domingo, 17 de agosto de 2014

UMBANDA AGRADANDO

Comentário anônimo no guest post sobre umbanda, que agradou a muita gente:

Conheço a umbanda há algum tempo (a maior parte dos meus 30 anos), e eu e minha familia (parte dela) nos encontramos por lá.
Há figuras femininas e masculinas, mulheres são atuantes e não somente submissas e contempladoras.
Sempre digo que não é uma religião mas sim um relacionamento, não tem como não incorporar a filosofia da umbanda na sua vida, não se tem tempo contado para os rituais, há todo um processo de desenvolvimento mediúnico etc.
O preconceito é um capitulo à parte, religião de pobre e preto (ouvi isso mil vezes), e se você é mulher é porque tá querendo amarrar alguém (como se precisassem disso).
Mas o ponto mais interessante é que é uma religião nascida em solo Brasileiro fruto da cultura e crenças do Brasil. Com todas as nuances da nossa cultura presentes.
Haha sou filha de Oxossi mas adoro as pombas Gira!

Comentário da Gle:

Uau! DEMAIS! Só consigo dizer isso! Demais por ver você postando isso Lola (obrigada!) e pelo depoimento lindo dessa pessoa.
Eu nasci em berço católico; fui criada em berço católico; crismada no catolicismo, mas isso não era o suficiente pra mim. Pra mim, a vida sempre foi mais que aquilo, e aquele deus da igreja católica não era o que eu sentia. Aquele senta/levanta/coloca as mãos pro alto etc era simplesmente vago. Nada me levava além do sentimento de "ai que saco isso aqui!". Sempre respeitei e respeito até hoje! Sou a ÚNICA espírita da minha família inteira.
Há quatro anos conheci o espiritismo Kardecista. E durante todo esse período eu aprendi muita coisa, mas principalmente, aprendi a não ter REJEIÇÕES de religiões. Um dia, uma pessoa próxima me convidou a ir até um Centro/casa de Umbanda. Eu, sinceramente, não gostei da energia que senti lá, não sei explicar o porquê. Talvez essa casa/centro não soube me receber e/ou acolher. 
A doutrina que a Umbanda prega é linda! De verdade! Eu acho linda. 
Pena que até hoje ainda não conheci um bom lugar para aprender sobre ela. Se puderes me indicar algum aqui em SC, próximo à região de Blumenau, agradeço.
Sobre o preconceito, é muito claro mesmo! Quando me perguntam minha religião e eu respondo "Sou Espírita", é como se as pessoas me vissem como um monstro na frente delas, e, assim como a E., muitas vezes prefiro omitir essa informação.
E., parabéns por ter seguido, por ter encontrado seu caminho e tê-lo aceitado! Muitas vezes a gente "foge" do que nos é imposto por medo/receio e isso só atrapalha a nossa evolução. Muita PAZ e LUZ pra você!

Comentário da Leila:

Esse é justamente o preconceito contra o qual eu tenho que trabalhar, não contra a Umbanda, mas religiões de um modo geral. Eu também acho que deve trazer alento a muita gente, por outro lado não consigo deixar de pensar no estrago que religião (sempre de um modo geral, mas no meu caso específico, o catolicismo) fez e ainda faz na minha vida, e o atraso que isso já trouxe para a humanidade. 

Comentário da Normalidaderealidade:

Adorei o post, Lolinha! Eu também sou umbandista, e fico feliz pelo relato -- é muito importante pra gente ter visibilidade. O preconceito é horrível. Eu já fiz parte de marchas pela liberdade religiosa, e elas foram meio vazias, embora eu conhecesse terreiros cheios de gente. Obrigada de novo.
Depois de um período católico meio obsessivo, conheci e me apaixonei pela umbanda. Ela é bem menos dogmática, e eu podia transportar minhas filosofias mais heterodoxas para as crenças de lá -- Deus como a totalidade ao invés de um homem barbudo, por exemplo. Enfim, me identifiquei, e olha que eu odeio superstição -- eu sempre vi tudo de lá como simbologia. Eu nem mesmo sou médium, acho... Quero dizer, talvez, por enquanto, não sei.
Uma coisa que adorei lá é que nem tudo é "demanda", "trabalho", obsessor, possessão. Às vezes os nossos problemas eram nossos mesmo. Essa racionalidade foi ótima pra mim, que passei muito tempo ouvindo da minha mãe que meus problemas eram "falta de Jesus", e que ouvi de colegas religiosos que meus remédios psiquiátricos eram "jogar minha encarnação fora". Não tem milagre, só auto-conhecimento.
Eu também me senti muito empoderada pelos arquétipos. Conhecer as mulheres guerreiras, sábias, livres, me fizeram ver que eu preciso ter em mim um pouco de cada uma delas. E isso foi lindo pra mim. Até hoje eu ouço os pontos cantados dos arquétipos femininos nos meus piores dias. Recomendo isso fortemente, até pra quem não acredita em nada. (Meus favoritos são de Maria Padilha, haha)

Comentário da Graciema: 


Eu tenho tentando ser menos preconceituosa com religiões no geral, embora confesse que tenha mais preconceitos com catolicismo, evangélicas e espíritas. O básico do respeito mesmo. Como nenhuma religião de matriz africana até hoje tentou me impor nada ou me incomodou de alguma forma, são as que tenho maior simpatia (ou menos antipatia).
Agora, a menos que você seja vegano e defensor dos direitos dos animais, achar horrendo o sacrifício de um bode num ritual de candomblé e comer frango e porco de criação industrial, e morto da mesma forma é só... preconceito.

Comentário anônimo:


Lolinha, tem que completar que no Candomblé [não na Umbanda] tem sacrifício animal, mas é sem dor (se ele sentir dor o Orixá recusa), todo o corpo do bicho é aproveitado, e ele vira comida. É mais ético e tem um propósito mais nobre que comer carne por comer carne. É mais correto que comer aquela carne de bandejinha comprada no Carrefour.

Comentário da Raven:

Ahn pera. Podemos matar frangos pra comer mas os religiosos de matriz africana não podem matar frangos pra ahn... Comer?

Comentário anônimo: 


Nossa, muito legal ver um post que assim no blog.
Eu tenho 27 anos, sou umbandista com muito orgulho, minha segunda família é onde eu me sinto acolhida, é onde sempre encontro uma palavra amiga, onde é meu refúgio. Eu sempre quis uma família grande, mas sendo filha única nunca tive, mas lá eu encontrei. É no meu barracão que eu encontro paz e serenidade.
Também sofri desde criança com depressão, me sentia sozinha, era triste, mas com ajuda de pessoas que eu realmente sei que sentem um carinho enorme por mim eu consegui começar a superar.
Para a pessoa que perguntou sobre o sacrifício: na Umbanda não existe sacrifício, somente no Candomblé que é feito sacrifícios de animais. A Umbanda prega a paz, o amor e a caridade, nunca tu vai chegar numa casa de Umbanda e pagar algo, por exemplo.
Acredito que todas as religiões quando fazem bem e nos tornam alguém melhor são lindas, o errado é o radicalismo e o ódio pregado por algumas pessoas.
No meu barracão temos sessões de Umbanda e de Candomblé Angola, minha família de santo é linda, unida e maravilhosa e todos são recebidos com muito amor, indiferente de orientações sexuais, raça ou condição social.
Salve a Umbanda.
Salve as religiões de matrizes africanas.
Muito axé para todos nós.

38 comentários:

Anônimo disse...

Tu não era ateia Lola? não achava religião uma bobagem? o quem mudou?

lola aronovich disse...

Ué, e quando que eu deixei de ser ateía? Publiquei um GUEST post (post convidado, ou seja, não fui eu que escrevi, não é minha opinião, nem minha vivência) sobre umbanda, e agora, nesta seção de "Assinoembaixo" (que trata de destacar comentários interessantes em outros posts), publico alguns coment de outras pessoas, que têm opiniões, experiências e inclusive religiões diferentes. Eu continuo sendo muito ateia, obrigada.
E nunca disse que religião é uma bobagem. Disse, e sigo dizendo, que eu me sinto muito livre por não ter religião. Eu particularmente não gosto de religiões porque acho que (pelo menos as três principais religiões monoteístas) são machistas e bélicas. Mas respeito quem acredita, e acho que religiões podem trazer alento a muita gente.

Anônimo disse...

Gostaria de entender como o sacrifício de um animal pode ser sem dor no ritual de candomblé, se alguém puder explicar agradeço. Ps: Sim, sou vegetariana e nao compro carne de bandeja, acredito que as pessoas tem muito preconceito pois nao sabem que no candomblé os animais sacrificados são consumidos depois. Ate porque isso não é 100% verdadeiro. Já vi galinha e cachorros que foram sacrificados por religião no meu bairro. Ass: Pink.C

Mallagueta Pepper disse...

Eu não sou ateia, acredito em deus, vida após a morte e reencarnação. Mas pra ser sincera, sou super-desconfiada com qualquer religião. Qualquer mesmo, sem exceção.

Anônimo disse...

Oi Lolinha.

Lendo esses guest posts tão legais eu me lembrei de uma conversa que tive com amigos meus há um tempo.

Estávamos comentando sobre o ensino religioso nas escolas. Eu tive essa matéria até a 6ª série, se não me engano, e amigos meus, que não estudaram nos mesmos colégios que eu quando nova, também.

Eu fiquei chocada. Veja bem, um amigo meu é espírita kardecista e disse que no colégio dele, de orientação católica, ele era mal visto pelos amiguinhos por causa de religião. Aparentemente a visão do colégio de ensino religioso era estudo da bíblia. Aconteceu algo bem parecido com uma outra amiga, que estudou em um colégio diferente do dele, mas que também tinha orientação católica. Estudar religiões era estudar a bíblia, e só. Hoje ela é atéia.
O colégio que eu estudei tinha até nome de santo, mas as aulas de religião eram bem diferentes. Acredite ou não, a professora nunca puxou sardinha pra religião nenhuma. Nós aprendemos sobre o hinduísmo, budismo, cristianismo católico e ortodoxo, judaísmo, protestantismo e religiões afro. A discussão não era voltado para o que elas tinham de certo ou de errado, mas o que elas tinham de bom. A professora sempre trazia material extra, com contos e costumes dos praticantes das diferentes religiões. Mostrava como todas essas religiões pregam valores como compaixão, caridade, amor ao próximo...

Liberdade religiosa e respeito é algo tão importante. Respeitar inclusive quem não se identifica com religião nenhuma, com crença nenhuma.

Por isso eu achei sensacional você postar esses guest posts, Lolinha. Muito bom!

1cellinthesea disse...

Oi!

Fiquei curiosa, queria saber quem são as mulheres na foto de moldura vermelha ue vc colocou no post! Eu adoroaprender sobre religião, obrigada pelos posts! Eu sempre tentei entender um pouco sobre o que é Umbanda, Cadomblé, Quimbanda, mas a wikipedia é uma zona e me confunde mais. Queria saber como funciona, as diferenças, o que são os rituais e como funcionam... às vezes ouço falar em magia e amarração, queria saber se tem a ver ou não... Enfim, adoraria saber mais! :) Sabe, preconceito tb é ignorancia e talvez uma forma de começar a combatê-lo seja esclarecendo as coisas. Afinal, realmente essas religiões não tem canais por onde se apresentar, digamos. Quando são mencionadas na mídia, geralmente é baseado em "rumores", não se gasta tempo pesquisando o mínimo para falar a respeito...

Bjo!

normalidaderealidade disse...

Tenho um amigo meu, genial, que hoje é formado sacerdote de umbanda, que um dia fez uma disciplina sobre feminismo e teoria queer na mesma sala que eu. Enquanto meu artigo final foi sobre os Chans e o "não existem mulheres na internet", ele escreveu sobre o feminismo e as pomba giras.

Ele interpreta uns pontos cantados, falando sobre a beleza das pombagiras (todas são lindas, sendo que existem algumas linhagens que são velhas, outras maltrapilhas, outras que são caveiras - literalmente!), o poder feminino e até o imagético de violência que serve pra demonstrar como ela é capaz de se defender e defender acima de tudo sua liberdade de ir e vir. Até tem um ponto que a Pombagira como eu lírico provoca e desafia um agressor, declarando que "anda de noite, anda de dia" e deixa subentendido que ninguém tem capacidade para impedí-la - quase um take back the night, só que brasileiro, hardcore, e com batuque.

Se eu não me engano tem até uns trechos sobre incorporação e corporalidade, e meia dúzia de preconceitos desmistificados. Mas o centro mesmo são as músicas.

É bem legal... Já que eu falei no meu comentário sobre ponto de Maria Padilha (que é uma linhagem conhecidíssima de pombagiras), talvez role uma curiosidade.

Assim, talvez, quem sabe, se você tiver algum interesse em dar uma lidinha, é um texto curto...

Anônimo disse...

@1cellinthesea
Talvez esse link te ajude, é tipo uma wiki voltada pra essas coisas:
http://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Main_Page#Religi.C3.B5es

Eu adorei esse guest ost e tinha comentários ótimos!
Inclusive um link explicando sobre o sacrifício na umbanda e na quimbanda que me levou a um lado meu que há tempos não cultivava.
Obrigada!!!

Anônimo disse...

Cachorro sendo sacríficado no candomblé????? Que piada, cresci dentro de terreiro, amo minha religião. O que me da uma raiva enorme são pessoas que baseadas em achismos saem por ai falando bobagens sem nunca ter se prestado a ler minimamente sobre o assunto.
Durante o sacrifício o Axogun não pode deixar o animal sentir dor ou sofrer porque a oferenda não seria aceita pelo Orixá.O objeto do sacrifício, que é sempre um animal, muda conforme o Orixá ao qual é oferecido; trata-se, conforme a terminologia tradicional, ora de um animal de duas patas, ora de um animal de quatro patas, galinha, pombo, bode, carneiro. Esse sacrifício não é só uma oferenda aos Orixás. Todas as partes do animal vão servir de alimento, nada é jogado fora. O couro do animal é usado para encourar os atabaques, o animal inteiro é limpo e cortado em partes, algumas partes são preparadas para os Orixás e o restante é destinado aos demais. Tudo é aproveitado: até a porção oferecida aos Orixás é posteriormente distribuída entre os filhos da casa como o inché do Orixá. É usada para confraternização: unem-se os filhos a comer com o pai ou mãe, havendo repartição do Axé gerado pelo Orixá. (Acredita-se que após algum tempo que a comida esteja no Peji ela fica impregnada pelo Axé do Orixá). O sacrifício no candomblé é a renovação do Axé, feito uma vez por ano para cada Orixá da casa ou em circunstâncias especiais.
E como tudo na vida existem pessoas mal intencionadas, pessoas sem escrúpulos que estão dispostas a enganar os outros.
Eu só acho que como feministas temos sempre que ter respeito com os diferentes modos de pensar. Em 30 anos de candomblé de Angola nunca vi um animal sofrendo e tão pouco um cachorro sendo usados em sacrifício. Talvez a procedência das terreiras do seu bairro não sejam de uma vertente pura de candomblé.
Enfim, nunca quis "empurrar goela abaixo" minha religião em ninguém, mas eu ainda sonho com o dia que poderemos falar sobre ela sem olhares julgadores, sem preconceitos, sem todo esse estigma ruim que vincularam as religiões de matrizes africanas.
Hoje, existem muitos livros que ajudam a esclarecer sobre o assunto, já que sair por ai repetindo bobagens pré-estabelecidas é bem perigoso, procure conversar com pessoas sérias que realmente vivem PARA a religião e não de pessoas que vivam DA religião. Charlatanismo existe e sempre vai existir, mas isso serve pra todos os setores da vida e não só em religião.

Raven Deschain disse...

Muito legal anon de 15:30. No meu colégio tb tinha, mas era nesse molde bíblia-católica-jesus, que desagradava bastante gente, por causa da diversidade mesmo. Aí foram retiradas e a gente tinha um horário sem fazer nada muito mais educativo. Haha

Crl disse...

normalidaderealidade , seu artigo parece interessante, se tiver disponível online você podia divulgar aqui.

Anônimo disse...

A gente tem que reconhecer que existem SIM pessoas que sacrificam animais de forma randômica, tipo aqueles "pais de santo" (que de pais de santo não têm NADA) que ganham fortunas com mandingas do mal. (Incluindo amarração! Amarração é do mal sim!) São essas pessoas que cobram pelos serviços e que deixam corpos de animais abandonados pelas encruzilhadas.

E isso não é umbanda, isso não é candomblé, isso não é quimbanda. E, caso algum pilantra queira te enganar dizendo que é de alguma dessas religiões, veja aqui alguns fatores pra regular seu desconfiômetro:

Todas essas religiões, primeiro de tudo, não cobram - a maior parte dos terreiros idôneos recebe sua renda oferecendo cursos de formação e festas. Lucro é proibido. Mesmo que você ache que é a entidade quem tá pedindo dinheiro, luxos, materiais caríssimos... Não, não está. Provavelmente estão te passando a perna.

Depois, terreiro de verdade não faz amarração, não faz o mal, não oferece riqueza material, nada disso. Se algum mandingueiro te oferece uma dessas coisas, pule fora do "terreiro" dessa pessoa na mesma hora.

Por último, se pedirem animal pra matar, fuja.

Voltando às oferendas, nem deixar oferenda na rua um bom umbandista moderno deixa. A prática atual pede que, depois de orar, você recolhe tudo e leva embora, pra não deixar lixo por aí. A menos que seja na floresta, daí tudo é feito só com material orgânico, pra ser absorvido pela natureza e comido pelos animais. Ou seja: um bom umbandista não larga nem prato de farofa na rua, quanto mais um cachorro morto.

Anônimo disse...

As mulheres gostam das religiões porque acham que sendo muito religiosas Deus (ou Jeová, ou Alá, ou Iansã ou sei lá) vai lhes dar um marido rico.

ADORADOR DE MULHER disse...

ao PALHAÇO das 19:16

chega dessa merda, falou?
já deu essa ladainha de "mulher-homem rico". essas bostas de piadinhas sem graça já esgotaram seu tempo. milhões de mulheres sofrem nas mãos de babacas todos os dias, e 99% deles não é rico e nem perto disso.

Anônimo disse...

Gente vamos parar de confundir candomblé com umbanda por favor.
Eu sou parte de uma família de candomblé, e sim fazemos sacrifícios, sim fazemos "trabalhos" de limpeza na casa, para saúde e TODOS envolvem sacrifício, no candomblé em alguns momentos você vai precisar pagar sim, como por exemplo na iniciação a pessoa é recolhida 28 dias na terreira, onde são feitos inúmeros rituais e muitos preceitos são passados ao futuro iniciado.
Já na umbanda que é uma religião brasileira, ai sim não existe cobrança nenhuma, já que não existe iniciação, ou obrigações, não existe sacrifício na umbanda.
E mesmo no candomblé em uma doutrina séria não deixamos restos de "despachos" em vias públicas pq acreditamos que para serem aceitos as oferendas precisam estar em contato com a natureza, e não no asfalto e num ambiente onde passaram muitas pessoas ou carros.
Creio que as duas doutrinas merecem respeito, acredito também que devemos nos informar sobre onde frequentamos, pq como alguém falou à cima existem pessoas mal intencionas em tudo nessa vida.
Agora, não podemos sair por ai afirmando coisas que não sabemos.
Candomblé e umbanda são religiões diferentes, com preceitos diferentes e uma organização hierárquica completamente diferentes.

Anônimo disse...

Olá, muito obrigada pela resposta! Não conheço muito da religião e por isso mesmo perguntei. Não acho um cachorro diferente de um pombo nem de outro animal. Nao sei se eram oferendas do candomblé, mas pelo que li do outros post das pessoas que conhecem das religiões afrobrasileiras a umbanda nao possui sacrifício e o candomblé sim, entao liguei a ele. No caso os animais estavam na rua dentro daqueles vasilhames de barro, entao não são aproveitados né... Por isso sempre pensei que matavam so como oferenda mesmo, saber que o comum é servirem de alimento me surpreendeu. O Axogun é quem faz a oferenda? Como exatamente ele faria o animal nao sentir dor?

Anônimo disse...

Olá! Muito obrigada pela resposta! Realmente são essas manifestações religiosas que eu sempre vejo por aqui, pensava erroneamente que era candomblé.

1cellinthesea disse...

Obrigada pelo link, já estou lendo! :)

@normalidaderealidade, teria como divulgar links pros artigos? Parecem mesmo interessantes.

Anônimo disse...

Me desculpem se eu dei a entender que um pombo vale menos que um cachorro é claro que não é isso, só nunca tinha ouvido falar em cachorros sendo sacrificados em rituais de candomblé. Não posso falar de todos os preceitos feitos na hora das obrigações, sendo que alguns detalhes somente a yalorixá ou o babalorixá conhecem. Mas, posso dizer que os animais recebem algumas ervas anestésicas/alucinógenas, também posso garantir que tudo é feito com muito respeito ao animal e da maneira mais rápida possível, sem que ele agonize nem nada do tipo. Certamente é bem menos cruel e desumano que um abatedouro pro exemplo.

Anônimo disse...

Meu pai era pecuarista, e criava animais pra matar. Ele não era axogun, nem mesmo religioso, então não sei como funciona no candomblé, estou só falando da maneira que ele me explicou:

SEGUNDO ELE, em matadouros de escala industrial os funcionários são muito mal treinados e simplesmente sangram o animal até que ele agonize e morra.

Já ele, que criava animais livres no pasto (o chamado "free range", que permite contato entre os animais) usava uma arma de pressão num ponto do crânio que gera morte instantânea, não existindo tempo para sentir dor. Segundo ele, pelos recursos que os animais oferecem, é um sinal de respeito não permitir nenhum sofrimento e agonia, lembrando que isso é ética da roça, de uma época na qual comer carne era necessário (hoje acredito que não seja mais) e os materiais oferecidos pelos bichos seriam essenciais para a vida naquele meio.

Ainda é brutal? É. Depois de presenciar a morte e o preparo de alguns bichos, eu virei vegetariana. Mas eu entendo esse negócio de "morte ética" e como os animais desempenham um papel importante nessa vida que meu pai levava, bem como o que significa esse "respeito" num lugar e num meio social onde a subsistência depende dessas produções.

Repetindo que isso não tem nada a ver com o Candomblé, só estou exemplificando um modo de matar animais sem agonia.

Gle disse...

Eu acho um barato colocar essas questões "polêmicas" em pauta. Religião é o tipo de coisa que não vai convencer ninguém. Eu não curto pessoas que querem te provar que a religião delas é melhor que a sua. Até porque, ninguém vai "derrubar" nenhuma religião, elas continuarão existindo. Quando alguém pergunta como é a casa espírita que frequento, faço um resumão e digo: "caso tenhas vontade, posso te apresentar." Acho que isso é legal! Já levei várias pessoas para conhecer e muitas delas continuaram frequentando.
Cada um acredita no que quiser, o importante é viver feliz e praticando o amor e a paz.
Obrigada mais uma vez, Lola!

Anônimo disse...

Lola, desculpa comentar aqui sobre algo nada a ver com o que você escreveu (é que é o post mais recente), mas eu queria saber se tem como escrever pra você, como algumas pessoas escrevem e você publica e comenta, mas de modo totalmente anônimo. Sempre quis escrever aqui, mas só comento...

lola aronovich disse...

Claro, anon das 10:59. Quase todos os posts que publico sobre estupro e aborto são anônimos. Não tem problema algum.

Anônimo disse...

Desculpa a burrice, mas eu escrevo onde? (anon das 10:59)

Juba disse...

Anônimo das 15:30, pode dizer o nome da escola? Queria saber onde a aula de religião foi tão boa :)

Anônimo disse...

Que bom anon das 15:30, como seria legal que houvesse essa abertura para ter contato e respeito com a diversidade.
Eu qdo criança, estudei numa escola estadual, que no primário, a primeira coisa que recebíamos qdo começavam as aulas no ano era uma folha, para preencher nosso nome, série e assinalar as opções: religião - 1 católico 2 outras.
Todo mundo fazia catecismo, menos eu...e todos assinalavam católico, principalmente por medo. Existia aquela pressão: se vc não por católico, vai pro inferno, "eles" vão saber que vc não é católico.
Eu escrevia: NAO TENHO RELIGIAO.
Nunca na minha casa foi imposta crença nenhuma, fomos livres para perguntar seguir ou não qual quiséssemos.
Mas existe mesmo preconceito, principalmente com as crenças de matriz africana...

Sarah disse...

@normalidaderealidade fugindo do foco principal, o seu artigo sobre o "não existem mulheres na internet" me deixou curiosa. estâ disponível online?

normalidaderealidade disse...

Sarah, como é um trabalho sobre o 4chan (que cita o BRChan também), eu fiquei meio assim-assim de publicar, meio que por segurança. Eu posso editar o bicho até ficar irreconhecível e postar no meu blog. Vou pensar nessa possibilidade.

Cheio de Luz disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Julia disse...

Anon 10:59, escreve pro email da Lola.

lolaescreva@gmail.com

Eu também fiquei muito interessada no artigo da normalidaderealidade.

Anônimo disse...

ahh tá matam sem dor!! só rindo mesmo,pode me explicar como fazem isso?Tá bem tendencioso ese pot e não só esse como os outros sobre a umbanda,ahh na umbanda não sacrificam animais? Mentira pura,pois eu vi,com meus próprios olhos,banho de sangue em cima da cabeça e durou um montão e pra quem não sabe o animal fica vivo sim e sangrando.Fora que,em anos de proteção animal jáa resgatei de muitos despacho,animais em estado lamentável,crueldade,barbarismo mesmo,então nãao em com balela,conversa pra boi dormir porque tem sim muita crueldade com animais nesse meio.Se querem defender que defendam falando a verdade.

Anônimo disse...

Como dica eu lhe dou como sugestão o diálogo com os espíritos, do Jefferson Viscardi. Tem no youtube e também a página oficial. Desmistifica os mitos da umbanda e é um trabalho lindo e rico. Ele tem a colaboração de vários médiuns. As entidades são entrevistadas por ele e os diálogos são gravados. É um sucesso no youtube e me ajudou muito em vários momentos. Sem contar os meus preconceitos que caíram por terra. Um abraço.

Anônimo disse...

"Lolinha, tem que completar que no Candomblé [não na Umbanda] tem sacrifício animal, mas é sem dor (se ele sentir dor o Orixá recusa), todo o corpo do bicho é aproveitado, e ele vira comida. "

Nossa que mentira. Morei ao lado de um terreiro e até conseguir mudar de lá, tive que mandar meu filho morar com a avó paterna porque ele ficava desesperado com os berros dos animais que sacrificavam lá, era um inferno gente. Fora o cheiro que subia do lugar, a gente chamava polícia e não adiantava nada, agora parece que mudaram o terreiro pra um lugar mais afastado porque passei em frente um tempo atrás e tinha mais nada ali.

Anônimo disse...

"Cachorro sendo sacríficado no candomblé????? "

Sim, cachorro, gato, bode, sacrificavam de tudo ali. Não tinha um cachorro de rua no bairro, pegavam todos em datas determinadas. Não adiantava chamar polícia, zoonoses, nada, davam um jeito de sumir com tudo mas com o cheiro, isso nunca sumiam apesar daqueles incensos fedorentos que usavam nos rituais. Umbanda eu sei que não faz isso agora candomblé faz, e muito! E nem vou entrar aqui no mérito da quimbanda.

Anônimo disse...

"Gostaria de entender como o sacrifício de um animal pode ser sem dor no ritual de candomblé, se alguém puder explicar agradeço. "

Se não for com uma pistola de ar comprimido na têmpora, testa ou atrás da cabeça do animal (dependendo da fisiologia do bicho e do seu porte) SEMPRE haverá dor e sofrimento. Fora o que eles passam antes de morrer, que conta como sofrimento também.

Anônimo disse...

A partir do momento em que uma religião sacrifica um animal, perde totalmente o valor pra mim (por favor, sem comparar o tanto de gente já morta pelo catolicismo ou qualquer outra religião, que todo mundo aqui sabe que é errado também).

Cheio de Luz disse...

Na busca de melhor compreensão de si, do outro e de tudo à sua volta , principalmente do suporte espiritual ter uma religião ajuda bastante(estudos comprovam!);porém como é criada por homens possuem falhas;importante é sentir-se apoiado na Fé(crença).

Tiago disse...

Pros anonimos ai de cima:
Umbanda nao sacrifica animais.
Candomble ao realizar sacrificios tenta minimizar a dor dos animais.

Agora, o que mais tem por ai é pilantra ou maluco fazendo todo tipo de merda e chamando de umbanda/candomble. Portanto nao fiquem achando que uma ou duas observacoes pessoais sao representativas da realidade destas duas religioes.