quinta-feira, 8 de julho de 2010

PROFESSORA NO VESTIÁRIO MASCULINO

Uma professora me mandou este email, e autorizou que eu o publicasse aqui:

Oi Lola, tudo bem? Escrevo pedindo uma ajuda.
É que eu sou Diretora de uma escola infantil. E as professoras são todas mulheres. Inclusive a de Educação Física.
Depois de atividades fisicas, os alunos tomam banho. Temos vestiários femininos e masculinos.
Bom,a questão é que nós profissionais da Escola temos que ter cuidados com os alunos, e entramos e fiscalizamos eles durante os banhos; temos que fazer isso para ver como vão as crianças dentro do banheiro, o que elas fazem dentro do banheiro. Crianças são muito curiosas e de uma certa maneira maliciosas, e por isso elas podem ter certas brincadeiras, sabe? aquelas, ou ter curiosodades que ainda não estão na época (aquela curiosidade) e com a presença da professora pode colocar a ordem ali, até para evitar que algum aluno seja ofendido por outro durante o banho (comparação do tamanho do pênis, etc,etc).
Não temos condições de contratar dois profissionais de Educação Física.Temos somente uma professora, mulher.
Agora é que eu quero entrar na questão e preciso da ajuda do seu blog e seus leitores. É que a professora ja notou que os meninos ficam com vergonha quando ela entra no vestiário pra verificar se tudo está indo bem.
Eu também tenho que às vezes entrar, pois enquanto a professora está no vestiário das meninas, eu fico no vestiário dos meninos (ou vice-versa).
Nós duas tentamos agir naturalmente, sem ficar olhando diretamente pra eles. Mas não tem como disfarçar, eles ficam constrangidos com isso. E nem 'lavam' as coisas direito. E nós como temos que fiscalizar a saúde deles, temos que incentivar eles a tomarem banho, e lavarem o corpo todo. Até pra evitar doenças.
Quero que me ajude a tirar essa vergonha dos meninos. Que eles aceitem naturalmente a presença de uma mulher adulta na hora do banho.
Se tiver alguma leitora do blog que seja diretora, ou professora, peço que me dê dicas de como fazer isso.
Deixar de entrar não podemos. Então temos que saber como lidar com isso.
Muito obrigada pela atenção.

Perguntei a ela a idade das crianças, e se essa situação já foi discutida com os pais (bom, com as mães, porque a gente sabe como é a realidade no Brasil – cuidar dos filhos ainda é função exclusiva das mães!). Ela respondeu que os alunos têm até oito anos, e que “as mães concordaram com isso. Em reuniões elas colocaram que acham bom o que fazemos, pois assim elas se sentem seguras, sabendo que seus filhos estão sendo cuidados”.
Minha primeira reação ao ler o email foi de estranheza. Eu pensei se eu gostaria de ter meu filho fiscalizado num vestiário, seja por um professor, seja por uma professora. Afinal, esse tipo de joguinho (comparar tamanho de pênis etc), de curiosidade, não faz parte da infância? Mas, claro, eu não sou mãe. E nem aluno. Talvez eu acharia tudo bonito e natural se eu fosse o aluno que está bullying outra criança, mas e se eu fosse a vítima?
Falei com uma colega minha na UFC, uma professora brilhante que (chuif) vai se aposentar no final do ano. Como a filha dela tem uma escola de educação infantil em Fortaleza, pedi sua opinião sobre a dúvida da leitora. Ela não teve a minha sensação de estranheza que eu. Perguntou se era realmente necessário que as crianças tomassem banho na escola porque, se fosse meio período, talvez isso pudesse ser evitado. Por fim, recomendou que a escola coloque um funcionário de confiança para cuidar dos meninos. É sempre complicado, admitiu ela. Uma mulher fiscalizar não é arriscado, embora possa ser constragedor. Mas um homem, só sendo alguém de inteira confiança.
Então, gente, eu nem sei. Algumas dicas que vocês podem dar? Existe algum jeito de falar com os alunos para que eles não se envergonhem com a presença de uma mulher adulta num vestiário?

67 comentários:

Anônimo disse...

Oi Lola...

Ja passei por situação semelhante quando dei aulas para crianças... todas as meninas aprenderam a se limpar depois que eu comecei a dar aulas...

Talvez, a idéia da sua professora seja a a mais recomendável... não adianta conversar com as crianças...

Ficar nu na frente de uma mulher (que não seja a mãe) é tabu... eu me lembro de ter vergonha até das minhas irmãs...

As crianças crescem com um conceito do que é errado e das diferenças entre homens e mulheres... até o sexo é uma coisa absurda e é tratada como um pecado mortal...

Mas penso q se faz necessária uma presença masculina entre os meninos (além da feminina), inclusive prar quebrar o paradigma de quem cuida de criança é a mulher, sempre...

Enfim, é uma situação delicada e penso que sua professora foi mto sensata na sugestão...

Thiago Beleza

Anônimo disse...

sim, acabar com o heteronormativismo

Anônimo disse...

Concordo com a sua amiga, a escola deveria planejar a grade horária de maneira que os alunos não tivessem que tomar banho na escola, caso seja impossível, acho muito delicado e pode ser muito constrangedor para os meninos.
Não confio em homens para fiscalização, tem tantas histórias horrendas por aí e a maioria com homens envolvidos, acho que mulher é mais humana e pensa 2x antes de qualquer bobagem, apesar de ter muita louca por aí.
Quando você fala fiscalização no banheiro/vestiário, não imagino a presença permanente dentro do vestiário na área das duchas, não vejo necessidade disso, mas uma ou duas rondas rápidas e a permanência na porta de entrada, acho que existem 2 sinais de alarme de coisas erradas acontecendo com crianças: muito silêncio ou gritaria/desordem/pedido de socorro. Em qualquer das 2 opções é caso de entrar novamente pra ver se tem algo de errado.

Aline

Anônimo disse...

Também concordo com a opção do Thiago, a fiscalização combinada Homem + mulher

Anônimo disse...

Aline,

Ainda bem que neste mundo existem as mulheres, tão mais racionais e superiores que os homens.
Até mais humanas elas são.

Homens são uns monstros, sempre querendo aterrorizar. Até crianças não poupam mais, nesse caso, meninos. Além de homens, eles são homossexuais também!

Não ha perdão para tantos crimes juntos. Cadeia neles!

Riffael disse...

Tive a mesma estranheza que você, Lola. Acho que "certas brincadeiras e curiosidade" são típicas da idade e até mesmo importantes.

Se for pela higiene, uma aulinha básica para as crianças resolveria o problema e a inspeção ficaria para as mães. É muito fácil delegar tudo a escola.

Anônimo disse...

"Uma mulher fiscalizar não é arriscado, embora possa ser constragedor. Mas um homem, só sendo alguém de inteira confiança"

Esse trecho é uma das coisas mais sexistas que já li em todos os tempos.
A maioria dos agressores é homem, logo só "alguém de confiança".
É a mesma lógica torpe e abjeta que justifica com estatísticas o preconceito contra negros.

Anônimo disse...

Pelo amor de deus...
Deixem os meninos brincarem com os pintinhos deles, compararem tamanhos, formatos e cores ... Isso é saudavel, é legal. Essa professora parece que saiu do filme "A fita branca".
Nenhum aluno de 8 anos vai segurar o outro para estuprar o coleguinha.
To achando que essa "professora" é homofobica, como se não houvessem criancas gays!
E a Lola que é formada em pedagogia sequer sabe dar uma resposta à altura.
Se eu fosse o pai dessa "professora" eu daria uma bela duma surra pra aprender a educar os filhos dos outros de maneira correta.

Lucy disse...

Faça uma reunião com os responsáveis pelas crianças e ofereça as seguintes propostas:

1. A professora monitora o banho dos alunos, mas as pessoas responsáveis devem conversar com suas crianças a respeito da importância de ter algum adulto por perto para que eles não tenham vergonha da professora.

2. Contrate um rapaz, como foi dito, de confiança (acho que até se fosse mulher teria que ser de confiança, né?)

3. Instale câmeras no banheiro. Informe aos alunos e aos pais que isso é uma medida de segurança, e que como as crianças ficavam embaraçadas com a presença de alguém, vcs pensam que a idéia da câmera pode ser boa.

Mas acima de tudo, vcs precisam ouvir o que mães e crianças têm a dizer. Saber como elas se sentem é fundamental.

Eu sei que nenhuma das opções acima é a ideal, que as crianças precisam de certas experiências e blábláblá, mas vamos ser um pouco mais realistas e analisar bem o tipo de sociedade em que vivemos hoje. O que puder ser feito para evitar acidentes e até escândalos, deve ser feito. O problema pode nem ser um bullying, mas se uma criança resolve agredir a outra a coisa pode ser bem fatal, e isso é imprevisível, infelizmente.

Amanda disse...

Gente, minha escola devia ser subversiva: a gente tomava banho sem supervisão e se divertia horrores procurando buraquinhos na parede pra espiar os meninos.

aiaiai disse...

Eu tenho filho de 12 anos, acho que posso dar um pitaco.

Não acho necessário ninguém fiscalizar o banho dos meninos (nem o das meninas) o tempo todo.

Basta que as crianças saibam que tem adulto por perto, que eles estao protegidos e que podem chamar se precisarem de algo. A professora deve ficar fora do vestiário, entrando de vez em quando ou quando ouvir alguma alteração.

Crianças até os 8 anos não fazem bulling sexual de forma violenta. No máximo se comparam e fazem piadinhas.

Quanto a ensinar a tomar banho: isso é tarefa dos pais, peloamordedeus!!!!

Qt a contratar um homem de confiança: lola, vc não pensou na hora em que reproduziu isso né? Como assim? Só precisa ser de confiança porque é homem? Homens são todos muito perigosos? Mulheres são todas muito boazinhas? Isso para mim também é machismo.

Qt a questão da vergonha da nudez: isso é de cada família e deve ser respeitado. Eu sou super a favor da nudez, mas tem que ter cuidado, porque a sociedade não é a favor da nudez. Nossa sociedade só gosta da nudez pornografica. Meu filho foi criado livremente dentro de casa, mas sempre mostrei para ele que quando estamos fora de casa temos que ter o comportamento adequado ao local onde estamos. Em suma, não dá para sair pelado pelos corredores de um hotel ou na casa de alguem que nos hospeda. É simples, a criança entende!

Carla disse...

Oi Lola,
Eu tenho um filho de 8 anos que, tenho certeza, ficaria completamente constrangido por ter que tomar banho com uma mulher vigiando.
Apesar de não gostar nem um pouco dessa idéia, eu também não gostaria dele tomando banho sozinho com as outras crianças, e por isso decidiria que o banho fosse realizado em casa, mesmo que ele ficasse um pouco sujo ou suado na escola.
Pra mim seria a saída mais tranquila!

Anônimo disse...

"Homens são uns monstros, sempre querendo aterrorizar. Até crianças não poupam mais, nesse caso, meninos. Além de homens, eles são homossexuais também!

Não ha perdão para tantos crimes juntos. Cadeia neles!"
Nossa, parece aquelas mensagens que mandam pro programa do Datena... e ainda vem com uma bela pitada de homofobia pra completar, não basta ser pedófilo, "AINDA POR CIMA" é homossexual, que ABSURDO!

Desculpem não comentar o assunto do post, mas não pude ficar sem responder um comentário ridículo como esse.

Anônimo disse...

Agora falando do assunto em questão, por que as crianças não tomam banho em casa? Eu sempre estudei em escola pública, e sempre fazíamos educação física e voltávamos direto para a sala de aula, nunca ninguém morreu por isso. É até bom para as crianças nessa idade tomar banho em casa, sendo ensinadas pela mamãe e pelo papai, até pra manter na cabeça da criança a idéia de que os valores dela devem vir da família e não da escola. A escola deveria se limitar a passar as disciplinas para as crianças, tomar banho, se vestir, amarrar os cadarços é coisa que os pais devem ensinar.

Fernanda disse...

Olá, Lola! Olá, pessoas!

Olha... Minha mãe é professora pública, pela prefeitura, de uma turma de alfabetização e de outra de quinto ciclo (antiga quarta série) já há alguns anos. Nas duas escolhas em que trabalhou, ela teve problemas de alunos abusados uns pelos outros, geralmente mais velhos abusando de mais novos (uns de 8 anos e outros de 6, por exemplo) sem nem entenderem o que estava acontecendo. Os mais velhos se reuniam e obrigavam os mais novos a fazer sexo oral e às vezes anal com eles. Os abusados sentiam dor e humilhação, mas achavam que não podiam fazer nada.

Ela descobriu que isso acontecia com uma certa frequência na escola, mas que os professores não sabiam, porque os alunos tinham vergonha de contar. Eles só contaram para a minha mãe porque ela sempre se preocupou em manter uma postura muito natural em relação ao sexo. Falava com os alunos sobre sexo, masturbação e abuso sexual sem moralismo e sem provocação, mas explicando o que é biologicamente, falando por exemplo pras crianças não sentarem em colos de tios e conhecidos adultos, explicando até o que significava os palavrões. Só porque ela tinha tal postura foi que ela ficou sabendo do que acontecia nos banheiros e banhos dos alunos. Porque os alunos abusados sentiram que poderiam conversar com ela sem que ela duvidasse deles ou os julgasse. E quando ela ficou sabendo, ela sentou com os tais alunos violentadores e não ficou falando de como eles seriam culpados perante Deus ou qualquer bobagem inútil do tipo, mas sim sobre justiça, sobre como eles se sentiriam se fosse o irmão deles ou até eles mesmos, sobre respeito, sobre a dor física causada por uns alunos nos outros, sobre isso ser crime, sobre a covardia do ato. Moralismo neste caso é o mesmo que nada. Só aliena as crianças, que não vêm significado nisso.

Eu imagino (não sou dona da verdade, mas acho...) que o melhor caminho não só para esse caso mas para toda a educação de crianças quanto à sexualidade, seja a honestidade. Porque não adianta falar que é pecado, que é errado e que não é coisa de criança, nem adianta fingir que sexo não existe. As crianças sabem que existe. E se elas não aprenderem da forma adequada o significado das coisas e como se comportar e prevenir, vão continuar engravidando na adolescência, cometendo estupros e outros abusos, e sendo estupradas a abusadas.

No caso específico da professora, se eu fosse ela sentaria com os alunos e falaria: "Olha, nós professora tal e tal passaremos pelo banheiro, ficaremos escutando nas portas, para impedir bagunça, ou que vocês se machuquem ou que machuquem uns aos outros. Não vamos ficar olhando para o pênis de vocês. Eu não tenho interesse nenhum em ver vocês pelados e nem vou olhar. Podem tomar banho tranquilamente, lavem seus corpos direitinho." e iria por essa linha.

Ao mesmo tempo, se fosse ela, conversaria com os pais, explicando o porquê do acompanhamento dos banhos dos alunos, e como isso é importante para impedir abusos.

Achar que, porque uma coisa é tabu, não devemos falar a respeito, é no mínimo um retrocesso, não acham? Ainda mais em uma escola, que deveria estar formando pessoas críticas e responsáveis.

Espero que tenha ajudado. Preferia que minha mãe tivesse escrito aqui diretamente. Hehe...

Um abraço,
Fernanda

Fernanda disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Taiane disse...

Lola,

Você leu a pérola do Serra:
http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia/2010/07/nao-tenho-amantes-disse-vice-indio-da-costa-segundo-relato-de-serra.html

Beijo!

Anália disse...

Olha,
Acho que não tem nenhum problema a comparação dos pintinhos. O grande problema que eu vejo em deixar um monte de meninos de 8 anos sozinho no vestiário é uma possível destruição completa ou parcial do vestiário (não pensem em paredes derrubadas, mas em um monte de toalhas e roupas absolutamente encharcadas (sim, aquelas roupas e sapatos que eles deveriam vestir para ir para casa)e tb os papéis higiênicos, armários tb encharcados, talvez algumas portas de armário quebradas pq alguém caiu em cima ou resolveu escalar o dito cujo, etc). Possivelmente cada um gastaria um tubo de xampu por dia. Criança é assim mesmo, sozinhos ou em casa podem ser até bem educados, mas quando junta um monte, sem supervisão, em dois tempos sai bagunça, as coisa mais estranhas viram "ótimas idéias". Eles ainda estão em "processo de educação". O mais perigoso que pode acontecer é mesmo um tombo feio, afinal é lugar molhado. Agora acho que basta ficar alguém do lado da porta, sei lá, talvez colocando uma espécie duma treliça, só para supervisionar a bagunça mesmo.
Bjs,
Anália

Samantha disse...

Lola, concordo com a sugestão de sua colega.
Vou dar um exemplo que eu acho que deu certo. Eu trabalhei como voluntária, cuidando de crianças pequenas. Muitas não sabiam se limpar ainda.

A responsabilidade de cuidar das crianças era dividida entre eu e um colega, na época. Ele era super de confiança, ninguém nunca teve reclamações. Geralmente, quando alguma criança pedia para ir ao banheiro, um de nós acompanhavamos. Se era menino, meu colega acompanhava.

Alguem, nos comentários, disse a seguinte frase:

"Homens são uns monstros, sempre querendo aterrorizar. Até crianças não poupam mais, nesse caso, meninos. Além de homens, eles são homossexuais também!"

Que absurdo! Não concordo com isso! Essa afirmação faz uma generalização absurda. Nem todo homem é um monstro molestador! Acho sim que homens deveriam participar mais na educação infantil. Seria legal ter mais "tiras no jardim da infância" hehehehe.

Leonardo Ivo disse...

Concordo com tudo que este último anonimo disse. Só que voces estão se esquecendo de uma coisa: a sociedade está ficando doente e com sérias manias de perseguição em tudo que se possa imaginar. Tais brincadeiras sempre aconteceram e ninguem nunca se incomodou. Bulling ou implicancia é mais antigo que o homem pre histórico. O que difere tais atos de antes para agora é que aumentou as denuncias e as pessoas passaram a encarar como algo realmente errado, mas não houve aumento dos casos e sim denuncias. Isso é bom, é, mas está ficando muito ruim, pois as pessoas estão começando a desconfiar uma das outras e daqui a alguns anos a convivencia humana poderá se tornar insuportavel. Situções como abusos, bullings, devem ser tratados com os pais diretamente com os filhos e estes tem de aprender a se defende não apenas revidando ataques, mas principalmente reportando o ocorrido aos pais, professores e a direção da escola e estes tem que está todo ouvidos a eles para tomar providencias e tomar as decisões adequadas a situação. Tudo começa pelo dialogo com elas, pois situações como essas, os pais conseguem fazer seus filhos ouvirem e cumprirem tais recomendações. Só que para isso, os pais tem de ser realmente amigos de seus filhos, conversando com eles, sendo seus confindentes quando ha possibilidade de janela para isso, sem claro, passar a mão na cabeça deles quando estes estiverem errados. Se os pais se portam como repressores dos filhos em tudo que eles fazem e aplicando castigos como espancamentos ou são completamente ausente da criação deles, não particiapando da vida deles, não brincando com eles, terceirizando isso para escolas, creches e babás, ai não há outro jeito. O ultimo recurso e mesmo assim drastico seria câmera, mas colocar adulto para fiscalizar banheiro de menino ai ja é complicado. E mesmo nos casos onde os pais são verdadeiros carrascos para os filhos ou completamente ausentes, cabe o professor e um psicologo conversar com estas crianças, seja individual ou em grupo para prevenir abusos, embora tais abusos ocorram se a criança tiver acesso a material pornográfico. Tirando isso dificilmente haverá, pois nesta idade eles podem até saber o que é sexo na teoria, mas na prática ainda não sabem, excetuando os casos de pedofilia. Vigiar tira qualquer espontaineidade de tudo, seja com crianças ou adultos. As pessoas passam a ser artificiais, falsas, mecânicas. Tudo passa a ser suspeito. Até a criatividade e a inovação ficam sériamente prejudicadas. As pessoas passam a ficarem falsas e a exaltação a violência mais exarcerbada. Passa a virar um caso de submissão. Tudo o que estou falando não é sobre a escola em si, mas o caminho que a sociedade está seguindo. Todo mundo ao mesmo que quer vigiar o outro, quer se ocultar. Um exemplo, quando colocam o insulfilme mais escuro no carro incluindo o parabrisa dianteiro para não ser vista, num caso claro de fuga que foge a esfera da violencia urbana. Deixo este texto com a seguinte frase" O desprezo é terrivel, mas é algo suportavel e que pode ser administrado pela pessoa que sofre, mas a vigilancia não! Esta trava a pessoa a ponto dela não poder fazer mais nada, deixando-a nervosa e com sérias perdas de racionio no momento deste evento, comprometendo sua vida!"

Leonardo Ivo disse...

Agora tem mais um detalhe: e entre as meninas não rolam este tipo de situação? E outra, desde quando mulher é menos tarada que homem? Elas se escondem mais e melhor do que a gente, mas tem o mesmo nivel de libido que nos. Portanto isso já é um preconceito. E outra, todo homosexual é pedófilo? Isso é o maior absurdo que se possa imputar contra um grupo de individuos. A maior parte dos pedófilos são heterosexuais e isso só aumenta o preconceito contra os homosexuais ao se associar pedofilia ao homosexualismo. E a mesma coisa que dizer que mulher loira é desprovida de atividade cognitiva, que o negro é bandido em potencial e que mulher não serve para ciencias exatas.

lola aronovich disse...

Oi, gente, estou de volta e já tenho que sair de novo porque estou esperando ser atendida por um dermatologista (algum dia eu conto, porque estou pasma com a "eficiência" do meu plano de saúde!). Só voltei pra almoçar (é, 14:30 e ainda não almocei...).

Muitos comentários interessantes por aqui, até alguns de anônimos. Mas detesto essa ideia de anônimos. É só abrir o portal que chega um monte de troll falando besteira. Vou escrever um post sobre isso de abrir pros anônimos. Os comentários ficam agressivos demais. Covardes mesmo!


Sobre o post em si, quando escrevi que, se colocassem um funcionário (não um professor) no vestiário, teria que ser um homem de confiança, primeiro, só estava reproduzindo o que a professora minha amiga disse (ela tb disse que uma professora num vestiário de meninos era aceitável, mas o contrário, um professor num vestiário de meninas, jamais); e, segundo, ninguém está dizendo que a mulher num vestiário não tem que ser de confiança. Tanto que a escola tem uma professora lá, uma mulher, e certamente ela deve ser de confiança. Mas o fato é que 95% (chutando por baixo) dos casos de abuso sexual infantil são cometidos POR HOMENS, não por mulheres. Ah, e pra quem acha que são cometidos por homens homossexuais, não mesmo! A maior parte dos crimes é cometida por homens héteros mesmo. Prum homem abusar de um menino não precisa ser gay. Ou vcs caem nessa ladainha do vaticano de que os "padres pedófilos" eram gays? A maior parte certamente não é. Eles abusam de meninos porque têm mais acesso a meninos, e porque o abuso, mais que uma relação sexual, é uma relação de poder (assim como o estupro).

lola aronovich disse...

Ivo, a diretora da escola fiscaliza os vestiários femininos tb. Ela não está deixando as meninas à toa. E os pais concordam com essa fiscalizaçao. Há dois problemas, segundo essa diretora: um, que sua escola não tem dinheiro pra contratar um outro professor de Ed. Fís, desta vez um homem, que serviria pra fiscalizar o vestiário masculino; e dois, que os meninos ficam constrangidos com a presença de uma professora mulher no vestiário.

Então, eu fico pasma com relatos como o da Fernanda, sobre abusos sexuais e até estupros em meninos de 6 anos cometidos por meninos de 8! Eu fico pensando na minha própria infância... Imagino que a minha sexualidade se resumia a brincar com minhas zonas erógenas, ou, sei lá, a considerar certas pessoas atraentes. Mas, pra mim, "brincar de médico" ou algo do gênero ("eu me mostro o meu se vc me mostrar o seu"), foi só beeeem mais tarde, com mais de 10 anos mesmo. Mas hoje há muita sexualização precoce, e isso não é bom, a gente sabe. Então entendo, ainda mais se as mães estão de acordo, que deve haver uma fiscalizaçao nos vestiários. (até pq deve estar cheio de criança de 6 anos que NÃO sabe tomar banho sozinha, não?).
A ideia de instalar câmeras me parece, além de inviável (custa caro, a escola não tem dinheiro), perigosa. Acho que nem se pode fazer isso, do ponto de vista legal. É muito fácil imagens serem vistas por quem a gente não queira, e serem reproduzidas e espalhadas na internet...

Anônimo disse...

Oi Lola! Espero que tenha se referido ao meu comentário quando disse que tinha comentários de anônimos interessantes :).
Só postei como anônimo por causa da pressa, mas concordo com você, ao mesmo tempo que abre-se espaço para falarmos o que realmente pensamos (sem medo de que algum conhecido leia e crie caso - uma hora te explico qual o meu problema) também abre espaço para os trolls agirem livremente.

Juliana disse...

Lucy, instalar câmeras de segurança no banheiro? Olha, acho que isso é o menos recomendável. Primeiro: é um atentado à privacidade dos meninos. Tá certo que a presença de um adulto também diminui a privacidade,mas filmar o banho é um exagero. Segundo:o que será feito com o vídeo? Imaginem se um vídeo desses cai na internet?

Discordo dessa proposta da Lucy, mas concordo com ela quando diz que a escola tem que consultar os pais e alunos.

Agora, essa afirmativa da amiga da Lola tem um tom sexista, como muitos afirmaram, mas,por outro lado, ela foi pragmática. Não estou dizendo de modo algum que homens são mais perigosos , muito menos que concordo com ela, mas esse tipo de precaução condiz com a lógica que orienta as decisões de diretoras/diretores e / professoras/ professores de escola.
As escolas tÊm funcionando sob um regime de pressão e de paranoia. Os profissionais têm medo de ferir leis, estatutos, de sofrer processo.

Será que não é possível que a própria professora da turma supervisione o banheiro? Não sei como isso poderia funcionar na pratica porque não conheço a realidade da escola,mas a supervisão de um adulto com quem os alunos se sintam à vontade é a melhor saída. As professoras poderiam aproveitar pra discutir o tema, trabalhar questões como sexualidade, respeito, privacidade com as turmas.

Excelente tema esse, hein, lola!!!

aiaiai disse...

Na boa, acho o relato da fernanda totalmente fake...meninos de 6 e 8 anos não se abusam sexualmente...mal sabem o que é isso.

lola aronovich disse...

Viu só como o tema rende, Juliana? Pois é, pra mim os temas mais interessantes são justamente esses que eu NÃO sei o que responder...


Aiaiai, não achei o relato da Fernanda nada fake, não. Sinto que às vezes nós, que somos de outra geração, não sabemos direito o que anda acontecendo. Imagino que as "brincadeirinhas sexuais infantis" de hoje sejam bem diferentes das da minha infância! Sei não, mas a nossa geração não foi sexualizada precocemente. A gente cresceu vendo Vila Sésamo, não Xuxa! E pornografia, na época, era algo que alguns homens viam no cinema, ou em revistas pornôs. Bastante inacessível pra crianças. Não existia internet, não existia vídeo, dvd...
Além do mais, eu costumo acreditar em tudo (ok, quase tudo) que me dizem. Pra mim todo mundo tá falando a verdade, até prova em contrário.

Agora é hora de voltar à odisseia da minha primeira consulta médica com plano de saúde. É o DIA INTEIRO voltado pra isso. Como que isso é diferente do SUS mesmo?

Umrae disse...

Leonardo: o bullying não está igual e as denúncias estão aumentando, ele está sim crescendo e ficando muito pior em termos de intensidade. Não estou, obviamente me referindo apenas a esse caso específico do post (que provavelmente está pior também pela sexualização precoce). Se pensarmos em bullying em termos mais genéricos, só a internet possibilitou um monte de novas formas, com o atrativo da possibilidade do anonimato (ou as humilhações e fatos falsos publicados online para prejudicar as crianças são comparáveis a dizer alguma coisa pessoalmente na escola, com testemunhas, possibilidade de punição ou de que o atingido revide?). Sem contar que as crianças estão de fato se tornando mais individualistas e irresponsáveis, por conta do descuido dos pais que durou muito tempo.
E se as denúncias estão aumentando e os alunos finalmente estão começando a dar crédito às crianças, é algo ótimo. Isso quer dizer que elas não terão que passar por tanto tempo por agressões verbais constantes dos colegas e até dos professores, como acontecia no meu tempo. Isso quer dizer que quando uma apanha dos maiores alguém vai realmente averiguar, não ignorar porque não houve testemunha e o menor não pôde provar (o que aconteceu várias vezes comigo). O ônus da prova deixa de caber só ao mais fraco.

O melhor seria que as crianças tomassem banho em casa. Ao meu ver, isso não é obrigação da escola. E câmeras de vigilância nesse caso é simplesmente absurdo...

aiaiai disse...

Lola,
Eu sou de outra geração, mas eu não morri kkkk. E, além de ter acompanhado o dia a dia do meu filho desde que ele nasceu, tenho grande convivência com crianças e educadores, por conta de diversos trabalhos que faço. Portanto, te falo com segurança: fake!
Só começa a ser possível alguma sacanagem desse tipo com meninos após os 9/10 anos. As meninas, sim, são muito mais sexualizadas...já pequenininhas precisam disso para existir. O que é mais um sinal de retrocesso do movimento pela igualdade de generos!

Lucy disse...

Gente, a questão da câmera não é dentro dos boxes do chuveiro, pelamor! Isso realmente seria um absurdo, mas pelo que eu vejo, trata-se sim de uma opção (e não é tão cara, hoje em dia vc monta circuito interno a preços bem viáveis). Esta com certeza é uma hipótese que pode ser levantada, mas deve-se considerar em PRIMEIRO lugar o que as mães E as crianças sentem a respeito disso. Quanto a cair na rede, acredito que se as imagens forem de acesso somente da diretora, isso não aconteceria. Já vi escolas infantis que dispõem de câmeras em todo canto (menos nos boxes de chuveiro e privada, hihi). Já que se sente a necessidade de monitorar, então que as hipóteses de monitoramento sejam todas consideradas e analisadas conjuntamente.

Riffael disse...

Realmente o relato de Fernanda é absurdo, não digo que é mentira, mas sim um absurdo.

Ao meu ver tudo poderia ser resolvido por meio do diálogo e essa fiscalização toda é prejudicial à criança.

E esse sexismo todo nos comentários e até mesmo no post da Lola eu nem sei o que comentar.

Anônimo disse...

Em vez de atacar, Lola ser a favor de comentários anônimos. Por vários motivos:
1)Para evitar ad homimen que sempre acontece: "ah, você é homem por isso pensa assim" ou "ah é porque você é classe média" ou _____ (complete).
Embora não adiante, porque aí vira "você diz isso porque é anônimo". AD HOMINEM. Simplesmente ridículo, se quer contestar, conteste os argumentos.


2)É uma forma de alguém poder relatar sem reservas uma experiência traumática que teve sem se expor (pense num estupro, por exemplo).
3)Nomes são absolutamente irrelevantes. Se sou José ou Pedro não faz diferença.
4)Quem não tem blog/site não tem link. Email não qualifica ninguém como não anônimo. Dá para fazer um email falso em 30s. Aliás dá para colocar jose@dominiofalso.com Então os comentários são só para quem tem blog? É essa a lógica?


Pois bem. Lola disse que os agressores são em maioria homens, logo homem "só de muita confiança".
O nome disso é profiling, isso vai contra tudo o que este blog, se feminista fosse, deveria defender: o tratamento igual entre os sexos.
Uma seleção que se baseasse nesses critérios estatísticos de perfilação estaria contra a constituição e preceitos éticos básicos de igual oportunidade.
Homens não são monstros em potencial, dona Lola.

Anônimo disse...

Gente... me dizem... quem é que quando menino nunca fez um troca-troca com o priminho ou o melhor amiguinho?? Isso é super-normal entre homens e nao é considerado estupro ou violencia sexual e sequer o cara vai ser gay por causa disso.

Experiência Diluída disse...

Lola, eu acho que seja importante os jovens terem essa fiscalização no sentido de não serem vítimas de ataques ofensivos, porém é necessário compreender que a descoberta dos corpos, das regiões genitais é algo natural, que não deve ser repreendido. Existe essa preocupação nas escolas dos jovens não conhecerem o seus sexos, não identificaram as formas de prazer. Tudo isso porque o sexo ainda é visto como um tabu. O necessário nesse caso seria a professora dar uma pequena aula sobre os gêneros, mostrar que não há tabu por parte da professora, conversar com os alunos seria o ideal para evitar esse tipo de constrangimento.

Mariana. disse...

Pelo visto ninguém entendeu a ironia do comentário feito às 13:16 horas. A pessoa estava debochando do comentário da aline (e acho que da lola também), de que não é recomendável contratar homens, a não ser os de inteira confiança.

Também achei que as duas nao foram muito felizes no que disseram. Afinal, não é porque a maioria dos assaltantes são negros, que eu devo ter 'um pé atrás' com eles.

O comentário das 13:24 (fernanda) foi de uma sensatez admirável.

Eu, particularmente, acho que banho deve ser tomado em casa.

Também não acho que precisa ter ninguém vigiando as crianças. Nem câmeras. Basta alguém alerta do lado de fora (não na área de banho), caso aconteça algum acidente. Até crianças merecem um pingo de confiança e gostariam de um pouco de privacidade. Pelo que li do email, a diretora da escola disse que não há realmente uma fiscalização pra ver se as crianças tomaram banho direito. Pra isso, só fazendo igual mãe fazia: olhar atrás da orelha e tudo. Então, se for por esse motivo, a fiscalização está dispensada.

Acho mesmo que o caminho é a honestidade, franqueza. Explicar as crianças e aos pais que terá alguém lá fora, pro caso de emergência, é só chamar. Explicar que podem tomar seus banhos em paz e, quando ao bom comportamento, a consciência ambiental, o respeito ao próximo e as curiosidades sobre sexo que surgirem eventualmente (e não há nada de errado nisso), é só deixar pra sala de aula e pros pais. =)

Clara Gurgel disse...

Gente,vamos parar prá pensar um pouquinho:se os meninos já estão constrangidos de ficarem pelados na frente da professora,vcs acham que eles ficariam mais "tranquilos" sabendo que estão sendo filmados? Fora de cogitação,eu acho!
Acho que,nesse caso,a professora é quem deveria tentar passar segurança para eles(não só "ficar tentando não olhar diretamente").Com muito diálogo,com muita descontração(inventa uma música,uma brincadeira,um prêmio prá quem se limpar melhor...sei lá!),fazê-los entender que não há nada demais no fato de tomarem banho juntos,que não há nada demais se ela orientá-los nessa hora.Ela também pode dizer que está acostumada porque tem filhos(pode ajudar).Enfim,já que esse banho tem que ser dado na escola,que ela faça uso de "todo estudo pedagógico possível" para que esse momento do banho,seja encarado da forma mais natural possível,como realmente o é.Acho que tudo deve partir da conquista da confiança dessas crianças.Sei que é um trabalho difícil,que demanda muito amor,tanto pelas crianças quanto pela profissão,e com resultados nada imediatos,mas que,quando esse resultados chegam,quando finalmente se conquista essa confiança tão necessária,fica tudo muito mais fácil.Não sei se eu estou sendo "muito romântica",mas sei de alguns casos onde agir assim fez toda a diferença.

Masegui disse...

Anônimo (15:58) perguntou:

"Gente... me dizem... quem é que quando menino nunca fez um troca-troca com o priminho ou o melhor amiguinho??"

Bruno (goleiro do flamengo e suspeito de assassinato) perguntou:

"Quem é que nunca saiu na mão com a mulher...?"

Respondendo aos dois: Eu!!

(Santa ignorância, Batman!)

aiaiai disse...

fora do tema, mas muito importante:

vejam o que a senadora Ideli Salvatti conseguiu aprovar no senado:

http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/27919_SENADO+APROVA+CORTE+DE+APOSENTADORIA+DE+JUIZ+CONDENADO

Anônimo disse...

A Mariana escreveu: "Pelo visto ninguém entendeu a ironia do comentário feito às 13:16 horas."
Você se referia ao meu comentário de que as crianças devem tomar banho em casa?
Não foi ironia não oO
Sobre o lance da escola se limitar a passar a disciplina, lendo novamente meu comentário parece meio frio demais neste aspecto, não digo que a escola não deva tratar assuntos diferenciados, mas que mães e pais é que devem ser o centro da educação dos filhos, e não "jogá-los" numa escola esperando que a escola ensine tudo para eles.

Umrae disse...

Não esse, o comentário dizendo que "homens são monstros".
Para mim a ironia foi bem óbvia...

Mariana. disse...

Desculpem, eu quis dizer o comentário acima. o das 13:09.

Foi de uma ironia bem óbiva, mas muitos nem perceberam.

Mariana. disse...

Aliás, corrigindo de novo, foi o comentário das 11 horas.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Estranho, eu não imaginava que meninos com menos de oito anos ficassem constrangidos pela presença de uma professora...
Mas pensando bem, eu não sei em que época crianças começam a tomar banho sozinhas e em que idade que meninos começam a ter ereções, esse tipo de coisa. Então essa eu passo...
Agora, eu nunca passei por isso de tomar banho na escola. Não sei, mas acho que banho, mesmo de crianças, é uma coisa tão íntima pra ser feito em meio a outras crianças e com supervisão de um adulto que não é da família ou íntimo...
Eu acharia melhor que a educação física fosse no último horário e as crianças tomassem banho em casa mesmo...
Palpite totalmente leigo no assunto.

Anônimo disse...

Espero que ninguém desqualifique meu comentário por eu estar anônima...

Não tenho uma opinião formada sobre o assunto. Só estou escrevendo por causa do comentário da aiaiai sobre o relato da Fernanda ser fake.

Eu sei que não é fake por experiência própria...

Anônimo disse...

Pedofilia é pedofília, só porque não aparece na primeira pagina, não quer dizer que não existe.
Uma das falácias do feminismo é o newspeak, gerado pelo medo de publicar qualquer notícia ou estatística contra o sexo "fragil", já que a Globo não noticia, portanto, não existe pedofília feminina.
Tenho certeza que muitas de vocês acharão os menininhos sortudos, pois enfim são "homens", e foram previlegiados com a experiência.

RAPAZES DE 12 ANOS E MULHERES DE 20/30

"Dezesseis por cento dos universitários e 46 por cento dos presidiários brasileiros relataram contactos com mulheres mais velhas. Metade dos encontros envolveu uma relação sexual completa. A média de idades dos homens no momento do contacto era de 12 anos, enquanto as mulheres tinham entre 20 e 30 anos. A esmagadora maioria dos homens não se considera vítima de pedofilia. O que aconteceu, disseram, foi bom."

Foi bom! Mas 46% estão na cadeia, provavelmente porque são homens e merecem.

http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp

Vitor Ferreira disse...

Lola, nas escolas em que eu estudei, em nenhuma delas eu tomava banho lá. A gente tinha aula de 13h até as 17h30, e educação física duas vezes por semana. Não havia necessidade de banho, só em circunstâncias mais especiais.

Acho que eu ficaria constrangido também se tivesse que tomar banho com vistoria permanente.

Anônimo disse...

A Associação Meter, que atua na busca e combate a sites de pedofilia, revelou a existência de 40 blogs criados por pedófilos que descrevem vários atos sexuais envolvendo crianças. Destes blogs, 25 têm mulheres como autoras, conforme noticia a agência Ansa. A Meter enviou os dados para a polícia de Catania, na Itália, para o FBI e para a Interpol.

http://www.htmlstaff.org/ver.php?id=276

Anônimo disse...

"Homens e mulheres empatam quando assunto é pedofilia"

O Senador Magno Malta Magno Malta, que preside a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia do Congresso Nacional, disse há pouco em entrevista coletiva com a imprensa, que quando o assunto é pedofilia, homens e mulheres empatam em crimes praticados. Segundo ele, o crime é o mesmo e acontece da mesma forma seja qual for o sexo do infrator.

http://www.todoscontraapedofilia.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=1948:qhomens-e-mulheres-empatam-quando-assunto-e-pedofiliaq&catid=34:noticias&Itemid=28

Anônimo disse...

"No Brasil fica difícil falar em pedofilia feminina e muito mais de aceitá-la. Pergunte a um adolescente de 14 anos: "Uma mulher de 25 anos dando em cima de você é pedofilia?" Ele dirá que não. E completa "Eu sou o cara"

Reflexo da cultura machista."

http://recantodasletras.uol.com.br/artigos/1307029

Quero ver vocês feministas desconstruirem esse conceito machista. Fim ao patriarcado!

Anônimo disse...

oi, lola!
gostaria de saber se você já comentou a respeito do filme/livro "the girl with the dragon tattoo". se não, fica a sugestão.

manda gc disse...

Lola,
faz pouco tempo que leio seu blog, mas estou AMANDO, já sou sua fã! rs

Mas enfim, eu não tenho o que comentar sobre esse post... Mas eu vi uma coisa hoje, que não tem nada a ver com isso, mas eu fiquei indignada (meu "amigo" que queria me provocar, provavelmente, me mandou).

MAIS COISAS MACHISTAS POR AÍ NA NET:

http://testosterona.blog.br/2010/07/07/como-seria-se-o-mundo-fosse-dominado-pelas-mulheres/#more-13954

Gostaria que você desse uma lida também, e postasse alguma coisa a respeito, para que o resto dos leitores(as) vissem também! Além disso, o resto do blog é repleto de baboseiras... O que "salva" um pouco é a "Acidez Feminina", tipo uma coluna escrita por uma garota (ela deveria abrir um blog separado, talvez...)

É isso, beijos.

Pentacúspide disse...

George Orwell estaria agora a ter um pesadelo ou a regozijar por ver as suas previsões a serem realizados? Bem vindo, ò Big Brother.
Será que a professora não está é a pensar em instalar câmaras para vender depois as imagens a uns porcos pedófilos na internet? Este sou eu a exagerar.
A professora tem medo que as crianças encetem brincadeiras sexuais, dizendo que estão fora dessa idade... hum, não me parece que ele tenha sido criança. Não há idade para brincadeiras sexuais (ninguém leu Freud?), há no entanto etapas de sexualidade, e quando formos estabelecer idade no sexo é para não mesclar 16 anos com 10 anos, mas às crianças da mesma idade deve-se deixar à-vontade, não vá o controlo absurdo criar neuroses posteriormente.
A professora não precisa de monitores dentro dos balneários das crianças, mas fora, afinal aquela é uma hora íntima delas onde precisam trocar conhecimentos uns com os outros, coisas que não podem fazer com os adultos lá em casa, e não estou a falar de práticas (homo)sexuais.
Bem, ainda bem que ela teve essa dúvida, pois o assunto acordou preconceitos vários, conforme pude ler em vários comentários, fazendo-me ver o quão distante estamos de sermos "livres".

Fernanda disse...

É, aiaiai, você descobriu meu segredo. Pensei: vou gastar meu tempo escrevendo uma mentirinha, só porque eu sou muitcho louca e à toa. Uuuuahahahaha (risada maquiavélica). Vai ser tão legal...
Putz, né?
Enfim... Eu não pedi pra ninguém acreditar, não tenho necessidade de provar nada pra ninguém.
Escrevi aqui porque achei que a experiência enfrentada pela minha mãe pudesse ajudar no caso.
Todas as minhas opiniões foram baseadas em casos reais, mas são minhas opiniões, que são minhas e aí qualquer um pode achar o que quiser delas mesmo.
Agora eu não ACHO que os meninos de terceiro ciclo abusaram dos do primeiro. Eu SEI.
Olha... Eu nunca fui abusada sexualmente. Tenho várias amigas e nenhuma delas também foi abusada sexualmente. Mas não é por isso que eu digo que quem fala que isso aconteceu é fake. Eu tenho sorte em viver em um ciclo social em que isso deva ser mais raro, não inexistente.
E é por pessoas que acham que, se eu não conheço, não existe que muita gente abusada se cala, como no caso dos alunos da minha mãe, até que ela apareceu. Ainda bem que não era a aiaiai a professora, né?
Agora é engraçado achar que menino de 8 anos não sabe o que é sexo. Eu com 8 anos sabia... E olha que sou da década de 1980 e na minha época de criança nem existia funk. E os de 6 anos realmente não sabiam, e só foram capazes de entender que estavam sendo abusados graças às aulas da minha mãe.
Enfim, né?
Beijos para tod@s!

Luciana Håland disse...

Não deu pra ler todos os comentários, mas...

Bom, a galera da minha geracão (estou com 38 anos) já era bem sexualizada, e acho que muitas geracões antes da minha. Isso de meninos mais velhos 'estuprarem' mais novos, ou até mesmo da mesma idade mas mais fraquinhos, já existia. Na rua que morei quando era crianca, foi descoberto que meninos se reuniam para fazer isso com os menores, sexo oral e anal.
Acontece e já acontecia muito desses abusos.

Nunca soube de casos de abusos de meninas com meninas, não em idade tão precoce, e não porque elas não tenham já uma sexualidade desenvolvida, mas talvez a forma como a exercão nessa idade seja diferente, mas soube de casos de meninas beijarem outras na boca, o que também é um abuso.

Carlos Eduardo. disse...

Ola Lola, tudo bem? Você ja escreveu que é contra mulher entrar na Igreja(casamento) com o pai, pois isso é machismo, que a mulher é igual ao homem, e bla bla bla,.

Então ja que a mulher tem que ter os mesmos direitos que os homens, ELA DEVE TER TAMBÉM OS MESMOS DEVERES.

Deve aposentar com a mesma idade.
Deve ser obrigada a se alistar no exército.
E muitas outras coisas.

Você concorda? ja que é feminista então lute para as mulheres terem também os mesmos deveres.

heheheheh

Victor disse...

Moro em Fortaleza e entendi o posicionamento da sua amiga, Lola, porque aqui não é muito comum nem para os meninos e nem para as meninas tomarem banho do colégio - e olha que aqui é quente! Já fiquei várias vezes com vontade de tomar um banho no colégio e nunca tive coragem por falta de costume mesmo e porque não gosto de banheiros coletivos.

Acho que, como você falou, essas "brincadeiras" de vestiário são normais e fazem parte do desenvolvimento da criança. É preciso que acha algum controle? Claro que sim. Mas é preciso também respeitar todos, até as crianças. Eu, pessoalmente, não sou nada puritano, mas não gosto de ficar nu na frente da minha mãe, que me criou de uma forma bastante liberal em relação à nudez (não só da minha mãe, não só na frente de mulheres, na frente de ninguém, nem mictório eu uso). Não sei porquê, apenas não gosto. E acho que, embora algumas crianças não se importem, outras podem se importar.

Concordo com a idéia da sua amiga: se não for possível abolir o banho ou torná-lo opcional, seria melhor que um funcionáriO de confiança tomasse conta dos meninos )mas eu ainda ficaria envergonhado, rs).

João disse...

Lola, não li todos os comentários porque, convenhamos, são muitos, muitos, inteligentes e os outros. A solução é fácil (não sei se alguém já disse isso):

Basta fazer com que os aluninhos tomem banho com ROUPA DE BANHO. Duvido que algum menino se constrangeria com uma professora vendo-o de sunga de banho ou que as meninas tivessem vergonha que as professoras as vissem de biquíni. Claro que a limpeza pode não acontecer exatamente como deve ser, mas se a escola quer mesmo que eles tomem banho, essa seria a forma que não daria problemas a ninguém, com certeza! Achar que se alguns meninos de 6 aninhos vão se estuprar num banheiro nos dois minutos que a professora vai ficar ausente dali eu vejo como absurdo!

João disse...

Correção: "...nos dois minutos EM QUE...".

Victor disse...

Gostei da solução do João. Acho que facilita pra todo mundo, até para os alunos que são um pouco mais tímidos. Mas, segundo o post da Lola, a diretora se preocupa também com a higiene íntima dos alunos, mas acho que isso são detalhes que devem ser ensinados na teoria e sutilmente reforçados na prática, mas não é algo que deva ser crucial na educação da criança na escola. Os pais devem participar dessa educação mais íntima da criança também, já que são (ou deveriam ser, visto que, hoje em dia, os pais estão jogando cada vez mais a responsabilidade integral da educação dos filhos na mão das escolas) mais próximos dos filhos.

Anônimo disse...

Lolinha, eu entendo perfeitamente a vergonha das crianças. Eu sempre fui uma criança muito desinibida quanto à minha nudez, quando estava perto de outras - na verdade, de outras meninas. Eu tinha em mente "eu tenho o mesmo que elas, todos os corpos de meninas são iguais".

E perto de adultos eu também era relaxada quanto a isso porque eu sabia que era diferente dos adultos (ou seja, não-sexual) e confiava neles (claro, eu aprendi o que é um comportamento normal ou não, como me proteger de pedófilos, etc)...

Mas TODOS os meus colegas sempre foram muito pudicos, odiavam se trocar perto de qualquer um. A vergonha parece ser muito maior entre as crianças, sexualidade e nudez precisam ser impedidas e escondidas ao máximo.

Não sei até onde supervisionar as crianças é uma extensão dessa cultura da vergonha (impedir que os colegas se vejam, se toquem, se comentem)... Ou realmente pode ser uma segurança. Bom, por que não perguntam pras crianças?

Edson Ferreira disse...

Fiquei decepcionado com todas as respostas destas pessoas que se dizem educadoras. Quem educa as crianças? Na maioria das escolas e nas casas são as mulheres. E quem são as primeiras preconceituosas em relação a todo tipo de sexualidade? A mulheres com suas convicções machistas.

Daní Montper disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Liana disse...

Eu acho que a escola deveria respeitar a privacidade dos meninos. Deixar claro que tem uma pessoa adulta na porta já inibe a maioria dos problemas. Eu acho um absurdo sugerir câmeras nos banheiros, mesmo que não peguem as cabines e os chuveiros. É muito invasivo.

Sobre os contatos sexuais entre crianças, me parece ingenuidade achar que a coisa eventualmente não possa descambar para algo mais sério. Imaginem uma escola de grande porte, com centenas de alunos na mesma faixa etária, com certeza alguns ali passarão dos limites. Criança não tem muitas inibições, se der na telha de fazer algo mais grave vai fazer.

Tanto meninas quanto meninos são erotizados cada vez mais. Só que no caso delas, são incentivadas a se exibirem como objetos sexuais, é mais passivo; já no caso deles são incentivados tomarem a iniciativa, a serem ativos. Então não vejo como nivelar os comportamentos e suas consequencias. Acho sim que é mais fácil acontecer algo impróprio entre meninos que entre meninas.

A maioria não recebe uma educação sexual saudável e ela se manifesta cada vez mais cedo, é preciso levar isto em consideração.

Contratar um funcionário homem deveria ter sido considerado desde o início. São profissionais da área de pedagogia lidando com crianças, como não pensaram nestas possibilidades? Todo mundo leva em consideração que meninas vão ficar constrangidas com um homem(ou mesmo mulher) vigiando o banho, mas esquecem dos garotos.

Anônimo disse...

meu nome e laira,trablahei em uma em uma creche que tinha q auxiliar em banho de meninos de ate 7 a 8 anos,as vezes alguns tinham erecao sim,mais isso tb se dar muito ao nosso profissionalismo,porq eu tb tenho filho nessa faixetaria de idade,vejo essa situacao hj em dia muito normal,desde q seja de forma bem respeitosa...

Jefferson Reis disse...

Não sei se entendi bem, mas sua professora disse que a presença de uma mulher adulta no banheiro masculino é apenas constrangedora enquanto a presença masculina só deve ser permitida se o homem for de inteira confiança. Por quê? Homem, apenas se for de confiança, mulher, qualquer uma. Não entendi.

Anônimo disse...

sem fundamento algum isso! é a mesma coisa se por um homem fiscalizando as meninas no vestiário , elas iram ficar constrangidas com um homem , assim ficamos nós homens quando uma mulher vai fiscalizar o banheiro masculino , até pq é uma área somente masculina, onde os meninos possam conversar e ter mais privacidade! assim no banheiro feminino tb as meninas tem privacidade! o melhor a se fazer é contratar um professor de ed física e fzer com que ele fiscalize os meninos , e além do mais vc como mulher , nem devia citar isso comparação de tamanho do órgão masculino , sem noção isso , isso é do universo masculino, vcs meninas não falam de seios,se tocam tb, normal!da a entender que você quer tentar ver os meninos pelados, saiba q existe mulher taradas, pevertidas e pedofilas! ta saindo direto em jornal mulheres abusando de meninos tb! qql fiscalização normal e sem constrangimento é vestiário masculino somente com homens , e vestiário feminino somente mulher! e respeitar a privacidade

Carla Lopes disse...

A presença de uma mulher adulta em vestiário de garotos é desnecessária na minha opinião. Na epoca que meu filho tinha 9 anos frequentou um acampamento de ferias onde aconteceu esta situação. O problema aconteceu pq a professora ou orientadora entrava no banheiro dos garotos e falava sobre a importância da higiene intima, alguns garotos ainda tinham a fimose apertada (nao era o caso do meu filho) e deu um problemão. Total falta de bom senso.