em dúvida sua própria sexualidade ao ser estuprado, pois não "é coisa de homem".
Se acredito que conseguiremos zerar o número de estupros? Claro que não. Estupro é ferramenta de poder, os laudos de criminosos sexuais ratificam o estupro como uma forma de exercer poder sobre outrem (vide as maiores vítimas são virtualmente indefesas: mulheres, crianças, idosos, deficientes mentais). Mas atenuarmos e acabarmos com a cultura do estupro diminuiria muito mais os casos de subnotificação e justificativa deste crime.


A.

Cacau disse...

Anon 16:20, nem na Turquia é comum homens parecidos com o ator da novela, dá uma olhada neste vídeo feito por uma brasielira que mora em Ancara: https://www.youtube.com/watch?v=Od1IZ-yu3L8&list=PLhuZcjoP1vLhpvk9OVXjikQf8jDiOdeB3&index=1

Não assisto a novela, mas me pareceu um estupro romanceado, sim, porque o marido dela estava presente na cena, segundo o que descreveram aqui. Além disto a cultura brasileira é muito diferente da Turca, espero que a novela, lá, ajude a mudar a mentalidade da população (meu colega turco disse que a esposa dele gosta da novela).

Anônimo disse...

Assisti o vídeo comentado sobre a novela, interessante: https://www.youtube.com/watch?v=R8DIJPeHBLA&index=5&list=PLhuZcjoP1vLhpvk9OVXjikQf8jDiOdeB3

Anônimo disse...

Óbvio que se tivessem assistido a série inteira como a autora do post fez não viriam falar tantas bobagens! Isso de estupro romantizado que algumas pessoas insistem em dizer é até questionado na própria história, quando o caso da Fatmagul se torna pública e algumas pessoas passam a ver o casal com indignação, (SPOILER) até mesmo quando a Fatmagul começa a prestar ajuda a uma vítima de estupro a moça questiona 'por que ela continua com esse homem' e ela tenta explicar que as coisas não são como parecem. E o Kerim se sente culpado até o último capítulo, nada a ver isso de 'mimimi o cara dá umas choradas e é perdoado'. O outro que tbm não conhece a história fica procurando qualquer coisa no youtube pra usar de argumento só p/ desvalidar o texto, kkkk... Os atores nem parecem turcos?? E o que isso tem a ver? Por acaso os atores e atrizes das novelas daqui são todos padrões de beleza da maioria da população? Se desconhecem a história toda não adiantam tentar distorcer! Uma pessoa q sofre estupro tem que ser eternamente amarga, infeliz passando o resto da vida com ódio no coração?? A Fatmagul tem todo o direito de ser feliz e de escolher quem ela quiser, poderia ter sido qq pessoa mas escolheu ficar com o Kerim pq todas as vezes que ela precisou de ajuda, de força, de alguém pra se apoiar e reerguer e sair do mar de sofrimentos ele estava lá estendendo a mão. Quando ela começa a gostar dele ela tenta resistir e chega até a dizer que não quer isso pq é como se ela estivesse se traindo, e ele não força pq sabe que não é merecedor do amor dela!

Anônimo disse...

A novela é realmente muita delicada e assertiva ao tratar do estupro, das relações de poder econômico e masculino. O fato principal tanto para ocorrer o estupro, tanto para sua impunidade são as relações de poder econômico, que levam os rapazes a estuprar uma moça sem sobrenome de respeito e importância social, e a família destes a tratar o tempo todo o crime como um "deslize de moços, um exagero no momento da diversão" e, apesar da cultura diferente, como são tratados aqui no Brasil os jovens de classe mais abastada que cometem esses "deslizes"? Outra questão é ver a sutileza ao tratar o papel da mulher, todas as mulheres na trama, em todas as classes sociais, são de certa forma oprimidas pelo poder masculino, aceitando suas decisões mesmo sofrendo e se calando. A única personagem feminina, que foge a essa opressão, tem voz ativa, ao ponto de ser o ponto de equilíbrio de Fatmagul, é a mulher que ficou "para titia", mas que por outro lado também sofre gracejos pela sua condição de "mulher sozinha". As mulheres estrangeiras, também são tratadas como mulheres empoderadas, donas de si, talvez por não estarem sob o julgo/proteção daqueles homens. Mas é interessante ver a maneira como as mulheres são desacreditadas pelos homens ao querer apoiar Fatmagul, são tratadas como loucas, adúlteras, prostitutas, feministas enganadas, e o tempo todo a um homem tirando a voz destas. E a repercussão do crime não é tratado só do ponto de vista da vítima, as consequências repercutem para as famílias dos criminosos, as mães, apesar do apoio aos filhos, se calam mas percebe-se a vergonha no silêncio angustiado. E, apesar da trama começar em um momento de celebração e extrema alegria, tudo isso vai se perdendo após o crime. E, apesar de todo o sofrimento de Fatmagul, que se cala diante de tudo que lhe acontece, fecha-se o tempo todo, ela vai aos poucos tomando uma nova consciência de si e de sua história, passa a ser realmente protagonista, e ao enfrentar gente tão poderosa ocorre algo muito maior e a repercussão do seu caso leva coragem para mulheres vítimas de abuso. E acho que o fato de retratar o abismo que se afunda os agressores e suas famílias coniventes, ao mesmo tempo em que apesar de todas as dificuldades, Fatmagul vai se reconstruindo se redefinindo, casa com a questão do título original: que culpa tem Fatmagul? Nenhuma, e é quando ela se convence disso que segue adiante.

RITA RONUSOL disse...

Adoro essa novela, não assistir mil e uma noite, estou assistindo agora em um blog, Fatmagul comecei do capítulo nove, e gostei,e falei para mim mesma, não perco mais, pelo youtube, assistir os primeiros capítulos e desde então não perco, estou baixando para mim, pois é uma novela excelente, amo Kerin e Fatmagul juntos, Kerin é lindo demais! babo... Os artistas são de primeira, trabalham super bem! Ansiosa por Sila, adoraria que a Band virasse freguesa das novelas turcas, só assistia as mexicanas no SBT, Globo não assisto de jeito nenhum, Record nem pensar! Me tornei fã das novelas turcas.

Anônimo disse...

Tem um canal no you tube se chama sobrevivendo na Turquia e a autora postou a verdadeira historia de Fatmagul. Bem triste e muito diferente da novela

Tati Bruxinha disse...

Fatmagul é uma estória sobre a luta de uma mulher em meio a uma comunidade extremamente machista. Me surpreendeu demais os atores. Diferente das novelas mexicanas, os atores são muito bons! Gente, o ator que faz o irmão da Fatmagul é simplesmente sensacional! Óbvio que deve ter sido um pouco modificada para a TV, é preciso mais romance que realidade nesses casos. Já esta que começou agora, Sila, achei os atores péssimos, sem expressão. Fatmagul esta na fase final e quero muito encontrar o livro para ler. Fazia muitos anos que não assistia uma novela que não se passava "em cima de um colchão", a estória é boa, os atores são excelentes. Uma verdadeira estória real, que nos passa a dor, a luta, o sofrimento e batalha que é realizada em qualquer lugar do mundo para que os culpados sejam punidos. Gostei muito de conhecer as melhor as tradições do país, radicais? Sim, mas em menor ou maior escala, todos os países ainda tratam este assunto de maneira muito cruel.

Anônimo disse...

vcs estao por pora turquia e o pior pais para estrupo