terça-feira, 24 de junho de 2014

"O QUE FAZER DIANTE DE CRÍTICAS RIDÍCULAS?"

A C. me fez essa pergunta:

Estou escrevendo porque ontem passei por uma situação um pouco chata entre família. Eu não soube como agir. Parece que quando vem de amigos é mais fácil você ignorar, mas quando é família, pessoas com quem você se importa, falando coisas completamente machistas, você fica não só pensando "Cara, que m*rda que alguém tão próximo de mim pensa assim". E quando aquilo que eles falam se aplica a você, você não sabe se deve ficar chateada ou se deve deixar pra lá. 
A situação foi a seguinte: depois da minha formatura na faculdade, saímos pra jantar, eu, minha mãe, minhas irmãs, meu pai e a namorada dele. Meu pai está saindo do segundo divórcio, e essa namorada dele se dá super bem com a gente e com minha mãe, já considero da família (o relacionamento entre ela e meu pai é daqueles que você sabe que vai durar). Nem ela nem minha mãe se dão bem com a segunda mulher do meu pai, não trocam um oi.
Tudo estava bem no jantar, até que a conversa virou um festival de "vamos falar mal da ex". Ela realmente não é uma pessoa muito legal. Mas aí o assunto chegou na aparência física. Começaram (só as mulheres, meu pai ficou quieto o tempo todo) a falar sobre o quanto ela era "baranga", sobre como se vestia mal, como o corte do cabelo dela era feio. Aí minha irmã solta: "Mas não é que ela é feia, o problema é que ela não tem vaidade nenhuma!", e começaram a falar disso como se fosse a maior falha dela! 
E minha mãe falou: "Mas eu também não, eu não uso maquiagem nem nada, minha beleza é de água e sabão". E minha irmã: "Mas não é assim, mãe, você tem pelo menos um mínimo de vaidade, você seca o cabelo quando sai do banho, você quando tem tempo vai no salão fazer as unhas, ela nem isso!"  E as críticas continuaram.
Lola, fiquei sem saber o que fazer. Primeiro pela quantidade de machismo nas críticas. A ex do meu pai tem muitos defeitos, mas querer se concentrar nisso como se fosse o pior? Pra mim tá errado! Além do que, meu pai a achava bonita (quando ele começou a namorar com a atual dele, antes de me apresentar a ela ele disse que a ex era mais bonita -- apesar de -- e esse apesar é adição minha, não dele -- a atual ser muito mais vaidosa do que a ex). Se ela se sentia bem como estava e meu pai também gostava, pra que ela ia ficar se produzindo toda? 
E outra coisa, isso também se aplica a mim. Tenho fases em que faço as unhas em casa toda semana, mas às vezes fico meses sem fazer. Tenho o cabelo comprido, e fazia escova progressiva exatamente pra não ter que perder tempo todo dia me dedicando a cabelo. Não uso maquiagem a não ser em casos de festas. E aí fiquei pensando: "Espera, essas pessoas que eu amo não só usam esses conceitos ridículos pra criticar os outros, como também pensam tudo isso de mim! Acham que sou menos por 'não ser vaidosa'!"  
A namorada do meu pai criticou que a ex não usa vestidos curtos e shorts, e aí meu pai disse: "Mas é porque ela tem muitas varizes nas pernas, ela não se sente bem", e a namorada do meu pai retrucou que uma outra filha dele também tinha, e usava mesmo assim. Daí minha irmã falou: "Ela tinha que fazer cirurgia pra retirar!", e meu pai: "Ela já fez, mas voltou tudo", e minha irmã: "Então ela tinha que fazer de novo!" Não tenho nada contra cirurgias estéticas, agora os outros dizendo o que alguém tem ou não tem que fazer? E ainda por cima uma coisa que ela já fez e não deu certo!
Fiquei quieta. Depois no carro estávamos só eu e minha mãe, e eu falei sobre o quanto eu achei a conversa superficial, sobre como ninguém é menos que ninguém por não ter vaidade, mas acho que ela não entendeu bem, acabou caindo na questão de confundir com higiene (que eu corrigi), mas não tive muito progresso. Depois fiquei pensando no que eu deveria ter feito, se ficar quieta foi a melhor opção, se eu deveria ter reagido, e em como devo reagir das próximas vezes. 
Minha vontade é sempre reagir, mas acho que uma discussão num restaurante talvez não seja o melhor lugar pra dar uma aula de feminismo, eu falaria e não mudaria a opinião de ninguém. O que você acha?

Minha resposta: Querida C., se você não vai expor sua opinião nem quando está entre familiares e amigas, vai expor quando? Eu acho que você deve sim colocar o seu ponto de vista. Ainda mais porque muito do que falaram sobre a ex do seu pai se aplica a você. E creio que isso te deixou bastante insegura, que foi esse lado que fez com que você me escrevesse.
Bom, absolutamente tudo que a atual namorada do seu pai, sua irmã e sua mãe criticaram na ex poderia se aplicar a mim, a você, e a um monte de outras mulheres. Uma mulher com "falta de vaidade" é vista como uma subversiva (no mau sentido). Imagina só, a maior missão que uma mulher tem no mundo é ser decorativa (e ser mãe), e ela vai se furtar a isso?! Paredón nela!
Vaidade parece ser apenas um sinônimo para consumo. Eu nem sei se sou ou não sou vaidosa, nem penso nisso, mas tenho certeza que poupo tempo e dinheiro ao não fazer o que a sociedade espera que eu faça -- por ser mulher. Nunca fiz as unhas na vida, nem paguei pra fazer, não uso maquiagem, vou ao cabeleireiro para tingir e cortar o cabelo a cada seis meses. Não tenho varizes, mas tampouco uso vestidos curtos e shorts, porque prefiro calças mais confortáveis. Só compro roupas ou sapatos quando preciso. Ou seja, gasto tanto me enfeitando quanto o maridão gasta -- muito, muito pouco.
(E, pelamor, não estou condenando quem faz tudo isso. Faz quem quer. Ninguém é menos feminista por usar esmalte e cílios postiços. Mas o mundo critica as mulheres que não "se arrumam", que "não são vaidosas". E, claro, também critica aquelas que se arrumam demais -- peruas, fúteis, patricinhas. Ok, o mundo critica mulheres, ponto). 
Eu no meu banheiro em Detroit em
2008, quase pronta pra sair na rua
Eu me depilo rapidinho no chuveiro, com gilete. Lavo meu cabelo (a cada dois dias) e saio, sem secar com secador. Nem tenho secador. Li outro dia que tem gente que acha que quem faz isso acabou de sair de um motel. Só rindo, porque eu faço isso direto! Só deixei de sair com cabelo molhado na vida quando morei em Detroit... porque lá é tão frio que o cabelo pode congelar e quebrar (ou foi isso que me falaram, e eu acreditei -- não subestimo frio de quinze graus negativos). 
Eu sempre fui assim, toda a minha vida. E imagino que muita gente já me criticou pelas costas por "não ser vaidosa". Mas nunca liguei, porque estou ciente das minhas escolhas. Já contei essa história uma vez: um colega meu de Pedagogia foi assistir uma aula minha, de inglês, anos atrás. A ideia era dar retorno, sugerir o que poderia ser melhorado. Pois bem. O único feedback que o banana me deu foi que não gostava das minhas roupas. Agora me diga: passar duas horas observando a aula de alguém pra depois criticar as roupas da professora fala mais de mim ou dele?
Já que apenas condenar a aparência de alguém por estar fora dos padrões pode parecer superficial e estúpido, as pessoas inventaram o negócio da higiene. Então, se você não faz as unhas, é porque é uma porca. Se você não se depila, é uma ogra e ainda por cima cheira mal. Se você sai de cabelo molhado... ahn, aí não sei o que dizem, porque como pode ser sujo, se você acabou de lavar o cabelo? Mas aí dizem que você veio de um motel (ha ha, ótimo, que digam! Eu vivo em motel então!).
Grande parte dos insultos que recebo de trolls que nunca me viram ao vivo não é só que eu sou uma mocreia baranguda e dragãozílica -- é que sou fedorenta também! Eles não gostam do meu cabelo por ele não ser liso, então dizem que meus cachos são imundos. E por aí vai. E olha, não é pessoal. Se eu fosse o focinho da Gisele Bundchen, diriam exatamente a mesma coisa (só que, em vez de me chamar de gorda, me chamariam de nariguda, de esqueleto anoréxico). 
Na realidade, eles me xingam porque eu incomodo. E eles xingam uma mulher atacando sua aparência, porque, na sociedade em que vivemos, a aparência é considerada fundamental pras mulheres. Ao mesmo tempo, é também uma espécie de patrulha. Como ouso não fazer chapinha? Como ouso não fazer dieta pra emagrecer? Como ouso não me vestir como uma professora universitária? (eu perdi o memorando que dizia como professoras devem se vestir). 
Então são duas as suas principais dúvidas, pelo que captei. Uma, é se você deve se importar com essas críticas ridículas. A resposta é um sonoro não. A outra é se você deve falar o que pensa. A resposta é um estrondoso sim. Com trolls não adianta argumentar, mas com gente que importa, claro que sim. Como você pretende mudar o mundo sem se impor, sem fazer a sua parte, sem balançar as estruturas do preconceito da sua família?

50 comentários:

Anônimo disse...

O que está havendo com o blog? Os posts estão estranhos e sem imagens, e faltam partes nos textos. É só no meu PC ou é com todo mundo?

Eva disse...

Possivelmente a Lola publicou sem querer.

Anônimo disse...

no meu tb

Carla Fonseca disse...

Sabe que antes eu procurava não falar, mas agora adotei como critério dizer minha opinião quando me perguntam. As vezes as pessoas querem só falar e não perguntam nada, daí deixo quieto, mas ao primeiro "né?" ou "você não acha?" que escuto falo minha opinião com todo respeito. Funciona. Já estou vendo sinais de feminismo até nos meus pais agora! O início pode não parecer, mas as pessoas vão assimilando as idéias.

Out of topic! Vi hoje esta notícia sobre um cara de 20 anos que beijou uma menina a força no FIFA fun fest aqui em Curitiba e foi autuado por estupro! Se mais delegados agissem assim os caras aprendiam a respeitar mulher em espaço público rapidinho! A reportagem é tendenciosa, mas vale a notícia. http://www.bandab.com.br/jornalismo/rapaz-agarra-e-beija-jovem-de-15-anos-na-fan-fest-e-preso-e-delegado-o-autua-por-estupro/

Anônimo disse...

Você só lava o cabelo a cada dois dias? Credo. Eu sou homem, tenho cabelo curto e lavo todo dia.

Anônimo disse...

Isso é infantilidade de mulher, atacar pela aparencia. Também já presenciei coisas assim e só reajo quando quem critica é mais feia do que a criticada porque é ridículo demais. Falo dos defeitos que ela tem e a outra não e pronto,a desaforada se cala na hora.

André disse...

Carla Fonseca,

Concordo com você, se é conversa tipo "Será que chove?" é melhor deixar quieto, mas se houver chance de mostrar um outro lado não há porque não fazê-lo.

Quanto à notícia do estupro, faltou salientar que "A menina teria reagido, mas não conseguiu se livrar do beijo.", ou seja, houve violência física envolvida. Mas também gostaria de saber o que faz o pai da menina, porque não é muito comum que um delegado seja tão duro sem algum tipo de pressão.

Lucas Pin disse...

Este fds eu me peguei argumentando com a minha namorada do porque ela querer ficar sempre emagrecendo e exagerando nos cuidados, e ela disse o mesmo que disseram na mesa "mulher tem que se cuidar, fazer unha, cabelo, depilação etc" e eu disse que não precisava daquilo tudo, são apenas padrões impostos pela industria da moda e a mídia para transformar todos em bonecxs de plástico, acho que vc devia ter partido deste ponto na mesa em questão.

Anônimo disse...

Tenho plena consciência que esta cobrança social pela aparência feminina perfeita é o maior e mais perverso mecanismo de opressão. Mulheres irreais, de 60 anos aparentando 20. Culto a um corpo que nunca está bom o suficiente. Padrões estéticos impostos e na maioria das vezes e para a maioria das mulheres inatingíveis. Sério, a sociedade não percebe que está destruindo suas mulheres?
E é muito difícil não ser atingida por esta cobrança viu? Eu sou uma mulher de 32 anos, totalmente dentro da maioria dos padrões de beleza e magra. Ouvi, neste verão, do meu ficante, que eu precisava fazer abdominais porque minha barriga estava começando a aparecer. É muito triste e muito difícil não sucumbir.
Fabi

Anônimo disse...

esse post é repetido

lola aronovich disse...

Oi, gente! O post não é repetido não. É que ele havia sido deixado entre os posts pra publicar, agendado, mas aí esqueci, e ele foi publicado sem querer. Foi no final de março, como pode ser visto nos comentários acima. Só que ele não estava pronto. Não tinha a minha resposta, não tinha links, imagens, nada. Quando vi que ele tinha sido publicado, tirei e deixei agendado de novo. Ontem eu editei o relato com as perguntas da leitora, e respondi. Editei bastante o relato, que era quase o dobro. Acho um post bem interessante, mas é Copa, ninguém quer saber de blog...

Gle disse...

Owwwnnn, Lola sensível! A gente quer saber do seu blog na Copa ou fora dela, ok? ^^

Quanto ao post, eu prefiro filtrar a situação. Como diz a Rita Lee "Pra pedir silêncio eu peço, pra fazer barulho eu mesma faço." No caso relatado, eu teria sim cortado o assunto para que isso não acontecesse mais, ao menos perto de mim. Eu sempre digo que se falam mal dos outros pra você, vão falar mal de você pros outros.

Bru disse...

Nossa, me vi neste post!
SEMPRE, eu disse SEMPRE que as mulheres da minha família se reúnem, é exatamente este tipo de conversa que rola. Sem tirar nem pôr. Acrescente racismo e tá feita a conversa. E nas poucas vezes que levantei minha voz para falar minha opinião, fui interrompida aos berros. Eram só mulheres apedrejando umas às outras, um festival de machismo e racismo (elas dizem coisas como "negra vileira" e afins). Depois, quando alguns setores do feminismo dizem que "não existe mulher machista", não consigo concordar...mulher, infelizmente, pode oprimir outra. Me dói dizer isso, mas é o que vejo, em minha vivência.

Rebecca disse...

Lola, se você não tivesse dito que era repetido, eu jamais saberia! rs E isso não é porque venho pouco aqui, e sim porque a minha memória é um caso perdido mesmo.

Eu CANSO de ouvir minha mãe me cobrando pra ser mais vaidosa. Também fico muuuuito tempo sem fazer as unhas, e ela fica dizendo que eu tenho um namorado, que devia me cuidar mais, como se o fato de não fazer as unhas fizesse com que o meu namorado perdesse o interesse em mim.
E claro, ela fala do cabelo também, por eu não fazer chapinha enquanto estou na fase de transição do cabelo alisado pro natural, cacheado.

Enfim, eu tento explicar e introduzir um pouco de feminismo nas nossas conversas, mas ela parece incapaz de absorver. Uma pena.

Mil beijos, Lola!

lola aronovich disse...

Mas o post não é repetido, Rebecca! Ele foi publicado acidentalmente, e assim que eu vi, o que deve ter levado uma hora, eu o tirei do ar. Então foi pouquinha gente que viu. Só quem entrou no blog durante aquela hora no final de março. E, como eu disse, o post estava incompleto. Não tinha minha resposta, imagens, links. Mas ele aborda uma dúvida comum: é melhor falar ou ficar quieto?


Gle, não é bem sensibilidade. É só que os blogs que não são de futebol aparentemente foram abandonados durante a Copa. Antes da Copa começar, o blog estava indo bem, em matéria de visitas. Mas assim que começou a Copa, parece que todo dia é feriado! (e feriados e finais de semana muita gente some da internet, tanto que tem blog que nem publica nada nesses dias). Bom, acontece. C'est la vie!

Anônimo disse...

gente, eu acho assim: se as pessoas são próximas o suficientes para criticar alguém ou uma ação perto da gente, são próximas o suficiente para ouvir o que a gente acha.

Eu já fiquei quieta demais, historia de não arranjar briga. O problema é que o silencio me corroia,e eu sempre me arrependia.

Hoje se alguém fala algo machista perto de mim, não hesito a expor meu ponto de vista. sabe aquele negocio de 'pregar pra convertido'? Pois é, eu 'prego para ateus'. E não fico quieta mesmo.

Fim de semana passado na casa do meu namorado o pai dele fez um comentario - "espero que você tenha logo um filho, e que seja homem. porque quero um varão para continuar a familia". Poderia ter ficado queita, mas respondi:
- bom saber que vc valoriza mais um homem que uma mumher. Sua filha deve estar bem feliz. E ja te aviso, que a criança vai ter MEU NOME POR ULTIMO, pois sou eu quem fico gravida e eu quem decido.

TAlvez não tenha sido simpatico, mas prefiro passar por antipatica que ir contra meus principios. E as vezes, as pessoas falam sem pensar... poruqe é norma, senso comum. Não percebem a merda que estão falando. Muitas vezes dar um toque resolve o problema.


Lia38

Rebecca disse...

Sim sim, eu tinha entendido, mas me expressei mal, desculpa.

Olha, eu sou sempre a chata que fala. Aquela que é apontada pelos familiares que dizem "ahh a Rebecca é feminista/esquedista/revolucionária, não liga", como se eu fosse uma aberração que merece ser perdoada por discordar do senso comum.

Mas, confesso, às vezes dá muita preguiça de discutir, quando você sabe que não vai ser levada a sério. Mas eu procuro insistir e propor o mínimo de reflexão, porque também não adianta ser feminista e ficar calada rs

notyourmari disse...

Anon das 11:39 - você pode lavar o cabelo todo dia justamente porque ele é curto. A maioria das mulheres de cabelo longo que você encontrar não lava os cabelos todo dia. Aliás, muitas evitam ao máximo lavar pra não estragar tintura, modelagem, etc.
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Eu tenho MUITA sorte. A minha família não é muito bully (bullying é só contra mim mermo :D), e o pessoal da faculdade só tem como bullies um grupo de """feministas""" (auto-intituladas, ninguém as chamaria assim) escrotas que odeia todo mundo. São gordofóbicas e implicam com as colegas, e dizem que as feministas "mais ripongas" são sujas. Elas odeiam todas as outras meninas. Fulana raspou a cabeça? "aff, ridícula", Ciclana não usa sutiã? "aff, quer chamar atenção", Beltrana não depila as axilas? "tá se achando mais livre que a gente? mimimi"; "tudo bem ser feminista, mas não precisa ser porca, né?", por aí vai - por sorte esse grupo deve ter no máximo umas quatro gurias, e ninguém dá muito ouvido pra elas. Quando me vi no meio delas eu simplesmente fiz cara de nojinho e fui embora. Eu sei que elas nunca vão influenciar ninguém, então... Maior preguiça de falar com elas. Pff.
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Eu sou vaidosa, mas cortei da minha vida todos os trecos estéticos que me faziam mal (davam alergia - vide depilação -, ou eram incômodos, ou eram perda de tempo, ou eram impossíveis - vide dieta - )
Meu parceiro nunca falou nada de negativo. Na verdade, tinha várias coisas estéticas que eu fazia, parei de fazer, e ele nunca viu diferença (isso inclui depilar as pernas! e ele levou quase três anos pra perceber que eu fazia a sobrancelha - e ele só percebeu porque eu disse).
Mas muitos acham que minhas decisões são algum tipo de ato político (claro, a menina fez ciências sociais, queria o quê?) e que "já deu, né". Muita gente tenta me lembrar que "eu sou mulher" (e?). Nem ligo, tô gata.

Juliana disse...

Olha, sobre ficar sem palavras durante conversas assim, eu entendo que a gente meio que evita fugir de confrontos, sei lá, talvez pra não fazer a chata ou coisa do tipo. Eu acho que dá pra entrar no papo sem começar uma discussão séria, falar de forma simples e natural, sem chegar levantando a voz tipo: "ai, gente que machismo, isso é uma opressão social..." sabe, opinar e não fazer pregação.
Aliás ontem eu fiquei PASSADA com a minha mãe que falava que o dever do homem é pagar as contas, e que mulher não deveria se preocupar com isso, se a esposa quiser trabalhar, tudo bem, afinal ela pode usar o dinheiro para comprar um sapato, fazer o cabelo, meudeus, eu morri, a vontade era de dizer que ela tava doida, mas apenas falei que não concordava e que o dever de um casal era dividir as despesas, e que eu nunca aceitaria ter meu salário apenas para mim, enquanto meu marido bancava a casa.
É complicado ser feminista em uma família machista, não dá pra comprar todas as brigas ou corrigir todas as pérolas patriarcais.

Anônimo disse...

Lia 38, já ouvi uma perola desse tipo do meu sogro, mas foi ainda pior. O infeliz insinuou que um fulano que perdeu um filho homem e ficou só com uma filha mulher estava sendo castigado, pois a familia não teria mais um sucessor. Detalhe, eu tinha um irmão e o perdi, ou seja, minha mãe se fudeu 2 vezes: por ter perdido um filho e por esse filho não ter sido eu. Eu perdi muito do meu respeito por ele depois desse dia. Eu acabo respondendo quando ele fala alguma idiotice, ele já até sabe disso, mas nesse dia eu fiquei sem reação. E apesar de ser pai da pessoa que mais amo, ele é bem burro e discutir com ele é a maior perda de tempo, pois ele não ouve. Uma das vezes que discuti meu marido riu e depois me disse pra ouvir e ignorar, pois ele vai continuar repetindo as besteiras e achando que está "sertinho". É a definição perfeita do pombo enxadrista.
Eu gosto de me arrumar e tals, apesar de odiar salão, então faço tudo em casa e acho relaxante. Mantenho sempre as unhas feitas, mas me depilo só as vezes, pois depilar já é mais chatinho. Eu não abro mão de curtir pra ficar bonita. Morro com aquelas mulheres (e homens também, pois já existem alguns assim hoje em dia) que abrem mão de tudo pra seguir dieta, treinos e estar sempre com o cabelo na moda.
Eu achei que nesse caso elas foram mais tolas do que machistas. Elas não se incomodavam com a falta de vaidade, estavam apenas caçando defeitos. Teriam criticado se a ex fosse vaidosa demais, ai alegariam que só assim ela se salvava. Eu já fui criticada por ser muito vaidosa numa época que me maquiava sempre e sei que devem me criticar por não usar salto pra ir ao mercado. Pra essas pessoas eu ofereço minha pia cheia de louça pra lavar, que é muita falta do que fazer falar da minha vaidade.

Gle disse...

Lola, vou te falar que não é apenas os blogs que deixaram de ficar movimentados. Um amigo que tem empresa/comércio disse que este mês está sendo o pior do ano para ele. Ele falou "os únicos que estão ganhando dinheiro durante a Copa são os donos de mercados e bares". Isso que Blumenau não está nem perto dos locais aonde os jogos estão rolando! Eu imagino a loucura que está nas cidades sedes. Tudo deve parar, né? Nessas horas agradeço por morar em SC, rsrs.
Obs.: Você notou que até as pré-candidaturas das eleições deste ano estão abafadas? Essa Copa realmente fez o Brasil "parar".

Anônimo disse...

E ja te aviso, que a criança vai ter MEU NOME POR ULTIMO, pois sou eu quem fico gravida e eu quem decido.

kkkkkk é né,já q o filho é só seu e vc fez ele sozinha,vc resolve tudo.
mas na hora de coçar o bolso,o pai aparece misteriosamente e deve ajudar com tudo.

Anônimo disse...

Eu também tenho algumas parentas, que pelamor... NADA passa do escrutínio delas... ai de quem aparecer perto delas com um fio da sobrancelha fora do lugar!!! É caso de polícia!!!

Uma das minhas primas pinta o cabelo dela DA MESMA COR DO CABELO DELA =0
Um vez perguntei por que e ela ela gasta tempo e dinheiro fazendo isso sendo que o cabelo fica IGUAL (por que querer mudar o cor do cabelo eu acho até compreensível)e ela respondeu - "ai... eu pinto por que TEM QUE pintar"
=0

Como não moro mais há alguns anos no Brasil (logo, longe delas), não ouço mais esse tipo de conversa. Mas se um dia aparecer o tema eu diria bem de boa que acho grosseiro falar da aparência alheia.

Jane Doe

Juliana disse...

Me vi na Rebecca e na Lia! Entendo muito vcs!
Tem certas situações familiares que eu evito. Por exemplo, por parte de pai, meus parentes são cearenses, típica família nordestina interiorana patriarcal. Meus pais sempre me pressionam para que eu passe pelo menos um mês lá, para matar saudades e tals.
Mas poha, da última vez que eu falei com um dos meus tios, ele me perguntou quem mandava em mim, meu irmão ou meu pai.Em tom de brincadeira disse que ninguém mandava em mim, e que eu mandava nos dois.
Imagina eu um mês lá? Vendo um monte de cabra de quarenta anos sentados na mesa, enquanto a mãe de 80 serve todos os pratos, e a minha tia, solteira, lava a roupa de todo mundo? Provavelmente eu me juntaria a elas...amo meus parentes e gostaria de revê-los um dia, mas passar semanas lá está além dos meus limites. Eu poderia fingir que sou a menina boazinha que eles conheceram há dez anos, mas isso me mataria...

Anônimo disse...

Acho que falar ou não depende um pouco do contexto. Eu tinha uma tia avó cujo único assunto era ascensão social por meio do casamento. Mas era uma senhorinha de 1000 anos. Sei lá, nunca me passou pela cabeça argumentar com a pessoa. Eu só dava aqueles risinhos sem graça e deixava pra lá. Em outros casos, acho que vale a pena falar. Mas não precisa sair chamando todo mundo de machista rodículo. Diga só que você não concorda que isso seja um problema e pergunte se as pessoas não tem um assunto mais interessante. Ainda nesse caso, me parece que o problema é mais embaixo. Quer dizer, iam ofender a ex do seu pai por qualquer motivo. Se ela fosse muito vaidosa, iam chamá-la de perua, se fosse do tipo executiva, iam reclamar que ela só pensa em trabalho, se fosse dona de casa, seria isso. Acho que eu tentaria cortar o linchamento moral de uma vez pq, independente do motivo, fazer isso é muito chato.

Larissa Petra disse...

O assunto vaidade é meio que meu calcanhar de aquiles, pois sou vaidosa, não sou mais super obcecada como na minha adolescência, mas ainda sou vaidosa, amo maquiagem, moda, gasto sim um dinheirinho com cosméticos, mas a questão que eu adoro ser vaidosa.
Já tentaram caçar minha carteirinha feminista por isso, mas nem ligo, interpreto isso como coisa de quem n entendeu o movimento muito bem (sorry, mas ninguém pode dizer na minha cara oq eu sou ou deixo de ser, principalmente se eu sou feminista ou não).
Não condeno meninas que n amam se enfeitar toda, não ligam para isso, mas num passado longínquo, lá pelos meus 13, 14 anos, julgava dizia que ela era baranga, mocoronga...mas ainda bem aprendi que isso é um tipo de opressão, talvez a mais cruel, nenhuma garota é obrigada a se pintar toda, "andar na moda", se depilar, fazer as unhas, sobrancelhas...
Cada um é do seu jeitinho, e eu sou vaidosa, claro que meu jeito não é subversivo, nem veio da minha cabeça, é influenciado, mas nem ligo, sou vaidosa mesmo e sou feliz assim, como muitas que são felizes não sendo.

Natalie disse...

É dureza mesmo, quererem ditar o que você pode ou não fazer. Não sou vaidosa também, poucas vezes que uso maquiagem escura, também sou criticada. Ou seja: Eu sem maquiagem- críticas. Eu com maquiagem que é considerada do capeta- críticas. As "vaidades" que faço é me depilar. Só. Porque lavar cabelo e tomar banho é higiene, como a autora disse, e não deve ser confundido com vaidade.

O povo precisa aprender uma coisa; Guarde a opinião para você, se te pedirem, você dá. Se não, fica de bico fechado. E ás vezes fazemos isso sem perceber. Por exemplo, uma amiga minha pintou o cabelo para ficar ruiva e eu apontei que não tinha gostado. Ela estava toda feliz com o cabelo até eu dizer que tava uma bosta. Então deixe as pessoas serem felizes como elas gostam. Deixa de ser um imbecil retardado e mandar a gorda emagrecer, se ela quisesse emagrecer ela faria por si mesma. Você acha que o rosto dela fica feio sem maquiagem? Tá, guarda pra você. Mandar a outra pintar o cabelo de cores "Normais"? [isso acontece comigo e comento sempre que posso porque me incomoda MUITO] a vida é dela e sua opinião é a SUA opinião, não dela. Se ela pintou é porque gosta.


Só acho válido avisar quando tiver comida nos dentes ou meleca saindo do nariz. De resto, não precisa "avisar" que a aparência da pessoa tá ruim.

Anônimo disse...

Também, q situação mais bizarra : uma ex e uma atual falando de outra ex na frente do marido...

É claro q elas desceram a RIPA na outra...

Julia disse...

Já aconteceu algumas vezes comigo mas eu sou tão lenta pra essas coisas. Não deixo que fiquem falando mal dos outros pra mim então fico com cara de paisagem e a pessoa desiste, e raramente falo mal de alguém, e quando falo é pra criticar o caráter da pessoa e não a aparência.

Sem contar que é muita falta de assunto ficar falando das varizes dos outros.

Roberta gleyciângela Souza Lopes disse...

Adorei sua resposta!!! Eu mudo, de acordo com as pessoas que estão ao meu redor, se forem meros conhecidos, eu ouço algo com o qual não concordo e fico na minha, nem afirmo nem nego; agora, se for alguém da minha intimidade, aí eu me sinto a vontade para me posicionar a respeito do que quer que seja. A respeito da aparência, eu não sou tão vaidosa, acho que um pouco por causa da minha criação, a minha mãe era, aliás, é evangélica tradicionalíssima e não me deixava usar short, pintar as unhas, cortar o cabelo,usar brincos...só furei a orelha aos 15 anos! E daí em diante fui me rebelando aos poucos, mas meio que me acostumei a não ser muito vaidosa... é triste ver o quanto a sociedade nos julga por nossa aparência e quanto exige de nós, mulheres, que sigamos essa ditadura da beleza.
A propósito,Lola, descobri hoje o seu blog e fiquei encantada à primeira vista. Sou formada em Letras pela Ufc e lembro de uma apresentação sua sobre Macbeth, de Shakespeare. Estarei sempre por aqui, de olho nas novidades.

vivian disse...

Só tem um jeito da sociedade mudar:

Quem não concorda com as coisas do jeito que estão TEM que falar sim! Tem que se manifestar. Neste caso, infelizmente, quem cala é conivente.

Num raciocínio básico: se as pessoas não ouvirem uma opinião diferente, e se todo mundo ao redor delas reproduzirem o mesmo discurso, é muito improvável que elas parem pra pensar no outro lado da moeda. Infelizmente preconceitos acompanham pouco senso crítico. Se as pessoas tivessem senso crítico suficiente, sem dúvida não existiria preconceito nenhum.

As pessoas só param pra pensar quando ouvem uma contrapartida. Senão, tá tudo bem do jeito que está. Você está em uma boa situação, você é da família e é amiga. Será ouvida, e mesmo que discordem, sua voz marcará sua posição e trará um outro ponto de vista.

Você tem voz. Mulheres antes de nós, e muitas ainda hoje, não usufruem da mesma oportunidade. Aproveite =)

vivian disse...

Registrando um exemplo da falta de lógica em mentes preconceituosa (de ambos). Alguém captou a contradição? Hahahaha

Anônimo das 11:39
Você só lava o cabelo a cada dois dias? Credo. Eu sou HOMEM, tenho cabelo curto e lavo todo dia.

Anônimo das 11:46

Isso é infantilidade de MULHER, atacar pela aparencia.

lola aronovich disse...

Seja bem-vinda, Roberta! Apareça sempre mesmo. E não precisa deixar 5 comentários iguais. Só um basta! (é que os comentários são moderados, daí a pessoa não acredita que o comentário dela será publicado -- se não for as idiotices de sempre dos mascutrolls. Aliás, aguardem um post muito interessante amanhã...).

Carol NLG disse...

É complicado. Eu admito que falo ou não dependendo da "audiência". Com alguns tios de mais de 70 anos, avó de mais 100, eu não falo. Não falo porque não adianta, porque eles não vão mudar e sinceramente meu estresse vale mais que isso.

Agora, amigos, parentes mais novos? Falo, e muito! Dia desses briguei com alguns amigos que mencionaram, durante um jogo da copa, que um fulano "jogava que nem uma moça".

Sobre vaidade, já passei por vários períodos. Hoje em dia uso maquiagem quase todo dia sim, mas faço as unhas em casa de vez em quando. Não deixo de comer alguma coisa "porque vai engordar", mas também não como bobagem o tempo todo porque não faz bem. Estou "acima do peso" e estou muito feliz e saudável, obrigada :)

Pandora disse...

Ontem no meu trabalho uma das professoras me lembrou seu colega psicologo Lola, só que pior, ela disse que eu parecia "Bete, a feia" antes da transformação. Não vou dizer que não doeu, até porque uma mulher falando da sua aparência diante de uma equipe enorme na existem muito mais homens que mulheres doí constrange e eu não sou o tipo que mantém o rebolado... Coisas assim me fazem sentir como se fosse adolescente de novo...

Enfim, não tenho nem palavras para dizer o quanto me identifico com a angustia da menina que fez a pergunta, com o seu estilo e como me sinto apiada lendo um texto assim, me fortalece como pessoa.

Cheros Lola e obrigada!!! :)

Anônimo disse...

Entendo muito o comentário da AC e concordo que é necessário sempre falar e gritar e manifestar nossa opinião.

Já me peguei cansada em várias situações, inclusive no meu antigo trabalho uma vez passei uma semana sem almoçar, porque sempre que ia era tanto comentário homofóbico que me tirava o apetite (tive que encontrar um horário alternativo pra comer). Também já me peguei deixando de ir visitar a família do meu marido com quem preciso ser mais educada, por não estar com vontade, naquele dia, de responder ou sequer discutir. Vaidade é outro ponto, mas mais por me sentir um peixe fora d'água em alguns meios: não faço as unhas, não cuido do cabelo, mas amo maquiagem e salto alto e isso causa uma certa estranheza nas pessoas, não sei a causa... Ah e não faço dieta, e a questão aí não são os comentários, mas muitas vezes me vi em situações como a da AC sentada numa mesa e as outras mulheres começarem a falar dessas coisas, eu expor meu ponto de vista e meio que matar a conversa ou ignorarem que eu estava ali.
Outra coisa que acontece muito é você sair pra jantar, não sei, comer uma coisa diferente e gostosa e as pessoas passarem toda a refeição falando de dieta. Eu acabo ficando cansada (suspirei aqui só de lembrar) e evitando alguns ambientes e algumas pessoas quando posso pra fugir disso mesmo. E às vezes me sinto covarde porque quero paz, porque sei que se for em um lugar onde todo mundo tem opinião contrária a minha vou ser a chata que estraga a piada, ou que não entende as coisas...
Não sei se alguém aqui passa por situações assim, mas já me peguei muitas vezes com esse sentimento de culpa da AC por puro instinto de preservação mesmo, quando eu começo a discutir eu me exalto, gasto muita energia (não que eu seja agressiva, é que discussões fogem muito da minha personalidade) e acabo me sentindo covarde quando não o faço...
Enfim, foi mais um desabafo de quem se sentiu bem lendo o post e a resposta da Lola. Nem ia comentar, mas como vi que ela está se sentindo excluída por causa da copa, resolvi escrever hahaha
Beijos!

Anônimo disse...

Lola, você tem que se adequar aos padrões esperados de uma blogueira de verdade. Como ousa não publicar todo dia?

Larissa Petra disse...

Sabe sobre falar e dar opinião sou super a favor de falar sim, mesmo sabendo que talvez eu n mude aquela pessoa, se ela tem direito de falar o dela eu falo o meu.
Só não falo se eu achar que não vale a pena mesmo, nesse caso eu saio com ar de diva...hauahuaha
Mas sou a favor de não berrar feito louca tipo, AH BANDO DE MACHISTAS BABACAS...
pq primeiro, se vc tinha a intenção de mudar a cabeça de alguém, esqueça! Isso só deixará a pessoa mais ávida a continuar destilando machismo.
Segundo, isso não é argumento, nada quebra as pernas melhor que argumentos bem feitos, ou piadinhas sarcásticas e educadas se o caso estiver perdido, tipo os mascus, não adianta querer argumentar, por isso nós acabamos com eles usando seu próprio humor involuntário...hauahuahau
Terceiro, somos mulheres guerreiras, não precisamos berrar e perder a cabeça por causa de machistas babacas, somos todxs divas precisamos disso não...kkkk
Enfim, para resumir, sou a favor sim de dar a opinião, principalmente com pessoas íntimas, afinal se tem intimidade para criticar e falar oq quiser, vai ter intimidade para ouvir.

Anônimo disse...

Uma das minhas primas pinta o cabelo dela DA MESMA COR DO CABELO DELA =0
Um vez perguntei por que e ela ela gasta tempo e dinheiro fazendo isso sendo que o cabelo fica IGUAL (por que querer mudar o cor do cabelo eu acho até compreensível)e ela respondeu - "ai... eu pinto por que TEM QUE pintar"



kkkkkkkkkkkkkk Ri muito com essa,pra ver o nível da loucura,tb está cheio de mulher que faz progressiva e depois fica passando chapinha,a merda do cabelo tá liso e elas querem alisar mais o quê?

Eu tb já rebati umas coisas machistas,como mulher deve fazer tudo sozinha e se o maridinho tiver um tempinho pode ajudar na casa(se ele quiser,claro).
Heteros n podem ser amigos de gays(pq senão tb é gay).
Emos são gays,homem que se cuida é gay,gay,gay,as pessoas tem obssessão com gays.
Mas cansa,vc sempre é vista como louca,quando eles que estão falando absurdos,agora eu fico quieta,pode falar a merda que quiser.

E como falaram ai,as conversas giram em torno de dieta,fulana é baranga,a outra é bonita,fulano é gay,vagabundo...

Larissa Petra disse...

"Uma das minhas primas pinta o cabelo dela DA MESMA COR DO CABELO DELA =0"
Sem querer ser advogada do diabo, mas será que essa mulher não pinta da mesma cor para esconder os fios brancos ?! Sei lá né é uma explicação..hauhauahau
Pq eu tenho meu cabelo liso, mas gosto de fazer escova, não é perda de tempo é que eu gosto do efeito mega liso já que meu cabelo é fininho demais e não cacheia por nada snif snif...hauahua

Julia disse...

Lembrei desse texto aqui do Lugar de Mulher

http://lugardemulher.com.br/toques-nao-solicitados-dar-ou-nao/

Anônimo disse...

Haha sabe de nada inocente. Tem muita mulher que, pra preservar a "escova" ou a "chapinha" passa uma semana ou mais sem lavar

Anônimo disse...

Não, Larissa! Na época pelo menos ela não tinha nada de cabelo branco. Isso foi em meados de 2003, 2004 quando eu estava no começo da faculdade.
Ela é um dos casos mais extremos da minha família no quesito "como uma mulher DEVE cuidar da aparência".

Eu também tenho uma tia que é uma tirana no quesito "como DEVE ser uma boa moça de família".

Por sorte, elas nunca se uniram (mas separadas o faziam constantemente) para me "catequizar".

Eu sou mega vaidosa. Eu lavo e escovo meu cabelo todo dia, adoro maquiagem e fazer as unhas. Odeio salto alto. Visto coisas bonitas, mas não necessariamente dentro do que a moda dita.

Sei lá, acho minha vaidade "saudável". Faço por que me deixa feliz. Se não tenho vontade ou estou cansada/ocupada o cabelo seca no vento e a unha fica por fazer.
Também acho que cada sabe de si, e ninguém tem nada a ver com isso - mas que tem coisa que ultrapassa o limite da insanidade - ah isso tá cheio!!!


Jane Doe

Anônimo disse...

Concordo totalmente que:
- tem sim que expor a opinião. Se a gente não fala, o mundo não muda. Se a gente não consegue nem falar com os parentes, vai falar com quem?
- falar com a vó que tem 10000 anos é desgastante. Mas a irmã do meu vô falou uma vez que o homem é o chefe da cas,apoque ganha dinheiro. Ai eu respondi educadamente: "vó, eu ganho mais do que meu namorado. posso ser achefe? " ela pensou, pensou e respondeu "esse mundo ta louco memso. se vc ganha mais, acho que pode ser chefe sim"...

- briga estupida nem entro. igual o bestinha ai que insinou que eu me lixo pro meu marido, e so vou atras pra pedir pensão, gente assim, nem respondo. não vai mudar, porque não tem nada de logica,e o objetivo é so encher o saco mesmo.

Lia38

Larissa Petra disse...

Ah entendo...coitada da sua prima Jane Doe, ainda presa nesses conceitos sufocantes...
Olha, eu também sou mega vaidosa, mas também me considero saudável, pq uso minha vaidade para o bem, me sinto linda quando me arrumo, acho negativo meninas que vivem para isso, pq elas se acham horríveis sem rímel, não saem de casa sem batom...enfim, isso eu acho prejudicial.

Anônimo disse...

Quando eu morava com meus pais fui exposta a toda forma de machismo possível na Terra. Com direito à ficar praticamente presa dentro de casa (só podia sair acompanhada dos meus pais, até pra voltar da escola sozinha na mesma rua foi um inferno), a tomar surras homéricas por coisas idiotas, a escutar minha mãe dizendo para uma de suas irmãs que ela tinha muita sorte de ter um filho homem e outras bobagens que magoam demais. Muito bem, sabem o que eu fiz com isso? Saí de casa o mais cedo que pude, aos 19 e vivi a minha vida como eu bem entendi. Desde viajar de mochila e coragem para a Europa (praticamente sem dinheiro), namorar homens, mulheres, estudei o que quis, fui aqui e acolá. Meus pais tentaram todo tipo de chantagem para me impedir de viver minha vida, seja com críticas "leves" ou extremamente pesadas, mas que adianta? Hoje em dia eles PARECEM ter mudado a cabeça, digo parecem porque hj, aos 39, nem faço muita questão de ir visitá-los na cidade em que moram, bem longe de mim. Quem não trata a ÚNICA filha com respeito não merece respeito da minha parte também, e acabou. Muda quem quer. Por isso que me mudei. Não me arrependo um dia das escolhas que fiz.

Anônimo disse...

Passo por isso sempre, mas não consigo ficar calada. Desde que saí de casa em 2009, percebi a opressão velada contra mulher, gay e negro na minha família. Comecei a perceber o absurdo em comentários do tipo "aquela menina precisa analisar esse cabelo, tá muito pixaim", "já dormiu com ele, vê que puta", "como essa menina engordou/envelheceu, está acabada" que antes eu não enxergava e sou também culpada de tê-los feito. Me policio muito e me faz feliz perceber que são quase inexistentes e consigo corrigí-los tão rápido saem da minha boca. Saindo desse meio e tendo contato com uma sociedade muito menos machista e que abraça diferenças (moro em Londres), foi que pude perceber o quão normal isso era para mim e que repetir essas idiotices é muito fácil quando é só o que se conhece. Acabei de voltar do Brasil ontem, e sexta passada fiquei muito triste com meu irmão que xingou um cara que tava furando fila na saída de um jogo da Copa de "viado, feladaputa, adora dar o cu". Falei na lata que o que ele estava falando era homofóbico, deixaria qualquer gay que tivesse escutado constrangido e que seria melhor ele ter falado algo sobre a falta de educação do cara (nem sequer pude comentar o 'feladaputa'. Ele como resposta foi muito grosso comigo e eu fiquei decepcionada e bem triste. Sinto que mudei e existe um abismo entre a gente (acho que meu irmão é o mais intolerante do meu antigo núcleo familiar e costumávamos ser melhores amigos), mas eu não posso involuir para estar próxima. Tenho vivido luto com certas quebras, e quando me questiono se deveria ficar calada para o bem do relacionamento, rapidamente concluo que quem cala consente e eu não posso ser cúmplice de ignorância e desrespeito.

Ms. B

Elaine Pinto disse...

Se uma pessoa está falando comigo e faz comentários desse tipo, eu não espero que perguntem minha opinião. No meu entendimento, se está falando COMIGO isso já pressupõe que eu posso intervir e opinar - afinal, é assim que um diálogo funciona. E sim, eu falo. Não acho nada saudável ficar ouvindo merda sem fazer o contraponto e depois ficar remoendo o que poderia ter dito no momento.

Anônimo disse...

Eu nunca me incomodei se uma mulher não parecesse vaidosa, acho isso às vezes até positivo, pois é um sinal de que elas se preocupam com coisas mais importantes que a aparência. Em termos de impressionar os homens, eu acredito que uma mulher interessada nisso alcançaria seu objetivo de uma forma muito melhor utilizando de charme e gentileza e muito menos de vaidade, apesar de que uma boa aparência ou ter estilo sempre é um bom presente que as mulheres podem se esforçar em nos dar, assim como nós a elas. Mas incomodando um pouco as pessoas que leem esse site e a própria Lola, o homem que estava à mesa estava plenamente calado, as críticas que foram feitas nasceram de mulheres. Uma coisa que eu cada vez mais noto é que aquilo que as feministas chamam de "machismo" tem nascido cada vez menos de homem, tem sido cada vez mais uma coisa criada pela própria mulher. Acho que chamar essas atitudes que nascem das mulheres de "machismo" é inadequado. Como essas atitudes nascem da boca das mulheres, isso não está mais ligado a uma questão de "orgulho masculino", como era no passado, isso tem se tornado uma questão cada vez mais feminina.

Anônimo disse...

Chamar essas atitudes da machismo atualmente é tão válido como chamar de femismo, pois é uma mulher querendo se afirmar como mulher mais elegante fazendo uma ofensa às mulheres, é uma questão feminina, não masculina nesse caso, o que não significa que os homens devam deixar de ajudar as mulheres nesse caso. Muitas vezes, o discurso feminista de dizer que os homens ficam presos ao exército por uma questão "machista" ou que eles sempre ficam em último lugar para serem salvos ou são muito mais cobrados que as mulheres em termos de responsabilidade, com o tradicional "seja homem" serem ligados ao "machismo". Feministas tentam cunhar essas causas com imagem do machismo para isentar a responsabilidade das mulheres frente a essas causas, mas na realidade, isso não contribui para que formemos um mundo mais humano. Os homens sofrem de um mal muito mais grave que o julgamento pela aparência e muitas causas que são acobertadas pelas leis que dão muito mais privilégios à mulher; o homem sobretudo sofre através da violência, que pode tirar a sua vida, principalmente em situações em que ele tem o intuito de proteger a mulher, no caso de essas violências serem cometidas por outros homens. Em números absolutos, existem mais homens sofrendo violência doméstica que as mulheres e isso é ignorado, podemos ver nesse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=hxH7ZPEgjY8 . Eu tenho consciência de que o feminismo é algo totalmente diferente de femismo, que prega ódio aos homens, mas acho que as feministas devem ter cuidado com as coisas que falam, pois podem propagar ideias erradas e se esquecer que os homens também têm muitas dificuldades, têm menos chances de escapar das garras da violência; se estivesses com uma arma e tivesses que matar um homem ou uma mulher, provavelmente o homem seria morto, ficam por último ao serem salvos por botes ou para receber qualquer tipo de auxílio e segurança que ele merece como ser humano. Nada justifica que haja uma falta de proteção a qualquer indivíduo, todos devem ser protegidos integralmente, uma mulher com arma é capaz com um homem, como mostram as mulheres do cangaço, mais poderosas que muitos soldados homens, comprovadamente as mulheres têm uma capacidade muito maior de resistência à dor e são fisiologicamente mais resistentes, nada justifica que um homem seja posto em uma situação de perigo. Além disso, é muito fácil de a sociedade transformar um homem em um monstro, não vi nenhuma campanha contra a violência aos homens, que deveria ser intensificada, apenas vejo campanhas contra a violência contra a mulher que transforma os homens em monstros, havendo no mundo muitas mulheres "monstras", inclusive aquelas que realizam denúncias falsas, sujando a imagem dos homens. Acredito que deveríamos guardar nossos esforços por uma causa mais geral, porque lutar pela igualdade geral é lutar pela causa da mulher, mas lutar pela causa da mulher não é lutar pela igualdade geral. E nem digo "igualdade da mulher", pois os homens também precisam lutar por "igualdade" através de todas essas causas que eu citei. Sou homem de dezoito anos, quero muito uma maravilhosa companheira para mim, não precisa ser arrumada nem precisa procriar, pois eu nem quero ter filhos. Lavo meus próprios pratos, faço comida às vezes. Tenho vontades diferentes, quero deixar meu cabelo crescer até metade das costas; pretendo ser neurocirurgião. Eu luto para eliminar esses conceitos antiquados da sociedade, mas prefiro não fazer isso através da bandeira do feminismo. Por favor, feministas, continuem as linhas de seus pensamentos, mas assim como vocês incomodam as pessoas na sociedade em diversas questões, não seria justo que de vez em quando vocês também se deixassem ser incomodadas? Muitas feministas que não sabem direito o que fazem fecham a cabeça e decidem chamar todos que são contra de "machistas".