sábado, 30 de agosto de 2014

GUEST POST: A DIFAMAÇÃO DE NOIVA DO CORDEIRO

Esta semana um vilarejo mineiro que você provavelmente nunca ouviu falar foi notícia em matérias de várias partes do mundo. O problema é que é tudo mentira. 
Típico: pegam uma vila peculiar, em que as mulheres são maioria e têm poder (e uma história única), e transformam numa "cidade só de mulheres desesperadas para arranjar marido".
Juliana Brancaglioni Casciatori, de Americana, SP, fez o favor de pesquisar e relatar essa história pra gente.

Sou uma leitora invisível do blog, leio sempre, só não comento. E agradeço muito por ter conhecido esse blog, pois através dele conheci mais a fundo o feminismo.
Quero compartilhar com vocês uma história. Deparei-me com uma matéria ontem no Uol sobre uma “Cidade de Beldades” que estava fazendo uma “campanha por homens”. Vários jornais e sites estrangeiros divulgaram uma reportagem com fotos sobre um vilarejo de 600 mulheres jovens, lindas, exóticas e solteiras, que teriam criado uma campanha para atrair homens. 
Segundo o Uol: “Manchetes como 'Habitat de Beldades em Busca de Homens' e 'Lugar Exclusivamente Ocupado por Garotas de Extrema Beleza Quer Atrair Maridos' deixaram alguns leitores estrangeiros curiosos -- a ponto de chegar ao topo da lista de mais lidas do jornal britânico The Telegraph”.
Mas o absurdo não é esse. O problema é que tudo isso nada mais é do que um boato. O vilarejo do qual eles falam se trata do pequeno distrito de Noiva do Cordeiro, a 100 km de Belo Horizonte, MG, povoado por aproximadamente 300 pessoas, entre homens e mulheres. A maioria da população é sim de mulheres, e durante a semana o vilarejo é mais povoado por elas, já que os homens vão à capital para trabalhar como operários em fábricas, e retornam no final de semana.
Uma das moradoras, Rosalee Fernandes foi citada nas matérias que divulgaram o boato. Diz ela: 
Rosalee Fernandes cinco anos atrás
"Com certeza não tem campanha nenhuma. Não dei entrevista. Colocar a gente nessa situação é um absurdo [...]. Em pelo menos uma dessas reportagens foram usadas fotos que mostram as mulheres em poses e trajes provocantes. As fotos foram tiradas numa festa à fantasia e publicadas na página da associação local no Facebook. [...] Ninguém aqui está desesperada, não, senhor, somos trabalhadoras". 
Agora, em que século será que estamos? Só porque uma moradora citou em uma matéria exibida lá no exterior que há poucos homens e boa parte deles parentes, a mídia britânica já saiu espalhando que existia uma “campanha em busca de maridos”?
Aprofundando a história, as mulheres de Vila do Cordeiro contam que, no passado, moradores das cidades vizinhas as chamavam de prostitutas -– pelo simples fato de estarem desacompanhas.
Maria Senhorinha em destaque
Eu, muito curiosa, quis saber um pouco mais sobre a vida da vila, então encontrei o site sobre Noiva do Cordeiro. Tudo começou há mais de 120 anos, por “culpa” de uma mulher. Por volta de 1890, Maria Senhorinha se casou com um francês no povoado de Novas Roças, em Belo Vale (MG). Porém, após 3 meses de casada ela conheceu Chico Fernandes, se apaixonou e começou a ter um caso com ele. O marido descobriu. 
Com o adultério Maria Senhorinha resolveu se separar e assumir o romance com Chico, mas o povoado ficou chocado, e a Igreja Católica os excomungou até a quarta geração. Com isso, Senhorinha e Chico resolveram se mudar para uma propriedade a 40 km de distância de Belo Vale.
Delina Fernandes hoje
Alguns anos depois eles tiveram o primeiro filho, Francisco Fernandes Filho, um dos nove que viriam a ter, e em 1942 ele se uniu a Geralcina Maria de Jesus, somente no civil, já que seus pais tinham sido excomungados. Em 1944 nasceu Delina Fernandes (que hoje é considerada a matriarca da Vila), filha de Francisco e Geralcina.
Em 1950 eles começaram a receber a visita de um pastor, que queria evangelizar e pregar a palavra na região. Os moradores, junto com o pastor, construíram a igreja Evangélica Noiva do Cordeiro (que mais tarde veio a se tornar o nome da vila). Em 1962 o pastor se casou com Delina Fernandes, que só tinha 16 anos, neta de Maria Senhorinha e Chico. 
Após o casamento o pastor impôs várias regras referentes à religião, entre elas jejum três vezes por semana, e com isso muitos moradores da propriedade rural foram para outras cidades. Ele não permitia que os membros da igreja tivessem contato com outras pessoas que não fossem da mesma religião, não podiam assistir televisão e nem ouvir rádio. De 1970 a 1990, a população do vilarejo aumentou, pois os casais não podiam evitar filhos. E com todos esses fatores, as famílias ficaram sem dinheiro e na miséria. 
Então em 1991 aconteceu o primeiro casamento com música na igreja (gente, nem música os jovens conheciam até essa época!). Essa situação mexeu com o sentimento dos moradores e o enfraquecimento da Igreja Evangélica Noiva do Cordeiro tornou-se evidente. Alguns moradores passaram a não frequentar mais os cultos e em 1994 decidiram extinguir a religião e não adotar mais nenhuma doutrina. Logo em seguida o pastor faleceu, deixando Delina viúva. Ela se tornou matriarca da vila, pelos seus ensinamentos.
E a reviravolta começa aí: o nome da comunidade vira Vila Noiva do Cordeiro em 1999, e Delina, juntamente com sua filha Rosalee (a que foi citada nas reportagens), criam a Associação Comunitária Noiva do Cordeiro, com o objetivo de buscar recursos para as famílias. E no mesmo ano criam uma fábrica de lingeries e várias formas de lazer e trabalho na comunidade.
Vila Noiva do Cordeiro tem uma grande força feminina, já que são elas que tomam conta de todos os setores da comunidade, desde a agricultura, artesanato, costura, comida etc. São elas que tomam todas as decisões, e o mais bacana é que ninguém é obrigada a fazer nada, cada uma escolhe fazer o que gosta. E se ajudam mutuamente, são muito unidas e fazem tudo juntas, desde o trabalho à refeição, formando uma grande família. Não há competição entre as mulheres, apenas sororidade. Ninguém é rica ou pobre, todas se ajudam e agem em comunidade. Não conhecem criminalidade e são felizes. Sem religião.
Por causa de todas essas particularidades, tem quem ache que lá é um prostíbulo. Obviamente, não é. Para quem quiser saber mais, no ano passado foi produzido um documentário com o nome Noivas do Cordeiro. A revista Marie Claire fez uma matéria sobre "a vila das mulheres" em 2009.
Com o repórter inglês do Telegraph
Sabe Lola, é difícil acreditar que num passado muito próximo ainda havia (e com certeza ainda há) esse tipo de preconceito. Mas o mais bacana disso tudo é saber que no século passado, mesmo com toda opressão da sociedade, quando chamavam Maria Senhorinha de prostituta e pecadora, ela não se importou e foi viver com seu grande amor.
E é bacana ver que essas mulheres superaram o machismo das cidades vizinhas e a opressão da religião, e hoje, no meu ponto de vista, essa vila e essas mulheres são um ótimo exemplo de empoderamento feminino. Pois juntas elas conseguiram restaurar a dignidade, a emancipação, e principalmente a liberdade de escolha.
O triste é ver que Noiva do Cordeiro, que foi tão difamada pelas cidades vizinhas durante décadas, agora é difamada pela imprensa internacional. 

35 comentários:

Bela Campoi disse...

Que história linda! Que mulheres fortes. Nunca tinha sequer ouvido falar da comunidade; vi o documentário e adorei! Triste é que ainda tem gringo querendo saber como faz pra chegar lá...

Claudio disse...

Quanta idiotice, as mulheres (infelizmente) só chegam em cargos de dominância quando quase todos os tem que fazerem o trabalho mais pesado.

Anônimo disse...

Associação de mulheres = perigo para os homens. Depois perguntam porque não tem mulheres que fazem isso e aquilo. Quando tem já tentam cortar.
Isso já vem desde a época das amazonas, inacreditável que não podemos fazer as coisas do nosso jeito, tem que nos tachar de puta. Porque sabe, essas mulheres que andam por aí sozinhas estão precisando é de pica sabe. Como se atrevem a querer vivem sem uzomi gente?

Anônimo disse...

O foda é que na página do facebook dessa comunidade ficou cheia de gringo tarado falando merda por causa desse hoax...

Anônimo disse...

Por que não há nada mais inaceitável nessa sociedade do que uma mulher sem "homi" e sem filhoS.

E tenho certeza que quem espalhou esse boato acha que está fazendo uma grande favor ou mesmo salvando essas "pobres coitadas" de uma vida "vazia e sem sentido".

Jane Doe

Raven Deschain disse...

Se fosse uma cidade cheia de homem ninguém ia falar que eles estavam "desesperadamente precisando de um toque feminino", neh?¬¬

lola aronovich disse...

E eu não vi NENHUMA retratação de qualquer jornal ou site que publicou o boato. Vc viu, anon das 20:47? Se vcs souberem de algo, me avisem. Pô, tem que ter retratação da parte desses veículos.

Anônimo disse...

Esta cidade e um sonho....♥♥♥
Imaginem a paz, liberdade, limpeza, tranquilidade de uma cidade sem homens ♥♥

Anônimo disse...

Pior que além de ser um boato ridículo e não ter havido retratação alguma, continuam os recados de brasileiros e estrangeiros na página do Facebook.

Engraçado que as mulheres estão lá, muito bem obrigado, e quem tá desesperado na verdade são os homens correndo atrás delas.

Ugh, que nojo dos comentários deles! Deviam exigir retratação.

Anônimo disse...

Pelo tanto de "pretendentes" que a pagina da cidade atraiu no face(Brasileiros e gringos)da para ver que não são elas que estão desesperadas não

Anônimo disse...

Aposto que nesta cidade e proibido vender pote de azeitona :D

@dddrocha disse...

Nunca tinha ouvido falar desse lugar, tô pertinho de BH... enfim, que história ridícula, mais uma exportação mentirosa do Brasil afff.

Aline J. disse...

Gostei do post, muito bom mesmo. Tem uns sem noção que até são educados no facebook, mas tem uns escrotos sim. Os sem noção que acham que a mulherada realmente tá desesperada quando elas estão cagando pra eles.

Pote de azeitona? Sério anon? Hehehehe, vai trocar a resistência do chuveiro, vai.

Anônimo disse...

Sawl

Para Claudio

Meu caro, seus conceitos(pré-conceituosos) sobre MULHER mostra o quanto NÃO passa de um homenzinho pequeno, misógino e que não sabe nada de mulher!
Vive generalizando porque é BURRO demais pra ver que não só mulheres, mas, como todos seres humanos são diferentes.
Acha que TODAS nós somos interesseiras e só temos valor se somos bonitas, jovens e magras porque é um homenzinho idiota que não deve valer nada, geralmente homens como vc que julgam tanto as mulheres e são tão exigentes com elas não passam de uns fracassados, mal amados de merda!!
Coitada da tua mãe que esperou 9 meses pra parir um imbecil como você!!
Aliás enquanto caga regras, não só as valentes e batalhadoras mulheres da Vila da Noiva do Cordeiro estão trabalhando e cuidando da família como tantas mulheres pelo Mundo progridem e crescem por CONTA PRÓPRIA mesmo com trastes como você as desqualificando.
Viva com isso seu LOOSER!!

Sawl - Always the rebel

Anônimo disse...

Sawl

Devia existir uma retratação SÉRIA deste jornaleco britânico de merda em relação às moradoras desta cidade!
Esta difamação NOJENTA não deve ficar impune! Que as moças desta cidade sejam indenizadas é o mínimo!!

Sawl

Anônimo disse...

Tem gente aqui que não sabe argumentar sem usar palavrões e xingar os outros... Se é que são argumentos...

Juba disse...

Lolinha, sei que é outro assunto, mas esta reportagem do Estadão sobre um estupro coletivo chega a dar nojo. E é escrita por uma mulher :(

http://alias.estadao.com.br/noticias/geral,v-de-versoes,1551958

Danilo disse...

Resposta: Achar bonitinho de modo distante A Vila Noiva do Cordeiro qualquer feminista poderá achar. Eu pago pra ver qual seria a feminista de grandes centros urbanos com anseios de viver lá.

Mallagueta Pepper disse...

Falta de argumento, Anônimo das 23:29, é um homenzinho vir aqui destilar machismo, misoginia, defecar regras sobre a vida das mulheres e ainda se achar superior e dono da razão.

E muitas vezes, quando argumentamos numa boa, eles ainda desmerecem nossos argumentos como se tivesse autoridade pra determinar se eles tem ou não valor.

Não dá pra ter paciencia com esses tipinhos e não temos obrigação nenhuma de respeitar quem nos desrespeita, simples assim.

Raven Deschain disse...

Aposto que lá vende azeitona, pepino, palmito e conservas no geral porque diferente de anônimo burro elas devem conhecer física. ;)

Anônimo disse...

Se a única utilidade do homem é abrir pote de azeitona, eu ensino como se livrar deles: usa uma colher de alavanca pra deixar o ar entrar na tampa e depois abre normalmente.

Anônimo disse...

Essa história me lembrou um comentário do Danilo, nem lembro mais em que post, quando ele disse que o patriarcado não tinha medo da união feminina. Bom, essa tentativa de encaixar as mulheres de Noiva do Cordeiro no velho estereótipo é a prova definitiva de que YES, o patriarcado TEM medo da união feminina e da sororidade. Os mascus e outros babacas devem estar se doendo/se borrando todos de medo ao ver mulheres dirigindo uma comunidade inteira e sendo bem melhor nessa administração do que qualquer macho que a gente vê por aí engravatado sentado num prédio público, pois não falta nada pra ninguém, todos tem um trabalho de que gostam, criminalidade zero, e elas fazem tudo isso SEM PRECISAR DE NENHUM HOMEM (yep, botei ênfase aqui só porque sou má e quero que os mascus morram ainda mais de medo :P). Imagino essas mulheres provando que os homens não são tããão fundamentais assim e o mundo dessa calangada caindo. Meu apoio pras mulheres de Noiva de Cordeira e, com licença, vou rir até amanhã dos machistas e mascus desolados.

Raysa Soares disse...

Eu fiquei bem surpresa com o pouco conhecimento sobre essa comunidade, já li e vi reportagem sobre essas mulheres na Globo há algum tempo atrás, não me lembro se no Globo Rural ou Globo Repórter,e também já li sobre elas em alguma revista, Época ou Veja, não me recordo,e tenho fé na minha memória de que as reportagens nacionais foram, se não completamente, bem mais responsáveis.

Anônimo disse...

Adoraria passar uns dias em Noiva do Cordeiro. Deve ser uma experiência incrível.

Anônimo disse...

Não sei se vocês repararam, mas elas não vivem SEM NENHUM HOMEM. A cidade possui 300 moradores entre homens e mulheres, com maioria de mulheres é claro, e os homens (na maioria parentes) vão trabalhar em fábricas fora da cidade (e trazem recursos para casa) e só retornam no final de semana.

Mas claro, o comando é das mulheres, e elas provaram que sabem administrar uma comunidade muito melhor que os homens (sem violência, disputas, intrigas etc..)

Eu praticamente vivo assim, trabalho fora e só volto para casa no final de semana, e minha esposa praticamente (praticamente não, radicalmente) é a líder da casa. Confesso que eu jamais faria melhor do que ela.

donadio disse...

O que parece é que Noiva do Cordeiro segue um modelo bem tradicional. Os homens são provedores, as mulheres são cuidadoras.

É verdade que a "comunidade" é administrada pelas mulheres. Também é verdade que essa "comunidade" se parece muito com um "lar" ampliado. As mulheres mandam lá; mas lá é um lugar que tem como uma das suas atribuições fundamentais viabilizar o trabalho assalariado (predominantemente) masculino em outro espaço.

A comunidade é pacata e sem violência? Sem dúvida; mas isso é porque é comandada por mulheres ou é por que tem 300 habitantes (que ficam reduzidos a 150 durante a semana)? Quantos lugarejos de 300 habitantes são conhecidos pela violência nas relações sociais?

A história do lugar é sem dúvida fascinante, emocionante até. Mas Noiva do Cordeiro não é um modelo possível de ser seguido por uma sociedade mais ampla (quanto mais não seja, por que a sua peculiar relação entre as metades masculina e feminina do povoado só é possível pela existência de um "mundo lá fora" que provê emprego assalariado para uma das metades).

Quanto à ridícula exploração sensacionalista da vida dessa gente humilde pela imprensa marrom européia... não era só no Brasil que existia imprensa assim? e impunidade assim?

Anônimo disse...

Homem só serve pra abrir pote de azeitona então..

Eu faço assim:

Quando preciso abrir um pote de azeitonas, vou ali na rua e fico esperando o primeiro babaca passar. - Mas tem que ser daqueles babacas que acha que só homem consegue abrir um pote, daqueles que assedia mulheres na rua, daqueles que acha que mulher tem que ser submissa e assim por diante.
Quando tá numa distância razoável, taco o pote na cabeça dele.

Se não abrir de primeira - e eu sempre espero que não - faço de novo.

Domingos Tavares disse...

Em outras palavras, jornal embrulha-peixe não é privilégio de brasileiros.

É interessante, mas cada cidade tem as suas peculiaridades que pode ou não viabilizar esse modelo. Sem falar que esse modelo é viável ali por causa de suas peculiaridades, como a população muito pequena e o fato de todos os homens saírem para trabalhar durante a semana, trazendo dinheiro para a vila.

De qualquer maneira, torço para que o embrulha-peix... Digo: o jornal se retrate, mostrando a realidade de forma imparcial. É isso o que o jornalista devia fazer. Ou não?

Nelia disse...

Já conhecia a história dessas mulheres antes desse bafafá todo porque tinha visto o documentário citado. Muito bacana a história de vida delas e suas lutas. O triste em tudo isso é o preconceito que sofrem ainda hoje por parte das populações vizinhas e até das chamadas autoridades. Têm muita dificuldade em conseguir valer os direitos de qualquer cidadão, como terem ônibus, condução escolar, etc.

Anônimo disse...

Não, Donadio. As mulheres cuidam de tudo, incluindo a plantação além de fabricarem lingeries, pra vender.
Então também conseguem renda com um dos trabalhos, além de plantar muito do que usam para a própria alimentação. Não lembro de ter lido se também criam animais.

donadio disse...

"Não, Donadio. As mulheres cuidam de tudo, incluindo a plantação além de fabricarem lingeries, pra vender.
Então também conseguem renda com um dos trabalhos, além de plantar muito do que usam para a própria alimentação. Não lembro de ter lido se também criam animais.
"

E elas vendem as lingeries para quem? Umas para as outras?

Não adianta, Noiva do Cordeiro não é uma "comunidade" autônoma com papéis de gênero invertidos, é parte de uma economia mais ampla - onde os papéis de gênero são os de sempre.

Anônimo disse...

Alguém disse 'sem homens'?
Moro em Betim, e pelo que conheço dessa vila sei que não é um lugar sem homens - como comentado por alguma sapatão(infeliz? sem identidade própria? mal amada? ou muito pouco amada?). Nem é um lugar onde as mulheres estão a correr atrás de homens. Nem é um lugar anarquista, ou socialista, ou comunista... Os homens saem para trabalhar fora... Para PROVER.
E também devo dizer que lá não é um antro de feministas - anti-homens - raivosas que xingam machos e que tem filosofias e corpos de caminhoneiros.
É um lugar pacato, não há violência ou criminalidade... sem muita influência da mídia, SEM FAVELAS, sem imigrantes nordestinos, sem misturas de raças, sem aquela promiscuidade típica da maioria dos(as) brasileiros(as), nada rap, nada de funk, não tem drogas, NÃO TEM CARNAVAL, nem pagode ou samba... Enfim, nem parece Brasil... Ou, no caso de parecer Brasil, parece pertencer a algum dos estados do Sul de tão bonito, organizado e próspero. Todos os habitantes daquela vila são um povo único e homogênio, não há multiculturalismo algum.

José Bonifácio, de Contagem/MG. disse...

José Bonifácio, de Contagem/MG.

Depois de assistir a várias reportagens, fiquei curioso e fui até lá, com minha família, para conhecer. Pensei que chegaria lá, daria uma voltinha pelo arraial e iria embora, como sempre acontece na maioria dos lugares onde vou conhecer. Mesmo sem agendar uma visita, chegamos e fomos recebidos maravilhosamente bem. Depois de alguns minutos lá, parecia que já éramos de casa há muito tempo. As pessoas que nos receberam foram extremamente atenciosas, nos contando as histórias do lugar, exibindo documentários e até nos levaram para vermos as plantações de hortaliças, que fica um pouco retirado do povoado. Sem falar no delicioso e farto lanche que nos ofereceram depois. Gostei muito de conhecer e já estou com saudades. Qualquer dia pretendo voltar!

19 de agosto de 2015.

Rangel Costa disse...

Ola como faço pra conhecer a comunidade ? Estou encantado com tanta blz e simplicidade .. meu email e rangel.costa@hotmail.com zap 65 93034099 sou solteiro e estou aberto a amizades Abraços ..

Anônimo disse...

Pena que vocês não sabem das verdades e mentiras da comunidade noiva do cordeiro, e ficam defendendo sem ao menos conhecer.