terça-feira, 1 de abril de 2014

GUEST POST: 50 ANOS DO GOLPE MILITAR E A ARTE DO LUTO

Hoje precisamos falar do Golpe Militar de 1964 que, há exatos 50 anos, roubou a democracia do Brasil durante um período sombrio que durou 21 anos (foram 29 anos sem que pudéssemos eleger um presidente). 
Temos que lutar contra ideias fascistas e deixar claro que não queremos uma ditadura nunca mais (veja este excelente documentário). Como vi num muro da faculdade esses dias: Nada de ditadura! Nem militar, nem civil, nem do Estado, nem do mercado.
Agradeço muito a Raphaella Perlingeiro, que é formada em Letras e História pela PUC-Rio, e tem um blog de viagem, por escrever este guest post tão necessário.


“E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, 
gaguejando, pediu ao pai: - Me ajuda a olhar.”
Eduardo Galeano em Livro dos Abraços

Há um mês estava lendo uma entrevista sobre traumas causados em crianças abandonadas. A autora -- não me pergunte o nome -- dizia que a dor dessas crianças, quando abandonadas ainda bebês, é tão intensa quanto aquela vivida em situações limites (guerra, viuvez etc). 
A particularidade desses casos está na não existência de memória concreta do trauma. O que fica é uma dor difusa, um sentimento de aniquilamento que as impedem de se apossar de suas vidas de forma completa. E ela avisa: o único meio para quebrar esse círculo é pela rememoração, pela lamentação e pela experiência do luto.
Hoje, não é apenas o dia da mentira, é um dia para lembrarmos de algo que nos aconteceu 50 anos atrás. Uma situação limite, traumática. O Golpe de Estado de 1964 ceifou o governo do presidente João Goulart, e, junto com este, também nos roubou a possibilidade de escolhermos diretamente nossos presidentes (entre 1966 e 1978 também não podíamos mais votar em nossos governadores). O que veio depois ficou conhecido como a Ditadura Militar, que durou até a eleição de Tancredo Neves (eleito indiretamente no Colégio Eleitoral em 1985). 
Ao lembrar desse momento não consegui evitar aquele sentimento de criança abandonada que começa a experimentar o luto. Nasci em 1976, quando ainda vivíamos o período da Ditadura Militar. Era o período de Distensão da Ditadura. A lenta transição para retornarmos à democracia, às eleições diretas. Minhas memórias sobre esse tempo são poucas. As minhas primeiras lembranças sobre a vida política do meu país começaram com as Diretas Já
Antes são apenas conversas invadidas em momentos inapropriados e que foram experimentadas como uma espécie de tabu. Mas eu entendia o ódio, o medo e a saudade pesando no ar. Nunca entendi, contudo, o porquê daquilo. A opção sempre foi o silêncio, para evitar a dor e os sentimentos confusos. Hoje, contudo, as lágrimas nos rostos de 1985 fazem sentido. 
Chegaram as leituras sobre o tema, e com elas a constatação dolorosa de que esse período não era algo ficcional; ao contrário, era algo próximo e vivo. E pensei: será que esse é um sentimento só meu? Continuei lendo. Sem pretensões, apenas curiosidade. 
Quer saber o que descobri de mais fundamental? Que esse passo de descoberta precisa ser dado por cada um de nós. É preciso que cada um de nós busque, por conta própria, as diversas narrativas para juntarmos os cacos da nossa História. Chega de silêncios, chegou a hora da criança lembrar de seus traumas e aceitá-los. Conhecer a História do próprio país é como um processo de análise para nosso eu coletivo. Aquele que eu compartilho com vocês. 
O Golpe Militar, e depois a Ditadura, foi um dos grandes traumas de nossas História. Foram muitos os mortos. Nossa potencialidade de experimentar a vida democrática de maneira completa foi arrancada das nossas mãos. Alguém decidiu que não tínhamos capacidade de escolher. E, de 1964 até 1989, não tivemos. 
Hoje, no entanto, esta capacidade está em nossas mãos (ainda que tudo nos leve a crer no contrário). Por isso digo: vamos nos apossar de nossas memórias difusas e traumáticas de 1964. É hora de compreendermos o quanto essa História é nossa. O passado é pura potencialidade. Somos nós quem resgatamos aquilo que nos presta a pensar sobre os nossos atos, como pessoas e como nação. 
Hoje é dia primeiro de abril, vamos lembrar dos nossos mortos? Deixar que eles nos digam um pouco sobre a sua versão, sobre o que foi perder essa capacidade de votar? Por que tantos morreram por isso? Façam essa pergunta sempre. E que nada fique escondido e difuso sobre nossa História. Nós somos os ditadores e as vítimas. A capacidade de matar está em nós, mas a de gerar vida também. É preciso lamentar o Golpe Militar para não esquecer disso. 
O que faremos com isso depois?
Talvez a saída seja um pouco como a parábola de Eduardo Galeano. O menino nunca tinha visto o mar. Viajou. Viajou. Quando chegou lá, precisou da ajuda do pai para vê-lo. Que a memória do Golpe de 1964 viva hoje mais forte para aqueles que precisarem de ajuda para ver o mar. Ou quem sabe, para votar.

31 comentários:

Jessica A. disse...

Post lindo e sensato.

Arthur Antunes disse...

Lola, o link do blog da Raphaella abriu como uma manchete. Tem como passar o link do blog mesmo?

Santiago Lampreia disse...

claro e conciso e indispensável ! showdiba !

Anônimo disse...

Fernando Gabeira fala sobre a luta armada.
https://www.youtube.com/watch?v=g_797Jz7xOA

Bela Campoi disse...

Sim, lembrar para não esquecer! Como professora de História, escrevi sobre isso hoje: http://isabelacampoidirection.blogspot.com.br/2014/04/lembrar-para-nao-esquecer.html

Raphinadas Blog disse...

Obrigada, Lola, pela oportunidade de escrever sobre esse tema, ainda mais no dia de hoje. Foi um privilégio! abs

Arnold Sincero disse...

A estória é uma só mas os pontos de vistas são difernetes.

Os militares foram homens honrados que tiverão que fazer uma coisa que muitos não tem coragem de fazer, mas que era necessária, ou vc's queriam viver uma ditadura comunista? iam transformar o Brasil num anexo de Cuba. hoje sentiriamos com a falta de papel higienico, que nem na venezuela.


eles não empregaram os meios mais "fofuxos" comoe squerdistas gostam mas fizeram oq ue tinha q ser feito. hj so temos uma democracia pq tivemos a ditadura, se o comunismo tivesse vencico, estariamos numa ditadura pior ainda hoje.

lola sua infeliz, pare de chorar de barriga cheia, hj vc faz pesquisa subversiva, e manipula a mente das pessoas na internet, pq os militares existiram e proporcionaram isso pra vc, parecer ironico, mas é, ou vc acha que estaria aqui com esse "blogue"(só vc escreve assiim) se não existisse a internet, vc sabia que a internet é uma invenção militar não sabe?

vá justificar seu salário e trabalhe um pouco, este foi um dos seuz piores textos, vc tá escrebvendo muito mal.

HEADBANGER ZETA MGTOW disse...

sou neutro nesse assunto aí. não fico do lado de ninguém.

Nívea disse...

Lola, tenho pensado muito nesse assuntos por esses dias, assistindo um monte de documentários (inclusive esse que você recomenda - fantástico!)
Portanto,permita-me relatar minha experiência pessoal com aqueles anos.
Nasci em 1970, no interior de Minas, numa família esquerdista que abominava os militares. Sempre achei e continuo achando a ditadura brasileira hedionda. Sem mais.
Lembro-me perfeitamente da Anistia em 79. Vibrei com meu velho ao ver a volta dos exilados, sobretudo do Brizola.
Com essa história, impossível não me identificar com a esquerda. Aos 15 anos, o “trauma” da morte do Tancredo que, cá entre nós, já conhecíamos em nossa cidade e te asseguro: sua conduta política por lá não era nada abonadora.
Em 89, já numa Federal, me encantei com o PT e entoei a plenos pulmões: “Lula-lá é a esperança, Lula-lá, valeu a espera, Lula-lá, meu primeiro voto..... e por aí vai.
Votei no Lula mais de uma vez, acreditei na esquerda. E me sinto traída. Acho alternância de poder altamente salutar mas, sinceramente, hoje sou crítica feroz da esquerda. Eles queriam o poder para isso? Fisiologismo, clientelismo, populismo, corrupção? Eles se propunham a ser a alternativa a esse sistema arcaico de política.
E aí minha mente ateísta, que não tem compromisso com dogmas ou erros, fica se perguntando: e se? E se? E se?
Se tivéssemos entrado na zona de influência da URSS, onde estaríamos hoje? Estaríamos, desde então, sendo governados por gente do naipe de um Mariguella ou Zé Dirceu? A alternativa seria outra “revolução”, pois bem sabemos que a esquerda não cede o poder por vontade própria. Não, obrigada. Eu passo.

Flavio Moreira disse...

Nasci em 1965. Um ano de Golpe. Da infância, além das brincadeiras nas ruas, lembro de que não podíamos "falar da polícia", que tínhamos que abaixar a cabeça ao passar por eles.
Lembro das aulas de "Educação Moral e Cívica", que substituiu as matérias que poderiam nos fazer questionar o status quo.
Lembro que havia livros que não podíamos ler, músicas que não podíamos ouvir.
Mas lembro, mais vividamente, que houve pais de amigos que "viajaram" de repente, para nunca mais voltar. Lembro dos rostos contritos pela dor de uma ausência que não podia ser comentada. Lembro do medo nos olhos de algumas pessoas mais velhas, que andavam como se estivessem sendo seguidas e observadas na rua.
Mais tarde, no período chamado de "distensão", lembro que as aulas de história só tinham datas, descobrimento, abolição, independência, proclamação... e os heróis eram todos militares.
Lembro de quando comecei a compreender que aqueles rostos sofridos da minha infância era o de colgas que tiveram parentes próximos assassinados pela ditadura porque acreditavam na democracia, que não queriam que as nossas liberdades nos fossem usurpadas, que queriam garantir que, no futuro, todos teríamos um país de verdade, que iria realizar-se como nação livre e democrática.
Lembro, então, do movimento das Diretas Já, 1984 (ano da distopia não-realizada de Orwell), dos milhões vestindo amarelo no Vale do Anhangabaú que um certo grande jornal paulistano afirmou não serem mais de 500 mil.
Lembro, porque é preciso lembrar. Lembro porque é preciso manter acesa a chama da liberdade por que tantos lutaram e acabaram perdendo não só a vida, mas o direito uma história pessoal, à convivência com a família e amigos, foram roubados de sua condição de cidadãos porque acreditavam em um País livre e soberano.
Lembro porque se nos esquecermos de algo tão próximo, poderemos dar àqueles que tramam e esperam nas sombras a oportunidade de nos tolher as parcas conquistas que alcançamos hoje à custa do sangue e das lágrimas daqueles que desapareceram sob a ditadura. Lembro porque não fazê-lo seria conspurcar a memória desses mortos a quem devemos tanto...

Raven~ disse...

O meu pai é militar. Já era antes de o golpe desaparecer. Eu nasci em 89. Não me lembro de quase nada. Mas um dia, falávamos sobre voto facultativo e minha irmã disse que odiava votar e perguntou pro meu pai pq os "velhinhos" faziam tanta questão de votar. Meu pai quase chorou e até hoje não respondeu...

Anônimo disse...

"Lembrar para não esquecer"? Redundante, não?

De qualquer forma, ótimo post.

Marina P disse...

Eu nasci em 84, não vi a ditadura, mas a minha professora de literatura da quinta série mostrou para todos nós a foto da caixa com cinzas e ossos cuidadosamente adornada com uma fita de cetim vermelha que seus pais receberam no dia de aniversário do seu irmão mais velho, estudante de história, que "sumiu" após participar de um congresso...

Minha mãe conta que suas aulas de educação física consistiam em marchar. Só marchar, por anos a fio...

Anna Milani disse...


Ué, se a Lola manipula a mente das pessoas pela internet e escreve mal, por quê você continua vindo aqui encher o saco, 'Arnold Sincero'?

Raphinadas Blog disse...

Gente o endereço do meu blog de viagem é

http://raphinadas.blogspot.com.br

Caso alguém tenha problema em acessá-lo.
Abraços.

Anônimo disse...

Flávio, estou emocionada com o seu texto. Poderia ser um guest hein?

Anônimo disse...

Arnold, mesmo que seja mal escrito (e nao e), a autora escreve muito melhor que vc. Que nao sabe ler muito bem tb, ja que esta la, bem grande no titulo, que trata-se de um guest post...

lola aronovich disse...

Gente, principalmente a Rapha, mil desculpas por errar o link pro seu post. Fiquei o dia inteiro em sala de aula e nem tive tempo de olhar pro computador. Só às 4 da tarde eu tive literalmente 5 minutos pra liberar os comentários (nem deu tempo de lê-los). Mas agora vai. E agora vou ler os comentários também. Mais uma vez, parabéns e muito obrigada pelo seu post, Rapha. E vc tem um lindo blog!

Anônimo disse...

Lola, eu me lembro do medo. Um medo panico mesmo. Minha avo era amiga da maria teresa goulart, a casa dela foi demolida por tanques aqui em brasilia. A sorte(?) foi que a familia estava em ferias no nordeste. Um tio desaparecido. Hoje eu ja chorei muito, me fiz um juramento e, perdoe meu mau frances, se um filho de uma puta vier falar pra mim "bom era na ditadura" eu gasto meu reu primario com ele. Feliz.

Zrs disse...

Viram essa matéria com depoimentos de mulheres torturadas na ditadura? É de matar a alma.

http://revistamarieclaire.globo.com/Mulheres-do-Mundo/noticia/2013/09/os-testemunho-das-mulheres-que-ousaram-combater-ditadura-militar.html

Anônimo disse...

Nossa, que comentário. Parabéns, consegui sentir toda a sua emoção. Nasci em 1996, não vivi nada disso, mas deve ter sido aterrorizante. Que lembremos e passemos essas histórias para as outras gerações sempre.

Vie

Anônimo disse...

Zrs, acabei de ler a matéria da Marie Claire. Não consigo conter as lágrimas. Que horror. :(

Anônimo disse...

Não há dúvidas que a tomada do poder pelos militares não foi exatamente o que melhor aconteceu ao Brasil. Mas diante de tantas lembranças sobre o Golpe, suas consequências e hoje, a massiva condenação dos militares fico com a impressão de que só havia santos, anjos e inocentes bem intencionados do "outro lado". O lado B da esquerda festiva, irresponsável, desorganizada ao extremo, com projetos de luta, de governo e de Estado mirabolantes, que vendeu seu peixe - e o vende até hoje - embora não se distanciasse na época e agora igualmente - na prática - daquilo tudo que dizia execrar... Não encontro, por exemplo, em livrarias ou artigos postados em blogs, jornais, telejornais, revistas nada que trate, seriamente e com um mínimo de profundidade, dos "justiçamentos", dos assassinatos de "companheiros" supostamente traidores (ou "comprados" pelo Regime) por outros companheiros (?) de luta. Combatentes da liberdade que foram "julgados" e condenados ao silêncio, ao exílio ou a execução sumária por 1/2 dúzia de gatos pingados que se auto intitulavam JUIZES DO POVO ou coisa que o valha. Não encontro reportagem ou pesquisas acadêmicas que retratem a opressão efetiva que sofreram mulheres, negros e homossexuais dentro dos grupos que formaram os movimentos de resistência "liderados" por típicos machistas brancos, conservadores e pouco afeitos ao debate democrático embora afirmassem lutar pela democracia e justiça. E me pergunto a razão do manto de silêncio que se estendeu sobre todos aqueles segmentos e importantes instituições da sociedade - cheios de boa vontade divina e propósitos sociais de justiça e igualdade - que apoiaram descaradamente os militares e os ajudaram a tirar os tanques dos quartéis e plantá-los em praças públicas e ruas das cidades pelo Brasil afora. Interessante essa história contada pela metade e intencionalmente fragmentada e que justifica muitas mentiras, o mau uso de dinheiro "revolucionário" vindo de fora e as ações que hoje - sob o véu do "não queremos saber" - faz coro midiático e choroso contra o GOLPE que "destruiu" as vidas mesquinhas e desorganizou os afazeres dos "dentes bem alimentados da engrenagem" que compunha a classe média brasileira, urbana, ignorante, egoísta, dominadora mas travestida de um intelectualidade compromissada com a democracia. Segmento, na verdade, mais preocupado com o próprio bolso e bem estar privado do que com a liberdade em si mesma, "ampla, geral e irrestrita". Dessa turma, pouquíssimos agiram realmente pensando na nação e seu destino. Sim, pessoas foram mortas e torturadas nos longos anos da ditadura no Brasil mas a maior parte delas que realmente derramaram suor, sangue e lágrimas, não estão nos livros de História, não enchem as telas das TVs dando entrevistas sobre a data histórica. E nem estão nas capas das revistas semanais - todas - dedicadas a lembrar a viradinha do mês de março para abril em 1964. E nem estão recebendo, a título de reparo pela repressão e opressão sofridos, generosas indenizações; dinheiro oriundo dos pesados impostos pagos pela população. SE alguém encontrar o Zé das couves ou a Cida da lanchonete que, mesmo tendo lutado por seu país, pela democracia, pela liberdade e por isso sofrido, junto com seus familiares e amigos, sendo re-conhecidos, que tenham tido estampadas suas fotos na grande imprensa, que tenham obtido asilo nas capitais mais charmosas da Europa e lá vivido com benesses... nos apresente. Precisamos conhecê-los e agradecê-los TAMBÉM por suas ações valorosas, corajosas e impagáveis. Quanto a resultante dessa trama toda, sinto um grande alívio de poder viver e respirar sob uma bandeira verde e amarela e não sob uma vermelha marcada pela foice e o martelo.

Bruna Benevenutti disse...

Algumas criaturas de direita que eu tenho adicionadas no face defendem a ditadura. Vc sabem contra quem os militares estava lutando? Contra os comunistas! Volta ditadura!
Não sei se rio ou choro...

Bruxinha disse...

Eu concordo com a pessoa que postou às 12h49.Não que eu seja simpatizante da ditadura e todos os anos de terror que ela trouxe. Longe de mim...mas como alguém que votou no PT experimento a mesma sensação de traição. A esquerda veio pra fazer igual, senão pior, do que ela combatia quando ainda não estava no poder. Por isso uma certeza eu tenho. Na estrela vermelha não voto mais. Nem pra cargo majoritário, nem pros demais. Embora no meu Estado tenha um político desse partido que tem meu voto há anos, ele o perdeu.

Bruxinha disse...

Matéria da Marie Claire capaz de desmontar o mais durão dos humanos. Os animais são, de fato, muito superiores à nós

Anônimo disse...

Lembro de quando comecei a compreender que aqueles rostos sofridos da minha infância era o de colgas que tiveram parentes próximos assassinados pela ditadura porque acreditavam na democracia, que não queriam que as nossas liberdades nos fossem usurpadas, que queriam garantir que, no futuro, todos teríamos um país de verdade, que iria realizar-se como nação livre e democrática.
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É inocente mesmo.

roberto quintas disse...

Lola, o que a sra achou do porf Eduardo Gualazzi e dos inúmeros reaças que apoiaram o discurso dele?

Sara disse...

Saímos de uma panela e caímos em uma frigideira, sem mais.....

Anônimo disse...

"Eleger presidente" ótimo, agora "já podemos eleger presidente"... vocês acreditam mesmo em papai noel não é mesmo??? desde o regime militar tivemos seis presidentes militares, tres deles com dois mandatos( lula dilma e fernando henrique) agora me digam nesse "mar de democracia" o que mesmo que estes senhores fizeram por voce?????? nada.
As ultimas grandes obras foram iniciadas e concluídas no regime militar (Itaipu é um exemplo)

As obras para a copa que o PT prometeu, que seria um "legado" para o país, somente 5, sim somente cinco por cento ficaram prontas, o resto está abandonado. Eu vivi o periodo do regime militar e sou testemunha: havia mais patriotismo, menos droga, menos crimes, mais respeito á familia. Só quem se deu mal foram os comunistas escravocratas.

Anônimo disse...

Meus queridos compatriotas: Eu amo o Brasil e amo TODOS vocês sem exceção. Por isso não se deixem enganar por militantes de esquerda, eles vão enganar você com essa historia de "poder popular" "socialismo do seculo XXI" "revolução cubana" e outros absurdos e depois que o regime for implantado, você vira escravo deles. Diga não ao comunismo, diga sim a liberdade.

Aos jovens iludidos, e enganados vocês sabiam que em CUBA, o paraíso comunista do Fidel e do PT:
- Não existe liberdade de imprensa;
- Não existe liberdade de sair do pais sem um milhão de explicações para o regime?
- Não existe internet aberta a todos?
- Você não pode ter um barco a motor??? (isso para não fugir da ilha, já que os estados unidos ficam a apenas 180 km da ilha da fantasia)
- Se voce falar mal do tirano Fidel castro, mesmo de brincadeira vai preso??????