quarta-feira, 22 de julho de 2015

FEMINICÍDIO: DO DISCURSO AO ATO

Num post sobre feminicídio, alguém deu exemplos do tipo de discurso que tem tudo pra descambar em violência contra as mulheres:

"Nossa, converso com muitos rapazes em razão de um curso que faço, e sempre quando estou conversando observo que a maioria dos homens acreditam sim que a namorada/ esposa/ noiva é propriedade deles.
Admito que alguns tentam mascarar isso, mas em uma conversa informal, começam os comentários do tipo 'Se ela falar isso comigo leva uma na cara', 'Nunca que ela vai sair com determinada roupa perto de mim', 'Hoje se não tiver janta pronta vai levar tapa na cara'.
Sempre falo do quanto sou contra qualquer tipo de violência, inclusive já levei uma pesquisa impressa sobre a taxa de homicídios de mulheres e como vem aumentando com o tempo.
Enfim, não acho que o caso seja simplesmente as mulheres tomarem cuidado com os 'tipos' que se relacionam, mas sim, todxs nós procurarmos educar os rapazes, e os meninos mais jovens, para que não fiquem com essa mentalidade, e para que saibam respeitar as mulheres." (Anon)

174 comentários:

Anônimo disse...

Quanto a essa questão dos feminicídios, eu só tenho uma duvida, o numero de mortes por grupo de 100 mil mulheres que vem aumentando ou o numero de mortes vem aumentando de acordo com proporção do aumento da população?

Eu pergunto isso, pois se o numero de mulheres vitimas de feminicídio vem aumentando por grupo 100 mil mulheres, a coisa e mais preocupante ainda.


Jonas Klein

Anônimo disse...

Alguém por favor me explica porque sempre leio alguma coisa em relação ao feminismo a pessoa sempre escreve "TODXS" e outras variações? Teve alguma mudança gramatical e eu não fiquei sabendo? Porque se não foi nenhuma mudança vou começar a comentar em klingon ah

Anônimo disse...

E tão difícil entender que os homens matam mulheres simplesmente por serem mulheres?
Ou nos posicionamos contra de forma radical, ou continuaremos e sermos carne moída da doença chamada masculinidade. E não, se posicionar não e ficar pedindo apoio de homem e nem romantizar atitudes masculinas, mas sim dizer basta a tudo isto de forma firme e contundente.

Anônimo disse...

Vc é o Jonas verdadeiro? Pq não usa mais seu perfil?

Anônimo disse...

Pois é foi o que eu comentei ontem ser anti homem e ser anti mulher tem uma diferença enorme, ser anti mulher é isso aí tratar a mulher como lixo não gostar de mulher ficar com elas e humilha-las o pior são as que se sujeitam.

Anônimo disse...

"Enfim, não acho que o caso seja simplesmente as mulheres tomarem cuidado com os 'tipos' que se relacionam, mas sim, todxs nós procurarmos educar os rapazes, e os meninos mais jovens, para que não fiquem com essa mentalidade"

Há sim, vai funcionar com maniacos do parque e champinhas da vida, e maridos bêbados possessivos, eles devem e serem contidos por força de lei e retaliações pesadas do estado.
E infelizmente eu considero um ero do feminismo mainstream este negocio de ficar educando bestas feras, mulheres devem ficar longe deles.

Anônimo disse...

Esse pensamento de propriedade é mto claro... Homens saem pra suas vidas sociais normalmente. Mas qtas parceiras podem fazer o mesmo sem que haja brigas ou discussões ou até msm tapa na cara?

Estou em um relacionamento assim onde a tentativa de me privar de ter amigxs é constante eqto meu companheiro tem uma agenda pre estabelecida de afazeres. Como ele msm diz é diferente... afinal ele é homem, mas o que vão pensar se as pessoas me virem ter uma vida???

Absurdo??

Sim, e pra isso que o feminismo é necessário.

Anônimo disse...

11:38 Mas tem mt bom moço que bete mulher, que não e psicopata nem bebum so acha que a mulher merece acho que é isso que a lola ta falando

Anônimo disse...

Anônimo 11:49, o cara te diz que ele pode ter amigos porque é homem e você não pode porque é mulher... e você ainda está nesse relacionamento?

Sai dessa, migs!


Anônimo disse...

Ah, vá. Vcs devem conhecer algum exemplo além de champinha e maníaco do parque.

O correto é educar os homens, jamais fazer as mulheres temerem. Se a mulher quer sair de minissaia na favela, isso é uma decisão que cabe exclusivamente a ela, cabe aos homens respeitarem. Ninguém tem que aguentar ficar com calor só Pq os homens querem.

Anônimo disse...

Anon 11:34

sim eu sou Jonas de sempre, eu não estou usando mais o meu perfil aqui, porque andaram falando da minha aparência e dizendo que não leem o que eu escrevo, quando enxergam a minha foto ou nome antes do texto do comentário...


Anon 11:38

Concordo com você, mas só contar com ação do estado não adianta, as mulheres por uma questão de alto preservação sempre precisam selecionar com muito cuidado com quem se relacionam, e serem preparadas para se defenderem diante de situações de violência, pois só juntando todas estas medidas e que vai ser possível quase que extinguir a violência contra as mulheres.


Anônimo disse...

Segundo o feminismo, homens e mulheres sao iguais, mas ja ha crime homicidio, onde quem mata vai pra cadeia, independente se a vitima é homem ou mulher... por que tal lei 'feminicidio'?

Anônimo disse...

Anônima 22 de julho de 2015 11:49 então para que você mantem um relacionamento assim?
Eu sei que desde pequenas somos bombardeadas pela sociedade com o mito do "Príncipe"
De que temos que encontrar um homem que "nos complete" isto e mito, criado pelo patriarcado para te escravizar emocionalmente.
A atenção dele não e importante, a presença dele não e importante,a sexualidade dele não e nada que você não possa realizar sozinha, ele não e importante, e esta te privando de muitas coisas e conquistas, então porque e tão difícil se livrar dele?
Eu creio que enquanto mulheres não se livrarem do mito da paixão romântica, e não se realizarem em si mesmas e entre elas mesmas, não teremos liberdade, e vamos continuar sendo vitimas fáceis da doença masculina chamada machismo.

Anônimo disse...

"Segundo o feminismo, homens e mulheres sao iguais, mas ja ha crime homicidio, onde quem mata vai pra cadeia, independente se a vitima é homem ou mulher... por que tal lei 'feminicidio'?"

Porque mulheres não matam homens em crimes passionais com tanta frequência como vocês,nós ignoramos vocês na maior parte do tempo (custa vocês retribuírem o favor) e a lei deve contar a doença social chamada homem. E porque vocês tem uma divida histórica quase impagável conosco, portanto a lei deve ser baseada em equidade e não em uma suposta igualdade.

L. disse...

A ideia de que suas escolhas pessoais e identidades são construídas socialmente é ultrajante para os liberais. Para eles, cada indivíduo é um todo distinto que tem potencial interior enorme de liberdade e autorrealização, se ninguém restringir suas atividades. Nós nascemos livres, mas a sociedade inibe os nossos desejos e anseios através de costumes conservadores e tradições. Liberais acham que podem mudar o mundo - propagar a vida, a liberdade e a busca da felicidade - por meio de indivíduos mudarem suas mentes, uma pessoa de cada vez, através da educação. Nesses aspectos o liberalismo é idealista, naturalista, voluntarista e fragmentado. Ele não vê que as instituições da sociedade são fabricadas pelo sexo masculino quer elas sejam liberais (por exemplo, pornografia e economia) ou conservadoras (por exemplo, religião e governo). Desejo masculino e poder masculino têm construído o mundo como nós o conhecemos. Consequentemente, não há tal coisa como individualidade divorciada da vida socialmente estruturada, não há escolha pura não construída. Portanto, instituições sociais masculinas devem ser analisadas para determinar como elas afetam os grupos sociais (por exemplo, as mulheres) e indivíduos dentro delas e como estas organizações devem ser refeitas para que possa haver verdadeira igualdade e liberdade para todo mundo. Isto é o que o feminismo radical faz tão bem e de forma exclusiva.

Marcia Baratto disse...

Então, assassinato contra mulheres é, via de regra, um crime de ódio. Não sou eu que digo não, aqui está a fala de perito criminal (homem, só para ficar claro), sobre a experiência dele na Paraíba, onde atende em média 120 casos de homicídio de mulheres por ano.

"o perito criminal paraibano Hebert Boson alerta para as características dos assassinatos de mulheres. “A cena de crime envolvendo mulheres segue um padrão. Geralmente, são usadas armas brancas, facas e outros instrumentos domésticos. A gente nota que os golpes desferidos contra as vítimas são muitos. Tem notado uma violência muito grande, sinais de agressões prévias à morte da vítima. São ferimentos na face, mutilação de seios, agressão nas partes íntimas da vítima”, descreve."

http://www.onumulheres.org.br/noticias/profissionais-de-justica-e-seguranca-publica-destacam-importancia-de-investigacao-de-assassinatos-de-mulheres-por-razoes-de-genero/

Aqui o relatório especifíco que foi feito em 2012, que mostra o aumento da taxa (mortes de mulheres por 100 mil habitantes, tá na página 8): http://www.mapadaviolencia.org.br/pdf2012/MapaViolencia2012_atual_mulheres.pdf

Jonas, em 1980 a taxa de mortalidade de mulheres por homocídio era de 2,3, em 2010 é de 4,6. O muda em três décadas? Acho que há uma soma de fatores que explicam o aumento, mas dois fatores são fundamentais, por conta do perfil das vítimas, das agressões e da competência do estado em registrar as agressões: 1. aumento do casos de divórcio e separação (o que 'legitima' grande parte das mortes, parceiros que não aceitam o fim da relação, e ainda bem que 'só' mulheres é que são passionais); 2. políticas públicas (muitas delas feministas), que tem extimulado a denúncia e precionado o governo por registros mais precisos dessas denúncias. O que é certo, todavia, é que a nossa sociedade não está menos violenta com as mulheres, ao contrário...

O maior aumento da taxa foi verificado em 1996, desde então ela se mantém constante.

Anônimo disse...

"12:03" e porque segundo o senso comum nossas vidas valem menos, não nego que homens cometam mais crimes passionais horríveis , afinal ao contrario de mulheres homens são seres passionais, esta foi a resposta da natureza para continuarmos a manter o interesse nalas, elas por sua vez são puramente utilitaristas, elas não amam a figura do homem, mas sim sua utilidade, e quando deixam de serem uteis, são dispensados pura e simplesmente.
Mas mulheres também cometem crimes, como a que envenenou o marido e o filho em Goias para ficar com o seguro e a pensão militar.
mas repito,segundo o senso comum nossas vidas valem menos, sim quando uma mulher e assassinada, a comoção popular e muito maior, a mídia dá atenção especial, mas homens são mortos em quantidade 10 vezes maior segundo estatísticas sociais, e segundo o senso comum homem ser morto, e apenas um ato corriqueiro.

Anônimo disse...

Eu vou contar um fato que algumas aqui levadas pelo mito idiota da idealização romântica se negam a enxergar; HOMENS NÃO ABSOLVEM EDUCAÇÃO FEMINISTA, acordem para vida,e fiquem longe destas feras, o machismo e inerente na especie deles.

Donatien Alphonse François disse...

"Embora seja um estuprador e assassino confesso, Pereira recebeu no primeiro mês de sua prisão mais de mil cartas de mulheres com declarações de amor e de admiração."


"Diz uma delas: “[...] quero dizer que te desejo todas as noites”. Outra: “Eu te amo, te amo, te desejo, e te quero de corpo de alma.” Trecho de mais uma: “Eu durmo sozinha e querendo você aqui”.

http://www.paulopes.com.br/2009/11/livro-diz-por-que-mulheres-tem-desejo.html#.Va-ya1Dd9xB

_Como se explica isso? Õ-Õ



"Anônimo 11:49, o cara te diz que ele pode ter amigos porque é homem e você não pode porque é mulher... e você ainda está nesse relacionamento?

Sai dessa, migs!"

[2]

Anônimo disse...

Quem leu o que a Marcia Baratto colocou muito bem sabe qeu homens odeias mulheres simplesmente por serem mulheres, então diante dos fatos vocês vão continuar de olhos fechados pela ´porcaria do romantismo pelo fato de acreditar que seu esposo namorado ou sei la o que for e diferente? O ódio por mulheres faz parte do DNA deles sempre foi assim.

Anônimo disse...

absolvem? você quis dizer absorvem? rsrsrs

concordo plenamente com o que você disse, mas não pude deixar de comentar esse "absolvem" - pareceu o cebolinha falando XD

Anônimo disse...

Concordo com a mina do "absolvem" kkk, E tão difícil assim ficarmos longe do que nos faz mau? E sim homem só faz mau para mulheres, os dados que a Marcia apresentou só comprovam isto.

Anônimo disse...

""Embora seja um estuprador e assassino confesso, Pereira recebeu no primeiro mês de sua prisão mais de mil cartas de mulheres com declarações de amor e de admiração."


"Diz uma delas: “[...] quero dizer que te desejo todas as noites”. Outra: “Eu te amo, te amo, te desejo, e te quero de corpo de alma.” Trecho de mais uma: “Eu durmo sozinha e querendo você aqui”.

http://www.paulopes.com.br/2009/11/livro-diz-por-que-mulheres-tem-desejo.html#.Va-ya1Dd9xB

_Como se explica isso? Õ-Õ"

Simples, são mulheres com baixa autoestima que, não pode desejo sexual, mas por um ato de bondade, tentam ajudar o criminoso a se recuperar, a voltar a ser uma boa pessoa, e não um maníaco.

Mas, esse tipo de altruísmo a sociedade não vê, ou não quer ver.

Anônimo disse...

Só que não dá pra ficar muito longe deles, dá pra se distanciar de algumas formas, mas ficar muito longe não dá não, homens estão por todos os lugares desse planeta. Melhor as mulheres se unirem, se fortalecerem e começar a prender esses seres primitivos e obsoletos numa coleira ou numa jaula, se for necessário, até mesmo começar a caçá-los, exterminá-los, como eles fazem com animais que apenas existem sem incomodá-los, imagine com os que prejudicam e incomodam muito, que é o caso deles...

Marcia Baratto disse...

Anônimo das 12:13, eu não vejo essa preponderância da mídia em relação aos homicídios de mulheres, fiz um teste aleatório simples com o google, digitei 'assassinato', na primeira página, há 8 resultados. Todas as mortes violentas relatadas são de homens, há apenas um relato de uma mãe que morre de infarto do coração após ver o filho assassinado. Mas eu confesso que 'divulgação' é diferente de 'comoção'.

Sobre a primeira, o que existe na atualidade é os diversos feminismos na militância para dar visibilidade para a morte de mulheres, sobretudo na internet (mas eu duvido que isso se reproduza nos grandes canais da mídia). Mas você pode me contradizer: quer pesquisar outras palavras como morte, e ver qual o número de mulheres e homens citados na primeira página da busca?

Sobre comoção, acho que é fácil explicar. Um fator importante para explicar a pouca comoção que você percebe em relação a morte homens é o nosso velho racismo. A maioria esmagadora de homens mortos é negra.

Veja aqui: http://www.mapadaviolencia.org.br/mapa2012_cor.php

Thiago Borges disse...

Não se trata de quem morre mais ou menos, nem sequer de aumento das estatísticas como o Jonas citou.

O crime de Feminicídio é o crime praticado contra mulher POR RAZÕES DE GÊNERO. O ladrão que mata uma mulher para roubar sua bolsa não configura esse crime por exemplo.

Agora pensa no homem que nunca roubou, nunca agrediu ou matou ninguém e mesmo assim é capaz de agredir e matar uma mulher, por achar que essa pessoa lhe pertence ou não conseguir lidar com suas frustrações quando se relaciona com essa mulher. Este é só um exemplo.

Apenas tipificar como crime não basta para mudar essa mentalidade, mas já é um começo.



Anônimo disse...

Marcia Baratto, não tem como negar o fato de que morte de homens, sejam brancos ou negros causa menos comoção que morte de mulheres e crianças, homem morrendo ao longo da história e algo comum, ate por conta do machismo, eles se tornam dispensáveis para os demais grupos.

Anônimo disse...

Temos que parar de reivindicar o direito penal para tudo. O feminicídio, antes de entrar pro rol dos hediondos, já podia ser qualificado por motivo torpe.Essa inflação punitivista vai nos levar à loucura. Aliás, já nos encheu de contradições. O que nós esperamos dessas criminalizações inacabáveis? O direito penal é um dos instrumentos de maior opressão da história, e estamos recorrendo justamente a ele para resolver outras opressões. É a mesma história da criminalização da homofobia. Estamos mirando na solução errada e alimentando um monstro. Que mulheres serão vítimas de feminicídio? AS prostitutas? As pobres? Gente, acordem. Assim como existem expectativas de criminosos (estereótipo), existem também expectativas de vítimas. Outra, quem vai ser o réu do feminicídio? O sistema opera com criminalizações secundárias. Nem todos que infringem a lei são pegos. E nós sabemos quem é pego. É sério, como recorrer e acreditar (!) nesse instrumento cheio de vicissitudes? Criminalizamos a conduta, a tornamos hedionda, ok. E agora? O que esperamos? Que as pessoas parem de cometê-la? As pessoas não cometem crimes (em especial os mais graves) por mil motivos, mas o último deles é por constituir um crime. Se legalizassem os homicídios todos aqui sairiam matando? O tráfico inexiste porque é ilegal? Sempre leio o blog e nunca comento, mas desta vez o fiz, pois acho que precisamos URGENTE repensar essas questões. Partimos sempre do pressuposto de que feminicídio no rol dos hediondos é bom, criminalizar é uma vitória, criminalizar a homofobia é uma luta importante etc etc. E sequer nos questionamentos sobre o por que disso, sobre as limitações e implicações desse instrumento que estamos reivindicando.

Ursúla Buendía.

Anônimo disse...

ASEHUSEIUASESASUEIASUEI Essa anônima que tá falando que homens são maus por natureza e bla bla bla só pode ser um mascu, não é possível...

Se não for um mascu, miga, procure um psiquiatra urgente, sério você tá precisando. Não sei qual foi seu trauma, se foi rejeição na infância/adolescência ou se foi abusada, mas enfim procure um médico pq tá IGUALZINHO os mascus dizendo "HUR DUR mulheres não prestam, fiquem longe delas, HUR DUR mulheres isso mulheres aquilo". Coitadinha de você, pois existem homens maravilhosos por ai, eu já namorei pelo menos uns 5 caras maravilhosos, respeitadores, educados e já fiquei com vários outros asism também, claro que sempre vão ter babacas, mas é só se afastar deles. Fica na paz e cuida da sua saúde mental viu, tá precisando.

Pri Leone

Anônimo disse...

"e porque segundo o senso comum nossas vidas valem menos"

Foda-se. Querem o que, mãozinha na cabeça de omi por aqui? Não vai rolar garotão.
Vocês se matarem entre vocês como loucos, e problema de vocês, mas quando vocês propagam seu ódio para mulheres, dai passa a ser um problema estrutural, no qual o feminismo se baseia em sua luta pelo bem das mulheres.

Anônimo disse...

Úrsula, me ensine a ser lúcida assim, te aplaudo com os pés, pois estou usando as mãos para digitar, você tocou num excelente ponto!

Pri Leone

Anônimo disse...

Anônimo disse...
ASEHUSEIUASESASUEIASUEI Essa anônima que tá falando que homens são maus por natureza e bla bla bla só pode ser um mascu, não é possível...

O mascu claro aqui, e o que vem defender sua especie e seus atos monstruosos de ódio.

Marcia Baratto disse...

Bom, eu tenho 0 paciência para biologia explicando comportamento social, sei que há trabalhos interdiciplinares entre biologia e ciências humanas interessantes na atualidade, mas como não sou bióloga, geneticista, sociogeneticista, antropóloga forense, nem nada que o valha, fico aqui com as minhas parcas feramentas de pesquisadora do social. Não sei e nem vou afirmar nada sobre o DNA de assassinos de mulheres, não acredito em maldade ou bondade inerente, só sei que parece que a maioria dos homicídas de mulheres acredita piamente que violência é meio legítimo de relaciomento. E assim como essa ideia lhe foi legada e aprendida, ele pode aprender outras. Se vai ser efetivo ou não, não sei. Só sei que homens ainda não são educados para não violentar mulheres na nossa socieade.

O que tá claro é que medidas de punição também não tem servido para coisa alguma em relação a homicídio de mulheres. A última avaliação do Ipea sobre a lei maria da penha que o diga:http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=24610

Nesse ritmo, também acho que a lei do feminicídio terá pouco impacto, já que a nossa justiça não pune nem 5 % dos homicídios relatados. Mas tampouco sou astróloga, e vou esperar a próxima década para ver o relatórios atualizados. Enquanto isso, pode me chamar de utópica, ingênua, mais ou menos feministas, ou qualquer coisa do tipo, mas eu não descarto ensinar homens a não violentarem mulheres como medida eficaz de prevenção a violência. Se não vai resolver nessa geração, me contento em morrer semente para ver algo dar menos errado para a próxima.

Anônimo disse...

Isso é em países como brasil na Austrália por exemplo quero ver homem não acha jantarzinho pronto não, la a mulherada e casca grossa.qndo eu falo pra não namorar brasileiro ou outras nacionalidades machistas vem com mimimi de not all men

Anônimo disse...

O que deve ser criminalizado urgentemente e o machismo, sem isto todas as demais leis tem pouca eficiência.Dai sim podemos criar leis complementares como punição para cantadas, para assedio no trabalho, para alienação parental etc.

A Suecia e um exemplo laro de estado onde o machismo e totalmente criminalizado e dá muito certo,e considerado uma das melhores qualidades de vida para mulheres no mundo, lá homens que se aproximam de mulheres sem o previo consentimento, nem que seja para dar um bom dia malicioso, são severamente punidos e sofrem sanções multas pesadas.

Thomas disse...

Nunca leve a sério o que um grupo de homens estão conversando entre eles. Nós temos a tendência de falar muita, mas muita merda mesmo. Pra quem ouve de fora e não sabe como é ser homem, pode soar meio chocante mesmo. Mas sério, não use um papo que você ouviu entre um grupo de amigos como exemplo pro seu argumento. Use as estatísticas aí de violência contra a mulher, que são bem divulgadas e devem ser fáceis de achar no google.

E não, o feminismo não vai mudar a maneira como homens conversam entre em si. Desistam porque isso nunca vai acontecer.

Donatien Alphonse François disse...

"Simples, são mulheres com baixa autoestima que, não pode desejo sexual, mas por um ato de bondade, tentam ajudar o criminoso a se recuperar, a voltar a ser uma boa pessoa, e não um maníaco.

Mas, esse tipo de altruísmo a sociedade não vê, ou não quer ver."


Discordo que seja um ato de bondade e altruísmo, assisti uma reportagem sobre esse assunto que me deixou desanimado com a raça humana: Elas diziam com todas as letras que não se importavam com as vitimas do maniaco, porque elas, as apaixonadas por ele, não foram suas vitimas, ou seja, estavam cagando e andando para o fato dele ter estuprado e matado várias mulheres, elas achavam que ele não faria o mesmo com elas. E ele é apenas um dos muitos casos que isso acontece, de mulheres que se apaixonam por bandidois violentos na cadeia. Sei que tem muitos casos de mulheres que vivem relacionamentos abusivos, com homens violentos que usam o alcoolismo como desculpa para serem assim, sei que elas acreditam que podem muda-los, até teve um post aqui sobre isso, em que uma mulher defendia o seu direito de lutar para salvar seu casamento, mas não acredito que seja a mesma coisa. Altruísmo e bondade, é ver alguém que foi atropelado e ir lá ajudar, ou se arriscar para salvar a vida de um estranho numa enchente, depois de salvo é vida que segue, no caso do maniaco me parece fetiche.

Anônimo disse...

"Homens não absorvem educação feminista"

Esta frase e mais que perfeita, e acho que passou da hora das feministas liberais perderem a inocência e começarem a ver o inimigo como ele realmente é.

Marcia Baratto disse...

Donathien (será que acertei?), vê isso aqui: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105582-15228,00-MULHERES+QUE+AMAM+CRIMINOSOS+SEXUAIS.html

O que explica mulheres amarem criminosos? Machismo ué, tá na cara.

Anônimo disse...

Quando se está em um relacionamento abusivo é muito difícil sair, pq homens trocam técnicas de manipulação e os amigos encobertam tudo. Quero morrer de raiva quando alguém diz que uma mulher está apanhando do marido/namorado "pq gosta", eu acho isso muito errado e fico revoltada, já rompi muitas amizades com homens por causa desses comportamentos que eles contam com a boca cheia de orgulho.

Marjorie.

Anônimo disse...

Anonima concordo com vc outro dia mesmo tva vendo na pagina barbie sem ken a postagem de coisas ruins de ser mulher tinha coloca etc... Ai tinha um comentário que ruim era dar o kuh. E mts curtiram mas eu não sabia q pra ser mulher agora tinha q fazer isso ,a mulher n precisa nem dar a frente. Acho a maioria muito pau mandado de homem, paga de mulher livre mas no fundo continuam amélias.

Raven Deschain disse...

Nossa anônima. Desculpe mas esse argumento de altruísmo foi bem ruim mesmo. Se a mulher quer exercer o altruísmo dela adota um bicho de rua, faz voluntariado num asilo, doa dinheiro pra ONG. Eu não sei pq mulheres fazem isso. Não sei mesmo. Pra mim esse tipo de cara podia engasgar com a própria saliva, só pra ter uma morte ridícula, mas não diga que é altruísmo. Bondade. Pra mim é perturbação mesmo.

Anônimo disse...

Todos os homens devem amar e respeitar as mulheres ensino isso aos meus sobrinhos menores,sempre que tenho a oportunidade converso com meus amigos no bar para que eles entendam que as mulheres são livres para amar os homens ou mulheres.

Marcia Baratto disse...

Sobre as cartas, cada mulher é única, e devem ter as razões mais diferentes, mas acho o senso de 'desafio' e 'aventura' deve pesar bastante para muitas. Afinal, é um jeito de dizer que se desafia a sociedade, já que a moça em questão tem um 'amor proibido'. É pelo ato de desafiar, de fazer algo que ninguém recomenda, que também se dão esses relaciomentos platônicos com criminosos. Não vejo como altruísmo, para mim é uma atitude narcisista e egoísta, a de se por como salvadora de alguém. Um papel de gênero feminino bem comum, mas que tem uma pitada de transgressão, por que contraria o senso comum social de que é preciso isolar e se afastar de criminosos.

É só comparar com a quantidade de cartas que mulheres assassinas de marido recebem na prisão: 0, aí dá para ter uma noção sobre a importância dos papéis de gênero. O curioso é que essa mulheres se colocam numa posição de submissão (no meu julgamento), mas se veem como transgressoras. Um bom caso limite para pensar o que ser livre para amar significa.

Anônimo disse...

O amor romântico entre lésbicas,heterossexuais e gays existe,dizer que os homens odeiam as mulheres não passa de loucura,desde garoto os homens devem ser educados a perder o machismo, ser homem não e ser machista.Minha ex namorada nunca me pediu para sair com as amigas ou algo do tipo,isso deve ocorrer sempre a mulher e livre.

Marcia Baratto disse...

Anônimo das 13:07

Amiga, descoloniza esse argumento. A suécia teve em 2010 a segunda maior taxa de estupros do mundo, 63 casos por 100 mil habitantes. Em que pese a dificuldade de comparação de dados entre países, ainda sim, é um absurdo em termos de números absolutos. Pobreza não explica estupro, distribuição de renda não explica estupro, poder e desigualdade de gênero sim.

Ursúla Buendía, excelente comentário, tenho as mesmas preocupações que você. Não consigo ser otimista com a criminalização...

D Stoffel disse...

Falaram da Suécia ai, uma coisa sempre me intrigava era o porque o numero de violência doméstica era tão alto. Daí eu li uma matéria explicando que na verdade lá só tinha mais conscientização sobre e por isso as mulheres denunciavam mais, se tivesse mais conscientização e leis rigorosas acredito que o numero aqui e em outros países seria bem mais alto.

Anônimo disse...

Marcia Baratto disse...
Anônimo das 13:07

Amiga, descoloniza esse argumento. A suécia teve em 2010 a segunda maior taxa de estupros do mundo, 63 casos por 100 mil habitantes"
_________________________________________________________
O que ocorre na Suécia e de fato uma paradgma de estudos de sociologos do mundo todo.
os homens suecos devido as leis pesadas anti machismo la, desenvolveram um medo enorme de se aproximar de uma mulher, na Suécia por exemplo, se uma mulher de saia acompanhada de uma testemunha dizer que um homem olhou para as pernas dela, este homem pode ate ser preso, o homem sueco nem se aproxima de mulheres nos dias atuais.
isto criou um índice de baixa natalidade dos maiores do mundo, e a economia teve que abrir as portas para a migração, e estes migrantes são e grande maioria de origem árabe, e também são estes migrantes os grandes responsáveis pelos casos de estupro na Suécia, ate por virem de uma cultura extremamente machista ainda.

Anônimo disse...

o homem não vai falar que odeia mulher,vao achar que ele é gay. Homem acha que ser homem e so ser hetero ou dizer que é.

Anônimo disse...

"o homem sueco nem se aproxima de mulheres nos dias atuais"

Paraíso na terra, que se expanda para cá.

Marcia Baratto disse...

D Stoffel, também li várias, mas para mim elas só justificaram que o machismo sueco é/deve ser mais tolerável do que o afegão. Sério, na boa, a minha indignação é com a cara de pau da imprensa. Não quero saber se há 'melhor sistema de captação de denúncias', quero saber é de sistemas que impeçam mulheres de serem estupradas.

Esse argumento: "mas oh, olha bem para os dados, é tão alto por que somos ótimos em receber denúncias", é só uma desculpa para proteger o Estado, dizer que ele não falha com as vítimas, quando a preocupação central sempre foi e deveria ser, que não houvesse mais vítimas. Estatística é isso mesmo, linguagem de poder do Estado, que pouca ou nenhuma consideração tem pelas pessoas.

Anônimo das 13:07, repito: descoloniza esse argumento! A Suécia tem os menores números de imigrantes da Europa, e o índice de estupros sempre foi elevado, nem vem jogar a culpa exclusivamente sobre os homens mulçumanos (que sim, são educados numa cultura machista dos infernos), por que aquele bando de boçal de extrema direita sueca também partilha e muito da responsabilidade pela violência sexual no país. Que, aliás, segue os mesmos padrões do Brasil: mais de 70% dos casos acontece na residência da vítima, o agressor é do seu convívio, da sua família, não um estranho na rua. Ou vai me dizer que toda mulher sueca se casou na última década com um imigrante?

Anônimo disse...

Prezada Anon das 13:51

Eu acredito que na Suécia realmente tenha leis severas para combater o machismo, mas nisso eu não acredito:

"na Suécia por exemplo, se uma mulher de saia acompanhada de uma testemunha dizer que um homem olhou para as pernas dela, este homem pode ate ser preso,"

Me mostre o texto de alguma lei em vigor na Suécia, que diga que homem não pode olhar para as pernas ou qualquer parte do corpo de uma mulher, sob pena se ser ate preso, a menos que você prove isso digo que e mentira ou desinformação sua.

Jonas Klein

Anônimo disse...

Marcia Baratto a suécia tem um dos mais elevados sistemas educacionais igualitários do mundo, se não o maior. As leis anti machismo lá são exemplares e duras, e segundo seus dados sobre estupros, não esta funcionando, os homens suecos são ensinados a não estuprar, e continuam estuprando.
Então que zorra funciona? Qual caminho devemos tomas, segregação?

Anônimo disse...

"e porque segundo o senso comum nossas vidas valem menos"

Foda-se. Querem o que, mãozinha na cabeça de omi por aqui? Não vai rolar garotão.
Vocês se matarem entre vocês como loucos, e problema de vocês, mas quando vocês propagam seu ódio para mulheres, dai passa a ser um problema estrutural, no qual o feminismo se baseia em sua luta pelo bem das mulheres.


Nem parece que vive em sociedade.

Então, foda-de também.

Problemas de vcs se morrem na mão de vagabundo metido a malandro. Cada uma escolhe ficar com esses tipos pq querem, ninguém obriga.

E na hora da raiva duvido que algum deles vai lembrar do tal "feminicídio". Não vai mudar nada.

Só disse...

Entendi que a anônima não quis dizer educar os homens adultos, mas sim as crianças e adolescentes. Pois ela escreveu "os rapazes e os meninos mais jovens" talvez queira dizer adolescentes e crianças.

O Thomas diz que não devemos levar a sério o que um homem fala em uma turma de amigos, porém, se um homem esta fazendo um discurso de violência devo levar a sério sim, de um papo descontraído sobre como vou bater na minha esposa quando chegar e a janta estiver fria, e realmente chegar em casa e bater na mulher, é um pulo!

Além do mais pelo que a anônima conta, ela estava próxima aos demais e todos comentavam o que fariam como se fosse algo bom, quando que bater em alguém, ferir alguém é legal? Quer dizer que devemos achar isso normal então.

Acredito que todos nos vez ou outra escutamos esse tipo de comentário e achamos normal, lembrei-me de quando eu era adolescente e estava na quinta série. Uma colega minha falou que faria uma coisa comigo que eu não gostei, eu no momento virei e falei, eu juro que te mato, senti no mesmo instante a professora apertando o meu braço, e ela disse algo do tipo "ei, o que é isso, você não vai matar ninguém não, nunca mais fale isso, e desculpe-se com ela." nos rimos muito depois.

Mas era um contexto muito diferente, estávamos brincando e nos duas entendiamos e estávamos conscientes do que ocorria.

Sabemos muito bem, tanto homens quanto mulheres, que esses comentários machistas e violentos são feitos com o intuito de demonstrar que uma pessoa tem poder sobre a outra, que uma se considera mais forte que a outra. Tem homem ateando fogo em mulher por causa de batata frita e você me fala que não devo levar a sério um discurso de violência???

Anônimo disse...

Para Jonas klein, lei os artigos
https://www.google.com.br/webhp?hl=pt-BR#hl=pt&q=marxismo+cultural...suecia

Donatien Alphonse François disse...

Marcia

"O que explica mulheres amarem criminosos? Machismo ué, tá na cara."

Dizer que é machismo me parece simplista demais:

"Na maioria da vezes, são mulheres que nunca tiveram bons relacionamentos afetivos, sofreram abandono na infância ou abuso sexual, nem sempre foram tratadas com amor e carinho pelos pais. Elas têm baixa autoestima, algumas com visão romântica e infantilizada do amor. Outras veem isso como desafio à sociedade ou, como nunca tiveram atenção, ligam-se com homens que também não tiveram. "É uma simbiose de marginalizados. Ela vê o criminoso sexual como um igual", afirma o escritor.

A pesquisa durou quatro anos. Nesse tempo, Rodrigues entrevistou cerca de 80 pessoas, entre presos, visitantes dos detentos, mulheres que se correspondiam com homens condenados por crime sexual, advogados, agentes penitenciários, promotores, jornalistas, juízes, delegados e psiquiatras. De acordo com ele, "na penitenciária de Itaí, no interior paulista, onde estão confinados apenas homens condenados por crime sexual, há mulheres, até casadas, que escrevem para os presos, ansiosas por um relacionamento amoroso", diz."


_Outra coisa, medidas punitivas seriam efetivas se fossem postas em pratica, 5% é um numero irrisório que só reflete a cultura da impunidade, se um cara sabe que não vai pagar por bater em uma mulher, então ele vai bater e o pior, em muitos casos é a própria mulher que volta atrás e retira a queixa, seja porque se arrependeu e acredita que o cara vai mudar de atitude, ou porque se sente sente insegura devido a uma justiça que falha em protege-la. No mais concordo contigo "para mim é uma atitude narcisista e egoísta, a de se por como salvadora de alguém."

André disse...

Eu acredito que, numa escala de tempo histórica, estamos melhorando. Mas é altamente desmotivador quando se percebe retrocessos como a proliferação do "mimimi friendzone mimimi". Não sei se é condescendência com a época em que era jovem, mas parece que não havia isso 30 anos atrás.

D Stoffel disse...

Márcia eu acho ótimo que lá tenha indices elevados já que as mulheres sabem que podem contar com a polícia e as pessoas não vão duvidar ou a mulher não ter medo de perder o marido.

Pode ser realmente que sejam os árabes que façam isso como falaram não duvido nada que a maioria que faz isso é árabe ,não conheço lá mas pelo que sei os homens fazem xixi sentado de tão igualitário que é.

E também as mulheres tem mais condições quanto que as mulheres nas arábias tem faculdade mas não conseguem arrumar emprego, ficam nas mãos dos homens dependendo deles.

Mas você tá certa se até lá as mulheres ainda precisam de leis pra serem protegidas de homens é estranho também não havia pensado nisso.

Só disse...

Olha ai: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2015-04-28/policia-prende-marido-que-ateou-fogo-na-mulher-na-baixada-fluminense.html.

E que as pessoas tenham ciência sempre que esses comentários não partem só de homens.

Outro dia fui na delegacia para requerer a liberação de um veículo, e aqui na cidade a delegacia de trânsito e da mulher é no mesmo local.

Sentei-me em uma escada aguardando atendimento, e mais embaixo havia uma mulher que aparentava ter uns 60 anos e uma mais nova que parecia ter uns 20 anos. As mulheres conversavam bem alto. A mais nova estava ali por ter sido agredida pelo marido e a mais velha eu não sei o motivo.

A mais velha com ar de sabedoria falava que a mais nova deveria aceitar o que estava ocorrendo, e ficar calma, pois devia ter respeito pelo seu marido, e se ela não fizesse isso iria perder o marido. Falou que as mulheres de hoje estão muito desbocadas, e que ela já havia apanhado muito quando mais nova, mas que o casamento dela havia durado simplesmente por causa que ela manteve-se firme. Aconselhava a moça ainda a ficar quieta e a não denunciar o agressor. Ainda bem que uma pessoa abriu a porta e chamou a mulher mais nova.

O pior foi que a mulher mais velha sentou-se ao meu lado, e como era de se esperar veio com o mesmo discurso de antes. Eu disse pra ela que não concordava com aquilo, que ambos tanto homem quanto mulher quando casam não passam a ser escravos um do outro não. Ela fez cara de indignação total e falou que eu não compreendia que o homem é proprietário da mulher. Enfim ficamos discutindo e no fim ela ficou calada observando o que eu falava.

Imagina a educação que essa mulher teve, como pode ser aceito que um menino ou uma menina que nasceu nessa época tenha a mesma criação, os mesmo ensinamentos machistas que essa mulher?

Anônimo disse...

Como sempre, a culpa vai recair sempre sobre a mulher.

Continuo achando que é altruísmo sim, se fosse algum "fetiche", os homens também teriam e lotariam as filas de visitas nas prisões femininas a fim de buscarem algum novo relacionamento. Mas homens não tem essa empatia que as mulheres normalmente tem.

Eles querem não querem ajudar, querem apenas ser ajudados!!

D Stoffel disse...

Ela fez cara de indignação total e falou que eu não compreendia que o homem é proprietário da mulher. Ela falou isso com essas palavras proprietário? tô chocada

Homem machista não ama mulher, ele tolera porque a mulher é o sexo com quem ele tem ir pra cama segundo pessoas... é como um racista amar um negro.

Tanto que é comum homem machista não gostar nem de mulher independente nem de feminista ele sabe que ali as chances dele ter alguma superioridade são poucas, ele vai ficar com a machista e submissa e vai dizer que ama vai, mas aí dela que saia da linha.

Marcia Baratto disse...

Anônimo das 14:09

As coisas funcionam e 'desfuncionam', resolvem em parte, criando outros problemas. Solução única, nunca tem. A questão é sobre o achamos que conhecemos da Suécia. Vivemos repetindo dados compilados por governos e órgãos oficiais, com os fins mais propagandísticos possíveis, e, pouca vezes, vamos (por desconhecimento mesmo da lingua) saber o que é que as minas do feminismo estão pensando disso tudo.

O governo Sueco diz que o sistema de educação é público e o mais completo do mundo. E para fins da indústria e das engenharias, é mesmo. Mas por que seria, necessariamente, para questões de gênero? É preciso ligar o desconfiômetro para algumas coisas, violência de gênero tem muito haver com classe social para nós, latino-americanas, mas esse não é bem o padrão do mundo todo (ok, talvez para África do Sul e Índia também, pelo menos). Tem outras formas de opressão de gênero que resistem ao fim, mais ou menos, das desigualdades de classes.

D Stoffel, conheço duas suecas. Elas dizem que o machismo por lá é algo similar ao racismo no Brasil, tem um discurso muito forte de que ele não existe e que, imagina, nenhum homem é machista. Mas muita violência acontece mesmo assim e esse discurso do país mais feminista do mundo, paradoxalmente, cala e silencia muitas mulheres.

@vbfri disse...

É triste porque a gente tem que lutar contra todo um sistema, inclusive de crenças NOSSAS.
A gente passa uma vida inteira para desconstruir a imagem de que "menina não é boa em matemática", por exemplo. Ou que futebol é esporte de homem (na Inglaterra é esporte de mulher... esporte de "macho" é rugby), ou que handebol é de "sapata". Tem coisas que ficam entranhadas MESMO e a gente fala sem pensar MESMO.
Eu acredito que vários desses homens falam isso pra posar de "machões" e que não fazem isso, efetivamente, em casa. Mas é um discurso pronto e que, num momento de raiva, pode se concretizar, pode ser considerado "justificável".
Ao homem é ensinada essa postura de "machão", e para eles desconstruírem isso dentro DELES é um processo árduo.

Aí a galera vem com a história de:
"Homem, trate a mulher como gostaria que sua mãe/irmã fosse tratada".
NÃO!
Trate a mulher como VOCÊ gostaria de ser TRATADO.
Nessa história de "SUA mãe, SUA irmã", a pessoa está jogando com a propriedade do outro, e não vendo a mulher como um ser INTEGRAL, mas como um apêndice do homem.
É tipo o lance da costela.
Tá tudo errado.

Anônimo disse...

Um indivíduo pode compreender todo o horror da situação, do micro ao macro, tanto seu conluio em sua própria opressão e a brutalidade enorme e institucional de sistemas como o patriarcado, o industrialismo, o capitalismo. Mas o problema com a política é que, ela é um projeto de grupo. Uma mulher ou um pequeno grupo de mulheres não vai transformar a cultura do estupro. E embora conscientização e educação política são componentes fundamentais de qualquer movimento revolucionário, se o nosso objetivo é simplesmente "educação", então ainda somos firmemente liberais, e não radicais.

Eu acho que é crucial entender o que diferencia o liberalismo do radicalismo. Acho que podemos evitar uma série de discussões inúteis e traumas de grupo através da compreensão das correntes filosóficas subjacentes em várias abordagens para a mudança social. Uma diferença principal é idealismo versus materialismo. O liberalismo é idealista; o cadinho da realidade social é colocado no campo das ideias, em conceitos, linguagem, atitudes. E o liberalismo é individualista. A unidade social básica é o indivíduo.

Em contraste, o radicalismo é materialista. Radicais veem a sociedade como composta de instituições reais - econômicas, políticas, culturais - que exercem o poder, inclusive o poder de usar a violência. A unidade social básica é uma classe ou grupo, quer seja classe racial, casta sexual, classe econômica, ou outro agrupamento. Radicalismo entende opressão como dano baseado em grupo.

Lierre Keith



Qual é a diferença entre o movimento de mulheres que tínhamos e o que temos agora, se é que ele pode ser chamado de um movimento? Acho que a diferença é o liberalismo. Onde o feminismo era coletivo, o liberalismo é individualista. Temos sido reduzidas a isso. Onde o feminismo é socialmente baseado e crítico, o liberalismo é naturalista, atribuindo o produto da opressão das mulheres à sexualidade natural das mulheres, tornando-o "nosso". Onde o feminismo critica as formas em que as mulheres têm sido socialmente determinadas em uma tentativa de mudar essa determinação, o liberalismo é voluntarista, ou seja, ele age como se tivéssemos escolhas que nós não temos. Onde o feminismo é baseado na realidade material, o liberalismo é baseado em algum reino ideal na cabeça. E onde o feminismo é implacavelmente político, sobre poder e falta de poder, o melhor que pode ser reunido por este movimento novo é uma forma diluída de moralismo: isso é bom, isso é ruim, nenhuma análise de poder ou de falta de poder.

Catharine Mackinnon, Liberalismo e a Morte do Feminismo

Anônimo disse...

Nem todo homem vem escrito na testa: AGRESSOR DE MULHER.
ja namorei um cara q jamais parecia q ia me agredir, era romantico...carinhoso etc...
Ate q numa discussao mais seria eu joguei a almofada do sofa nele, ele levantou feito um louco e me encheu de pontapés e tapas. Na hora fiquei chocada, nem deu pra ter reaçao a nao ser ficar paralisada e encolhida pra nao machucar tanto. Ele depois chorou e disse q nunca tinha feito isso antes e q a culpa era minha por ter tirado ele do serio, tbm prometeu nunca fazer de novo. Dai umas semanas depois voltamos a brigar por algo bobo, pedi pra ele deletar do face uma menina q tava dando em cima, resultado: quase quebrou um dos dedos da minha mão, este dedo ficou torto ate hj (dois anos depois). Terminei com ele depois disso. Pq a agressividade tava evoluindo super rapido. Dormir do lado de uma pessoa com medo dele te agredir de uma hora pra outra eh uma das piores sensaçoes do mundo. Se eu falasse isso pros amigos e familiares deles, nenhum iria acreditar em mim. Tem muito "bom moço" q bate em mulher sim. Mas esses sao covardes mesmo, so fazem isso quando estao a sós com a menina e negam ate a morte oq fizeram pros outros, mentem ate pros melhores amigos. Nao é so favelado pião e pobre sem estudo q bate em mulher nao! Sou prova viva disso! Este meu ex q me agrediu era de familia d classe media, fazia facul de cinema aqui na Uni Bh e ainda por cima se dizia uma pessoa espiritualizada e religiosa. Cuidado com as mascaras!

Anônimo disse...


Incrível hoje os comentários a grande maioria estão dentro de um nível aceitável, e tratando apenas do assunto do post, nem parece o blog da Lola...

Anon 14:14


A ponte uma fonte confiável e não aquele blog machifacista lixo.

e não vem me dizer que o texto das leis suecas não esta posto em nenhum lugar na internet, pois nesta eu não acredito mesmo.

Jonas Klein

Anônimo disse...

Anon 14:58

e daí ninguém aqui é obrigado a ser expert em português, e portugês é uma língua muito difícil, e vai chupar o saco do jonas em outro blog.

Vamos melhorar isso:

E daí ?.Ninguém aqui é obrigado a ser expert em português. O português é uma língua muito difícil e agora vá chupar o saco do Jonas em outro blog.

Olha, muito complicado lidar com pessoas como você que escreve muito mal e ainda usa dois pesos e duas medidas. Analfas até que vai mas hipócritas é duro de lascar.

Anônimo disse...

Jonas Klein
um machista de plantão que opina em blogs feminista tentando refurtar os comentários delas, merecia ban mas não ele tá aprendendo coerência 00000000000000000000

Anônimo disse...

Nem vem com essa, que a hipocrisia é a rainha absoluta. Ela reina mesmo e nem você está livre dela, menos.

Anônimo disse...

gente atençao que professor pasquali o esposo do jonas ta aqui e vai corrigir os comentarios de todo mundo era so o que me faltava kakakakakakaka o meu ta sem pontuaçao nenhuma e agora

Donatien Alphonse François disse...

Anônimo "Como sempre, a culpa vai recair sempre sobre a mulher."


Se uma mulher procura, por livre e espontânea vontade, se relacionar com um assassino/estuprador serial de mulheres, cuja fama nacional é a de MANIACO DO PARQUE, caso ela venha a ser uma de suas vitimas no futuro, sinto muito mas a culpa é dela sim, isso não é altruísmo, é suicídio premeditado, é como entrar pelado na jaula do leão e esperar que ele não te faça em pedaços e coma tudo, mas veja bem não estou falando das vitimas anteriores á prisão dele e muito menos que ele não deveria pagar por isso. Digo que é fetiche apenas nesses casos bem específicos, não estou generalizando com todas as mulheres de presidiários. Homens e mulheres não compartilham os mesmos fetiches necessariamente, a questão das cadeias femininas receberem menos visitas se deve a outros fatores, não são apenas maridos/namorados que as abandonam, os familiares também, pode-se dizer resumidamente que é machismo, ou procurar respostas mais detalhadas.

Anônimo disse...


Essa história do maníaco do parque já deu. NÃO É SÓ MULHER QUE GOSTA DE MALUCO.
Tinha um cara que fez concurso pra comer gente na internet e muitos aceitaram serem MORTOS E COMIDOS. Maluquice pura não é só mulher que gosta de doido não.

Anônimo disse...


Mas jonas não fala português, fala abobrinhas.

Marcia Baratto disse...

Eu entendo tudo o que a D Stoffel escreve, se ela quiser, quando quiser, pode pedir dicas de português (ara outra pessoa, viu lindona? Não bastasse eu ter estudado a vida toda em escola pública, sou disléxica, minha escrita é uma merda mesmo).

Tem exemplo mais babaca do argumento da autoridade competente do que apontar erros de português, mas ser incapaz de debater o conteúdo da frase?

Anônimo disse...

Tem exemplo mais babaca do argumento da autoridade competente do que apontar erros de português, mas ser incapaz de debater o conteúdo da frase?

É o que você e suas amigas MAIS fazem aqui no blog. Quando não tem argumentos apelam, essa do português já virou clássico.

Anônimo disse...

gente atençao que professor pasquali o esposo do jonas ta aqui e vai corrigir os comentarios de todo mundo era so o que me faltava kakakakakakaka o meu ta sem pontuaçao nenhuma e agora

Quando falo que feminismo é lixo e o movimento LGBTT deveria se desprender dessa praga moral me chamam de ignorante.

A feminista que luta "pelas minorias" acaba de usar um comentário homofóbico para se defender, lamentável.

Raven Deschain disse...

Isso lá é verdade 15:22. Vi essa história do canibal e vi tb um outro cara lá que procurava parceiros na internet pra sabe, matar, cozinhar e comer com pão. Mas esse último não pedia. Huahua ele simplesmente fingia (como é a maioria dos casos).

André disse...

Donatien,

Deve ter muitos componentes nesse abandono das mulheres presidiárias, mas fica difícil negar que o principal é o machismo, o corte por gênero é muito claro.

Anônimo disse...

Feministas moralistas não passarão!

Anônimo disse...

Este fato de os jovens homens suecos terem medo de aproximar de mulheres lá parece ser verdade mesmo, eu conhecido uma espanhola que morou algum tempo por lá e disse que eles tem verdadeiro pavor de serem confundidos co abusadores, e que até olhares eles evitam trocar com mulheres em público.

Anônimo disse...

Alguem aqui se tortura lendo aquele Pobre Jovem blog machista vitimista de merda sobre 'aportes'? (não vou postar o link, quem lê vai saber qual estou falando)

Anônimo disse...

"Quando falo que feminismo é lixo"

aha! se entregou mascu fora daqui feminismo é lixo né seu sonso não falei nada de LGBTS defendo os gays como nunca, só que tu defende tanto o jonas que fiz uma piada seu otário.

Anônimo disse...

Como eu disse o paraíso :)

Anônimo disse...

aha! se entregou mascu fora daqui feminismo é lixo né seu sonso não falei nada de LGBTS defendo os gays como nunca, só que tu defende tanto o jonas que fiz uma piada seu otário.

"Defendo os gays como nunca" - Nunca mesmo, para ofender alguém você insinua que a pessoa é gay para usar isso como ofensa.

Quem é o "mascu" aqui?

Donatien Alphonse François disse...

André

Foi exatamente o que eu disse, não nego que seja machismo, apenas prefiro uma explicação mais detalhada.

Anônimo

"Essa história do maníaco do parque já deu. NÃO É SÓ MULHER QUE GOSTA DE MALUCO."

Ninguém disse que é só mulher, mas o tema é violência contra mulher, esse é um paralelo que vale apena ressaltar, o de mulheres que buscam relacionamentos com homens extremamente violentos, não é como nos casos em que elas não sabiam que o cara era assim.

Anônimo disse...

"Quem é o "mascu" aqui? você claro!"

falei que defende tanto ele que deve ser o esposo, se você fosse mulher falaria esposa coisa que não é + você não me engana um gay ñ se ofenderia com isso porq isso ñ é homofobia enxergar isso como homofobia eh muitoooo caricato de alguém que tá tentando se passar gay. mas continue com seu teatrinho hora ou outra aparece um que se acha esperto aqui

Marcia Baratto disse...

Ai troll desiste... amiga aqui que comenta erro de português, felizmente, não tenho. Já anônimo se passando por troll para desvirtuar o debate, vixe! Tá cheio.

Donatien, você ainda está interpretando machismo como ação individual de um indivíduo para outro indíviduo ou grupo. Eu falei no sentido mais de sistema de ideias e valores mesmo, aquilo que ajuda a manter essa concepção tão forte do que seria o papel de gênero que uma mulher precisa cumprir quando se apaixona por alguém: o da dedicação exclusiva, o da fidelidade, do nunca abandonar. Padrão furado (graças a santa terra) que poucas aderem totalmente, mas está aí, entranhado em várias sociabilidades diferentes.

Querer salvar alguém atráves do amor incondicional é um típico papel feminino em relacionamentos. Chame de síndrome de Madalena se você quiser. É como essas mulheres vêem possível nas suas vidas a realização pessoal. Não se engane, a submissão é tão forte que ela pode moldar desejos.

Mas entendo seu incômodo, por que a moça pós-graduanda em história se apaixonou pelo maníaco do parque, e eu não?

Aí a resposta começa a ser do terreno da personalidade de cada mulher, já que cada uma de nós reconstrói e resignifica de um jeito muito particular o sistema de crenças e valores com os quais somos socializadas. Algumas escolhas são conscientes, mas se formos levar a psicologia a sério, muitas 'escolhas' não são (e aí? ainda seriam escolhas?) e sequer seguem padrões racionais descritíveis.

Daí eu concordar com parte da crítica radical que diz que é urgente debater o sistema de ideias e as formas culturais (instituições também estão no jogo, obviamente) que o machismo (ou sexismo) assume.

Mas essas mulheres não 'escolheram do nada' resistir a sociedade e se apaixonar por um maníaco. Outra coisa que me deixou preocupada na sua fala, foi o fato de você dizer que elas terão 'culpa' se forem atacadas pelos criminosos que dizem amar. Mas que absurdo! Quer dizer que você é responsável por todos os atos das pessoas que você ama? Desde quando amar alguém é dar autorização para violência?



Anônimo disse...

off topico
alguém viu a treta da taylor com a minaj?

Death disse...

Direito sobre o outro, sobre a "propriedade". Capitalismo...

Thiago Borges disse...

Quanto a questão da criminalização:

Eu vejo mais como um ato simbólico, um ato político de reconhecimento desse fato como algo a ser combatido e sua notoriedade internacional. É o modo como o Brasil demonstra sua posição a respeito do assunto, inclusive como feito com a Lei de Genocídio por exemplo.

Sob o aspecto de recorrer ao direito penal eu acho que não precisaria alterar o crime de homicídio, mesmo porque considerando o exemplo que a Ursúla Buendía citou o motivo torpe e o feminicídio tem a mesma pena. Acho que poderia manter na lei específica ou seguir a ideia da lei maria da penha, que ao alterar o Código Penal incluindo o crime de violência doméstica, não fez qualquer distinção sobre sexo ou gênero.

Anônimo disse...

A mulher pode até buscar relacionamento com homem violênto mas não violento com ela,
acredito que esse número seja de mulher que não tem estudo ou são dependentes emocionais, dá pra ver o nível das mulheres que ficam com o MC CATRA, ele não é violento mas é escroto.

Zero disse...

falam mal do capitalismo, mas estão comentando aqui pelo que? sinal de fumaça?

querer progresso sem alguma consequência é idiotice, é o velho jargão da omelete, tem que quebrar os ovos.

Donatien, ninguém sabe responder porque. assim como há homens que tem "fetiche" de ser corno, tem mulher que gosta de bandido sim. visitas na cadeia são a prova disso.

não há o que explicar, não há o que acusar ou defender.

obviamente sou contra qualquer agressão à mulher, mas pra quem diz que ambos são iguais, a violência deveria ser tratada igual, sem sexismo. essas discussões ocorrem porque confundem organismos iguais com direitos iguais.

Mila disse...

Acredito que o feminismo ajuda sim as mulheres a identificarem certos "tipos" perigosos: abusivos, controladores, ciumentos. É mais fácil esses homens se aproveitarem de mulheres com algum nível de dependência (financeira e/ou emocional). Obviamente, não somos imunes, pq quem vê cara não vê coração. Na maioria das vezes, o homem vai mudando com o relacionamento. Nem sempre está escrito na testa dele o mau caráter que é.
Claro que são medidas paliativas, a saída definitiva seria a do respeito e igualdade entre os gêneros. Que ninguém abusasse de ninguém. Mas taí, há quanto tempo repetimos esse discurso de buscar empatia masculina. Alguns resultados foram gerados, já temos homens mais sensíveis às causas feministas que antes. Em contraposição, há um grupo mais agarrado ao extremo da misoginia. O que fazer neste cenário? Talvez seja válido diversificar estratégias.

Death disse...

Zero

Idiotice é vir em blog de esquerda defender as tais consequências do "benéfico" capitalismo, olha só, ele deu até internet! Maravilha.

Agora volta pra sua redoma, volta.

E sim, boto senha no wi-fi, hahaha.

Anônimo disse...

Mila pior que está escrito na trata deles sim, mas o Nito do amor romântico cega mulheres de tal forma que muitas de nos passamos a acreditar no chamado "homem exceção" e sabemos de uma firma ou de outra que todo homem e machista, alguns em maior outros em menor grau .
O problema com o machismo e que ele e como uma brasa numa fogueira mau resfriada, quequwe sopro e volta a queimar.
Homens exceção tem a brasa do machismo dentro de si, a primeira crise de ciúmes e a máscara de compreensivo cai, e a natureza machista deles volta a queimar.

Anônimo disse...

*na testa deles

Zero disse...

idiotice é associar progresso a politicagem. a direita se apropria das coisas e faz parecer que ela cria algo. progresso gera capitalismo, e gera evolução tecnológica.

a direita só "defende" a parte do lucro, o "final" do capitalismo, mas ela não apoia progresso, prova disso é defender o cristianismo, que atrasou e atrasa até hoje a evolução das coisas.

eu não sou de direita. mas acho hipocrisia criticar algo que lhe serve quando convém.

a direita é retardada, e infelizmente a esquerda tá indo pro mesmo buraco.

"redoma". então você é iluminada, uma visionaria?

Zero disse...

anônimo 16:49

vamos com calma. como o próprio nome diz, crimes passionais são causados por razoes intimas. assassinos passionais são pessoas ou carente demais ou possessiva demais com problemas psicológicos e tendência a violência, ou não. pode simplesmente ter um surto e matar o outro.

mulher também vê o homem como "propriedade" dela. segundo vocês mesmas aqui, asseguraram que mulher briga por homem.

o tio da Yoki, que foi picotado pela mulher. ela fez por vingança, por ser traída e humilhada. e se algum homem disser que toda mulher é "psicopata em potencial" vocês iam pirar. mas acham justo dizer que todo homem é estuprador. não é assim. também não sou advogado de ninguém, falo por mim. mas não creio que sejam tantos assim.

pessoas que se envolvem em relacionamentos demais tem algum tipo de problema. e dependendo da pessoa isso pode terminar em crime.

o problema é que hoje tudo é noticiado, um único caso fica semanas na mídia, facilitando falsas ideias e generalizações.

Death disse...

Zero

No post anterior vc atrelou capitalismo a progresso que está atrelado à direita que o defende justamente como uma ideia deturpada de "progresso". Agora vc diz que a direita não apoia o progresso....

E sim, vc é de direita, é um reacinha enrustido, sempre dá piti quando alguém fala mal de capitalismo.

Não sou visionária, só não tenho paciência pra machinho reaça.

Agora não vou mais te responder pq não quero desviar o foco do debate sobre o texto fica aí com sua internet maravilhosa. Sugiro voltar pro twitter e fazer seu "humor" associando corinthianos a presos.

Anônimo disse...

Falar eles falam, mas quando chegam em casa costumam ficar bem quietinhos e comportados.

Raven Deschain disse...

" Nem tantos assim".

Fala isso pra esse monte de mulher aqui.

http://googleweblight.com/?lite_url=http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2015/05/relatorio-traz-numeros-preocupantes-sobre-violencia-contra-mulheres.html&ei=DqNJdgBk&lc=pt-BR&s=1&m=754&ts=1437595534&sig=AKQ9UO-H69Q2DTkAk2eY6TON2FKJcom8qA

Link do g1. Do g1.

Anônimo disse...

Ahá! Death ataca o Zero, o pobre zero se defende da Death que sai correndo do debate e eis que surge oportunamente [totalmente sem querer] a RAVEN DESCHAIN defender a Death.

Depois eu que sou louco!

Acorda povo do SENHOR!

Zero disse...

Death.

esse é o mal que falei, da polarização. ou é amigo ou é inimigo.

"atrelado a direita". e você acha que eu gosto disso? de um lado politico se apropriar das coisas e quando alguém defende algo que supostamente "pertence" a direita é chamado de "reaça"?

se sou de direita, estou muito mal, pois a quantidade de direitista que me odeia...

é crente, é olavete, é fã do Ayan e o diabo a quatro... já desarticulei um masculista no twitter que, no ápice da sua maturidade, me bloqueou, sem sequer refutar nada...

direita não apoia não, isso é verdade. progresso de modo geral. quem é contra avanços da medicina, por exemplo? eles gostam do dinheiro, como qualquer um.

posso não ser de esquerda, mas concordo com mais coisas de esquerda. não suporto direita, detesto falso moralista e ignorante que acha que pode cagar regra e moral.

PS: o que tem a ver o que posto no twitter com o que posto aqui? e sim, a camisa que o próprio Corinthians fez é igual a uniforme de presidiário.

Anônimo disse...

Zero vou te ensinar um negocio, não discuta com comunistas, pois isso e o mesmo que discutir com mascu e inútil, pois nunca dão braço a torcer admitindo os erros e incoerências da sua visão de mundo.

Agora tenha em mente uma coisa, ninguém precisa defender o cristianismo nem a moral judaico-cristã para ser de direita, eu mesmo sou de direita, mas nem por isso eu defendo o conceito moral judaico-cristã em circunstância alguma...


Anon 16:49


"Homens exceção tem a brasa do machismo dentro de si, a primeira crise de ciúmes e a máscara de compreensivo cai, e a natureza machista deles volta a queimar."

Bom ciúmes em si não tem nada nada haver com machismo, agora que ninguém seja inocente de acreditar que monogamia não e uma das maiores culpadas pela violência contra as mulheres, pois e sim, não que monogamia em si gere violência, mas ela abre a porta para muita violência contra as mulheres, ainda mais numa sociedade machista como a nossa.


Jonas Klein

Donatien Alphonse François disse...

Marcia

"Mas essas mulheres não 'escolheram do nada' resistir a sociedade e se apaixonar por um maníaco.

_Em principio ninguém escolhe por quem vai se apaixonar, isso é algo para se estudar com mais rigor.

"Outra coisa que me deixou preocupada na sua fala, foi o fato de você dizer que elas terão 'culpa' se forem atacadas pelos criminosos que dizem amar. Mas que absurdo! Quer ? Desde quando ?"

_Vou ser mais claro, apesar de achar que já fui o suficiente: Você namoraria um homem que foi condenado, não apenas acusado, pelo estupro e morte de várias mulheres? Se você soubesse o que ele fez, se não restasse sombra de dúvidas de que ele poderá fazer o mesmo com você, ainda assim procuraria exatamente esse homem para se relacionar, um assassino estuprador? Você faria isso? Se a resposta é sim, você está se colocando em uma situação de risco iminente, você estará entrando na jaula de um monstro e se oferecendo em sacrifício. Absurdo é o que elas fazem contra si mesmas, não eu dizer que são culpadas pelo que vier a acontecer, em nenhum momento eu disse "que você é responsável por todos os atos das pessoas que você ama" e que "amar alguém é dar autorização para violência" mas a partir do momento que se escolhe se relacionar com um psicopata assassino/estuprador é de esperar que isso aconteça, ou não é? Veja bem, elas não conheceram ele, se apaixonaram e só depois ficaram sabendo que era um monstro, aí era tarde demais, elas procuraram ele na cadeia, preso e condenado pela morte de mulheres. Mesmo assim, não disse que a culpa seja apenas delas, o maior culpado é ele, isso é obvio e deve pagar com muito mais rigor. Eu não namoraria um mulher assassina, uma que mandou cortar o penes do noivo, ou qualquer outra que tenha feito algo semelhante, jamais, mas se fizesse isso e ela me matasse, uma boa parcela de culpa seria minha sim. Se eu atravessasse uma rodovia movimentada, com carros em alta velocidade e fosse atropelado, a culpa seria minha, ou não seria? Eu intendo que há precedentes para que essas mulheres se apaixonem por eles, principalmente o conceito de simbiose, mas isso não diminuí a responsabilidade delas com suas próprias vidas. E novamente não estou falando das mulheres que ele matou antes de ser preso, essas não tinham como saber que ele era um monstro, também não disse que elas merecem, mesmo sabendo de tudo que o cara fez, de fato não merecem, ninguém merece isso.

Raven Deschain disse...

Vai tomar no seu cu, caralho.

S. disse...

Como é que fica a mulher que nunca matou, roubou, mas mata o parceiro?? Essa lei de feminícidio eu não entendo mesmo, parece que o crime é pior só porque acontece mais com mulher e para mim isso não parece justo.
Já vi vários casos de mulheres matando homens por sentimento de posse, porque se o cara não fosse dela não seria de mais ninguém, mulher matando porque levou chifre. O crime é o mesmo mas um morreu por causa do gênero e o outro por crime passional????
E falam aí da violência nas mortes de mulheres, como se a mulher matando não fosse violento. A última que eu vi tentou matar o cara com um martelo, com ferro...
Eu não to negando a violência que a gente sofre mas não consigo achar isso aí justo, o crime é o mesmo, os motivos também, mas se a vítima é mulher, a coisa é mais grave.

Marcia Baratto disse...

Mila,

as estratégias postas em políticas públicas tem dois alvos: penalização das condutas de violência extremada e atendimento as vítimas (como a lei do feminicídio, aprovada por que o atual congresso que é de maioria conservadora apoia qualquer pauta que aumente penalização, importante fazer o balanço, doí dizer, mas a lei do feminicídio foi aprovada por conta do apoio da direita), e leis que visam políticas de educação (como a tentativa do ministério da educação para o currículo com questões de gênero).

Para além disso, não conheço nenhuma estratégia em políticas públicas. No plano do debate público, o que temos?

Anônimo disse...

alôoo pobre do jonas pobre do zero que sacoooooo de pobres não tem nada esses daí, tem alguém aqui bancando advogada(o) de macho.

Anônimo disse...

quando eu digo que casamento não faz bem a mulher me chamam de misândrica.

Anônimo disse...

se por educar disser respeito a educar os próprios filhos, eu concordo, embora saiba que essa tarefa é árdua, porque o mundo inteiro está dizendo o contrário a respeito das mulheres, o mundo inteiro nos desumaniza.

agora, educar adultos já daí acho impossível. uma pessoa que não te considera sequer um ser humano jamais vai ser capaz de te ouvir.

o lance é: revidar. as mulheres não apanham porque são mais fracas, as mulheres apanham porque não se defendem e porque não revidam. é muito difícil, depois de ser ensinada a vida inteira a ser submissa e fraca, além de achar que é responsável pelo ego masculino ego masculino, essa coisa tão frágil, mesmo em mim percebo esse cuidado às vezes absurdo em não me mostrar melhor, mais ágil, mais competente...

só uma historinha: minha mãe apanhou a vida inteira do meu pai, desde que éramos crianças muito pequenas. ele chegava bêbado e batia nela (desculpa que ficava bêbado e perdia o controle). um dia ela ficou com raiva, pegou um pedaço de madeira e deu uma surra memorável nele. nós ficamos olhando boquiabertos... e nunca mais.

não temos que educar marmanjos. temos que nos empoderar e aprender a nos defender. respeito não é algo que se consegue pedindo por favor. é algo que se exige e se toma.

não quer dizer que acredito que as mulheres são culpadas das agressões que sofrem. há algo que as impede de se defender, sim, e isso se chama educação machista. educar mulheres é muito mais importante porque agressor, a meu ver, só na porrada (como meio de defesa, bem explicado).

Zero disse...

Jonas, o mesmo serve pra direitista, incluindo você. você ainda é cego, não vê que qualquer fanatismo é igual, independente do pretexto. então ainda está nesse limbo de ver erro no outro mas não no seu lado.

Anônimo disse...

Zero vai com calma ia, eu concordo que qualquer fanatismo e igual, eu não sou nenhum fanático, eu mesmo já questionei muito tudo que eu defendo hoje, fanático e quem defende algo sem questionar nada.

A direita e uma ideologia sujeita a falhas como qualquer outra.

Jonas Klein

Anônimo disse...

esse debate zzz do jonas e do zero não termina, não querem saber de feminismo vem aqui falar uma besteira depois vão embora

Donatien Alphonse François disse...

Anônimo 17:54

"quando eu digo que casamento não faz bem a mulher me chamam de misândrica."

_Embora não seja a realidade do meu casamento, isso pode ser bem verdade:

http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/07/o-casamento-e-um-risco-para-a-vida-das-mulheres-diz-medica-especialista-em-saude-mental-feminina/

Anônimo disse...

Teve uma que eu vi contando com todas as letras que vai em presidio procurar namorado porque ele não tinha pra onde correr. Ta preso mesmo. Já tinha namorado um que conheceu lá dentro quando ele foi solto deu um chute na bunda dela. Pois ela já tava namorando outro que conheceu lá dentro. Pra mim isso é sub-mulher. Minha sororidade bate nessas idiotas e volta. Que se fodam namorando bandido.

Marcia Baratto disse...

Donatien,

ok, você usa culpa como sinônimo para responsabilidade pessoal, agora entendi. É que para o meu mundo culpa é outra coisa. Olha, assim como temos que estudar mais os motivos que nos fazem sentir paixão por outra pessoa, também é necessário entender essa questão de culpa e responsabilidade pessoal. Me parece que sobre vítimas mulheres, se elas não seguem o padrão estipulado de inocência, completo desconhecimento sobre a maldade do agressor, a responsabilidade pessoal por si, vira culpa num estalar de dedos.

É uma coisa que poucos comentadores (em geral homens) aqui do site percebem, como eles tem a nítida necessidade de sempre apresentar casos em que mulheres são autoras e culpadas por crimes violentos, como se fosse isso o que justicasse a imensa violência que é cometida contra outras vítimas do sexo feminino. Ok, eles estão certos a respeito de mulheres assassinas, mas ao fazer isso, se negam a discutir a história daquelas que são assassinadas.

Por isso a compreensão do que pensam e sentem as mulheres que validam criminosos precisa ser mais ampla do que apenas a questão da responsabilidade pessoal.

Anônimo das 18:01, auto-defesa é importante, saber e querer revidar são necessários para romper com ciclos de violência.

Zero disse...

não, não, pode ver ali, meus comentários são sobre o post, ele é que se meteu.

aprendi coisas com vocês sim. algumas as vezes concordam comigo, outras discordam, natural...

Anônimo disse...

Tem uns anônimos com fixação na vida sexual alheia, amigos... compra um vibrador, boneca inflável e se vira. Ninguém aqui tá interessado no seu moralismo tacanho e nem no seu jogo mesquinho para tumultuar o debate.

Donatien Alphonse François disse...

Marcia

Não é como se a violência da mulher justificasse a do homem, é mais como uma tentativa de quebrar o argumento de que só os homens praticam violência, uma não justifica a outra, mas me faz crer que isso faz parte da natureza humana e que deve ser dominado. Da minha parte eu sempre fico do lado da vitima, independente do sexo/gênero, mas eu vou querer saber em detalhes o que motivou o crime. Se uma mulher mata o pai alegando que ele a estuprou, eu posso por uma questão de empatia por ela, achar que ele mereceu, mas se a história dela não se sustentar com fatos e evidencias, quero mais que apodreça na cadeia, que é o lugar de assassinos.
Saber o que essas mulheres pensam e sentem é muito importante sim, elas são vitimas das escolhas que fazem na vida e o produto do que fizeram com elas antes, isso é algo mais para se lamentar do que serem responsabilizadas pelo que vier a acontecer com elas.

Anônimo disse...

Muita mulher aqui com recalque daquelas que tem a coragem de arriscar tudo, de bater de frente contra toda uma sociedade, para ir na prisão ajudar alguém que não pode contar com nada, um detento que foi a vida toda injustiçado pela sociedade.

E muito homem aqui condenando também, com inveja por que muitos presos conseguem mais mulheres do que eles, que estão soltos mas não tem competência pra arranjar uma namorada.

Anônimo disse...

Zero, não use "retardada", é um termo capacitista. Uma opressão não se combate com outra.

Anônimo disse...

A claro agora tudo faz sentido um vibrador resolve os problemas. Deixa de ser ridícula usando frase de mascu pra se defender, so falta recomendar a page doe um vibrador pra feministas.

Anônimo disse...

E vc ta comentando isso do presidio 20:24? Também namora uma dessas sub mulheres tapadas? Ou é uma mulher que vai arranjar macho na cadeia pq ele não pode fugir de você?

Anônimo disse...

Quando se falou em educar estavam se referindo a meninos e não a bandidos. Apesar de que muitas feministas em uma hora xingam todos os homens do mundo, em outra praticamente defendem relacionamentos de mulheres com homens bandidos.

Tem homens que são até menos resistentes a uma educação feminista do que muitas mulheres que tem ódio do feminismo e de feministas.

Ninguém falou em culpar mulheres, mas sim de responsabilizar muitas delas que se envolvem com criminosos e se tornam as vezes cúmplices deles. Tem feministas que confundem responsabilidade com culpabilização.

Anônimo disse...

Anon das 15h54, pare de ser paranóico! Não pode chamar alguém de gay que já acha que é para ofender, 'gay' não é um palavrão! É muito complexo, viu, parece feminista que vê machismo em tudo.

E o que está fazendo num blog feminista se considera o feminismo uma praga moral?

Gente chata.

Anônima disse...

Me incomoda um pouco o exemplo das mulheres apaixonadas pelo maníaco do parque ou outros presidiários famosos num post sobre feminicidio pois me parece uma forma de culpabilizar a mulher vítima de violência e compará-la com aquelas que se arriscam a vivenciar essa situação. Não sei se e essa a intenção, Donatien. Acho que a educação machista tem sim relação com a dificuldade de romper com a vivência da violência. Existem mulheres que podem naturalizar a situação da violência doméstica por já ter acompanhado casos de violência contra a mulher em seu histórico de vida, em sua família, por serem educadas para acreditar que precisam se submeter para manter casamento! A senhora da delegacia não e a única que pensa dessa forma não!!! Por mais horrível que seja, o machismo impregnado na nossa cultura influencia o pensamento das pessoas! Outras vezes, as mulheres se relacionam com pessoas que parecem maravilhosas e em determinado momento do relacionamento sofrem violência e a maioria das vezes o processo para sair dessa situação pode ser longo dependendo do empoderamento e capacidade de resiliencia de cada uma! Por isso o feminismo e necessário! Para discutir esses assuntos e empoderar mulheres! Agora, as mulheres que se apaixonam pelo maníaco do parque pode ter sérios problemas de autoestima, fetiches por bandidos, ou podem ser loucas mesmo! Só não consigo compará-las com a maioria das vítimas usuais de violência de gênero! Marcella

Cão do Mato disse...

Quer dizer que dar um bom dia "malicioso" para uma mulher é crime na Suécia? Nossa, esse lugar deve ser muito chato de se viver... E que história é essa de se aproximar só com consentimento? Antes de me aproximar para conversar com uma mulher preciso perguntar se eu posso me aproximar? É isso mesmo? Cara, acho que você está inventando essa história ou, então, entendeu alguma coisa de maneira errada...

Donatien Alphonse François disse...

Marcella

Minha intenção não foi culpabilizar e nem comparar situações diferentes, apenas tracei um paralelo bem real, que é de um lado temos mulheres vitimas de violência domestica e de outro temos mulheres que buscam se relacionar com homens condenados por violência contra mulheres, são dois fenômenos que se contradizem. Disso não se depreende que a vitima goste de vivenciar essa violência, ou que a outra busque isso para sua vida exatamente, o fetiche me parece mais um questão de correr o risco, de achar que com ela será diferente. A dificuldade de se separar de um parceiro violento, passa pela baixa autoestima, dependência financeira e/ou emocional, medo de morrer, de ter alguém da família atacado, a incompetência do estado em prover segurança a vitima, etc. Empoderamento é bom, mas não adiantará de nada se o agressor não for detido. O machismo perpassa a história da humanidade, todos fomos afetados por ele, mas acredito que podemos diminuir seus efeitos negativos.

Anônimo disse...

Que coisa associar a ciência ao capitalismo. A ciência criou a internet não foi o capitalismo senhor Zero.

É, por exemplo os países capitalistas durante a guerra fria desenvolveram mais tecnologia que os países socialistas; ou ao menos é isso o que eu penso. Mas não avaliar as circunstância que levaram à isso é um erro. Antes dos países socialistas surgirem os países centrais do capitalismo já tinham a hegemonia tecnológica mundialmente. Além do mais, ao meu ver o problema não é uma economia não capitalista, e sim político; uma vez que a União Soviética por exemplo investia e desenvolvia muita tecnologia pra fins militares, tanto é que foi capaz de competir por várias décadas com os EUA.
E isso é só pra acabar com essa ideia de que algum sistema gera algum avanço científico.

Um cientista vai desenvolver novas tecnologias seja recebendo recursos de um estado socialista, seja recebendo financiamento de empresas privadas. Ou seja lá como for que ele receba o que precisa.

Anônimo disse...

ops, muitas tecnologias*

Anônimo disse...

O que mais gera desenvolvimento tecnológico são as guerras, isso é um fato.
Depois das guerras oficiais a única forma de criar novas tecnologias é a guerra comercial chamada concorrência em mercado. Sem a guerra fria os estados comunistas não teriam desenvolvido nada por motivos de: não teria necessidade prática de criar nada novo (talvez no campo da medicina, só).

Anônimo disse...

Donatien, essa matéria da Fórum sobre casamento é simplesmente absurda. Essa pesquisa não tem validade cientifica nenhuma porque se baseia no fato que mulheres são mais medicadas para tratamentos psiquiátricos, mas desconsidera que mulheres são quem mais procuram ajuda médica, enquanto os homens não fazem o mesmo (por padrão social de gênero) e vão fazer parte das estatísticas completamente desiguais de suicídio.

Julia disse...

Esse Donatien é um cínico.

Quanto a alta taxa de estupros na Suécia, essa matéria explica bem o motivo http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2012/09/120917_suecia_estupro_lgb

"Na Suécia, há uma vontade explícita de registrar todo caso de delito sexual separadamente, para torná-los visíveis nas estatísticas", afirmou.
Assim, por exemplo, quando uma mulher vai à polícia e diz que seu marido ou namorado a estuprou quase todo dia no ano passado, a política tem de registrar todos esses delitos, um por um separadamente. Assim, seriam, nessa hipótese, 300 'casos' de estupro apenas para uma única vítima. Em outros países, esse mesmo caso é registrado apenas uma vez - uma vítima, um tipo de crime, um registro", explicou."


A Suécia não é um país 100% feminista, o paraíso na Terra para mulheres. Está muito longe de ser esse inferno para os homens (machistas) como os mascus/reaças gostam de fazer parecer. Mas tenho confiança que um dia elas chegarão lá e nós possamos nos inspirar e olhá-lo como exemplo de país a ser seguido (mais do que já é).

Anônimo disse...

Essa história de mulheres que querem namorar estupradores e assassinos condenados me faz pensar na cultura de competição feminina e na ideia de que mulher tem que ser boazinha e compreensiva mesmo. Vi uma publicação de colega minha no facebook (que tá terminando curso de direito) falando "toda mulher quer um malandro que seja bom só com ela". Vaaárias curtidas femininas. E o desânimo que dá ler uma coisa dessas? Tem realmente um sentimento de que se o cara não for violento/babaca com você, é porque você merece um troféu. Cruzes.

Marcia Baratto disse...

Júlia, isso de registrar todos os crimes é padrão no continente americano, europeu e asiático e da oceania (e vários países africanos também). Qualquer lugar com um código penal moderno (publicado depois de 1870) registra cada crime. Subnotificação e mal trato institucional também é problema global, mas ao contrário do que diz a reportagem, isso não acontece só no Afeganistão não.

Isso é uma desculpa esfarrapada do governo sueco que vem falhado miseravelmente em políticas de prevenção de violência doméstica e sexual.

Nessa hora um dedo da desconfiança marxista ou até mesmo liberal em relação ao estado ajuda bastante. E para mim essa reportagem da BBC é cínica. Uma defesa descarada de que 'vejam mulheres do mundo todo', vocês serão livres quando forem assim como as européias. Ah me poupe desse colonialismo, que não presto homenagens para machismo institucionalizado de nenhum lugar do mundo.

Marcia Baratto disse...

Donatien,

não são fenômenos que se contradizem, a menos que você acredite que todas as mulheres do mundo devam agir da mesma forma se quiserem ser reconhecidas como seres humanos.

Isso de fenômeno se contradizer, só faz sentido se vc acreditar que certas pessoas precisam cumprir com as suas expectativas morais para que elas sejam 'corretas'. Não dá. Liberdade também é liberdade de erro meu caro. Não recomendaria para ninguém viver um romance platônico com o chapinha, mas por quê deveria proibir?

O que fiscalizar a vida romântica alheia vai ajudar essa mulheres? o que diz sobre nós, como sociedade? Se como você diz, cada um é responsável por si, então a prática de mandar uma carta para o maníaco do parque não é contraditório com a ação de fazer de denúncia por violência sofrida.

Não o seria nem se a pessoa que escreveu a carta e sofresse a violência fossem a mesma pessoa. Quem dirá quando elas são pessoas diferentes.

Há o quê? 300 mulheres escrevendo para lunáticos homicídas nos presídios? E quantas outras mulheres foram assassinadas só no ano passado, mais de 7000 mil?

Eu já entendi que você quer combater generalizações de que mulheres nunca cometem violência, mas o problema de fazê-lo num post como esse, é que isso sempre implica em desvalorizar as 7 000 que foram assassinadas.

Uma coisa de cada vez: quer debater violência feminina? Faz um post sobre mulheres homicidas, aí a gente debate cada pedaço da nossa sociedade doente por vez.

Raven Deschain disse...

Isso que eu ia dizer Marcia.

Donatien, não acho que seja um paralelo. Não justo pelo menos. Se houver 2000 mulheres aue escrevem pro Francisco, continua sendo um número pequeno demais pra que seja traçado um paralelo entende?

A quantidade de mulheres que se envolvem com caras "normais" e sofrem violência é muito maior.

E isso nem é um "fenômeno" brasileiro. Charles Manson faz xuxesso e os americanos tb não entendem o pq de isso acontecer. Nisso concordo com a anônima aí encima e com a Marcia mesmo. Me parece um complexo de Madalena. De Jesus Cristo, sei lá.

E agora, Marcia que comentei depois de vc sou obrigada a ser sua fake. =*

Raven Deschain disse...

E sobre mulheres homicidas? Ah faz favor... Nem tem muito o que dizer.

Aileen Wuornos que é uma famosa, começou a matar depois que um de seus clientes lhe bateu, lhe estuprou e se recusou a pagar o programa. Eu tb matava. ¬¬

Essa moça turca que tá na moda agora, não pembro o nome, matou o marido de merda® que batia nela e queria prostituí-la.

E por aí vai.

Há mulheres que matam a sangue frio? Há.

Há mulheres que matam o parceiro que não quis comprar uma casa na praia? Há.

Mas me mostre um crime cometido por mulher que mostro 8742684158095780855895508655 crimes cometidos por homens com muito mais brutalidade e sangue frio.

Esse video que circulou em rede social do escroto matando a funkeira... Gente, mulher nenhuma faz aquilo. Nenhuma. Agora a quantidade de homens que desfiguram as mulheres, por puro ódio é gigantesca. É grotesca.

Não dá pra não entender que feminicídio é crime de ódio. É só ver.

Carol Pirlo disse...

Aproveitando que estão falando de mulheres q se apaixonam por presidiários, em uma matéria do G1 sobre a moça que tacou oleo na amiga e agora tá solta, tá cheio de homem dizendo que ela é linda e gostosa.

Tenho uma hipótese sobre isso. A cadeia é um ambiente à parte da sociedade, no sentindo que não há o mesmo senso de moral que rege sobre nós. Nas brasileiras, pelo menos, impera a lei do mais forte (femininas e masculinas, adultas e juvenis). Penso que em crimes de grande notoriedade, a natureza do crime denota poder. Talvez essas moças se submetam a esses homens pq, de alguma forma, eles demonstraram poder. Um ladrão de galinhas dificilmente vai ganhar cartas de fãs.
Descarto a explicação única de fetiche pq senão os homens lotariam cadeias atrás de mulheres. Acredito que nas cadeias femininas há o "desvirtuamento" da mulher ideal. Homem só se importa se a mulher é bonita e/ou gostosa. Presas masculinizadas não possuem apelo junto a eles. Se a cadeia é um ambiente das mulheres "desvirtuadas" ou no máximo, "putas", não importa. Não tem nenhum valor para o machismo, a não ser de objeto sexual descartável. Nisso que o machismo entra.

É difícil acreditar em homens. Fui violentada por um marombecil no começo do ano num date rape. O cara me ameaçou de todas as formas possíveis, só o denunciei pq uma amiga advogada pegou na minha mão e foi comigo na delegacia. Talvez estivesse escrito na cara dele que ele não prestava, mas tenho 17 anos e não achava que isso iria acontecer comigo. Mas aconteceu. E eu vou ficar com os dois pés atrás com homem agora, mesmo que ele jure de pés juntos. É fácil chegar para uma vítima e dizer "nem todos são assim". Mas como a gente sabe? Depois que acontece, todo mundo vem culpar a vítima e dizer que fomos nós quem não nos cuidamos.

Anônimo disse...

Não entendi muito bem o post...Falam isso a sério ou "brincando"?Porque eu brinco com meu noivo "te dou uma porrada"...mas é brincadeira...NUNCA faria isso...e ele sabe disso.

Alguém disse...

Raven agora ganhou meu total respeito e admiração com esses comentários :)

Roxy Carmichael disse...

O marketing do governo sueco tá realmente de parabéns: consegue vender um país que colocou as escolas publicas na mão de administradores privados e se tornaram na europa o anto modelo a seguir na educação pelos niveis baixissimos de qualidade de ensino, onde milhares de crianças simplesmente ficaram sem escola porque essas administradoras faliram, enfim conseguem transforma um país desse como o paraíso na terra aqui da linha de baixo do equador. Fosse no xix em que as noticias demoravam a chegar, tava tudo certo, mas agora internet??? tenho paciência pra esses argumentos colonoziados não. Marcia tá lacrando, tá dando show e finalmente essa caixa de comentarios ta voltando mais proa trilhos.

Anônimo disse...

Carol Pirlo:
Vc só tem 17 anos? Meus parabéns. Seu discurso poderia ser facilmente dito por uma pessoa de 30, tamanha a sua maturidade e coerência. Sinto muito pelo o que aconteceu com vc, embora graças a Deus nunca tenha acontecido comigo, eu também prefiro não me aproximar de homem. Se aconteceu com vc e com tantas outras, eu não estou livre.
Sobre a matéria citada, é mais uma prova de como esses homens (os da matéria) são desprezíveis. Ao contrário das mulheres, que nutrem sentimentos pelos presos, eles só tratam a criminosa "gostosa" como um pedaço de carne. Jamais iriam visitá-la. São podres, e estão a nossa volta, sem nada escrito na testa.
E nem quero me estender sobre o ranço machista na maioria dos comentários masculinos aqui (não necessariamente nesse post).

Dan.

Anônimo disse...

Nossa anon das 1:28, você poderia me dizer em que determinismo sua teoria tem base? Pois ao meu ver, é uma questão de prioridades, e a URSS preferiu investir em desenvolvimento tecnológico militar à investir na modernização da industria por exemplo. Mas é isso, um PC burocratizado mandando em tudo. Em uma sociedade comunista por exemplo isso ficaria a critério da vontade social.

Anon, eu gostaria de saber em que determinismo sua teoria tem base.

Anônimo disse...

11:20, sobre o desenvolvimento tecnológico ser movido por guerras, ver Deleuze.
Sobre países socialistas e comunistas não desenvolverem tecnologia não militar: ver os países socialistas e comunistas.

Anônimo disse...

Na Suécia o numero de estupros e grande, porque ate se você olha por baixo da saia de uma mulher, e considerado estupro por lei.
O numero de mulheres que procuram bandidos em cadeias e enorme, porque e enorme o numero de mulheres de bandidos quando soltos, mulher jovem vê bandido com "audacioso de destaque social" que quebrador de regras, e mulher odeia regras, Vê se existe filas de mulheres em porta de fabrica atras de trabalhador?.

Anônimo disse...

E puro fetiche si, homem não e fetichista, fetiche de mulher e destaque social e competição, fetiche de homem e puramente visual.

Donatien Alphonse François disse...

Marcia

Me desculpe mas você está atacando um espantalho:


"Donatien,

não são fenômenos que se contradizem, a menos que você acredite que todas as mulheres do mundo devam agir da mesma forma se quiserem ser reconhecidas como seres humanos."

_Então não é contraditório um mulher procurar justamente um assassino de mulheres para se relacionar? Tendo tantos exemplos de vitimas, ela procura um cara que ela acha que vai mudar de atitude e não fazer o mesmo com ela, o que ela tem de especial que todas as outras não tem? A mulher pode se comportar da forma que quiser, mas uma coisa é certa: o lobo e o cordeiro não vão confraternizar sem que um seja o jantar.

"Isso de fenômeno se contradizer, só faz sentido se vc acreditar que certas pessoas precisam cumprir com as suas expectativas morais para que elas sejam 'corretas'. Não dá. Liberdade também é liberdade de erro meu caro. Não recomendaria para ninguém viver um romance platônico com o chapinha, mas por quê deveria proibir?"

_Sim, são fenômenos diferentes e contraditórios: MULHERES VITIMAS DE AGRESSÃO e MULHERES QUE BUSCAM SE RELACIONAR COM AGRESSORES PROPOSITALMENTE. A primeira é totalmente inocente, muitos vezes o cara era bom para ela, até se envolver e depois se revelar um canalha. A segunda sabe que o cara um bandido assassino de mulheres, ela não é inocente, sabe muito bem onde está se metendo, mas ninguém falou que ela não pode, que não deve, a escolha é dela doa a quem doer, não disse nada sobre proibir. O que eu disse foi que o agressor deve ser punido, porque a escolha da segunda não lhe dá um salvo conduto para violenta-la.

"O que fiscalizar a vida romântica alheia vai ajudar essa mulheres? o que diz sobre nós, como sociedade? Se como você diz, cada um é responsável por si, então a prática de mandar uma carta para o maníaco do parque não é contraditório com a ação de fazer de denúncia por violência sofrida."

_Não falei nada sobre fiscalizar a vida de ninguém. Nada, já que não tem qualquer relação com a realidade. É contraditório enquanto fenômeno social, quando você analisa o comportamento das mulheres como um todo, não que sejam as mesmas pessoas sempre,(em alguns casos até são, porque essas mulheres que escrevem cartas tem um histórico problemático) qualquer pessoa com um minimo de bom senso ficaria longe de quem ela sabe de ante mão que é um agressor, mas repito, cada um faça o que quiser com sua vida.

"Não o seria nem se a pessoa que escreveu a carta e sofresse a violência fossem a mesma pessoa. Quem dirá quando elas são pessoas diferentes."

_Sendo a mesma pessoa é contraditório sim, não faz o menor sentido, a menos que ela busque isso para vida dela, o que imagino não sejam todos os casos. E sendo diferentes, a contradição está na analise da população como um todo.

Donatien Alphonse François disse...

Parte 2

"Há o quê? 300 mulheres escrevendo para lunáticos homicídas nos presídios? E quantas outras mulheres foram assassinadas só no ano passado, mais de 7000 mil?"

_Onde está a lógica de 300 mulheres escreverem para maniacos homicidas que mataram 700 mil mulheres? Não tem lógica, é a própria definição de contraditório, seja do ponto de vista individual ou populacional. Eu acredito que mulher nenhuma goste de apanhar ou que queira ter um morte horrível, na verdade acredito que ninguém, nem mesmo o mais baixo animal na escala evolutiva, queira sofrer, acredite ou não, temos todos um extinto de auto preservação, por isso repito não faz sentido procurar um notório agressor para se relacionar. Mas deixando bem claro: QUE ELA FAÇA O QUE QUISER COM SUA VIDA.

"Eu já entendi que você quer combater generalizações de que mulheres nunca cometem violência, mas o problema de fazê-lo num post como esse, é que isso sempre implica em desvalorizar as 7 000 que foram assassinadas."

_Eu valorizo muito as vitimas assassinadas, todas elas, quem não as valoriza são as que escolhem agressores de mulheres para se relacionarem, elas estão pouco se lixando se o cara matou da forma mais horrível possivel outro ser humano, elas dizem: "Não foi comigo mesmo, então que se dane!" Eu me compadeço por cada um delas e lamento muito não poder lhes fazer justiça colocando cada um dos seus assassinos na cadeia, que é o lugar deles. O ponto aqui não é que mulheres também praticam violência, mas as que buscam intencionalmente homens violentos para se relacionar, elas são vitimas das escolhas que fazem em suas vidas e vitimas do que lhes fizeram antes, porém.

"Uma coisa de cada vez: quer debater violência feminina? Faz um post sobre mulheres homicidas, aí a gente debate cada pedaço da nossa sociedade doente por vez."

Eu poderia fazer sim, mais especificamente sobre mulheres que agridem mulheres, para ninguém vir depois com termos chulos como "uzomismo" afinal é importante combater a violência nos mais variados aspectos, mas de qualquer forma eu não desviei o foco, o assunto ainda é o mesmo: Mulheres vitimas de violência.

Donatien Alphonse François disse...

Raven

O que respondi para Márcia, fica como resposta para você também, não quer ficar repetitivo. OK

Sobre seu segundo comentário, a questão não é quem mata mais ou quem mata menos, com mais ou menos brutalidade, tão pouco as motivações de cada um, assassino é assassino, salvo em casos de legitima defesa, se há premeditação é assassinato, pura e simplesmente. Em números absolutos homens matam muito mais, matam mulheres, matam outros homens, matam crianças, somos uma das poucas especies que fazem guerra contra si mesmo, até aí nada de novo. A grande questão é: Como fazer parar? Sinceramente não sei a resposta.

Anônimo disse...

Posso estar enganada, mas parece que o Donatien está problematizando a contradição de buscar o fim da violência contra as mulheres ao mesmo tempo que existe o desejo feminino por homens violentos. Por mais que possam ser grupos diferentes que buscam estes padrões opostos, ambos são disseminados, até porque mesmo quando o desejo não é por um assassino serial condenado, a exaltação sexual de homens violentos ou associados a uma estética de violência é muito forte e não são fatos isolados de gosto individual.

Anônimo disse...

Donatien, entendemos, ha mulheres loucas que fazem coisas estupidas....

E se numa discussão sobre morte de homens nos fossemos falar de homens que morrem encarando desafios dos amigos?

E isso, vida que segue.... Ha mulheres imbecis e homens imbecis... Blablabla

Anônimo disse...

Esse monte de mulher comentando que "homem é um mal" só pode ser troll, né? Ou vocês acham mesmo que dá pra ficar longe de quase metade da população? Ou acham mesmo que o correto é evitar, em vez de tentar mudar? Ou que todo mundo é malvadão?

Donatien Alphonse François disse...

Carol Pirlo

Sinto muito em saber o que te aconteceu, não vou me atrever a lhe dar nenhum conselho do tipo "aprenda defesa pessoal" ou "compre uma arma" até porque não me pediu nada, certo? Mas espero sinceramente que um dia, se for da sua vontade, encontre alguém que saiba te respeitar como ser humano que você é, da forma que você merece.

Quanto ao argumento: A sua hipótese faz sentido e isso é um fetiche, no entanto homens de modo geral não tem fantasias com mulheres violentas/poderosas, por tanto não poderiam lotar cadeias atras delas, até porque a maioria que está lá é por ter cometido crimes leves, ou seja, não lotaria mesmo que eles fantasiassem com isso. No entanto fetiche não poderia ser a única explicação mesmo, depois de ler mais sobe isso vi que tem explicações melhores.

Carol Pirlo disse...

Obrigada Dan. Tenho a dizer que as amigas, o feminismo e a terapia estão me ajudando muito. Só de desmistificar que eu não fui a culpada, foi de grande valia.

Engraçado é que quando a gente fala de violência contra a mulher aparece um monte de choradores: ah, pq as mulheres matam os homens; ah pq mulher é assassina, q feminista não se importa. Caraca, eu não li no post nada dizendo "mulheres não matam homem jamais"; "mulheres não cometem crimes", "nós amamos mulheres que praticam crimes". Interpretar texto não machuca não. Na boa, me esforço pra ignorar homem e suas reclamações de homem, mas tem uma hora que essas male tears irritam.

Donatien Alphonse François disse...

15:04

Não está enganada, é exatamente isso.


Anônimo 01:28

Tem razão, não tinha visto por esse hangolo, obrigada! ^_^

pS: DESCULPEM A FLODAGEM

Mila disse...

Ainda acho que não podemos esquecer do lugar na mídia disso tudo, afinal, ela é nosso meio de informação ao mundo.
Eu era pequena, mas lembro do estardalhaço que a mídia fez no caso do Maníaco do Parque. Lendo alguns materiais sobre serial killers e psicopatas, li que há um espectro narcisista e vários deles que matam com requintes de crueldade o fazem para serem notados ou compensarem a baixa autoestima. Um cara que vira um mito midiático com atenção digna de um popstar não despertaria interesse em alguém?
Outra coisa está no relacionamento que as mulheres buscam ter com homens assim. Como a Carol disse, possível que isso tenha alguma relação com poder, visto que homens em geral abandonam suas companheiras detentas mesmo que em crimes mais "leves". A meu ver, o feminismo pode sim problematizar isso com a ligação entre poder e masculinidade.

Márcia, sobre estratégias, me refiro às que possam complementar os dispositivos legais. Creio que não adianta aumentar as penas para crimes contra a mulher sem oferecer um background para que as leis sejam cumpridas: pessoal treinado, estrutura para receber a mulher violentada e meios para que ela possa seguir sua vida. Também estratégias de reduzir a subnotificação da violência doméstica: retirar o caráter cultural de submissão da mulher (destruir o "em briga de marido e mulher não se mete a colher, ou fulana não fez o jantar e levou uma bifa do marido), extinguir a culpabilização da vítima. Tudo isso de modo a fazer com q as notificações se aproximem o mais perto do real a fim de repensar estratégias e enxergar o monstro que é a violência doméstica. Vejo que temos de atingir em dois polos: tanto numa educação cidadã para homens e mulheres; quanto no empoderamento feminino.

Anônimo disse...

Márcia, quero ser igual você quando crescer <3

(e Roxy, e Jane Doe, e Raven diva)

Anônimo disse...

no que depender da esquerda, que é quem governa nosso pobre pais agora, mulheres vão continuar morrendo pela violência doméstica e tb violência das ruas.
A esquerda faz milhares de objeções a que se puna marginais de todo o tipo, e impunidade é tudo o que assassinos de mulheres esperam pra continuar a matar.
Não bastasse isso a esquerda apoia ostensivamente islamicos, rotulando os de oprimidos e incompreendidos, e esse sem sombra de duvida são o grupo que mais oprime mulheres, alias não da nem pra chamar de opressão ali é misoginia assassina mesmo.

Anônimo disse...

12:24, eu nunca li Deleuze mas conheço bem a teoria da guerra como incentivadora da tecnologia. Agora o "sobre países socialistas e comunistas não gerarem tecnologia não militar ver: países socialistas e comunistas" eu não entendi muito bem. Em primeiro lugar países comunistas nunca existiram, então isso é uma suposição. Em segundo lugar países socialistas geraram tecnologias não militares, só não geraram muita. A questão como eu disse ao meu ver é de princípios, e a URSS colocou a produção de bens de consumo em segundo plano. Num país socialista comandado por um partido único, a geração de tecnologias depende da vontade do partido. Só que não existe apenas esse socialismo. Daí eu partir pra perguntar que determinismo é esse que impede que um país socialista gere tecnologias, pois eu não sei qual é; e você não me respondeu. Você ao que parece acha que se não houvesse algum tipo de concorrência simplesmente não haveria motivo para o investimento em avanço tecnológico. E ao que parece parte também do pressuposto de que só é possível que existam país socialistas nos moldes da URSS.

E eu não quero parecer grossa, mas sua resposta me soou arrogante.

Anônimo disse...

Também estou gostando dos vários comentários da Carol Pinto, pra mim ela era uma adulta, vei.

E pelo amor da Deusa, parem de dizer para não termos empatia com outras mulheres, homens-dos-comentários. Vão plantar banana que rende mais.

Quanto as mulheres presidiárias: Homem criminoso precisa de cadeia, mulher que visita ele precisa de terapia 'braba' para sair do atoleiro, vocês não são perfeitos, então não digam que nunca defenderam pessoas de índole muito duvidosa, sendo ou não pessoas maduras na época.

Vicky

Marcia Baratto disse...

Raven minha fake, ai que orgulho!

Roxy, eu não sabia sobre a privatização das escolas, obrigada pela informação (e, vamos comentar: isso ajuda a explicar o machismo ainda presente...). E valeu pelos elogios, tô vermelha...

Donatien,

Não consigo ver como contradição, para mim é apenas a diversidade do mundo. Pessoas são egoístas, narcisistas, têm sede de poder, se entediam com segurança, se apovaram perante a violência, etc, etc. Gênero pode criar imagens diferentes sobre homens e mulheres com essas características, mas impedir que alguém as tenha, duvido muito.

Ainda não entendi qual a necessidade de marcar essa diferença de ação, afinal, mulheres assassinadas não voltam do além para escrever cartas para homicídas. Cada mulher, uma história. Igualdade eu quero de direitos, igualdade de personalidade eu dispenso. Por isso acho que não miro espantalhos, só gostaria de afastar os corvos.

Marcia Baratto disse...

Mila, assino embaixo! para mim é esse mesmo o caminho. Penalização sem sistema judicial efetivo, é política para o Cunha ver.

Donatien Alphonse François disse...

Pois é, se um dia eu ver um judeu nazista vou lembrar disso: "Não consigo ver como contradição, para mim é apenas a diversidade do mundo." Tá serto!

"Ainda não entendi qual a necessidade de marcar essa diferença de ação, afinal, mulheres assassinadas não voltam do além para escrever cartas para homicídas."

_Elas só fazem isso bem antes de serem mortas da forma mais brutal possivel, aí fica difícil acabar com esse circulo vicioso...

Raven Deschain disse...

Todas, Donatien?

Taí uma generalização perigosa.

É como eu disse encima. Digamos que duas mil mulheres escrevam pro Franciso ou pro Manson, enfim, a quantidade não é comparável com a quantidade de mulher que não faz isso e é agredida/assassinada da mesma forma.

Mas já que estamos nesse assunto, que tal falar do canibal que queria comer pessoas e vários homens se candidataram? Ou dos caras que compram gravuras do Gacy por um valor exorbitante? Ou dos homossexuais que escreveram pro Dahmer?

Pessoas tem fascinação por assassinos. Não é um "fenômeno" exclusivamente feminino. Acredito que vc cita o Francisco porque é o que está próximo de nós e por que falar mal de mulher é esporte da mídia no geral, então eles citam esses casos e convenientemente esquecem de falar dos outros. Mas abra seus horizontes. Os livros da Dark Side que falam sobre assassinos seriais, com imagens gráficas e histórias detalhadas vendem horrores. E ninguém vai me convencer que é só mulher que compra.

Donatien Alphonse François disse...

Raven

Se você analisar o perfil das mulheres vitimas de violência domestica e o das mulheres que escrevem cartas para assassinos verá que são muito parecidos, é inegável que tudo faz parte do mesmo pacote, não estou dizendo que são culpadas, longe disso, mas se queremos acabar com essa violência precisamos entender como isso si dá no contexto geral. Você quer ver como sendo coisas distintas mas infelizmente não são, independente de quantas mandem cartas e quantas não, o problema é o mesmo, a perpetuação da violência.
No imaginário coletivo da sociedade, passando por todos os setores, existe a ideia de que mulher """"""gosta"""""" de apanhar(não é minha opinião, que fique claro) isso dificulta e muito o combate a violência, porque mesmo as pessoas mais instruídas como juízes e advogados, também pensam assim e são eles que facilitam a vida de bandidos, que depois de soltos vão fazer tudo de novo e de novo e de novo...


Eu poderia falar muita coisa sobre antropofagia e tudo que se relaciona com isso, ocorre que esse não é o tema do post. E mesmo que a fascinação por assassinos não seja exclusivamente feminina, isso não altera absolutamente nada do que eu disse, a violência domestica também afeta muitos homens, mas como o tema é feminicidio, não vejo razão para falar deles.

É muito difícil falar sobre esse assunto sem parecer que eu estou culpando as vitimas pela violência que sofrem, quando na verdade eu só quero entender como esse sistema se perpetua, uma vez que eu não estou me fazendo entender por vocês, não vejo mais motivo para continuar o assunto.
Sendo assim, obrigada pela atenção e um forte abraço!

Anônimo disse...

É muito diferente se dispor a ser o jantar de um canibal porque é uma questão sua de querer ser comido, já as cartas pros assassinos não pressupõe o desejo de ser assassinada, mas de ter um relacionamento com alguém temido e perigoso.
Como foi colocado anteriormente, não são só 200 mulheres escrevendo para um assassino, mas uma demografia considerável que vê como atraente a violência. Fica uma mensagem confusa: algumas querem o fim da violência, outras querem transar com ela.
Isso acaba caindo até na "erotização da opressão" do radfem, mas me parece ainda mais amplo que isso porque não é um desejo pessoal de ser subjulgada, mas estar com alguém que subjulga os outros.

Raven Deschain disse...

Não é que a gente não esteja te entendendo. É que achamos que vc está falando de duas coisas completamente diferentes:

1- mulheres que se envolvem com homens aparentemente normais, que se revelam assassinos;

2- mulheres que sentem desejo/atração/fetiche por assassinos;

Não consigo correlacionar os dois assuntos como vc está fazendo. Pra mim são coisas diferentes.

Donatien Alphonse François disse...

Raven

O "1" não é verdadeiro em todos os casos, tem muita mulher que se envolve com homens sabidamente violentos, talvez por não crerem que sofrerão nas mãos deles também. São diferentes, porém complementares quando se analisa o todo, por isso que eu disse que são contraditórios.

donadio disse...

Quantos homens não se apaixonaram pela Suzanne Richtofen, depois que ela foi presa?

Marcia Baratto disse...

Donadio, mas contradição só fuciona se você tem duas asserções válidas e uma contradiz a outra. O que se complementa, em termos lógicos, não se contradiz. A menos que você esteja falando em termos lógicos não tradicionais.

Desculpe, acompanho estudos de violência no Brasil a mais de uma década, e a vítima ser insegura não é característica que determina perfil. Se valorada como vulnerável por agressor ou agressores, o é. Mas essa vulnerabilidade é valorada de n formas, mais de 50 na última pesquisa feita só com agressores. O que fica de comum, é que ser vista como mulher, te põe sim como vulnerável, mas nunca de forma absoluta. Algo que é mesclado com cor da pele (de cada 10 vítimas de estupro em Campinas, 8 são negras, não sei se isso generaliza para o Brasil todo, mas aqui isso é muito evidente), idade (mulheres são mais agredidas entre os 15 e 29 anos), classe social, religião, etnia, etc, depende do contexto social de vítimas e agressores. Depende de como a violência é estruturada em cada contexto.


Qual é o estudo que relaciona mulheres homicídas com envio de cartas a homens homicídas? Não há relação, são mulheres diferentes, em situações completamente diferentes. Malucas escrevem cartas para homens perigosos que não conhecem pessoalmente, vítimas de violência doméstica (mais de 70% de toda a violência contra mulheres no país é doméstica) conhecem profundamente seus algozes.


Só é contraditório uma mulher querer se relacionar com um homem violento, se você presumir que todas as mulheres conhecem a realidade da violência doméstica e, mais, que todas as mulheres internalizam que isso pode acontecer com qualquer uma, inclusive com elas. Duas asserções lógicas que, infelizmente, não são reais.

Nosso feminismo tem muito chão para gastar até conscientizar todas as mulheres para a realidade da violência de gênero. Sem educação de gênero nas escolas públicas, a maioria é socializada para ler esse tipo de violência como algo que acontece com as outras, não com elas mesmas. E com as outras que não se 'dão ao respeito' (aquelas que tem mais de um parceiro sexual, não aquelas que se relacionam com presidiários, sociedade profundamente cristã explica isso), para aquelas que não creem em Deus (é sério, já ouvi de muita mulher que apanhar do marido é falta de fé), e por aí vai.

Simplesmente a violência não é percebida como uma questão de gênero. Daí as generalizações babacas, como 'toda mulher gosta de apanhar' (que é uma interpretação enviesada de um fenômeno muito real).

Outra coisa, não sei como os neonazistas vieram parar na conversa, mas sim, eles são mais um expectro de grupo social que odeia, também parte da diversidade da violência no mundo. Uma bem menos aceitável, ainda bem, que a diversidade das mulheres que escrevem cartas para homicídas. Ao contrário dessas, suas ações de ódio são lidas e resignificadas pelo direito como crime.

Enviar carta de amor para o chico picadinho não é crime.

Percebe a diferença? Não é igual, não tem como comparar. E embora o termo genérico 'violência' una os dois grupos, não é o que eles tem de comum que os explica, é o que os grupos tem de diferente que permite que nós os enunciemos e tentemos compreendê-los.

Donadio, linguagem não é neutra. O sexismo moldou até a estrutura da nossa língua para legitimar opressão de gênero. Então quando se tá no debate público, vale a pena prestar atenção para o quê as pessoas interpretam da nossa fala. Para mim, o ético, é sempre que alguém gritar: 'ei, sua fala ofende', é bom pensar a respeito.

Senão a gente deixa de argumentar e passa a defender o próprio ego e, como consequencia, o diálogo morre. Já fiz isso com muita radical aqui, sem nem perceber, me negava a entender o por quê meu posicionamento ofendia ou causava desconforto, e, na boa, é totalmente babaca e improdutivo. Tenho mais consciência dos meus valores quando dou a mesma importancia para os valores de outras pessoas. Mas isso é pessoal, cada um decide por si o que fazer.

No mais, valeu pela conversa. Até a próxima.


donadio disse...

Marcia, você está citando o meu nome mas falando com outra pessoa.